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Apreciações Musicais - ESC 2021: Resultados

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Ao longo das últimas semanas, alguns membros da nossa equipa (Daniel Fidalgo, Jessica Mendes, João Vermelho, Neuza Ferreira, Pedro Lopes e Tiago Lopes) comentaram as músicas do Festival Eurovisão da Canção 2021.

À semelhança dos anos passados decidimos introduzir a vossa votação para calcular o resultado final. Seguindo o modelo do Festival Eurovisão da Canção, a equipa ESC 38N e os leitores tiveram um peso de 50% cada um nos resultados finais desta rubrica. No caso de empate, o voto dos leitores foi decisivo.

No ano passado a Lituânia foi a grande vencedora da votação final. Este ano houve no top 3, mas não pela mesma ordem. Podem ver o vídeo final de seguida e consultar os resultados detalhados.



Assim sendo o grande vencedor da rubrica "Apreciações Musicais - ESC 2021" é...:

Gjon's Tears  - "Tout l'univers"

Podem ver os resultados completos ao pormenor AQUI.


Se quiserem ler alguma apreciação, veja aqui:

Albânia - aqui
Alemanha - aqui
Austrália - aqui
Áustria - aqui
Azerbaijão - aqui
Bélgica - aqui
Bulgária - aqui 
Chipre - aqui
Croácia - aqui
Dinamarca - aqui
Eslovénia - aqui
Espanha - aqui
Estónia - aqui
Finlândia - aqui
França - aqui
Geórgia - aqui
Grécia - aqui
Irlanda - aqui
Islândia - aqui
Israel - aqui
Itália - aqui
Letónia - aqui
Lituânia - aqui
Macedónia do Norte - aqui
Malta - aqui
Moldávia - aqui
 Noruega - aqui
Países Baixos - aqui
Polónia - aqui
Portugal - aqui
Reino Unido - aqui
República Checa - aqui
Roménia - aqui
Rússia - aqui
São Marino - aqui
Sérvia - aqui
Suécia - aqui
Suíça - aqui
Ucrânia - aqui

Apreciações Musicais - ESC 2021: Reino Unido

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James Newman - "Embers"


INSTRUMENTAL

Daniel Fidalgo: Um pop dance igual a tantos outros. Não há nada de novo ou empolgante aqui. Produção genérica, que aplica a receita básica de qualquer canção dançável. 

Jessica Mendes: Não é que seja uma má música, pelo contrário, mas todas as músicas do EP do James Newman do ano passado são melhores que esta. Vê-se, no entanto, que há muito trabalho por trás desta música, algo que não acontece muitas vezes no Reino Unido. Nem dá para acreditar que vêm mesmo com boas músicas dois anos seguidos.

João Vermelho: A melodia é interessante e é contagiante, mas de uma forma geral o instrumental é super genérico, principalmente na parte do refrão.

Neuza Ferreira: O Reino Unido com um instrumental destes?! Perderam a cabeça. Adoro o facto de “Embers” ter um instrumental bem catchy e dançante. É o que dá vida a esta proposta.

Pedro Lopes: Eu gosto, e sinceramente também aprecio que o Reino Unido esteja apostar num registo próximo da tipologia de música mais consumida por aquelas bandas. Claro, ao mesmo tempo também acho que fica a faltar qualquer coisa, e acima de tudo tenho um ligeiro receio quando penso na forma como a vão transitar para uma apresentação em palco, ao vivo.

Tiago Lopes: O Reino Unido apanhou corona e um dos efeitos for decidir que devia apostar em coisas locais na eurovisão. "Embers" espelha o melhor do pop que se ouve por aí. 

VOZ

Daniel Fidalgo: Acho uma voz competente, mas não sobressai nesta canção.

Jessica Mendes: A voz do James é das minhas preferidas – senão a preferida – deste ano. Adoro a suavidade misturada com a rouquidão. Dá um toque tão bonito às músicas e ele sabe tão bem como usar a sua voz. Ainda assim, não acho que seja a melhor música para mostrar tudo isto.

João Vermelho: James Newman tem uma excelente voz e gosto do timbre dele, o que salva um pouco o tema para mim, mas gostava de o ver com uma canção muito melhor.

