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Apreciações Musicais - ESC 2022: Israel

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Michael Ben David - "I. M."



INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Oiçam, há muito tempo que não ficava sem palavras com uma música eurovisiva, mas esta conseguiu essa proeza, e não foi por bons motivos. Absolutamente terrível, nem aquele “étnico” salva isto.

João Vermelho: Gosto muito da produção do instrumental, as várias camadas, o uso de sons étnicos com uma sonoridade bastante moderna, o revamp elevou bastante o nível do tema.

Neuza Ferreira: Gosto do instrumental, principalmente por ter umas sonoridades diferentes que o tornam mais característico, embora a sua banalidade.

Pedro Lopes: Uma pessoa fala mal da Albânia, e quando menos se espera, eis que o prémio de pior revamp afinal ganhou outro vencedor. Agora que acabaram com o Barbara Dex Award, deviam vir com o Worst Revamp Award que rapidamente se apelidava ‘Michael Ben David Award’. Estou a ser mau? Talvez. Mas quando se tem uma música que já não é grande coisa, talvez orelhuda na parte do refrão, e do nada, mudam PRECISAMENTE essa parte, para algo que nem faz sequer sentido, esperam o quê? Nem há mais palavras.

Tiago Lopes: Israel??? O Rupaul ligou a pedir direitos deste remix. “I.M” é uma junção de músicas que ouvimos numa saída à noite e de uma ida às lojas de roupa. Pontos por ser diferente dentro da competição. 

VOZ

Jessica Mendes: É competente, mas não o consigo ouvir mais de 5 segundos.

João Vermelho: Uma das grandes vozes desta edição, o revamp permitiu mostrar isso mesmo. 

Neuza Ferreira: Estou aqui a sentir um tanto ou quanto berredo com desafinanço ao vivo na Eurovisão, mas espero estar enganada, até porque a atuação na seletiva israelita foi bem decente.

Pedro Lopes: O Michael Ben David é um bom intérprete, e não se pode negar isso. E notem, disse intérprete. Performer, vá. Ou seja, não é só abrir a boca e soltar a voz (#azeitonas). Ele faz isso juntamente com toda uma coreografia meticulosamente pensada. Apesar da boa capacidade vocal, o tema em si continua a não ser grande coisa, por isso não há volta a dar.

Tiago Lopes: O melhor desta entrada. Michael tem uma grande voz e dá bem conta deste tema. Talvez merecesse um tema melhor.

LETRA

Jessica Mendes: Ouvi até ao final para perceber o que raios é ele afinal e apanhei o seguinte: “Shameless, spotless, winner, flawless”. Winner dos últimos lugares, só se for.

João Vermelho: Ao início não gostava muito da letra, mas acho que funcionou muito melhor com o revamp, é algo mais orgânico, e percebe-se melhor a sua mensagem.

Neuza Ferreira: “I'm shameless, and I'm spotless, and I'm flawless”. Só queria ter esta confiança na vida.

Pedro Lopes: Até tenho medo de escrever neste ponto, porque às vezes, à mínima coisa que se possa dizer, estamos logo a atentar contra liberdades e demais. Falando a sério, a canção tem um propósito, sobretudo aliado às dificuldades que o intérprete teve na infância. Mas também quer ser excêntrica, e nisso, soma os pontos todos.

Tiago Lopes: Uma letra de amor próprio e sinceramente nunca é demais ouvir esta mensagem. Não há nada de novo. É catchy e vai servir para animar a audiência.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Espero que fique enterrada na semifinal.

João Vermelho: Isto bem executado no palco da Eurovisão é bem capaz de passar à final.

Neuza Ferreira: Talvez consiga passar à final.

Pedro Lopes: Fora da final.

Tiago Lopes: Passa à final.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 0 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 6 pontos

Pedro Lopes: 2 pontos

Tiago Lopes: 3 pontos

19 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: “I am shameless, spotless, winner, flawless” boa bio do Grindr.

João Vermelho: Acho interessante que independentemente do estilo musical, Israel consegue sempre colocar elementos étnicos nos instrumentais das suas canções.

