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Apreciações Musicais - ESC 2022: Resultados

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Ao longo das últimas semanas, alguns membros da nossa equipa (Jessica Mendes, João Vermelho, Neuza Ferreira, Pedro Lopes e Tiago Lopes) comentaram as músicas do Festival Eurovisão da Canção 2022.

À semelhança dos anos passados decidimos introduzir a vossa votação para calcular o resultado final. Seguindo o modelo do Festival Eurovisão da Canção, a equipa ESC 38N e os leitores tiveram um peso de 50% cada um nos resultados finais desta rubrica. No caso de empate, o voto dos leitores foi decisivo.

No ano passado a Suíça foi a grande vencedora da votação final, seguido da França e da Lituânia no top 3 respetivamente. Podem ver o vídeo final de seguida e consultar os resultados detalhados desta edição.



Assim sendo o grande vencedor da rubrica "Apreciações Musicais - ESC 2022" é...:

Cornelia Jakobs  - "Hold Me Closer"

Podem ver os resultados completos ao pormenor AQUI.


Se quiserem ler alguma apreciação, veja aqui:

Albânia - aqui
Alemanha - aqui
Austrália - aqui
Áustria - aqui
Arménia - aqui
Azerbaijão - aqui
Bélgica - aqui
Bulgária - aqui 
Chipre - aqui
Croácia - aqui
Dinamarca - aqui
Eslovénia - aqui
Espanha - aqui
Estónia - aqui
Finlândia - aqui
França - aqui
Geórgia - aqui
Grécia - aqui
Irlanda - aqui
Islândia - aqui
Israel - aqui
Itália - aqui
Letónia - aqui
Lituânia - aqui
Macedónia do Norte - aqui
Malta - aqui
Moldávia - aqui
Montenegro - aqui
 Noruega - aqui
Países Baixos - aqui
Polónia - aqui
Portugal - aqui
Reino Unido - aqui
República Checa - aqui
Roménia - aqui
São Marino - aqui
Sérvia - aqui
Suécia - aqui
Suíça - aqui
Ucrânia - aqui 

Apreciações Musicais - ESC 2022: Reino Unido

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Sam Ryder - "Spaceman"




INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Apesar de ser algo que já todos vimos, tem alguns toques que a deixam mais interessante. A keychange no final é bastante boa.

João Vermelho: Um instrumental bastante contemporâneo, com uma excelente melodia e com uma produção muito boa.

Neuza Ferreira: Não estou a perceber o porque de todos estarem a falar de “SPACE MAN” como se fosse uma masterpiece. Uma vez mais, o Reino Unido apresenta-nos um instrumental à sua maneira: banal e sem hipóteses de chegar muito longe.

Pedro Lopes: Numa canção com o título ‘Space’, é nos oferecido um instrumental que faz jus ao nome. Um instrumental que dá espaço, nos faz sentir mais além, dada a sua força e intensidade. Isso é realmente muito bom. Gosto do início quando ainda apenas se ouve qualquer coisinha lá atrás, já para dar algum destaque ao enorme poder vocal do intérprete. E depois, de momento para momento, a canção vai crescendo, e fica muito no ouvido.

Tiago Lopes: “Space Man” tem um instrumental muito particular que me remete para um mundo de fantasia. Não é um tema vencedor, mas não envergonha ninguém.

VOZ

Jessica Mendes: A voz dele é absolutamente fantástica. Uma das melhores deste ano (ainda que eu odeie gritinhos). Tem a fragilidade e a garra certas. 

João Vermelho: Provavelmente já disse anteriormente que outro artista qualquer tinha a melhor voz desta edição, mas muito sinceramente não sei se afinal, não será o Sam Ryder.

Neuza Ferreira: Sam tem uma capacidade vocal muito boa. Farta-se de berrar. Esperemos que ao vivo consiga berrar sem desafinar, ou será a chacota da noite.

