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Apreciações Musicais - ESC 2026: Arménia

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Simón - "Paloma rumba"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: a Arménia esteve calada até ao último dia e mais valia ter continuado assim. A ideia de escrever sobre o aborrecimento que é o trabalho e sobre reuniões que podiam ser e-mails é ótima e é exatamente o que eu gosto numa letra. O problema é que isso está aliado a uma música péssima e ele canta mal. Há partes que são uma cópia descarada de “Ferto”, que devem ter visto que a fórmula funcionava e decidiram fazer o mesmo, e o resto é posto lá à baldas, para encher. É tudo tão mau que nem o título percebo. Ainda assim, com uma boa atuação, vejo-a a passar à final. 

João Vermelho: é uma canção bastante interessante, caótica, experimental, é difícil de gostar de primeira, e ainda assim não me convenceu a 100%. Tem partes interessantes, com um ritmo super elevado, um instrumental dinâmico, que até gosto, mas ao mesmo tempo por vezes é demasiado caótico e desconexo. Eu acho que esta canção é daquelas que pode funcionar muito bem no palco da Eurovisão, com uma performance a apresentação visual inteligente, pode criar impacto e se diferenciar. Não acho que seja uma qualificação certa, mas se a performance funcionar acho que passará à final.

Neuza Ferreira: fiquei convencida logo nos primeiros segundos: o instrumental tem uma energia contagiante e o videoclipe prende a atenção (sim, os olhos também comem). Ainda assim, fica a pairar a dúvida do costume: será que em Viena conseguirão transportar para o palco a mesma intensidade e impacto visual do vídeo? Se conseguirem, podem muito bem tornar-se uma das surpresas da 2.ª semifinal. Embora não tenha nada a ver, há algo no ritmo e na construção de “Paloma Rumba” que me faz lembrar o Harlem Shake. Gostava de conseguir ver essa energia no palco do ESC.

Pedro Lopes: não duvido que isto vá ter impacto e que até possa resultar bem ao vivo, conquistando algum público que irá votar na canção. Mas… acho que não consigo mesmo apreciar o que aqui se passa. É demasiada entropia – ainda que seja esse o objetivo principal – e uma tentativa exagerada de se fazer notar à base disso e que, como referi, pode resultar. Nada a apontar à voz do intérprete e, sobre o que poderá acontecer na performance ao vivo, é importante não esquecer que o excêntrico também pode ser facilmente ridicularizado…



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 0 pontos

João Vermelho: 5 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 3 pontos

13 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Sérvia - 26 pontos; 6.º Croácia - 26 pontos; 7.º Lituânia - 22 pontos; 8.º Polónia - 19 pontos; 9.º Bélgica - 18 pontos; 10.º Geórgia - 16 pontos; 11.º Portugal - 16 pontos; 12.º Montenegro - 16 pontos; 13.º Arménia - 13 pontos; 14.º Estónia - 13 pontos; 15.º São Marino - 8 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Sérvia

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Lavina - "Kraj mene"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: AMO A VIBE! Os outfits de vampiro, a espada a servir de apoio do microfone, está tudo ótimo. A música é boa, apesar de se perceber, sobretudo no segundo verso, que há ali uma adaptação ao pop mais “normal”. Sinto-me a sofrer com ele e acho-o excelente em palco, só que lhe falta poder vocal. No primeiro refrão a música morre completamente por ele estar a fazer a voz grave. Se ele conseguisse fazer a oitava acima, ia arrasar completamente. A parte em que “grita” também não é exatamente bem feita, mas, até maio, há tempo para melhorar. Acredito que vai conseguir passar à final, quanto mais não seja por ser diferente de tudo o resto.

João Vermelho: a canção da Sérvia está-me a conquistar aos poucos, e é sem dúvida uma das grandes canções desta edição. Gosto muito do instrumental e da melodia da canção, acho o refrão cativante mesmo o tema sendo em sérvio. Ao ler a tradução da letra fiquei feliz que não é uma letra banal, mas qualquer das formas, soa-me muito bem em sérvio e ainda bem que assim se manteve. O intérprete tem uma excelente presença e entrega em palco, sendo um dos pontos fortes da canção. Não acho que seja uma qualificação certa, mas se a performance funcionar bem em maio, tem tudo para passar.

Neuza Ferreira: eu considero que é sempre bom ouvir na Eurovisão este estilo mais rock metal, para contrastar com as milhentas músicas pop que temos todos os anos. A voz do cantor é incrível, como esperado, e o instrumental meio misterioso dá um toque especial e conjuga de forma impecável com a letra. Confesso que a atuação ao vivo na final nacional me desiludiu um pouco, pois esperava uma outra dinâmica do grupo em palco; sei que há espaço para pensarem em algo mais trabalhado para o ESC, mas não acredito que vá diferir muito do apresentado, sendo esse o ponto que faz ficar com um pé atrás.