Neuza Ferreira: É este tipo de música que vos leva à discoteca?!

Pedro Lopes: Como se costuma dizer, está demasiado extra, mas não no bom sentido.

Tiago Lopes: Alguém sabe a quantas pessoas foram pagas para ter os direitos desta música?

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Países Baixos - 48 pontos; 2.º Grécia - 45 pontos; 3.º Chipre - 41 pontos; 4.º Portugal - 40 pontos; 5.º Noruega - 39 pontos; 6.º Azerbaijão - 39 pontos; 7.º Lituânia - 37 pontos; 8.º Ucrânia - 35 pontos; 9.º Austrália - 34 pontos; 10.º Áustria - 33 pontos; 11.º Suíça - 31 pontos; 12.º Arménia - 31 pontos; 13.º Finlândia - 30 pontos; 14.º Âlbania - 30 pontos; 15.º Dinamarca - 26 pontos; 16.º Croácia - 25 pontos; 17.º Islândia - 23 pontos; 18.º Letónia - 23 pontos; 19.º Eslovénia - 21 pontos; 20.º Israel - 19 pontos; 21.º Moldávia - 15 pontos; 22.º Bulgária - 13 pontos; 23.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: Geórgia

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Circus Mircus - "Lock Me In"



INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Temos de ver o lado positivo da coisa: eu esperava bem pior. O facto de uma banda chamada Circus Mircus conseguir não ter a música que mais odeio no concurso é bastante positivo. Está lá perto, mas não é a pior.

João Vermelho: Não desgosto do instrumental, considero-o bastante interessante e agradável de ouvir, mas realmente é algo que não estamos acostumados a ver na Eurovisão e acaba por haver um distanciamento geral com este tema. 

Neuza Ferreira: Para ser sincera, estava à espera que isto fosse bem pior do que é. Ouvi umas quantas vezes e consegui divertir-me um pouco com a total facilidade que este instrumental vai do 8 ao 80.

Pedro Lopes: Sinto-me como se estivesse num salão de jogos, e esta é a música de fundo que está sempre em loop, a passar, enquanto o pessoal curte assim uns jogos de máquinas. Acho que é o melhor elogio que posso fazer a esta canção. Não, posso fazer um segundo: o refrão até que é interessante, aquela mistura de sons eletrónicos não está má de toda. Mas, mas, mas… muitas interrogações como sempre. Já nem deixa de ser diferente com a Geórgia desde sabe-se lá quando.

Tiago Lopes: A Geórgia volta a apostar no alternativo. “Lock Me In” é diferente e pode ganhar uns pontos com isso. Ainda assim é um instrumental sempre na mesma linha. Não há nada que se destaque.

VOZ

Jessica Mendes: Banal, mas extremamente irritante no refrão.

João Vermelho: Gosto do timbre do vocalista e acho interessante a voz secundária, estou curioso para ver como irá funcionar ao vivo.

Neuza Ferreira: O intérprete tem das vozes mais chatas a concurso.

Pedro Lopes: Tirando a parte em que ‘gritam’ “Circus Mircus”, tudo o resto destas vozes estão de tal forma alteradas e mexidas que nem dá para avaliar de forma correta e isenta. 

Tiago Lopes: É preciso ter voz para cantar isto? É esperar para ver, porque não tenho curiosidade para ouvir isto.

LETRA

Jessica Mendes: Incrível, um poema só ao alcance das grandes mentes. Estou fascinada.

João Vermelho: A letra é interessante de se ouvir, mas não é muito cativante, por vezes demasiado repetitivo. 

Neuza Ferreira: Preciso seriamente de ajuda psicológica para tirar esta letra sem nexo da minha cabeça. Não consigo parar de cantarolar “lock me up, lock me down / lock me in, lock me out”.

Pedro Lopes: Oh, e do nada, esta letra bateu no tema do PZ e no “Vou-te querer aqui ao lado de mim”. E entre spacecraft ou danceclub, acho que voto na segunda, quem diria!

Tiago Lopes: É preciso dizer alguma coisa? “Lock me up, lock me down”, mais três frases e está uma letra feita. Esta composição dá esperança a qualquer um para ver as suas letras numa música.


