Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal na Eurovisão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal na Eurovisão. Mostrar todas as mensagens

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Há Dias Assim" de Filipa Azevedo (2010)

1 comentário

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Há Dias Assim" de Filipa Azevedo (2010)



O Festival Eurovisão da Canção 2010 aconteceu entre os dias 25 e 29 de Maio. O local escolhido foi a Fornebu Arena em Oslo, capital da Noruega. Esta arena tem capacidade para mais de 20 mil espectadores. Os apresentadores escolhidos para esta emissão foram Erik Solbakken, Haddy N’jie e Nadia Hasnaoui. O número total de participantes decresceu relativamente à edição anterior, estando presentes na Noruega apenas 39 delegações. Este ano tivemos um regresso: a Geórgia. Por outro lado, 4 países não marcaram presença: Andorra, Hungria, Montenegro e República Checa. A única alteração no que diz respeito ao sistema de voto é que este ano o voto do júri passou também a ser incorporado nas Semi-Finais.


A cantora escolhida para representar Portugal foi Filipa Azevedo com o tema “Há Dias Assim”, uma composição de Augusto Madureira. A música foi escolhida após a polémica Festival RTP da Canção ofereceu, no qual a grande favorita à vitória acabou por ficar em segundo lugar. Pessoalmente, preferia a música da Catarina Pereira àquela que a Filipa apresentou, e nunca ultrapassei o “trauma” da Catarina não ter ganho, pois de facto merecia representar Portugal na Eurovisão. Por isso, acho que ter que falar de “Há Dias Assim” não será uma tarefa fácil, mas tentarei ser imparcial na minha avaliação.


Aquando a actuação na Fornebu Arena, a nossa representante apresentou-se visualmente muito bem, com um vestido bastante elogiado pela crítica. A nível vocal também esteve razoável, sem grandes falhas, mas penso que poderia ter feito uma apresentação mais arrojada e dado mais dramatismo à música. Quando foi escolhida em Portugal, Filipa Azevedo tinha apagado a vela que estava em cima do piano, mas tal não aconteceu em Oslo, e acho que esse pormenor teria ficado bonito na actuação. Em suma, foi uma música/apresentação que agradou bastante ao público e aos júris, pelo que conseguiu obter na Semi-Final um honroso 4º lugar com 89 pontos. O vencedor da nossa Semi foi o belga Tom Dice com a balada “Me and My Guitar” obtendo 167 pontos. Na segunda Semi a vencedora foi a Turquia que enviou o grupo rock maNga com “We Could Be The Same” obtendo 118 pontos. A apresentação da Turquia foi absolutamente explosiva. Literalmente! 


Na Grande Final o vencedor acabou por ser aquele que quase ninguém estava à espera: a Alemanha. Lena cantou o tema “Satellite” e pelos vistos convenceu, tornando-se no primeiro membro do Big4 a vencer desde que foi criado aquele pequeno grupo. Na minha opinião, não foi justa a vitória. Havia muitas músicas com melhor qualidade e que mereciam muito mais. Para mim, ganhava o Azerbaijão… Na Final, e dado a elevada qualidade musical presente, a música portuguesa já não se fez notar tanto como na Semi. Acabámos em 18º lugar entre os 25 países concorrentes. Mas como disse o enviado da RTP a Oslo para comentar o Festival “acabamos mais ou menos a meio da tabela”. Sinceramente não sei qual é a nossa de “meio” que ele tem… Por último, gostaria de expressar a minha opinião de que se Catarina Pereira nos tivesse representado em Oslo, penso que teria obtido um melhor resultado. Sem qualquer dúvida.


Crónica redigida por Armando Sousa, 23/11/2011

Fonte: Crónicas de Eurofestivais; Imagens: Google; Vídeos: Youtube

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Todas As Ruas Do Amor" de Flor-de-Lis (2009)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Todas As Ruas de Amor" de Flor-de-Lis (2009)

O Festival Eurovisão da Canção 2009 ocorreu na Olimpiisky Indoor Arena, Moscovo (Rússia). Pela primeira vez desde a introdução das Semi-Finais, houve apresentadores diferentes para cada uma das duas etapas. As Semi-Finais (que aconteceram a 12 e 14 de Maio) estiveram a cargo de Andrey Malakhov e Natalia Vodyanova, e a grande Final (16 de Maio) sob a direcção de Ivan Urgant e Alsou (representante russa em 2000). O número total de participantes foi de 42 (menos um do que em 2008), isto tudo porque a Eslováquia voltou, mas a Geórgia (desclassificada devido ao título da canção que pretendiam enviar) e São Marino decidiram retirar-se do Festival. A música da Geórgia intitulada “We Don’t Wanna Put In” foi considerada uma afronta ao primeiro-ministro russo Vladimir Putin.