Pedro Lopes: Adoro, simplesmente. E que voz! Agudos para dar e para vender (e eu comprava, mesmo sendo caros). O Sam Ryder é um ótimo intérprete, e tem também uma das melhores vozes desta edição. Mas este não deixa de ser um fator que igualmente me preocupa. Os intérpretes de 2019, (2020) e 2021 também eram cantores muito bons, mas que por alguma razão se apagaram um bocadinho no palco do ESC. Espero que não seja nenhum tipo de macumba, nem que volte a acontecer…

Tiago Lopes: O que dizer de Sam… Mais uma grande voz na Eurovisão este ano. Um timbre particular, para quem conhece Sam sabe bem do que ele é capaz e só podemos esperar uma grande atuação em Turim. Já estou à espera daqueles agudos. 

LETRA

Jessica Mendes: Vamos ignorar o facto de faltar uma vírgula no título da canção? Vamos? Ótimo.

João Vermelho: A letra apesar de não ser algo que já não tenhamos ouvido tem a sua originalidade, e soa muito bem com a voz de Sam Ryder, é uma letra que se encaixa muito bem com a melodia.

Neuza Ferreira: Simples, leve e engraçadita.

Pedro Lopes: Acima de tudo, é uma letra bastante divertida, mesmo que esgote todos os termos que conhecemos sobre vida espacial. O refrão é muito fácil de decorar, e isso é também uma mais valia. E quem é que nunca tem os seus momentos em que a nossa cabeça está mais na lua ou em marte, do que no planeta terra. Querem canção mais representativa de um comportamento humano do que esta?

Tiago Lopes: É uma letra orelhuda, engraçada e parece que se mistura com o instrumental. É diferente daquilo que ouvimos dos outros países e pode destacar-se por isso. 


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Mais um bottom 5 não merecido.

João Vermelho: Não consigo ver isto fora do top 10, mas acho que já disse isso a respeito de umas 20 canções…

Neuza Ferreira: Últimos lugares, como habitualmente.

Pedro Lopes: Espero que seja desta que o Reino Unido sai dos últimos lugares. Para bem, para bem, era até um top 10 este ano….

Tiago Lopes: O Reino Unido é imprevisível, mas um top 15 não ficava mal a esta música.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 7 pontos

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 10 pontos

Tiago Lopes: 6 pontos

40 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: O Reino Unido pode mandar o que quiser. O último lugar está sempre garantido.

João Vermelho: Uma coisa tenho a certeza: este ano, o Reino Unido não terá 0 pontos.

Neuza Ferreira: Boa para ouvir enquanto se fuma uns charros.

Pedro Lopes: Aposto mesmo que o Mika não deve ir muito à bola com o Sam Ryder. É que perceber que tem um adversário à altura para brilhar nos agudos, não é fácil… Adeus protagonismo!

Tiago Lopes: O Reino Unido teve de ir ao Espaço a ver se ganhava alguns pontos, já que na Terra está escasso.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suécia - 50 pontos; 2.º Países Baixos - 48 pontos; 3.º Grécia - 45 pontos; 4.º Chipre - 41 pontos; 5.º Portugal e Reino Unido - 40 pontos; 7.º Espanha - 40 pontos; 8.º Noruega - 39 pontos; 9.º Azerbaijão - 39 pontos; 10.º Polónia - 38 pontos; 11.º Itália - 38 pontos; 12.º Lituânia - 37 pontos; 13.º Estónia - 37 pontos; 14.º França - 36 pontos; 15.º República Checa - 36 pontos; 16.º Ucrânia - 35 pontos; 17.º Montenegro - 34 pontos; 18.º Austrália - 34 pontos; 19.º Áustria - 33 pontos; 20.º Sérvia - 32 pontos; 21.º Suíça - 31 pontos; 22.º Arménia - 31 pontos; 23.º Alemanha - 30 pontos; 24.º Finlândia - 30 pontos; 25.º Bélgica - 30 pontos; 26.º Âlbania - 30 pontos; 27.º São Marino - 28 pontos; 28.º Dinamarca - 26 pontos; 29.º Macedónia do Norte - 26 pontos; 30.º Croácia - 25 pontos; 31.º Islândia - 23 pontos; 32.º Letónia - 23 pontos; 33.º Irlanda - 21 pontos; 34.º Eslovénia - 21 pontos; 35.º Israel - 19 pontos; 36.º Roménia - 19 pontos; 37.º Malta - 17 pontos; 38.º Moldávia - 15 pontos; 39.º Bulgária - 13 pontos; 40.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: Itália

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Mahmood & Blanco - "Brividi"



INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Confesso que tinha muitas expectativas para este duo e esperava algo mais alternativo com sons étnicos e rap. Não aconteceu (com exceção daquela parte mínima no final), mas é uma balada muito bonita e, como sempre, com um instrumental muito superior à concorrência. 

