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EBU/UER lança a primeira edição do 'Eurovision Song Contest Asia'

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 Bangkok, na Tailândia, foi escolhida como a anfitriã da primeira edição do Eurovision Song Contest Asia que, depois de anos de rumores, vê agora luz verde para avançar!

Demorou mas finalmente irá arrancar. Depois de vários anos de tentativas e de anúncios que não passaram do papel, a União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) confirmou esta terça-feira, 31 de março, a extensão do formato 'Eurovisão' até ao continente asiático.

O evento terá lugar a 14 de novembro de 2026 em Bangkok, na Tailândia, sendo co-organizado pela EBU em parceria com a Voxovation, S2O Productions e ZOOP.

Até ao momento, a edição conta com dez países confirmados: Tailândia, Coreia do Sul, Malásia, Filipinas, Vietname, Cambotja, Laos, Bangladesh, Butão e Nepal. Tal como no formato original, os representantes serão selecionados através de finais nacionais organizadas pelos respetivos canais de televisão.


Fonte, Imagem e Vídeo: EBU/UER

Apreciações Musicais - ESC 2026: Bélgica

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Essyla - "Dancing on the Ice"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: espanta-me que esta música não tenha mais adesão por parte do eurofã comum, porque isto parece uma versão manhosa das músicas do Melodifestivalen. Não é, de todo, o meu tipo de música e custa-me ouvi-la até ao fim. A transição dos versos para o refrão é muito manhosa e parece ter havido só uma colagem de sons e pronto. O facto de não haver qualquer tipo de progressão durante os três minutos também me incomoda. Não creio que a Bélgica vá a lado nenhum (no caso dos comentadores que vão ficar em Bruxelas, literalmente).

João Vermelho: não desgosto da canção da Bélgica, mas não a acho impactante. É um tema bem produzido, gosto das suas camadas, apesar de não gostar destes instrumentais 100% eletrónicos. Tem um bom refrão e uma boa melodia, a letra não gosto tanto e acho-a até banal. Este é um daqueles casos em que a performance ao vivo e o staging irão ditar se passa ou não à final, acho que pela canção em si não é suficiente para passar.

Neuza Ferreira: não desgosto de “Dancing on the Ice”, mas sinto que falta qualquer coisa. O instrumental e a letra são memoráveis q.b. e, no geral, a música é orelhuda, no entanto, não noto um efeito wow que me faça ficar agarrada. Curiosa por ver como será a atuação no palco da Eurovisão, pois estes países que vêm de seleções internas são muitas vezes umas pequeninas surpresas, mas creio que se sairá relativamente bem.

Pedro Lopes: o que te aconteceu ultimamente, cara Bélgica? Viemos de anos em que surpreendias com resultados que nem tu própria esperavas, mas voltámos a cair em escolhas de canções que ficam longe do potencial já apresentado antes. Se as canções de 2024 ou 2025 acabaram por perder ainda mais com aquilo que foi feito para a apresentação ao vivo, a escolha deste ano nem vai precisar disso para se perceber que o caminho mais perto é o do regresso a casa. É uma total ‘dança no gelo’, porque é mesmo tudo muito frio e sem qualquer impacto. A intérprete, ainda assim, parece ser competente…



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 4 pontos

João Vermelho: 5 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 4 pontos

18 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Croácia - 26 pontos; 6.º Bélgica - 18 pontos; 7.º Geórgia - 16 pontos; 8.º Portugal - 16 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Suécia

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Felicia - "My System"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: é certo e sabido que eu sou hater da Suécia (exceção feito ao ano passado) e, portanto, não consigo perceber o amor que os fãs têm por esta música. É mais uma que a Suécia manda sem um único instrumento musical, com o mesmo staging que nos apresenta sempre, mas que é tido como muito inovador, e com uma cantora com uma voz que me irrita (apesar de ser das únicas que conseguia efetivamente cantar no Melodifestivalen). “My system” é igual do início ao fim e não nos traz nada de novo. Claro que vai ser top 3.