O grupo musical Flor-de-Lis foi o escolhido para representar os portugueses na Eurovisão com o tema “Todas as Ruas do Amor”, levando assim uma música tipicamente folclore tradicional. Mas não deixou de ser uma escolha acertada. Afinal, o folclore também faz parte das raízes portuguesas por esse mundo fora, e porque não mostrar um pouco mais dele à Europa? Com um visual característico deste género musical, aliado à presença em palco dos instrumentos musicais típicos, causaram uma boa impressão junto do público. A própria qualidade da música em questão era bastante boa, já para não falar da voz da vocalista que era muito doce, muito bonita. No final da apresentação é possível verificar que a vocalista se encontra bastante emocionada. Afinal deve ter sido um grande orgulho para ela representar o seu país num concurso tão importante como é o ESC. No geral, penso que tudo correu bem, mas é claro que na hora da votação fomos um pouco postos de lado. Mas também já era de esperar... Penso que a alegria com que o grupo se apresentou em palco era contagiante e que, quase de certeza, houve muita gente a gostar da nossa música; mas é claro que se tiverem que escolher entre o que realmente gostam e quem é que mais lhes convém receber votos deles, é claro que não pensam duas vezes: preferem votar em quem sabem que também votam neles. Muito amiguinhos para umas coisas, mas para outras não. Bom, voltando ao que interessa... Participámos na 1ª Semi-Final que contou com a presença de 18 países e conseguimos o 8º lugar com 70 pontos. Pelo segundo ano consecutivo estivemos na Final. Parabéns ao grupo! Esta Semi foi ganha pela Islândia que levou a balada “Is it true” e com a qual se é impossível não ficar impressionado. Tudo foi perfeito naquela actuação. A 2ª Semi foi ganha por Alexander Ryback que representou a Noruega com “Fairytale” e que, desde cedo, era apontado como o mais provável vendedor da Eurovisão 2009.


Na Grande Final as expectativas confirmaram-se e a Noruega saiu vencedora com 387 pontos, permanecendo até à data como o maior número de pontos que um vendedor conseguiu alcançar. Apesar de a música ser bastante boa, preferia que tivesse ganho a Turquia, pois a música e a apresentação sempre me fascinaram. Portugal obteve o 15º lugar com 57 pontos. Mais uma vez passámos despercebidos na Final. A Espanha que levou um música verdadeiramente BOA também foi completamente desprezada e acabou em penúltimo lugar na votação. Uma grande injustiça. 


Acima de tudo, fomos bem representados e todos devemos ficar orgulhosos com a prestação qeu este grupo teve em Moscovo.


Crónica redigida por Armando Sousa, 23/11/2011

Fonte:  Crónicas de Eurofestivais; Imagens: Google; Vídeos: Youtube

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Senhora do Mar (Negras Águas) de Vânia Fernandes (2008)

4 comentários

 Crónicas de Eurofestivais



Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Senhora do Mar (Negras Águas) de Vânia Fernandes (2008)




O Festival Eurovisão da Canção de 2008 teve lugar em Belgrado (Sérvia) nos dias 20, 22 e 24 de Maio. O local escolhido foi a grande Beogradska Arena, uma das maiores arenas a nível europeu. Os apresentadores foram Jovana Janković e Željko Joksimović (que participou no ESC 2004, representando a Sérvia & Montenegro). O número de participantes foi de 43, sendo por isso necessário um novo método de classificação para a Final. Assim, os únicos países que tinham classificação directa para a Final eram: o Big4 e o país organizador do Festival. Os restantes são submetidos à votação do público em 2 Semi-Finais, cada uma com 19 participantes, sendo apurados 10. Desses 10 países classificados, 9 deles iriam ser escolhidos pelo televoto e o 10º país por um júri profissional (ou que, pelo menos, deveria ser….). Os países estreantes, este ano, foram o Azerbaijão e São Marino. Por outro lado, a Áustria retirou-se. Após a vitória da Sérvia com uma música cantada numa língua que não o inglês (algo que já não acontecia há muitos anos) verificou-se que a maioria dos países optou por voltar a cantar na sua língua nativa. Uma tentativa de serem espertos.