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Vou arriscar dizer que não vai ficar em último porque acredito no staging.

João Vermelho: Não acredito que passe à final, sem grandes dúvidas.

Neuza Ferreira: Último lugar da semifinal. O staging não os vai salvar.

Pedro Lopes: Mas quando é que foi a última vez que a Geórgia esteve na final? Aqui, volta a ser um ‘até para o ano’. Fora da final.

Tiago Lopes: Indeciso entre o último lugar da semifinal ou de toda a competição.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 3 pontos

João Vermelho: 4 pontos
 
Neuza Ferreira: 2 pontos

Pedro Lopes: 1 ponto

Tiago Lopes: 1 ponto

10 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: A Geórgia não quer mesmo saber disto e faz só aquilo que lhe apetece, não é?

João Vermelho: Candidata a ficar em último lugar, que na minha opinião será injusto.

Neuza Ferreira: Com um grupo chamado Circus Mircus, claro que a música iria ser um circo.

Pedro Lopes: Recuso-me a escrever a mesma frase OUTRA VEZ. Recuso-me! Não pode ser!! OK a Geórgia continua a ser melhor no JESC. Pronto já disse e não venham com histórias de que eu sou repetitivo!

Tiago Lopes: Até os meus momentos mais entediados conseguem ser mais entusiasmantes que isto. 

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Países Baixos - 48 pontos; 2.º Grécia - 45 pontos; 3.º Chipre - 41 pontos; 4.º Portugal - 40 pontos; 5.º Noruega - 39 pontos; 6.º Azerbaijão - 39 pontos; 7.º Lituânia - 37 pontos; 8.º Ucrânia - 35 pontos; 9.º Austrália - 34 pontos; 10.º Áustria - 33 pontos; 11.º Suíça - 31 pontos; 12.º Arménia - 31 pontos; 13.º Finlândia - 30 pontos; 14.º Âlbania - 30 pontos; 15.º Dinamarca - 26 pontos; 16.º Croácia - 25 pontos; 17.º Islândia - 23 pontos; 18.º Letónia - 23 pontos; 19.º Eslovénia - 21 pontos; 20.º Moldávia - 15 pontos; 21.º Bulgária - 13 pontos; 22.º Geórgia - 10 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2022: Finlândia

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The Rasmus - "Jezebel"





INSTRUMENTAL

Jessica Mendes: Esta música foi claramente feita em cima do joelho, com transições muito manhosas e uma keychange terrível. Ainda assim, se me dão rock, eu aprovo.

João Vermelho: Gosto muito deste tipo de instrumental, há algo neste registo que me remete a uma certa nostalgia, talvez isso indique que possa ser um pouco datado, mas ao mesmo tempo sinto que é um tema moderno.

Neuza Ferreira: O início de “Jezebel” é qualquer coisa, o desenrolar é meh e o refrão volta a ser qualquer coisa. Não consumo rock diariamente, de todo, mas dentro do género gosto bastante deste estilo mais soft. Esta música conquistou-me facilmente. 

Pedro Lopes: Uma pessoa fala que país A, B, ou C não tem mais nada para apresentar, é só Pop e genéricos e derivados. Mas, o que dizer da Finlândia? Que ano sim ano não lá está outra vez no rock? Há anos em que toleramos e aceitamos, mas o que é demais satura. Não retiro o mérito aos The Rasmus, que eles têm mais anos disto do que outra coisa. E a música não é má, atenção! Acho-a um bocadinho pré-2010, para ser sincero… e depois do que o país ofereceu em 2021, não sei se sairá muito bem, já que a memória pode ainda transportar-nos para o lado obscuro.

Tiago Lopes: A Finlândia a apostar uma vez mais num tema rock. Vai marcar pela diferença, mas não vai surpreender. “Jezebel” é só mais um tema que poderia estar num álbum de qualquer banda rock. Ouve-se.

VOZ

Jessica Mendes: É adequada ao tipo de música e não há muito mais a dizer sobre ela. Competente, sem ser nada de especial.