João Vermelho: sou eu que mudei e deixei de gostar das músicas da Suécia, ou a cada ano o Melodifestivalen piora? Enfim, isto para dizer, não sou fã desta canção, até acho a melodia e o refrão interessantes, mas depois que technada é esta? Por acaso, virou moda e sinónimo de algo moderno? É que até acho um pouco datado e um dos piores instrumentais deste ano. Sou sempre contra qualquer tipo de comentário a dizer que algo é poluição sonora, mas há partes deste instrumental que estão lá perto… Depois a letra é outra banalidade à la Suécia, têm uma aversão tão grande à sua língua, mas depois para escrever uma letra em inglês que não pareça de uma criança de 5 anos já é muito complicado. Posto isto, obviamente que vai passar e ficar no top 10 da final, porque, pronto, Suécia marca registada, tunts tunts e dançar no euroclub.

Neuza Ferreira: “My System” é (infelizmente, porque queria ser hater da Suécia) inegavelmente boa. Acho que é zero surpreendente a Suécia regressar às popalhadas, e logo uma popalhada eletrónica, pois isto é o que eles produzem de melhor. O instrumental está bastante bom, a letras é genérica, banal e um pouco repetitiva, mas o refrão fica na cabeça, e a performance da FELICIA é qualquer coisa. Sem dúvidas que será top 10 na final do ESC.

Pedro Lopes: o que eu mais gosto na Suécia é isto: nunca se repetem, todos os anos chega algo diferente – sim, vá, há ali coisas que, pronto, sabemos que é uma produção à base de Suécia, mas bem… - sobretudo quando comparado com o ano anterior, respetivamente. Se eu esperava ver o país apostar em algo assim? Não, o que só torna esta escolha ainda mais interessante. Não me considero um ‘mega fã’ do estilo musical, ainda que um sério apreciador. ‘My System’ também preenche corretamente as necessidades de quem só ouve o género, e também de quem se confronta com ele pela primeira vez. Acho, ainda assim, que o país não se vai sair tão bem como o habitual, em termos de resultados. Mas não deixa de ser uma música muito poderosa!



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 6 pontos

João Vermelho: 2 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 10 pontos

26 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Suécia - 26 pontos; 5.º Croácia - 26 pontos; 6.º Geórgia - 16 pontos; 7.º Portugal - 16 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Portugal

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Bandidos do Cante - "Rosa"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: não gosto de Cante nem percebo a moda, mas consigo entender a vitória no Festival da Canção. Não acho que as vozes deles sejam más, mas também não são nada de especial. A música é básica, não vai a lado nenhum e a letra está cheia de lugares comuns (e foi escrita por 300 pessoas, imaginem se não fosse). Tenho zero fé na capacidade de ser desenvolvido qualquer tipo de staging e, na verdade, se for para ter os trabalhos de EVT como no FC, mais vale não ter mesmo nada. Ainda assim, com tão poucas baladas e numa semifinal tão fraca, não me admirava que conseguisse ir à final.

João Vermelho: para quem acompanha o podcast e ouve os nossos comentários, não será surpresa para ninguém que eu não gosto da nossa canção. Nem é tanto por ser uma canção sobre o Alentejo e por estar na moda e poder estar saturado, até porque das poucas que já ouvi é a do Pôr do Sol e até nem desgosto, mas também, muito sinceramente, de Cante Alentejano isto tem muito pouco. É uma balada simples, muito monótona, sem grande impacto, com uma melodia e letra bonitas, o que de facto se pode destacar no meio de tanto barulho sonoro, mas é isso. Tem até um bom instrumental, eles têm vozes agradáveis e funcionam bem em conjunto, mas não cria grande impacto, pelo menos para mim. Duvido muito que consigamos passar à final, apesar de já ser tendência dizermos isto em março e depois em maio passarmos, veremos.