Portugal enviou uma música absolutamente ESTRONDOSA. Vânia Fernandes, que interpretou o tema “Senhora do Mar (Negras Águas) ” impressionou todo o público presente. Esta música é fruto do trabalho conjunto de Andrej Babić e Carlos Coelho. Portugal enviou aquilo que de mais tradicional tem: o fado. Mas contudo, com algum toque de modernidade, e é aí que está a beleza da música. Apela aos sentimentos que o fado exige, mas com uma sonoridade bastante mais atractiva do que o típico a que estamos acostumados ouvir. Ao mostrar-se detentora de uma grande voz, Vânia mostrou à Europa porque razão foi a escolhida pelos portugueses. Era nisto que a RTP deveria pensar mais vezes (e pensar que foi com esta actuação que Portugal realmente dignificou o seu nome no ESC)... Para mim, sim, esta foi a melhor prestação de Portugal na Eurovisão. E, nesta altura, em que toda a gente fala em elevar o Fado a Património da Humanidade, penso que talvez devesse novamente levar um fado lá fora. Ficava realmente contente se enviássemos um fadista de renome como uma composição realmente boa, como por exemplo a Mariza. Nem que ficássemos em último lugar com 0 pontos, mas pelo menos tínhamos a certeza que tínhamos sido genuínos, que tínhamos sido portugueses. Mas como eu estava a dizer antes de ter este pequeno desabafo, Portugal brilhou em todos os sentidos. A voz da cantora foi impecável, assim como a dos elementos do coro. A presença em palco foi perfeita, o vestuário lindo e a actuação arrasou. Eu não consigo encontrar nenhum defeito a apontar a esta actuação e se alguém conseguir encontra algum (o que duvido) que o diga. Logo no início da actuação, e falando obviamente para quem viu a apresentação, é possível verificar a reacção do público à nossa música. É impossível uma pessoa não sentir orgulho ao relembrar aquele momento. 


Como Portugal participou na 2ª Semi-Final, aguardámos ansiosamente os resultados das votações, esperando ouvir alguém gritar Portugal! E ouviu-se mesmo! Ficámos apurados para a Final, um feito histórico. E o melhor de tudo foi passarmos após termos obtido o 2º lugar de entre os 19 participantes. À nossa frente só mesmo a poderosa ucraniana Ani Lorak e a sua “Shady Lady”. Na 1ª Semi, a vencedora tinha sido a Grécia com “Secret Combination” de Kalomira. 


Na Final as coisas foram bastante diferentes do esperado. Portugal obteve um amargo 13º lugar com 69 pontos. Não é por ser português, mas acho que o resultado foi muito injusto para nós. O vencedor acabou por ser a Rússia com “Believe” interpretada por Dima Bilan que obteve 272 pontos. A sedutora ucraniana ficou em 2º lugar, a grega Kalomira em 3º e Sirusho da Arménia conseguiu a 4ª colocação. Pessoalmente, a vitória da Rússia não me agradou. Preferia a Ucrânia ou a Arménia, sem contar com Portugal, é claro, pois se houve ano em que merecíamos ganhar era 2008. Mas não saímos da Sérvia de mãos a abanar… após a votação dos jornalistas (de todos os países a concurso) que fizeram a cobertura do evento, houve um país que saiu vencedor: PORTUGAL. Na opinião de todos esses jornalistas, Portugal era que deveria ter ganho o ESC 2008. 


Desta vez não vou enunciar os meus destaques, pois se o fizesse iria fazer uma lista enorme. Isto tudo porque 2008 foi dos melhores anos para a Eurovisão e tudo estava perfeito


E mais uma vez deixo a pergunta no ar: porque não voltar a levar um fado ao ESC?