João Vermelho: O instrumental transborda classe por todo o lado, possui uma melodia lindíssima e intemporal, é um dos meus temas favoritos.

Neuza Ferreira: Mais uma música genial vinda da Itália. O país tem sido muito constante, raramente pecando no instrumental. “Brividi” é só mais uma maravilha a juntar ao historial italiano.

Pedro Lopes: A canção é boa. Talvez o instrumental seja a parte que mais me desperta algum interesse, sobretudo porque sou fã de acordes ao piano, e esta canção muito nos oferece isso. Ainda assim, não consigo não deixar de considerar que este tema é ligeiramente bland. À terceira audição, ou já estou farto disto e desligo a meio, ou então vou ao refeitório pedir um pouco de sal porque isto está super insoso. 

Tiago Lopes: Confesso que ao início fui mais um dos que ficou conquistado por Brividi, mas já enjoei. É uma balada bonita, diferente do que vemos Itália mandar. Poderá ganhar pontos por ser uma música fácil de gostar na primeira audição.

VOZ

Jessica Mendes: Já disse em 2019 que não sou fã da voz do Mahmood e com tanto agudo só piora. Por outro lado, gosto muito da fragilidade da voz do Blanco e acho-os um duo muito bem conseguido.

João Vermelho: Mahmood possui um dos timbres mais irreverentes do cenário musical europeu, e o Blanco uma das novas vozes em ascensão em Itália, formam uma dupla perfeita neste tema, as suas vozes soam muito bem juntas e na atuação ao vivo existe uma boa química entre os dois.

Neuza Ferreira: Creio que todos já conhecemos muito bem a capacidade vocal do Mahmood; tem uma voz e um timbre únicos, muito característicos. No que toca ao Blanco: igualmente impecável ao Mahmood. Temos aqui uma combinação de vozes extremamente interessante, que vai deixar a concorrência apreensiva.

Pedro Lopes: Harmonias, obrigado pelas harmonias. A melhor parte desta componente. Ambos os intérpretes têm uma ótima voz, segura, e que não traz problemas numa atuação ao vivo. Mesmo nas partes mais faladas, algo que não sou muito fã, dou o meu voto ao BLANCO, sobretudo por dar outro aspeto a esta canção. Ao mesmo tempo, não continuo a achar que não é fácil de se gostar de um timbre vocal como o do Mahmood. Foi bastante apreciado em 2019, e eu era um deles, q.b.. Mas agora não aguento aqueles agudos. A cada nova audição, fico cada vez mais enervado com isso. 

Tiago Lopes: Já em 2019 a voz de Mahmood me deixava intrigado numa boa maneira. A junção com BLANCO, que por sinal também tem uma boa voz, está qualquer coisa. Os dois criam uma ligação interessante e acabam por resultar e encher o palco. Individualmente não há nada a apontar.

LETRA

Jessica Mendes: Todos os anos digo que a Itália manda letras incríveis. Já não sei se é da língua ou se eles são todos geniais. Vou acreditar que são ambos.

João Vermelho: A letra podia ser sobre qualquer coisa e ia achar lindíssima por ser em Italiano, mas de facto a letra é bastante bonita.

Neuza Ferreira: Que letra... Que letra, minha gente! Tão genial quanto arrebatadora. Não consigo ficar indiferente.

Pedro Lopes: Gosto sempre de ouvir canções em italiano, e como isso geralmente é habitual, continuo a agradecer por isso. Gosto da história por detrás deste ‘Brividi’, a letra é intensa como a canção, e a necessidade de enfatizar a ideia de que também se aprende a amar é boa. Muito bom ponto, como de costume.