Neuza Ferreira: desde já, desculpem, mas não sou fã deste cante alentejano; não é o meu estilo de música, não gosto e não aprecio. Acho que anda por aí uma moda estranha com o cante alentejano. Sim, a letra de “Rosa”, apesar de simples, é bonita. Sim, o Duarte, o Francisco Pestana, o Francisco Raposo, o Luís e Miguel são bastante harmoniosos – sendo este um ótimo aspecto e o mais positivo. Contudo, para contrastar o instrumental é uma pasmaceira tremenda e faz-me não conseguir ouvir a música mais do que duas vezes seguidas. Sendo um estilo que se destaca do pop em competição na 1.ª semifinal da Eurovisão, quero acreditar que podemos ter uma ínfima chance de passar à final (ainda para mais com os júris de regresso), mas temos de mandar aquelas cartolinas de cenário para o lixo e arranjar algo com mais impacto visual.

Pedro Lopes: podia dizer tanta coisa, e mesmo assim ainda era pouco. Como já falei do Festival da Canção em si antes (leiam por aqui, no site), concentremo-nos nesta ‘Rosa’, aquela que, desde cedo, sabíamos que iria à Eurovisão, fosse ou não fosse a melhor canção. Não estava entre as minhas favoritas, mas também não a pus arredada a um canto. Se estamos na onda dos grupos que cantam sobre o Alentejo, então siga a moda, possa ela trazer bons ou maus presságios. Não estou confiante com a forma como o tema possa vir a ser recebido lá fora, ainda que, uma vez mais, venha a ser diferente. Igual ao que Portugal tem feito – e, se falarmos em apresentação em palco, é um igual a 0 – mas diferente do que a Europa oferece, e isso pode ser um ponto a favor. Pontos extra para o início a capella e para as harmonias das vozes, que gostaria que ficassem mais explícitas em certas partes, em termos de apresentação ao vivo. No final, não deixa de ser, em parte, um ‘mais do mesmo’, que aqui pode correr efetivamente mal se, em palco, os Bandidos fizerem o que aconteceu no FC. Nem sempre menos é mais. Nem sempre a mesma fórmula resulta bem duas vezes. O tema pode ser ainda mais forte se for olhado com atenção. Eurovisão é canção, mas também atuação!



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 3 pontos

João Vermelho: 3 pontos
 
Neuza Ferreira: 4 pontos

Pedro Lopes: 6 pontos

16 pontos

AJUDA-NOS A DECIDIR O VENCEDOR AQUI

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Croácia - 26 pontos; 5.º Geórgia - 16 pontos; 6.º Portugal - 16 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Moldávia

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Satoshi - "Viva, Moldova!"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: Brilhante, é para isto que se fez a Eurovisão. Música com toques tradicionais, com um mix ridículo (mas que funciona) de idiomas e frases soltas aleatórias e energia total em palco. Gostava de ver trajes tradicionais e mais pessoas a dançar e saltar em vez da banda, mas creio que isto vai arrasar totalmente no televoto e a Moldávia vai conseguir um excelente resultado (aposto num top 5). Já perdi a conta aos revamps que esta música teve, mas a verdade é que os adoro todos e cada um vem acrescentar qualquer coisa ainda mais tradicional. Dos retornados, era o único para o qual estava expectante e não desiludiu. Sinto-me orgulhosa de ser moldava!

João Vermelho: não sou tão entusiasta como alguns eurofãs, mas também gosto muito desta canção da Moldávia. Especialmente num ano com energias tão pesadas é necessário este tipo de canções, acho mesmo que não há outra canção com tanta energia e boa disposição como esta. Uma boa melodia, uma letra e um refrão que, apesar de caóticos, resultam e são muito cativantes. A performance consegue espelhar a qualidade e energia da canção. Satoshi é seguro a nível vocal e as meninas estão impecáveis e elevam a atuação. Acho que passará à final facilmente e terá um excelente voto do público, restará saber a posição do júri.