Crónica redigida por Armando Sousa, 16/11/2011

Fonte: Crónicas de Eurofestivais; Imagens: Google; Vídeo: Youtube.

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Dança Comigo (Vem Ser Feliz)" de Sabrina (2007)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Dança Comigo (Vem Ser Feliz)" de Sabrina (2007)




O Festival Eurovisão da Canção de 2007 realizou-se entre os dias 10 e 12 de Maio, em Helsínquia (Finlândia). Os apresentadores escolhidos para conduzir o evento foram Jaana Pelkonen e Mikko Leppilampi. Deste modo, o Hartwall Arena recebeu a 10 de Maio a Semi-Final e dia 12 a Grande Final. O número total de participantes foi o maior de sempre: 42 países. Um número que mostra claramente a dimensão que o ESC ocupa a nível europeu, e até mesmo mundial. O sistema para apurar quais os países que se fariam representar na Final foi o mesmo dos outros anos: Big4 + top10 de 2006 + top10 da Semifinal de 2007. Devido ao crescente número de países a participar e ao facto de existir apenas uma Semi-Final, o que se verificou foi que, nessa mesma Semi, participaram 28 países ficando apurados apenas 10. O que de certa forma foi bastante injusto. A nível de estreias tivemos 4 países: Geórgia, República Checa, Montenegro e Sérvia. A antiga Sérvia & Montenegro voltou muito melhor depois desta separação. Os “retornados” deste ano foram a Hungria e a Áustria.


O Festival RTP da Canção foi ganho pela jovem Sabrina e o seu tema “Dança Comigo”. Uma vitória que, na altura, causou muita polémica, mas penso que, hoje em dia, muitos também já se devem ter arrependido de ter dito mal dela. Na altura foi considerada “pimba” e motivo de troça: “Ai vamos levar uma música pimba para mostrar à Europa. Que horror!”. Mas um tema que seja do género pimba, não quer dizer que não tenha qualidade! Pelo contrário, até pode ser bastante melhor. Se analisarmos bem, este é dos géneros musicais que mais vende no nosso país e que “arrasta” verdadeiras multidões para os bailaricos de Verão. Mas voltando ao que interessa, a nossa prestação na Eurovisão foi bastante boa. Há quem diga o contrário, mas eu discordo completamente. Sabrina estava bastante bonita e vocalmente esteve perfeita. A opção de cantar versos em diversas línguas, e apesar de defender a permanência da língua portuguesa, funcionou bem. A coreografia também combinou muito bem com o ritmo da música. Levámos uma música bonita que animou o público, sem qualquer dúvida. Emanuel criou uma música que fica no ouvido, fácil de cantar e que convida toda a gente a mexer-se. Fiquei absolutamente contente com a nossa prestação e, acima de tudo, ORGULHOSO.


Mas poderia ter ficado bastante mais, mas tal não foi possível… e porquê? Porque por apenas 4 pontos não conseguimos chegar ao top10. Ficamos em 11º lugar com 88 pontos. O melhor resultado alcançado pelo nosso país desde a introdução das Semi-Finais!


Dos 28 países participantes na Semi-Final, aquele que mais conseguiu impressionar o público (e como consequência disso o 1º lugar da Semi) foi a estreante Sérvia que enviou a cantora Marija Šerifović e a balada “Molitva”. Na Final, tal como se previa, a grande vencedora foi mesmo a Sérvia que, mesmo levando uma balada simples, conseguiu conquistar o coração de todos aqueles que assistiram à sua actuação. E que maravilhosa actuação que foi… Para mim, continua a ser das melhores vitórias do ESC. Assim, com 268 pontos, a Sérvia ganhou o direito de organizar o ESC de 2008. A Ucrânia ficou em 2º lugar (algo que achei completamente injusto devido à apresentação que foi feita) e a Rússia o 3º lugar (que também não foi propriamente merecido…muito longe disso). Malta, que desde cedo tinha sido considerada uma aposta muito forte, não consegui passar da Semi… outro caso igual foi o de Kate Ryan. 


Este ano tivemos muito boas músicas e os meus destaques vão para as músicas dos seguintes países: Espanha, Bielorrússia, Macedónia, Eslovénia, Grécia, Sérvia, Bulgária, Moldávia e Portugal.