Tiago Lopes: Itália a manter-se fiel ao seu registo e mantém a língua italiana nas suas canções. A interpretação faz parecer uma canção de sofrimento e é assim que a encaro. 


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Top 5, para variar.

João Vermelho: Acredito que vai estar no top 10.

Neuza Ferreira: Sai mais um top 10.

Pedro Lopes: Haverá de ser top 5 à mesma, não é?

Tiago Lopes: Top 15 fácil 

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 6 pontos

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 6 pontos

Tiago Lopes: 6 pontos

38 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: A Itália é o Bayern da Eurovisão. Os outros estão lá, mas nunca serão tão bons.

João Vermelho: Calafrios tenho eu a ouvir esta canção. Num bom sentido, claro.

Neuza Ferreira: “Brividi, brividi, brividi”.

Pedro Lopes: Obrigado aos agudos do Mahmood. Criaram o meu ódio de estimação de 2022.

Tiago Lopes: De quem foi a ideia de juntar dois homens numa música destas?

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suécia - 50 pontos; 2.º Países Baixos - 48 pontos; 3.º Grécia - 45 pontos; 4.º Chipre - 41 pontos; 5.º Portugal - 40 pontos; 6.º Espanha - 40 pontos; 7.º Noruega - 39 pontos; 8.º Azerbaijão - 39 pontos; 9.º Polónia - 38 pontos; 10.º Itália - 38 pontos; 11.º Lituânia - 37 pontos; 12.º Estónia - 37 pontos; 13.º França - 36 pontos; 14.º República Checa - 36 pontos; 15.º Ucrânia - 35 pontos; 16.º Montenegro - 34 pontos; 17.º Austrália - 34 pontos; 18.º Áustria - 33 pontos; 19.º Sérvia - 32 pontos; 20.º Suíça - 31 pontos; 21.º Arménia - 31 pontos; 22.º Alemanha - 30 pontos; 23.º Finlândia - 30 pontos; 24.º Bélgica - 30 pontos; 25.º Âlbania - 30 pontos; 26.º São Marino - 28 pontos; 27.º Dinamarca - 26 pontos; 28.º Macedónia do Norte - 26 pontos; 29.º Croácia - 25 pontos; 30.º Islândia - 23 pontos; 31.º Letónia - 23 pontos; 32.º Irlanda - 21 pontos; 33.º Eslovénia - 21 pontos; 34.º Israel - 19 pontos; 35.º Roménia - 19 pontos; 36.º Malta - 17 pontos; 37.º Moldávia - 15 pontos; 38.º Bulgária - 13 pontos; 39.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: França

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Alvan & Ahez - "Fulenn"


INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Eu quero gostar disto. Quero mesmo. Mas é uma mistura demasiado esquisita para o meu cérebro processar. A parte delas é bastante boa, a parte dele para mim é que estraga tudo. Acho bem que arrisquem, mas o eletrónico, para mim, não funciona.

João Vermelho: Provavelmente o instrumental mais moderno desta edição, com uma sonoridade bastante única, com excelente produção eletrónica com elementos étnicos, como uma vibe quase tribal.

Neuza Ferreira:aO estilo eletrónico de “Fulenn” conquistou-me facilmente. Temos aqui sonoridades diferentes, mas que acabam por conjugar muitíssimo bem.

Pedro Lopes: A música é de facto muito interessante, dado o seu cunho fortemente étnico, um lado místico, e o ambiente sonoro relativamente contagiante. Tem um trunfo correto, que é impactar a uma primeira audição. Apesar de gostar relativamente, fico sempre com a sensação de que não me impressiona na totalidade. E sou só eu que acho que já ouvi estes ritmos noutro registo ou noutra canção qualquer? Não consigo nomear qual, mas há aqui alguma coisa que não consigo encaixar devidamente…

Tiago Lopes: Os ácidos aterram em França este ano. Ainda não percebi em que ponta pegar neste instrumental, mas é sem dúvida uma proposta arrojada.

VOZ

Jessica Mendes: São ambos consistentes e acho que conseguem transmitir bastante energia, além de funcionarem bem juntos e com a música.

João Vermelho: É uma combinação de voz bastante interessante, as vozes funcionam muito bem, dão uma atmosfera única à canção.