Neuza Ferreira: da maneira que estamos, quero ver o que será de “Viva, Moldova!” e de Satoshi quando o Putin decidir invadir. Nos entretantos, acho que é muito bom um país como a Moldávia voltar, após 1 ano de ausência, com uma música patriótica. Dizem que é a “Tutta l'Italia” deste ano, mas sinto “Viva, Moldova!” muito mais cativante e enérgica. Que não acabe nos últimos lugares...

Pedro Lopes: Moldávia regressa a um sítio de onde nunca devia ter saído, porque se há país que até sabe jogar nisto – mesmo quando não se qualificava – eram eles. Nunca fugindo à sua essência, este é mais um tema para arrasar com o televoto na grande final e baralhar as contas aos potenciais favoritos. Obrigado, Satoshi, por teres ido buscar a sempre icónica Aliona Moon e por também nos dares um tema bastante divertido e animado. É um ‘I Love Belarus’ em versão bastante melhorada, e como é que uma pessoa não fica alegre com isso?



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 10 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 7 pontos

Pedro Lopes: 7 pontos

32 pontos

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CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Moldávia - 32 pontos; 3.º Grécia - 29 pontos; 4.º Croácia - 26 pontos; 5.º Geórgia - 16 pontos.  


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Grécia

Sem comentários

 


Akylas - "Ferto"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: é-me muito difícil avaliar esta música porque, por um lado, estou cansada deste tipo de música feito para apelar ao televoto, mas, por outro, reconheço que é das melhores que tivemos do género. Ele é efetivamente um bom cantor (coisa que faltou em muitas destas músicas nos últimos anos) e a letra está muito acima daquilo que costumamos ver, com um toque pessoal muito próprio. Dito isto, prezo muito que a Grécia tenha, mais uma vez, optado por algo autêntico e cantado na sua língua ao invés das fabricações que vimos na final nacional.

João Vermelho: para ser polémico logo de início, não acho que seja uma joke entry, pelo menos não na sua essência, de ser uma música para fazer piada só porque sim. O tema para mim é uma sátira e muito bem conseguida à forma como hoje queremos tudo, ao mundo consumista, a esta egotrip em que vivemos. A canção acaba por ser um espelho dessa ideia, em que o próprio instrumental e visual são caóticos. A temática de jogo encaixa muito bem com a ideia de gamificação da vida, do trabalho, do lazer. Acho que é um tema super criativo e que veio acrescentar algo a esta edição. É um dos meus temas favoritos e acho que tem tudo para ficar num top 10.

Neuza Ferreira: se ao início gostei? Não. Se agora até gosto? Sim, porque após várias audições consegui entender melhor toda a envolvência. “Ferto” tem um instrumental divertido, que quase parece meio ridículo, é engraçado e fica cabeça, no entanto, sinto que é uma distração à letra, que tem um significado mais profundo. O que me fez começar a gostar desta música foi o contraste entre a ânsia de querer ter tudo e o querer ter aquilo que nunca se conseguiu ter. O figurino e o instrumental chamam a atenção, e a letra chama a emoção.

Pedro Lopes: eu tenho um amor-ódio em relação a este tema. Em relação à Grécia, em primeiro, por gozar com a cara da Evangelia, antes de mais (pobres e mal-agradecidos, mas enfim). Quanto a este ‘Ferto’, começo, sinceramente, a já não saturar temas que facilmente roçam a joke entry. Sei e percebe-se melhor que não é esse o objetivo aqui, mas ao mesmo tempo, é! Não me venham dizer que não há aqui o plano claro de caçar certos tipos de votos… Ao mesmo tempo, é impossível ficar indiferente ao que se apresenta, e é nisso que esta proposta ganha. O Akylas também parece um artista impecável e soma mais um pouco de consideração por isso.



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 7 pontos

João Vermelho: 10 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 7 pontos

29 pontos

AJUDA-NOS A DECIDIR O VENCEDOR AQUI

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Grécia - 29 pontos; 3.º Croácia - 26 pontos; 4.º Geórgia - 16 pontos.  


Vídeo: Eurovision Song Contest
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