João Vermelho: Gosto do timbre do vocalista, mas ao vivo não gostei muito da sua atuação.

Neuza Ferreira: Normalmente os(as) artistas do género rock têm sempre um timbre mais vincado e caraterísco, mas neste caso não sinto isso. Imagino Lauri a interpretar uma música pop, de tão banal que me soa a sua voz.

Pedro Lopes: O vocalista é ótimo, oferece uma forte componente ao tema, que já possui com o instrumental, mas assim fica tudo ao mesmo nível. Como já pude dizer, são muitos anos de estrada, e muitos concertos ao vivo, sobretudo!

Tiago Lopes: The Rasmus têm mais anos de vida que alguns dos participantes do Festival deste ano. O vocalista é bastante competente e a sua voz encaixa bastante bem no tema. Vai ser um show em Turim.

LETRA

Jessica Mendes: Não posso dizer que goste da letra e que esteja descrito na mesma o tipo certo de empoderamento feminino, mas encaixa perfeitamente na música.

João Vermelho: Apesar da letra genérica, acho que funciona muito bem sonoramente e é provavelmente um dos refrões mais sonantes desta edição.

Neuza Ferreira: É preciso ler-se algumas coisas para se perceber a letra desta música. Está repleta de metáforas, deste o título até ao último verso.

Pedro Lopes: Isto é o tipo de letra que encontramos no estilo dark rock, até porque as canções do género falam sempre todas do mesmo e usam sempre todas as mesmas palavras. Fico sempre com essa impressão. E não sei porquê, isto só me faz lembrar o tempo em que os Tokio Hotel andavam aí na berra…

Tiago Lopes: “Jezebel” não é nada que não tenhamos ouvido antes. Tem um refrão que fica no ouvido, mas não passa disso. 


EUROVISÃO MINHA, QUE FUTURO SE AVIZINHA:

Jessica Mendes: Top 15.

João Vermelho: Não será uma qualificação fácil para a Finlândia, eles ganharam pela sua fama no país, mas não sei se isso será o suficiente na Eurovisão, a canção fica no ouvido, cria impacto, mas no meio das 18 canções da sua semifinal não acho que se destaque.

Neuza Ferreira: Acho que passará à final com alguma facilidade.

Pedro Lopes: Vou arriscar, mas direi: Fora da final!

Tiago Lopes: Se passar à final é por pouco.

PONTUAÇÃO FINAL
 
Jessica Mendes: 7 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 7 pontos

Pedro Lopes: 5 pontos

Tiago Lopes: 3 pontos

30 pontos


ESTA MÚSICA NUMA SÓ EXPRESSÃO...

Jessica Mendes: É só isto que eu peço à Finlândia. Rock. Todos os anos.

João Vermelho: Esta edição é realmente o ano das canções nostálgicas, não é?

Neuza Ferreira: Eu vivo para a Finlândia levar rock à Eurovisão todos os anos.

Pedro Lopes: É um bocadinho sensação de All Over Again, mas aqui com a impressão de que a coisa não vai correr assim tão bem… // Os Tokio Hotel regressaram e ninguém me avisou?

Tiago Lopes: Podemos colocar Finlândia no dicionário junto com a palavra “rock”.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Países Baixos - 48 pontos; 2.º Grécia - 45 pontos; 3.º Chipre - 41 pontos; 4.º Portugal - 40 pontos; 5.º Noruega - 39 pontos; 6.º Azerbaijão - 39 pontos; 7.º Lituânia - 37 pontos; 8.º Ucrânia - 35 pontos; 9.º Austrália - 34 pontos; 10.º Áustria - 33 pontos; 11.º Suíça - 31 pontos; 12.º Arménia - 31 pontos; 13.º Finlândia - 30 pontos; 14.º Âlbania - 30 pontos; 15.º Dinamarca - 26 pontos; 16.º Croácia - 25 pontos; 17.º Islândia - 23 pontos; 18.º Letónia - 23 pontos; 19.º Eslovénia - 21 pontos; 20.º Moldávia - 15 pontos; 21.º Bulgária - 13 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
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