Neuza Ferreira: Toda a gente sabe que o James Newman é versátil q.b. e que sabe interpretar as canções como deve ser. A questão vocal não será um problema.

Pedro Lopes: Uma das componentes que mais gosto em toda esta proposta! O James Newman é um excelente intérprete, e uma das causas pelo Reino Unido estar no meu top 10 o ano passado também se devia a isso. Claro que ele continua a ser um ótimo cantor, mas o tipo de canção que nos apresenta agora acaba por ‘disfarçar’ mais esta precisa vertente, eu acho…

Tiago Lopes: Se fosse uma canção mais lenta, ou do estilo do ano passado saberia o que esperar desta atuação, mas este ano estou curioso por ouvir o James neste registo. 

LETRA

Daniel Fidalgo: Mais um ano em que os ingleses nos presenteiam com um texto inglês esquecível. 

Jessica Mendes: De todas as músicas do James, esta é a que tem a letra mais básica e desinteressante. 

João Vermelho: Uma letra super genérica, que até soa bem em algumas partes, mas apenas isso.

Neuza Ferreira: Acho que temos de admitir que esta letra é um bocado chatinha. Contudo, é salva pelo instrumental.

Pedro Lopes: Eu já acho que o título da canção é um bocadinho estranho. O resto da letra também não evoca uma mensagem muito especial, encaixa bem tendo em consideração o estilo musical, mas podia ser um bocadinho mais original.

Tiago Lopes: Light Up the rooooooom! "Embers" encaixa perfeitamente no instrumental. É catchy, alegre e gosta-se logo à primeira audição.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Daniel Fidalgo: Não apostaria num bom resultado…

Jessica Mendes: Bottom 5 (se fosse da Suécia seria top 5).

João Vermelho: Acho que vai ficar no bottom 5, não consigo ver isto em outro lugar.

Neuza Ferreira: Deve conseguir fugir aos últimos lugares.

Pedro Lopes: Reino Unido no lado esquerdo da scoreboard? Já merecem, pá!

Tiago Lopes: Espero que seja o melhor resultado do país em muitos anos.

PONTUAÇÃO FINAL

Daniel Fidalgo: 3 pontos
 
Jessica Mendes: 8 pontos

João Vermelho: 5 pontos
 
Neuza Ferreira: 6 pontos

Pedro Lopes: 6 pontos

Tiago Lopes: 12 pontos

40 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Daniel Fidalgo: “Embers” soa a uma rejeitada da final nacional sueca. 

Jessica Mendes: Não dá para trocar por qualquer música do EP que ele lançou em 2020?

João Vermelho: Ao menos é uma música que representa bem o que se ouve nos programas e rádios do Reino Unido. 

Neuza Ferreira: Uma música assim vinda do Reino Unido até parece mentira.

Pedro Lopes: Se é para ser uma música dançável, então alguém se responsabilize por ensinar o James Newman a saber como se mexer em palco…

Tiago Lopes: Eu quero ir para a discotecaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suíça - 64 pontos; 2.º Lituânia - 59 pontos; 3.º França - 55 pontos; 4.º Itália - 54 pontos; 5.º Islândia - 53 pontos; 6.º Bulgária - 48 pontos; 7.º Roménia - 48 pontos; 8.º São Marino - 47 pontos; 9.º Suécia - 46 pontos; 10.º Azerbaijão - 45 pontos; 11.º Bélgica - 45 pontos; 12.º Chipre - 44 pontos; 13.º Finlândia - 44 pontos; 14.º Austrália - 43 pontos; 15.º Irlanda - 43 pontos; 16.º Noruega - 42 pontos; 17.º Croácia - 41 pontos; 18.º Malta - 41 pontos; 19.º Rússia - 40 pontos; 20.º Reino Unido - 40 pontos; 21.º Albânia - 38 pontos; 22.º Grécia - 38 pontos; 23.º Ucrânia - 37 pontos; 24.º Israel - 35 pontos; 25.º Moldávia - 34 pontos; 26.º Áustria - 34 pontos; 27.º Eslovénia - 33 pontos; 28.º República Checa - 32 pontos; 29.º Portugal - 32 pontos; 30.º Estónia - 30 pontos; 31.º Letónia - 26 pontos; 32.º Sérvia - 26 pontos; 33.º Espanha - 25 pontos; 34.º Alemanha - 24 pontos; 35.º Polónia - 23 pontos; 36.º Países Baixos - 21 pontos; 37.º Geórgia - 20 pontos; 38.º Dinamarca - 17 pontos; 39.º Macedónia do Norte - 13 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2021: Itália