Crónica redigida por Armando Sousa, 16/11/2011

Fonte: Crónicas de Eurofestivais; Imagens: Google; Vídeo: Youtube.

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Coisas De Nada" de NonStop (2006)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Coisas De Nada" de NonStop (2006)


51 anos, após o primeiro Festival Eurovisão da Canção, eis que chega a vez da Grécia organizar o evento. Os apresentadores escolhidos para conduzir o evento foram Maria Menounos e Sakis Rouvas (representante grego em 2004 – 3º lugar; 2009 - 7º lugar). Assim, o Olympic Indoor Hall, em Atenas, recebeu no dia 18 de Maio de 2006 a Semi-Final e a 20, do mesmo mês, a Grande Final. O número total de participantes foi de 37 países, continuando em vigor o sistema de classificação adoptado anteriormente (10 mais votados de 2005 + Big4). Os restantes 23 países submeteram-se à votação na Semi-Final, ficando apurados apenas 10. A nível de estreias tivemos um país que normalmente consegue boas classificações: a Arménia. Mas, como nem tudo pode ser bom, também tivemos algumas desistências: a Áustria, a Hungria e a Sérvia & Montenegro.


Portugal, pura e simplesmente, decidiu apostar novamente na fórmula utilizada em 2005, apesar de toda a gente ter constatado que não tinha funcionado. O grupo Nonstop (constituído por 4 raparigas) venceu o Festival RTP da Canção com o tema “Coisas de nada”. Uma vitória bastante polémica, diga-se de passagem… O vocal até que nem esteve muito mal, mas a música não tinha grande qualidade. Era repetitiva e sem nenhum diferencial que a pudesse fazer notar entre todas as outras músicas concorrentes. Mas também vindo de Portugal outra coisa não seria de esperar. Continuamos a cometer os mesmos erros do passado e não queremos de forma alguma abrir os olhos. Parece impossível! Mais uma vez, a letra, parcialmente em inglês, não surtiu grande efeito. Em termos de visual, as cantoras estiveram péssimas e mais parecia que iam dançar para um cabaret do que propriamente para representar um país no ESC. Se a ideia era dar nas vistas, então estão de parabéns, pois conseguiram na perfeição. Conseguiram tão bem que chegámos mesmo a ganhar o Barbara Dex (“prémio” atribuído ao pior visual do concurso). Pelo menos não saímos de lá de mãos a abanar…Como esperado, não passamos à fase seguinte: obtivemos o 19º lugar com 26 pontos e, por isso, não estivemos presentes na Grande Final.


A Finlândia ganhou a Semi-Final com 292 pontos, que levou como representante uma banda rock Lordi com o tema “Hard rock Hallelujah”. A Bósnia & Herzegovina que enviou o tema “Lejla” ficou em 2º lugar e a Rússia ganhou a 3º colocação com Dima Bilan a interpretar “ Never Let You Go”. A Bélgica, que enviou Kate Ryan e “Je t’adore” e que desde o inicio era apontada como uma forte candidata a vencer, não conseguiu passar da Semi-final. Mais uma injustiça no mundo eurovisivo!
       
À semelhança da Semi-Final, a Grande Final foi ganha pelos mesmos intérpretes. Os Lordi apresentaram um visual inspirado no horror (com direito a máscaras e tudo!) e parece que conseguiram convencer a maioria. Dima Bilan sagrou-se vice-campeão e a música intitulada “Lejla” alcançou o 3º lugar. Na minha opinião, a vitória dos Lordi não foi justa pois havia músicas bem melhores na Final e que mereciam muito mais! Os 12 pontos do televoto português foram entregues à ucraniana Tina Karol que interpretou “Show me your love”.
         
Os meus destaques desta edição vão para as músicas dos seguintes países: Bélgica, Bósnia, Grécia, Macedónia, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça e Ucrânia.