Pedro Lopes: é de mim – não sou fã do estilo, nem o consigo apreciar. Pode-se dar o caso de não ser adepto de certos estilos musicais e ainda assim conseguir gostar de determinada canção – e isso vai acontecer na SF2. Aqui, só peço para a canção acabar, e é difícil aguentar os 3 minutos do tema. Não deixa de ser positivo que, como referido, seja mais um estilo diferente a ser representado na Eurovisão. Vou continuar a não gostar e a achar que será sempre um lugar roubado a qualquer outra canção, caso passe à final.



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 8 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 7 pontos

Pedro Lopes: 3 pontos

26 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Sérvia - 26 pontos; 6.º Croácia - 26 pontos; 7.º Lituânia - 22 pontos; 8.º Polónia - 19 pontos; 9.º Bélgica - 18 pontos; 10.º Geórgia - 16 pontos; 11.º Portugal - 16 pontos; 12.º Montenegro - 16 pontos; 13.º Estónia - 13 pontos; 14.º São Marino - 8 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: São Marino

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Senhit - "Superstar"


OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: semanas e semanas de semifinais para, no final, selecionarem a Senhit. Parabéns, São Marino, sempre icónicos. É a terceira vez dela na Eurovisão e também a terceira pior participação (incrível como a primeira continua a ser a melhor). Este “Superstar” é datado e grita último lugar da semifinal. Ela é muito carismática, mas nem sequer aguenta cantar a música toda sem ficar sem respiração (como não aguentava da última vez). Creio que falta avisar o Boy George que também está na música, porque não me parece que ele saiba que vai à Eurovisão e muito menos que vai por São Marino (que também não deve saber onde é).

João Vermelho: Senhit tem mentalidade de Cristiano Ronaldo e está claramente à procura de um recorde que no momento é de Valentina Monetta e se tornar na artista que mais vezes participou na Eurovisão, e é isto…. Bem, sobre a canção, é super datada, uma letra básica, uma produção ok, a única coisa positiva é o refrão e o ritmo da canção que certamente colocará o pessoal no Euroclub a dançar. Pelo histórico do país, ficará muito provavelmente pela semifinal.

Neuza Ferreira: Senhit já é, de facto, uma superstar para os eurofãs, pelo que pode apresentar-se com qualquer coisa que vamos achar piada. “Superstar” é uma música fraca, com um instrumental banal e com uma letra genérica. No entanto, a personagem Senhit dá um charme especial à atuação. Garantidamente teremos animação no palco de Viena e quiçá São Marino faça mais uma das suas graças e passe à final.

Pedro Lopes: a quota do último lugar na semifinal volta a ser preenchida por São Marino que, ano sim, ano não, faz a sua parte em relação a este ponto, e nós só temos de agradecer. Deixem-me só questionar: 1. Porque é que o país insiste em fazer tantas eliminatórias de uma final nacional que, na realidade, não vale para nada? 2. Porque é que artistas vindos de sabe-se lá onde concorrem? Acham-se mesmo na capacidade de competir com o que 5 jurados já definiram previamente, depois de receberem um envelope carregado? Quanto à Senhit, acho que pode voltar a ser Senit que isto está longe de ser um hit (aposto que todos fizemos esta piada). Uma canção sem jeito, cansada, sem piada, e que só ainda irrita mais pela inclusão nonsense de uma pessoa igualmente ridícula como o Boy George. Senhit, podias-te ter ficado com o que fizeste em 2021. Se a inteligência se pagasse…



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 1 ponto

João Vermelho: 1 ponto
 
Neuza Ferreira: 4 pontos

Pedro Lopes: 2 pontos

8 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Croácia - 26 pontos; 6.º Lituânia - 22 pontos; 7.º Polónia - 19 pontos; 8.º Bélgica - 18 pontos; 9.º Geórgia - 16 pontos; 10.º Portugal - 16 pontos; 11.º Montenegro - 16 pontos; 12.º Estónia - 13 pontos; 13.º São Marino - 8 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Polónia

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Alicja - "Pray"


OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: a Alicja não tinha uma música boa em 2020, mas desde aí só tem vindo a pior. “Pray” não é só má, é péssima. Há uma tentativa de fazer uma música pop com um mix de gospel que correu bastante mal, com transições manhosas e uma letra que nem sei o que diga. Ela é uma excelente vocalista, mas, às vezes, menos é mais, e aquela berraria no final da música dá-me cabo dos ouvidos. Ela disse que queria mudar o staging todo portanto, ela que fale com o italiano e montem uma igreja e atuam um a seguir ao outro (se bem que, para isso, era preciso que ela pusesse os pés na final).

João Vermelho: é sempre bom ter de volta um artista de 2020, que finalmente tem a sua oportunidade de representar o seu país devidamente. Não desgosto da canção, percebo que esta variação de estilos possa criar algum atrito a algumas pessoas, também não sou super fã, mas consigo achar interessante e acho que é sempre positivo ouvir sonoridades com que não estamos tão acostumados na Eurovisão. A canção é bem produzida, tem momentos muito interessantes e Alicja tem uma excelente voz, há todo um potencial para executar uma excelente performance em maio e conseguir a qualificação para a final, acho que poderá cair nas graças do júri.