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Maneskin - "Zitti e buoni"


INSTRUMENTAL

Daniel Fidalgo: Uma canção que foge aos moldes tradicionais das canções italianas que costumamos ouvir na Eurovisão. As guitarras elétricas são a alma desta canção e a melodia é memorável. Que bom que é ouvir algo distinto na Eurovisão. 

Jessica Mendes: Não esperava esta vitória, mas fico feliz com ela. A Itália prova-nos, novamente, que consegue fazer tudo bem. O refrão é muito forte e os cortes foram bem feitos. É uma pena não terem colocado as cordas do Sanremo. É maravilhoso ver o meu país preferido representado pelo meu género preferido. 

João Vermelho: É o meu instrumental favorito desta edição, é muito bem composto, cheio de dinâmica e com muita energia.

Neuza Ferreira: Não tenho palavras para o quão cativante é este instrumental de “ZITTI E BUONI”; simplesmente adoro. Segui um pouco do Sanremo e não estava nada à espera de ver isto ganhar. Uma surpresa bastante agradável e que me deixa feliz, pois é um registo diferente do que estamos habituados a ouvir na Eurovisão por parte da Itália.

Pedro Lopes: Não sou grande fã de rock mais pesado, e também já tive a minha dose com os finlandeses… não posso dizer que a música é má, até porque o fator “Itália” ajuda a puxar ‘a cena’, e a mostrar que por lá se produz, efetivamente, conteúdo de qualidade. Mesmo assim, depois há o fator ‘eu’, fazendo com que, por agora, ainda não me convença na sua maioria!

Tiago Lopes: Wow! Itália? Is that you? Não é totalmente a minha praia, mas reconheço que isto é bom e vai dar-se bem no palco da eurovisão.

VOZ

Daniel Fidalgo: O vocalista da banda tem uma voz incrível para este gênero, contribuindo para a coesão sonora do tema. 

Jessica Mendes: Não é a minha voz preferida do mundo, mas é perfeita para a música e, atuando às 8 da noite ou às 2 da manhã, ele provou sempre sem competente.

João Vermelho: Damiano David tem um dos meus timbres favoritos deste ano, e pelo o que vimos no Sanremo é um excelente interprete e atuação vai ser certamente incrível.

Neuza Ferreira: Damiano canta que é qualquer coisa. Voz muito boa, como praticamente todos os artistas que cantam este estilo, e sem grandes falhas. Acredito que em Roterdão vai estar a um grande nível.

Pedro Lopes: Capacidade vocal forte e destacada, com características muito próximas do registo do tema, e igualmente boa capacidade de entrega, numa prestação ao vivo. Sem problemas de maior por aqui.

Tiago Lopes: Língua italiana já por si desperta a nossa atenção, neste registo então. Não há grande coisa a apontar. Damiano é competente e é esperar por um arraso em maio. 

LETRA

Daniel Fidalgo: Ouvir italiano é sempre uma experiência muito gratificante. Podem até estar a falar de panos amarelos da loiça que o tema irá soar requintado.  

Jessica Mendes: Está para chegar o dia em que a Itália mande uma música com uma letra sem uma mensagem bem escrita. Não se é da língua, mas este “fuck you e tudo o que dizem sobre nós” soa tão bem. 

João Vermelho: A letra é muito bem construída, e mesmo sem saber o significado soa muito bem em italiano, mas lendo a tradução a letra é bastante interessante e fez me gostar ainda mais da canção.

Neuza Ferreira: A letra que este instrumental merece! Sem palavras para esta pérola italiana.

Pedro Lopes: É o que eu digo: este ano, ou temos temas muito religiosos, ou então outros de tal forma enfurecidos que até fico com medo. Claro que a letra não destoa do estilo apresentado, e até é um texto relativamente grande. Entendo o tipo de ideia que querem passar, e não me oponho.