Crónica redigida por Armando Sousa, 09/11/2011

Fonte/Imagens: Google; Vídeos: Youtube

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Amar" de 2B (2005)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Amar" de 2B (2005)


          A edição número 50 do Festival Eurovisão da Canção teve lugar entre os dias 19 e 21 de Maio de 2005. Os apresentadores do evento foram DJ Pasha e Maria Masha Efrosina. Dia 19 aconteceu a semi-final e 21 a Grande Final, dois dias repletos de emoções fortes. O sistema de classificação para a Final manteve-se igual ao ano anterior: os 10 países mais votados em 2004 e o Big4 tiveram acesso imediato à final; os restantes 25 países participaram na Semi-Final da qual saíram apurados 10, perfazendo um total de 39 participantes nesta edição. A nível de estreias tivemos a Moldávia (cuja música obteve muito sucesso) e a Bulgária (que não conseguiu causar grande impressão junto do público). Como regressos tivemos a Hungria que nos brindou com uma proposta muito boa. A abertura da Grande Final esteve a cargo da PODEROSA Ruslana que interpretou “Heart on Fire”, mais uma actuação explosiva!!! Apesar deste grande começo do ESC, a edição realizada no Palats Sportus de Kiev ficou também marcada pela grande quantidade de falhas técnicas, a nível de som e de iluminação. Muita gente afirma que esses mesmos factores prejudicaram algumas actuações e eu concordo. Inclusive, alguns países (nomeadamente a Turquia) reclamaram junto da EBU, alegando as tais falhas mas foi tudo negado por parte dos responsáveis do Festival.  


          Portugal este ano fez-se representar pelo grupo 2B e o tema “Amar”. A meu ver, talvez esta não fosse a canção ideal para Portugal enviar. À semelhança de 2003 a letra continha versos em inglês, só que dá-me a ideia que desta vez não funcionaram assim tão bem quanto o esperado. A música em si também não era assim nada de memorável, mas em palco poderia ter sido apresentada de forma bem melhor. O vocal foi fraco e, em certos momentos, a própria voz dos cantores era impossível de se ouvir. Penso que isto se deveu também às tais falhas técnicas que referi acima. Mas os cantores também deram o seu contributo para que a prestação não corresse assim tão bem. Por exemplo, na parte final da música o agudo que a Luciana Abreu deu era completamente desnecessário e soou mal para quem o ouviu. A coreografia poderia ter sido outra pois a canção pedia movimentos mais arrojados. No inicio da apresentação não gostei muito da coreografia porque me pareceu um imitação “barata” da música da Ruslana em 2004. Mas não lhe chegou nem aos calcanhares... O que é certo é que os nossos cantores não foram assim muito apreciados, mas esperamos que a experiência que o grupo teve no ESC tenha contribuído para melhorar as suas prestações futuras. De entre os 25 países que participaram na Semi-Final alcançamos o 17º lugar com 51 pontos.


          A Semi-Final foi ganha pela poderosa Luminita Anghel, vinda da Roménia, que apresentou o tema “Let me try”. A estreante Moldávia obteve o 2º lugar (apesar de eu não gostar da música) e a Dinamarca completou o pódio.
          Já na Grande Final as coisas foram diferentes… Ninguém teve força para parar Helena Paparizou, que apresentou uma coreografia elaborada, um visual impecável e uma música excelente, e toda a gente dançou ao ritmo de “My Number One”. Até aos dias de hoje, esta permanece como uma das melhores vitórias de sempre da Eurovisão. E com todo o mérito! A balada “Angel”, que Malta enviou, conseguiu o 2º lugar (mais uma proposta digna do lugar que ocupa) e a Roménia levou a medalha de bronze para casa. No televoto, os 12 pontos de Portugal foram entregues precisamente à Roménia.
       Os meus destaques, em termos de ter sido enviada uma boa proposta musical até Kiev, vão para: Grécia, Hungria, Israel, Letónia, Malta, Roménia, Sérvia & Montenegro e Suíça.


Crónica redigida por Armando Sousa, 09/11/2011

Fonte/Imagem: Google; Vídeos: Youtube

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Foi Magia" de Sofia Vitória (2004)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Foi Magia" de Sofia Vitória (2004)



Devido ao crescente número de países interessados em participar na Eurovisão, no ano de 2004 o evento teve uma semi-final e a grande final. A 12 de Maio ocorreu a Semi-final e a 15 de Maio a Final do Festival Eurovisão da Canção.