Neuza Ferreira: As vozes conjugam na perfeição e estão em sintonia com a música.

Pedro Lopes: Qualquer um dos intérpretes defende bem esta canção. No entanto, gosto bastante do timbre vocal do Alvan, e acho que o registo grave que ele assegura traz uma sonoridade que contrasta muito bem com alguns sons mais agudos ou estridentes (no bom sentido) da parte do instrumental. Ainda assim, acho que precisam de um pouco mais de confiança para as apresentações ao vivo, já que se denotam diferenças quando ouvimos o tema na versão estúdio.

Tiago Lopes: Com quatro vozes poderia haver alguma coisa a correr mal, mas não. Felizmente neste aspeto todos são competentes, apesar de todo o aparato que há ou poderá haver no palco da Eurovisão. Curioso para ver como corre em maio.

LETRA

Jessica Mendes: É uma letra mais obscura que encaixa que nem uma luva na música.

João Vermelho: A letra é por si só interessante pelo o facto de não ser em Francês, mas sim em Bretão, o que torna a canção especial e única, mas a própria letra tem uma atmosfera tribal como o próprio instrumental.

Neuza Ferreira: Gostei desta letra misteriosa, mas gostei mais do facto de ser num idioma pouco comum para os lados eurovisivos. Temos aqui uma proposta muito interessante.

Pedro Lopes: Acho que me basta dizer que é de aplaudir que França não tenha medo de enviar uma língua que não a nativa (e outra que não o inglês) ao palco da Eurovisão. Há outros países que… pois vocês sabem!

Tiago Lopes: Se em francês já era difícil perceber alguma coisa, com esta língua/dialeto muito menos. Pergunto-me se a Europa perceberá que isto não é francês.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: A França é bem capaz de voltar a conseguir um bom lugar este ano.

João Vermelho: Pode ser uma possível surpresa, isto com um bom staging, pode repetir o feito de “Shum” e ir ao pódio, mas é dos temas que menos certezas tenho. 

Neuza Ferreira: Sinto que ou consegue um resultado muito bom ou um resultado muito mau. Não haverá um meio termo.

Pedro Lopes: Sinto que não se vai sair tão bem como possam pensar… top 20.

Tiago Lopes: Ou vai ou racha. É imprevisível.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 7 pontos

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 7 pontos

Pedro Lopes: 5 pontos

Tiago Lopes: 5 pontos

36 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: Não podem voltar a mandar a Barbara Pravi? Todos os anos?

João Vermelho: A verdadeira definição de primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Neuza Ferreira: A melhor mess de sempre.

Pedro Lopes: Vou ficar sempre com a sensação de que já ouvi estes sons nalgum lado… estarei a sonhar?

Tiago Lopes: Alguém traga as máscaras de oxigénio, o ácido está forte.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suécia - 50 pontos; 2.º Países Baixos - 48 pontos; 3.º Grécia - 45 pontos; 4.º Chipre - 41 pontos; 5.º Portugal - 40 pontos; 6.º Espanha - 40 pontos; 7.º Noruega - 39 pontos; 8.º Azerbaijão - 39 pontos; 9.º Polónia - 38 pontos; 10.º Lituânia - 37 pontos; 11.º Estónia - 37 pontos; 12.º França - 36 pontos; 13.º República Checa - 36 pontos; 14.º Ucrânia - 35 pontos; 15.º Montenegro - 34 pontos; 16.º Austrália - 34 pontos; 17.º Áustria - 33 pontos; 18.º Sérvia - 32 pontos; 19.º Suíça - 31 pontos; 20.º Arménia - 31 pontos; 21.º Alemanha - 30 pontos; 22.º Finlândia - 30 pontos; 23.º Bélgica - 30 pontos; 24.º Âlbania - 30 pontos; 25.º São Marino - 28 pontos; 26.º Dinamarca - 26 pontos; 27.º Macedónia do Norte - 26 pontos; 28.º Croácia - 25 pontos; 29.º Islândia - 23 pontos; 30.º Letónia - 23 pontos; 31.º Irlanda - 21 pontos; 32.º Eslovénia - 21 pontos; 33.º Israel - 19 pontos; 34.º Roménia - 19 pontos; 35.º Malta - 17 pontos; 36.º Moldávia - 15 pontos; 37.º Bulgária - 13 pontos; 38.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: Espanha

2 comentários

 


Chanel - "SloMo"




INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: A música é boa? Não. É um guilty pleasure? Totalmente. Não acho que a música se destaque na sua versão estúdio, mas ganha muita vida ao vivo.