Tiago Lopes: Já devo ter escrito algo parecido, mas até podia ser um "Peitos da Cabritinha" que em  italiano qualquer coisa fica bem. Itália está a fazer tudo bem.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Daniel Fidalgo: Talvez não vençam a Eurovisão, mas uma ótima posição deve estar a caminho. 

Jessica Mendes: Top 10.

João Vermelho: Mais um episódio da série “Itália devia ter ganho” a estrear no dia 22 de Maio, na sua estação televisiva nacional. Infelizmente acho que vai andar pelo o top 10 a lutar por um lugar no top 5.

Neuza Ferreira: Acredito num top 15.

Pedro Lopes: Pode ascender ao top 10, mas eu se fosse aos italianos não ficava com muita fé nisso.

Tiago Lopes: Mais um top 10?

PONTUAÇÃO FINAL

Daniel Fidalgo: 12 pontos
 
Jessica Mendes: 10 pontos

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 5 pontos

Tiago Lopes: 7 pontos

54 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Daniel Fidalgo: Já está na hora de a Eurovisão ser ganha novamente por um rock destes.

Jessica Mendes: Já gastei tanto dinheiro com a Itália na Eurovisão que já devia ter cidadania.

João Vermelho: É sempre incrível ver estes artistas/bandas com um talento enorme participarem na Eurovisão, e de facto os Måneskin são especiais.

Neuza Ferreira: Não estava à espera de me apaixonar por rock italiano. Aconteceu.

Pedro Lopes: Itália voltou ao ESC com “Madness of Love”. Dez anos depois, resta apenas o “Madness”.

Tiago Lopes: Dá para respirar só um bocadinho? 

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suíça - 64 pontos; 2.º Lituânia - 59 pontos; 3.º França - 55 pontos; 4.º Itália - 54 pontos; 5.º Islândia - 53 pontos; 6.º Bulgária - 48 pontos; 7.º Roménia - 48 pontos; 8.º São Marino - 47 pontos; 9.º Suécia - 46 pontos; 10.º Azerbaijão - 45 pontos; 11.º Bélgica - 45 pontos; 12.º Chipre - 44 pontos; 13.º Finlândia - 44 pontos; 14.º Austrália - 43 pontos; 15.º Irlanda - 43 pontos; 16.º Noruega - 42 pontos; 17.º Croácia - 41 pontos; 18.º Malta - 41 pontos; 19.º Rússia - 40 pontos; 20.º - Albânia - 38 pontos; 21.º Grécia - 38 pontos; 22.º Ucrânia - 37 pontos; 23.º Israel - 35 pontos; 24.º Moldávia - 34 pontos; 25.º Áustria - 34 pontos; 26.º Eslovénia - 33 pontos; 27.º República Checa - 32 pontos; 28.º Portugal - 32 pontos; 29.º Estónia - 30 pontos; 30.º Letónia - 26 pontos; 31.º Sérvia - 26 pontos; 32.º Espanha - 25 pontos; 33.º Alemanha - 24 pontos; 34.º Polónia - 23 pontos; 35.º Países Baixos - 21 pontos; 36.º Geórgia - 20 pontos; 37.º Dinamarca - 17 pontos; 38.º Macedónia do Norte - 13 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2021: Países Baixos

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Jeangu Mcrooy - "Birth of a new age"


INSTRUMENTAL

Daniel Fidalgo: Que downgrade de 2020 para 2021. Canção com uma estrutura esquisita, instrumental simplório e repetitivo. Tem tudo para correr mal. Que soul mais esquecível.

Jessica Mendes: Nunca me desiludi tanto com um regresso eurovisivo. “Birth of a new age” nem é uma música péssima, mas a Holanda era a minha vencedora do ano passado e, este ano, apresentam-me isto. Não tenho nada de bom a dizer sobre isto. É repetitiva, chata, não vai a lado nenhum e nem a introdução do instrumental mais africano a torna relevante. Se procurarmos downgrade no dicionário ilustrado, é esta música que aparece.

João Vermelho: Um instrumental muito bem produzido, cheio de diversidade e identidade.