Neuza Ferreira: fiquei agradada com esta escolha dos polacos. “Pray” é uma música sólida e com a atuação na final nacional a estar praticamente Eurovision ready. O instrumental da canção parece-me relativamente simples, mas cumpre bem a sua função, criando uma base eficaz e bem produzida, que é sustentada com a boa capacidade vocal de Alicja. Creio que a Polónia conseguirá uma passagem à final, mas que depois se fique pelo lado direito da tabela.

Pedro Lopes: não percebi nada da Polónia nem da sua final nacional com apresentações das canções num dia e resultados no outro… É bom ver a Alicja a ter uma nova oportunidade no ESC depois de 2020, mas isto fica muito atrás daquilo que já nos apresentou antes. Ainda que se note como boa intérprete, a música em si é pouco evolutiva, sem grandes margens de crescimento, fraco impacto, e ligeiramente datada. A performance na final nacional também foi fraquíssima, muito estática, o que só veio fazer com que perdesse ainda mais interesse.


PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 3 pontos

João Vermelho: 6 pontos
 
Neuza Ferreira: 6 pontos

Pedro Lopes: 4 pontos

19 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Croácia - 26 pontos; 6.º Lituânia - 22 pontos; 7.º Polónia - 19 pontos; 8.º Bélgica - 18 pontos; 9.º Geórgia - 16 pontos; 10.º Portugal - 16 pontos; 11.º Montenegro - 16 pontos; 12.º Estónia - 13 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Montenegro

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Tamara Živković - "Nova zora"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: Montenegro mandou duas músicas boas à Eurovisão, há dez anos, e, depois disso, foi lixo atrás de lixo. Isto foi uma tentativa de copiar a Polónia do ano passado, mas sem a mesma qualidade musical, vocal e performativa. Vão ficar novamente na semifinal e bem, porque se é para isto mais vale nem participarem.

João Vermelho: é das canções que menos gosto desta edição, não sou fã da melodia e do caos eletrónico do instrumental, soa-me a algo datado e com uma produção básica, a letra parece-me um pouco banal e repetitiva. A performance na final nacional não me cativou, mas talvez se inspirarem no videoclipe, consigam fazer algo visualmente mais interessante. Pelo histórico do país e pela canção que é, acho que não passará à final.

Neuza Ferreira: instrumental produzido de forma suficiente, deixando a ideia que podíamos ter aqui algo mais trabalhado, mas está-se bem, pois já ouvimos bem pior. É uma batida pop memorável e dançável, o que não vemos por parte de Montenegro muitas vezes, e a Tamara faz um bom trabalho em termos vocais e em termos de performance em palco. Ainda assim, apesar de aspetos positivos, olhando o panorama geral do que temos no ESC este ano, para mim é uma das propostas mais genérica e um pouco sem sal.

Pedro Lopes: quando penso na final nacional de Montenegro, a ideia que tenho é a de que já foi há séculos. Não sou muito fã da canção vencedora, ainda que a Tamara seja, claramente, uma intérprete à altura. Acho que os fãs do ESC estão a endeusar esta canção em demasia e quiçá terão um desgosto. Pessoalmente, não sou o maior apreciador, ainda que respeite quem considere a canção como boa. O revamp praticamente foi desnecessário, mas pelo menos não deram numa de Albânia dos antepassados…



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 3 pontos

João Vermelho: 3 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 5 pontos

16 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Croácia - 26 pontos; 6.º Lituânia - 22 pontos; 7.º Bélgica - 18 pontos; 8.º Geórgia - 16 pontos; 9.º Portugal - 16 pontos; 10.º Montenegro - 16 pontos; 11.º Estónia - 13 pontos.


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ESC 2026: revelada a ordem de atuações das semifinais. Portugal na 05.ª posição

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 Já é conhecida a ordem de atuações das duas semifinais da Eurovisão 2026. Portugal, a atuar na primeira eliminatória, sobe a palco na 05.ª posição.

Após o sorteio de janeiro, que definiu a distribuição dos 30 semifinalistas pelas duas eliminatórias e pelas respetivas partes, já é conhecida a ordem de atuação do Festival Eurovisão da Canção 2026, revelada esta tarde pela organização. 

A primeira canção a subir ao palco será a Moldávia, enquanto a Bulgária abre a outra semifinal. No final de cada noite, caberá à Sérvia e à Noruega fechar os espetáculos. Quanto a Portugal, vai atuar em 5.º lugar na primeira semifinal, agendada para 12 de maio.


1.ª Semifinal - 12 de maio

1. Moldávia

2. Suécia

3. Croácia

4. Grécia

5. Portugal

6. Geórgia

Itália

7. Finlândia

8. Montenegro

9. Estónia

10. Israel

Alemanha

11. Bélgica

12. Lituânia

13. São Marino

14. Polónia

15. Sérvia


2.ª Semifinal - 14 de maio

1. Bulgária

2. Azerbaijão

3. Roménia

4. Luxemburgo

5. Chéquia

França

6. Arménia

7. Suíça

8. Chipre

Áustria

9. Letónia

10. Dinamarca

11. Austrália

12. Ucrânia

Reino Unido

13. Albânia

14. Malta

15. Noruega

Fonte e Imagem: Eurovision.com

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