João Vermelho: Um instrumental com uma boa produção, bem estruturado dentro de uma canção pop, com um ritmo e melodia contagiante, é o instrumental mais dançante deste ano.

Neuza Ferreira: “SloMo” tem um instrumental bem genérico, mas é super contagiante. Este género pop é fácil de agradar e dificilmente cai no esquecimento. Uma escolha segura de Espanha.

Pedro Lopes: Confesso. Não me tornei logo fã desta canção, precisamente por não ser o maior apreciador do seu registo. E ainda para mais, do pouco que acompanhei do Benidorm Fest, não estava nas minhas favoritas para a vitória. Acho que me desliguei um pouco da canção depois disso, mas ultimamente, tem-me conquistado aos poucos. Continuo a achar que é aquele tipo de género musical mais plástico, mas que mal isso tem? ESC sem isso também não faz sentido. Neste instrumental, o que acabo por vir a apreciar mais é mesmo o ritmo contagiante, pela constante batida. Goste-se mais ou menos, é inevitável não querer mexer o esqueleto. 

Tiago Lopes: Espanha finalmente decidiu arriscar e trás um tema comercial, mas não banal. "SloMo" já tem lugar marcado nas festas eurovisivas e não só. Talvez tenhamos mais um tema que irá ser reconhecido para além do mundo da Eurovisão. Uma agradável surpresa.

VOZ

Jessica Mendes: Chanel é uma performer estrondosa. É difícil tirar os olhos dela durante toda a atuação. Não tem uma voz forte nem está sempre 100% controlada, mas é de admirar conseguir cantar todas as palavras (vá, aquelas que os coros não cantam) e respirar nos tempos certos com tudo o que acontece em palco.

João Vermelho: Chanel tem provavelmente a melhor presença em palco desta edição, não só pela coreografia, mas também como se entrega na sua performance vocal, não é que seja a melhor voz deste ano, longe disso, mas sim pela performance num todo, a forma como entoa as palavras e a forma como atua em palco.

Neuza Ferreira: Digamos que a Chanel não é uma intérprete 5 estrelas... Já a vimos atuar com algumas falhas a nível vocal, mas acredito que seja também por estar a dançar em simultâneo. A artista é bastante carismática e estará a um grande nível em Turim.

Pedro Lopes: Continuo a achar que há momentos, nas atuações ao vivo, que a voz da Chanel foge um bocadinho para os lados. Ligeiramente. Mas como não, quando há tanta, tanta dança em palco. Mas nada de grave, até porque a intérprete é bastante boa, tem anos de teatro musical que a ajudaram nisso. Não se trata de uma voz extraordinária, mas é competente, e agarra o tema como é pedido. Por isso, chega e basta.

Tiago Lopes: Wow! Com toda a coreografia, Chanel mantém um nível elevado neste aspecto. Voz certa, na música certa.

LETRA

Jessica Mendes: É má, mas a verdade é que fica na cabeça, que é o que se quer.

João Vermelho: A letra é básica e repetitiva em algumas partes, contudo faz parte do show que é esta canção e compensa com o seu refrão contagiante e viciante.  

Neuza Ferreira: Embora genérica, traz-nos uma mensagem positiva e sobre confiança. É uma letra que fica facilmente no ouvido. São vários os dias em que dou por mim a cantarolar “SloMo”.

Pedro Lopes: A pior parte disto é quando aparecem palavras em inglês da forma mais aleatória que se pode imaginar. ‘Siempre tou ready’ ou ‘Drives you loco’ são realmente frases incríveis. Entendo o propósito e a mensagem da canção, e no registo apresentado, nem fazia sentido outra coisa. Mas isto é um bocadinho labrega….