Neuza Ferreira: “Birth Of A New Age” é mais agradável do que a canção do ano passado, pelo menos para mim, contudo, não faz muito o meu género e é má. O instrumental é relativamente básico e pouco elaborado; parece aquelas batidas que se fazem com teclados de 150€.

Pedro Lopes: Não é forte o suficiente para se evidenciar no meio de outras tantas que já estão na final. Não desgosto das raízes mais étnicas que aproximam a canção das origens do cantor, mas isso podia ter sido explorado de uma forma mais consistente! 

Tiago Lopes: Embora não esteja ao nível do ano passado, acredito que este ano chegarão a mais pessoas pelos ritmos e batidas no instrumental. Acho que prefiro a do ano passado. 

VOZ

Daniel Fidalgo: Que desperdício de voz neste tema sem alma. 

Jessica Mendes: A voz dele é um desperdício nisto.

João Vermelho: Jeangu Macrooy tem um excelente timbre que assenta na perfeição com este tema.  

Neuza Ferreira: O Jeangu tem um timbre interessante; é gracioso. Ao vivo nota-se que é competente, sendo que conhece bem aquilo que consegue e não consegue alcançar.

Pedro Lopes: É inacreditável com o Jeangu se mostrava tão bem no tema de 2020, com aquelas maravilhosas partes a capella (!!), e agora, de repente, é lhe dada uma canção assim… claro que ele continua a ser um excelente cantor, mas totalmente que deixa de conseguir evidenciar isso.

Tiago Lopes: Jeangu escusa apresentações. Os Países Baixos a fazerem mais um bom trabalho aqui ao escolher uma voz singular e competente.

LETRA

Daniel Fidalgo: A letra é o melhor parâmetro desta canção. Fala sobre o nascer de uma sociedade mais livre, sem preconceitos. 

Jessica Mendes: É a melhor parte da música e, infelizmente, não estou suficiente informada sobre o facto histórico a que se refere para me poder tocar de outra forma. Ainda assim, perde muito para “Grow” que era uma verdade com que todos nos podemos relacionar.

João Vermelho: Acho a letra muito bem construída, gosto da sua mensagem de esperança e é sempre bom ver outras línguas na Eurovisão. 

Neuza Ferreira: A letra é o melhor. Bem escrita e concebida, com uma mensagem incrível, encaixa que nem uma luva na frescura do instrumental.

Pedro Lopes: É sempre engraçado quando novos idiomas fazem a sua estreia na Eurovisão. Mas, fora isso, não consigo destacar assim um ponto muito mais característico desta proposta!

Tiago Lopes: Certamente ninguém esperará uma letra como esta na competição. Os Países Baixos arriscaram e estão a fazer na altura certa.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Daniel Fidalgo: Bottom 5.

Jessica Mendes: Bottom 5.

João Vermelho: Vai depender da atuação ao vivo, mas creio que vai ficar no lado direito da tabela, e poderá andar perto do bottom 5.

Neuza Ferreira: Não sei se escapará aos últimos lugares...

Pedro Lopes: Bottom 5, ou então talvez até faça esquecer que Portugal também ficou em último no ESC que organizou.

Tiago Lopes: Abaixo do top 15.

PONTUAÇÃO FINAL

Daniel Fidalgo: 1 ponto
 
Jessica Mendes: 1 ponto

João Vermelho: 7 pontos
 
Neuza Ferreira: 5 pontos

Pedro Lopes: 3 pontos

Tiago Lopes: 4 pontos

21 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Daniel Fidalgo: A maldição do país anfitrião vai prevalecer em 2021. 

Jessica Mendes: Já não ficava tão desiludida desde que o Jorge Jesus disse que íamos arrasar.

João Vermelho: Adoro ver temas com diversidade, que nos trazem cultura e identidade, algo que tem vindo a faltar na Eurovisão.

Neuza Ferreira: Para desenjoar de algum lixo não-eurovisivo que oiço diariamente serve.

Pedro Lopes: Sim, já toda a gente diz o mesmo… o ‘hino aos brócolos’!

Tiago Lopes: O país anfitrião a mostrar cultura. 