A televisão turca (TRT) escolheu o Abdi Ipekci Sports Arena para acolher todos aqueles que quiseram assistir ao Festival. Os apresentadores foram Korhan Abay e Meltem Cumbul. Assim, o número de participantes “saltou” dos habituais 25 países para um total de 36. Na Semi-final participaram 22 países, donde ficaram apurados 10 para a Final. A estes 10 juntaram-se o Big4 e os 10 primeiros colocados da edição de 2003, estando, por isso, um total de 24 países presentes na Final. Os países estreantes foram: Albânia, Andorra, Bielorrússia e Servia & Montenegro. Os que regressaram foram: Dinamarca, Finlândia, Lituânia, Macedónia, Suíça e Mónaco (que regressou após 25 anos fora do Festival).


A cantora escolhida por Portugal foi Sofia Vitória com o seu tema “Foi Magia”. Esta foi uma participação igual a tantas outras e que não teve assim grandes atractivos. O vestido não favoreceu muito a cantora, nem a música era muito apropriada para a voz dela. Mas, ainda assim, cantou razoavelmente bem. No início da apresentação o efeito das luzes ficou engraçado; e mais para o meio da actuação, o que os bailarinos fizeram com as mãos também ficou giro. Acho que o refrão desta música pedia uma coreografia mais elabora e tal não aconteceu. Na parte final da música, o som do instrumental baixou e quase que só se ouvia a voz da cantora, o que funcionou muito bem pois deu para a cantora cativar o público e convidá-lo a bater palmas. Em suma, não foi uma prestação memorável, mas a Sofia lá fez o melhor que conseguiu. Como participámos na Semi-final, obtivemos 38 pontos equivalentes ao 15º lugar, não conseguimos passar à final. A “magia” que tanto queríamos evaporou-se. As Semi-finais foram, sem dúvida, a maior dor de cabeça que Portugal teve no ESC.


A vitória da Semi-final foi entregue à estreante Servia & Montenegro, que levou uma música absolutamente espantosa. “Lane Moje” interpretada por Zeljko Joksimovic obteve 263 pontos que lhe garantiram o 1º lugar.


Já na Final, as coisas foram diferentes… a música de Zeljko não foi suficiente para destronar a poderosa Ruslana e a sua “Wild Dances”. Uma actuação estrondosa, arrojada, com uma boa coreografia e com alguns efeitos especiais fizeram dela a grande vencedora de 2004 com 280 pontos. “Lane Moje” teve que se contentar com o 2º lugar. Quando revejo estas duas actuações, não consigo decidir sobre qual delas queria que realmente ganhasse. Ambas eram boas e é difícil escolher a melhor…. mas talvez esteja um pouco mais inclinado para a Sérvia & Montenegro!

Crónica redigida por Armando Sousa, 02/11/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Deixa-me Sonhar (Só Mais Uma Vez)" de Rita Guerra (2003)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal no ESC: "Deixa-me Sonhar (Só Mais Uma Vez" de Rita Guerra 



          Após a ausência de Portugal na Eurovisão em 2002, este ano regressamos para mais um ano cheio de emoções.
        O Festival Eurovisão da Canção 2003 realizou-se a 24 de Maio em Riga, na Letónia. O local escolhido para acolher o evento foi o Skonto Hall e os apresentadores foram Marija Naumova e Renārs Kaupers. O número total de participantes foi de 26. Como não poderia deixar de ser, tivemos uma estreia absoluta no Festival – a Ucrânia juntou-se pela primeira vez a todos nós. Tivemos ainda 6 regressos (Islândia, Holanda, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal), mas em contrapartida também tivemos 5 desistências (Dinamarca, Finlândia, Lituânia, Macedónia e Suíça).
      Portugal, à semelhança de 1976, escolheu o seu cantor internamente. A felizarda a quem coube o privilégio de nos representar na Letónia foi a grande Rita Guerra. Num evento em que a artista cantou 3 temas diferentes, e que foram sujeitos à votação do público para decidir qual nos representaria, a verdade é que não ouve margem para dúvidas quando se soube que o tema vencedor obteve 75% dos votos. Assim, “Deixa-me sonhar (Só mais uma vez)” saiu vencedora naquela noite. E foi, sem dúvida alguma, uma boa escolha!