Tiago Lopes: Letra arrojada, com um tema que eleva a mulher e fica sempre bem. Mais uns pontos neste capítulo.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Vou arriscar e dizer que a Espanha não vai ficar no bottom 5.

João Vermelho: Não acredito na vitória da Espanha, mas acho que vai estar no top 10 sem grandes dificuldades.

Neuza Ferreira: Talvez consiga alcançar o top 10.

Pedro Lopes: Continuo a dizer que pode ser incógnita. Mas é capaz de se sair bem! Top 15.

Tiago Lopes: Estará a Espanha de novo no top 10?

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 8 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 7 pontos

Pedro Lopes: 7 pontos

Tiago Lopes: 10 pontos

40 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: “Si tengo un problema, no es monetary” eu sou o oposto.

João Vermelho: Será que é desta que a España ganadora se irá concretizar?

Neuza Ferreira: “Si tengo un problema no es monetary”. Como, Chanel?! Como?! É que eu tenho um problema e é definitivamente monetário.

Pedro Lopes: Chama-se ‘SloMo’, mas na maior parte da canção parece que a intérprete precisa é de tomar comprimidos para a hiperatividade.

Tiago Lopes: Veremos se os pontos não virão em slow motion também.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suécia - 50 pontos; 2.º Países Baixos - 48 pontos; 3.º Grécia - 45 pontos; 4.º Chipre - 41 pontos; 5.º Portugal - 40 pontos; 6.º Espanha - 40 pontos; 7.º Noruega - 39 pontos; 8.º Azerbaijão - 39 pontos; 9.º Polónia - 38 pontos; 10.º Lituânia - 37 pontos; 11.º Estónia - 37 pontos; 12.º República Checa - 36 pontos; 13.º Ucrânia - 35 pontos; 14.º Montenegro - 34 pontos; 15.º Austrália - 34 pontos; 16.º Áustria - 33 pontos; 17.º Sérvia - 32 pontos; 18.º Suíça - 31 pontos; 19.º Arménia - 31 pontos; 20.º Alemanha - 30 pontos; 21.º Finlândia - 30 pontos; 22.º Bélgica - 30 pontos; 23.º Âlbania - 30 pontos; 24.º São Marino - 28 pontos; 25.º Dinamarca - 26 pontos; 26.º Macedónia do Norte - 26 pontos; 27.º Croácia - 25 pontos; 28.º Islândia - 23 pontos; 29.º Letónia - 23 pontos; 30.º Irlanda - 21 pontos; 31.º Eslovénia - 21 pontos; 32.º Israel - 19 pontos; 33.º Roménia - 19 pontos; 34.º Malta - 17 pontos; 35.º Moldávia - 15 pontos; 36.º Bulgária - 13 pontos; 37.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: Alemanha

Sem comentários

 


Malik Harris - "Rockstars"



INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Isto era o melhor que tinham? Não admira que acumulem maus resultados. 

João Vermelho: É um instrumental moderno, com uma boa melodia, gosto do som da guitarra e do subtil som de cordas, não sou tão fã da parte mais eletrónica.

Neuza Ferreira: Compuseram isto como?! Naqueles teclados da Yamaha?! “Rockstars” tem uma produção fraca e será difícil que se destaque.

Pedro Lopes: Não sei se é a número um, mas esta canção é das mais radio friendly deste ano. É o ponto mais positivo de toda a proposta, e o facto de apresentar ritmos e sonoridades que facilmente encontramos noutras canções que escutamos no carro a caminho do trabalho pode ajudar a que as pessoas prestem um bocadinho de mais atenção a este tema. Não o acho propriamente forte, até porque demora a aquecer, apesar de gostar no seu cômputo. Acho que se perde um pouco na parte em que o cantor fala mais do que canta. Mas o final compensa um bocadinho, pelo menos.

Tiago Lopes: Se é um tema para ganhar? Não. Se é um tema para último lugar? Talvez. O instrumental é bonito, mas acaba por ser esquecível. 

VOZ

Jessica Mendes: Dou-lhe crédito pelo fôlego, mas também dava jeito conseguir cantar sem ser só falar.

João Vermelho: Gosto muito do timbre de Malik Harris, gostei muito da sua atuação ao vivo.