CLASSIFICAÇÃO GERAL
1.º Suíça - 64 pontos; 2.º Lituânia - 59 pontos; 3.º França - 55 pontos; 4.º Islândia - 53 pontos; 5.º Bulgária - 48 pontos; 6.º Roménia - 48 pontos; 7.º São Marino - 47 pontos; 8.º Suécia - 46 pontos; 9.º Azerbaijão - 45 pontos; 10.º Bélgica - 45 pontos; 11.º Chipre - 44 pontos; 12.º Finlândia - 44 pontos; 13.º Austrália - 43 pontos; 14.º Irlanda - 43 pontos; 15.º Noruega - 42 pontos; 16.º Croácia - 41 pontos; 17.º Malta - 41 pontos; 18.º Rússia - 40 pontos; 19.º - Albânia - 38 pontos; 20.º Grécia - 38 pontos; 21.º Ucrânia - 37 pontos; 22.º Israel - 35 pontos; 23.º Moldávia - 34 pontos; 24.º Áustria - 34 pontos; 25.º Eslovénia - 33 pontos; 26.º República Checa - 32 pontos; 27.º Portugal - 32 pontos; 28.º Estónia - 30 pontos; 29.º Letónia - 26 pontos; 30.º Sérvia - 26 pontos; 31.º Espanha - 25 pontos; 32.º Alemanha - 24 pontos; 33.º Polónia - 23 pontos; 34.º Países Baixos - 21 pontos; 35.º Geórgia - 20 pontos; 36.º Dinamarca - 17 pontos; 37.º Macedónia do Norte - 13 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2021: França

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Barbara Pravi - "Voilà"


INSTRUMENTAL

Daniel Fidalgo: A canção evolui de um modo muito característico. O ritmo vai se tornado mais acelerado, ao mesmo tempo que Barbara entrega cada vem mais ao nível da sua interpretação. É a simbiose canção/vocalista perfeita, sendo a produção mais marcante do ano. É perfeito. 

Jessica Mendes: Composta pela cantora e também pelo Igit (e “Lisboa, Jerusalem” é das minhas músicas preferidas de sempre da história da Eurovisão e suas finais nacionais), esta típica valsa francesa é fenomenal. A maneira como se desenvolve e cresce até ao final mais rápido é absolutamente incrível e a forma como a puseram em palco na final nacional francesa é perfeita. Não mudava nada.

João Vermelho: Um dos melhores instrumentais deste ano se não o melhor, intimista, expressivo, apaixonante, e 100% francês. 

Neuza Ferreira: Nem foi preciso muito para me conquistar. Simples, mas muito bem conseguido em todas as suas fases. Já fazia falta França apresentar algo com esta qualidade.

Pedro Lopes: Uma canção muito sublime, repleta de vários tragos intensos, com uma composição trabalhada ao ínfimo detalhe, também se nota. Estilo muito francês, e portanto, acho que nunca é pedir de mais quando conseguimos ter um bocadinho deste ‘espírito parisiense’ no ESC!

Tiago Lopes: Esta música grita França. É bom ver os países a apostarem na sua cultura. Pessoalmente não é para mim.

VOZ

Daniel Fidalgo: Barbara é a melhor vocalista de 2021, sem tirar nem por. Voz sensível e impactante, capaz de traduzir tudo o que “Voilà” tem para transmitir. 

Jessica Mendes: Barbara Pravi não tem o tipo de voz que me agradaria em qualquer música, mas encaixa-se nesta perfeitamente. Sem quaisquer falhas (a única da final nacional francesa) e com um timbre que se destaca. Nada a apontar.

João Vermelho: Barbara Pravi tem uma voz belíssima, com um timbre muito bonito, mas acho que o ponto principal é a maneira como interpreta o tema, de uma forma expressiva e apaixonante.

Neuza Ferreira: Barbara Pravi é uma intérprete realmente boa. O seu nível vocal apresentado ao vivo é igual ao apresentado em estúdio. É uma artista que, neste aspeto, não engana.

Pedro Lopes: Exímia, muito competente, sem falhas a registar. Ainda mais com a vantagem de já termos, em background, a noção de entrega e capacidade interpretativa da Barbara. Mais um ponto muito forte de toda a música, que na realidade, considerando a densidade musical apresentada, tinha mesmo de ser suportada por uma grande voz.