Neuza Ferreira: Cantar e declamar durante 3 minutos não é para todos. Malik Harris consegue fazer os dois sem grandes falhas.

Pedro Lopes: Não é uma crítica, mas o Malik tem uma voz bastante normal, o que é completamente aceitável para o tipo de canção que se apresenta. Claro que gosto muito mais da parte em que ele está a cantar do que a falar a letra. Mas é sempre bom uma certa diversidade, e não me oponho a isso.

Tiago Lopes: Bem, Malik! Tendo sempre a gostar de intérpretes que cantam e fazem rap na mesma canção e Malik faz isso muito bem. Terá o seu público e ganhará votos por isso.

LETRA

Jessica Mendes: É a melhor parte da música (não que isso seja difícil) e é bastante relatable. Senti muito quando ele diz que lhe diziam que ele era uma mess. Não queria concordar, mas acho difícil depois de ouvir isto. 

João Vermelho: Das melhores letras deste ano, com um refrão que fica na cabeça. 

Neuza Ferreira: Letra genérica e de fácil agrado. Letras assim são sempre uma escolha certa, ainda para mais quando são em inglês.

Pedro Lopes: Talvez a parte mais forte de todo o tema. A letra é gigante, de facto, talvez seja inclusive o maior poema desta edição. Às vezes, dizer muita coisa pode levar a que se perca a ideia principal a passar. Mas há aqui uma vantagem, que vem com o refrão. Toda a mensagem é interessante, mas o refrão toca-nos de outra forma. Qualquer um já achou que era um verdadeiro super, sem que nada nos pudesse afetar…

Tiago Lopes: Das composições mais bonitas deste ano. “Rockstars” é uma letra bem trabalhada e é bem interpretada. Espero que seja reconhecida pela Europa.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Bottom 5.

João Vermelho: Duvido que tenham novamente 0 pontos, que aliás seria muito injusto, mas não acredito que termine no lado esquerdo da tabela.

Neuza Ferreira: Fica-se pelos últimos lugares.

Pedro Lopes: Ainda assim, acho que a canção se fica pelo top 20.

Tiago Lopes: Ficará nos vigésimos lugares.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 4 pontos

João Vermelho: 10 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 6 pontos

Tiago Lopes: 5 pontos

30 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: Não, amigo, tu não és rockstar nenhum.

João Vermelho: Acho que será deste que a Alemanha sairá do bottom 5.

Neuza Ferreira: Isto é o tipo de música que eu ouvia com 14 anos. Not anymore.

Pedro Lopes: Caprichem no staging, por favor. CA-PRI-CHEM!

Tiago Lopes: “Look where we are”, no último lugar outra vez.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suécia - 50 pontos; 2.º Países Baixos - 48 pontos; 3.º Grécia - 45 pontos; 4.º Chipre - 41 pontos; 5.º Portugal - 40 pontos; 6.º Noruega - 39 pontos; 7.º Azerbaijão - 39 pontos; 8.º Polónia - 38 pontos; 9.º Lituânia - 37 pontos; 10.º Estónia - 37 pontos; 11.º República Checa - 36 pontos; 12.º Ucrânia - 35 pontos; 13.º Montenegro - 34 pontos; 14.º Austrália - 34 pontos; 15.º Áustria - 33 pontos; 16.º Sérvia - 32 pontos; 17.º Suíça - 31 pontos; 18.º Arménia - 31 pontos; 19.º Alemanha - 30 pontos; 20.º Finlândia - 30 pontos; 21.º Bélgica - 30 pontos; 22.º Âlbania - 30 pontos; 23.º São Marino - 28 pontos; 24.º Dinamarca - 26 pontos; 25.º Macedónia do Norte - 26 pontos; 26.º Croácia - 25 pontos; 27.º Islândia - 23 pontos; 28.º Letónia - 23 pontos; 29.º Irlanda - 21 pontos; 30.º Eslovénia - 21 pontos; 31.º Israel - 19 pontos; 32.º Roménia - 19 pontos; 33.º Malta - 17 pontos; 34.º Moldávia - 15 pontos; 35.º Bulgária - 13 pontos; 36.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
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