Tiago Lopes: Uma voz bastante competente, que dá totalmente outra vida a este tema. Barbara vai ser uma das responsáveis pela boa classificação deste tema.

LETRA

Daniel Fidalgo: A língua francesa é tão bonita e elegante. Podiam até estar a falar de panos amarelos da loiça, que soaria bem. Gosto imenso do poema.

Jessica Mendes: Uma canção sobre a vulnerabilidade do ser humano, e da cantora em particular. Gosto especialmente do primeiro verso – “Écoutez moi, moi la chanteuse à demi” – e dá para perceber o quanto esta música gira em muito à volta dele.

João Vermelho: Existem letras melhores nesta edição, mas no meio de tanta banalidade isto torna-se numa obra de arte e cantada em Francês tudo se torna mais bonito.

Neuza Ferreira: Das melhores a concurso este ano. É uma mensagem bastante bonita e de fácil interpretação. Na minha opinião, o país ganha muito em apresentar as suas propostas 100% em francês; é um idioma bastante rico.

Pedro Lopes: São demasiados ‘Voilás’, mas disfarça quando se pensa na tipologia de mensagem passada! Quando a França quer, consegue ser dos melhores países em termos de poemas musicais.

Tiago Lopes: Mais uma boa composição que infelizmente não será compreendida por todos os ouvintes. Voilà é uma obra de arte. 


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Daniel Fidalgo: Queira tanto ir a França ver a Eurovisão!

Jessica Mendes: Família francesa com quem nunca falo, não há problema em receberem-me uma semana em maio em Paris em 2022, certo?

João Vermelho: No meio de tanta incerteza esta é a única canção que sinto que tem de facto grandes chances de vencer, mas caso isso não aconteça pelo menos no top 5 irá estar de certeza.

Neuza Ferreira: Acredito que consiga um top 10.

Pedro Lopes: Sinto que poderá ter um resultado aquém do esperado… mas vá, dou-lhe um top 10!

Tiago Lopes: Top 12.

PONTUAÇÃO FINAL

Daniel Fidalgo: 12 pontos
 
Jessica Mendes: Douze points pour la France!

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 8 pontos

Tiago Lopes: 3 pontos

55 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Daniel Fidalgo: Paris 2022!

Jessica Mendes: Usando uma expressão muito popular entre os avecs da minha zona: “ah oui, ham?” 

João Vermelho: Num certo dia a França decidiu que queria ganhar novamente a Eurovisão e… Voilà!

Neuza Ferreira: Um verdadeiro upgrade em relação a 2020.

Pedro Lopes: Francês mais francês não podia haver!

Tiago Lopes: Aonde é que estava esta França?

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Suíça - 64 pontos; 2.º Lituânia - 59 pontos; 3.º França - 55 pontos; 4.º Islândia - 53 pontos; 5.º Bulgária - 48 pontos; 6.º Roménia - 48 pontos; 7.º São Marino - 47 pontos; 8.º Suécia - 46 pontos; 9.º Azerbaijão - 45 pontos; 10.º Bélgica - 45 pontos; 11.º Chipre - 44 pontos; 12.º Finlândia - 44 pontos; 13.º Austrália - 43 pontos; 14.º Irlanda - 43 pontos; 15.º Noruega - 42 pontos; 16.º Croácia - 41 pontos; 17.º Malta - 41 pontos; 18.º Rússia - 40 pontos; 19.º - Albânia - 38 pontos; 20.º Grécia - 38 pontos; 21.º Ucrânia - 37 pontos; 22.º Israel - 35 pontos; 23.º Moldávia - 34 pontos; 24.º Áustria - 34 pontos; 25.º Eslovénia - 33 pontos; 26.º República Checa - 32 pontos; 27.º Portugal - 32 pontos; 28.º Estónia - 30 pontos; 29.º Letónia - 26 pontos; 30.º Sérvia - 26 pontos; 31.º Espanha - 25 pontos; 32.º Alemanha - 24 pontos; 33.º Polónia - 23 pontos; 34.º Geórgia - 20 pontos; 35.º Dinamarca - 17 pontos; 36.º Macedónia do Norte - 13 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
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