         No ESC Rita Guerra apresentou-se absolutamente linda com o seu vestido dourado (que alguns dizem que a fazia parecer uma autêntica sereia). A nossa música era muito bonita (tanto o arranjo musical como a letra). Na minha opinião, esta foi a nossa segunda melhor prestação durante todos estes anos em que participámos na Eurovisão. E atrevo-me também a dizer que dentro do género balada, este foi também dos temas mais bonitos que algum país levou ao maior palco europeu.
         O trabalho de câmaras foi perfeito e os elementos do coro (dos quais destaco o incomparável Beto) ajudaram bastante durante a apresentação toda. Apesar de defender a ideia de que cada país deve representar a sua nação com a sua língua nativa, achei a ideia da Rita cantar parte da música em inglês bastante boa. E funcionou muito bem, pois como a própria cantora disse “Achámos que iríamos ficar em desvantagem em relação a todos os outros, que iriam até mesmo cantar a canção totalmente em inglês.” E em parte tem razão. Se analisarmos os resultados do ESC, verifica-se claramente que as canções interpretadas em inglês tem muito mais sucesso… o que não significa necessariamente que sejam as melhores. De notar que, quando a cantora, na parte final da música, aguenta o agudo, é possível ver as pessoas na plateia a bater muitas palmas, o que só prova que realmente gostaram. Acredito que, apesar do resultado obtido, a voz da nossa cantora não passou despercebida na Europa. Digo isto, porque o resultado obtido foi completamente injusto. Foi-nos atribuído o 22º lugar com 13 pontos (2 da Irlanda, 2 da Espanha, 3 da Ucrânia e 6 da França). Foi das maiores injustiças que já vi no ESC!


          Apesar da brilhante forma como a Rita nos representou, tal poderia não ter acontecido. Isto porque, na noite em que ocorreu o Festival, o irmão dela morreu, só que ela não sabia e só lhe foi dito depois. A própria cantora afirmou que, se tivesse sabido, não subia ao palco. O que realmente iria ser uma pena, pois assim foi possível à Europa ver o que de melhor há em Portugal.


          A vitória do ESC 2003 foi entregue à Turquia que enviou a cantora Sertab Erener e o tema “Everyway That I Can”. Uma canção bastante animada e que obteve 167 pontos. A canção “Sanomi” interpretada numa língua inventada e que representou a Bélgica ficou em 2º lugar (165 pontos). O pódio ficou completo com o tema “Ne Ver’, Ne Boysia” interpretado pelas t.A.T.u (164 pontos). Portanto foi uma batalha renhida para ver quem ganhava este ano. O Reino Unido, pela primeira vez, obteve 0 pontos, no qual muita gente associou a questões políticas (o primeiro ministro britânico apoiou Bush na invasão ao Iraque). Como castigo a Europa não lhes deu nem um ponto.   
        Aproveito também para dizer que, este ano, como estamos em crise e queremos participar na Eurovisão com um boa prestação, uma boa solução para a RTP ponderar, seria escolher um cantor internamente e mandá-lo ao ESC com uma boa música (claro…). Mas quem poderia ser esse artista?
        Aqui fica um pequeno excerto de uma entrevista feita em 2008 e que encontrei, para que possam ficar com uma ideia de quem nos poderia representar em Baku 2012:
“Em 2003 pediu para a deixarem Sonhar. Poderá o sonho de voltar um dia à Eurovisão tornar-se realidade?

Rita Guerra - Sim! Se me convidassem outra vez eu ia à Eurovisão. Não voltaria ao Festival da Canção porque tenho visto vitórias muito injustas e a nível de composição está muito fraco.” - Entrevista dada ao site Eurovision Portugal em 2008.


Crónica redigida por Armando Sousa, 02/11/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Só sei ser feliz assim" de MTM (2001)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal na Eurovisão:  "Só sei ser feliz assim" de MTM (2001)

       Como devem ter reparado, caros leitores, na apresentação das minhas crónicas em relação às nossas participações, “saltei” do ano de 1999 para o de 2001. Isto deve-se ao facto de, em 2000, não ter havido representante português na Eurovisão. Alegadamente, os maus resultados obtidos pelo nosso país durante os últimos anos levaram a que a delegação portuguesa decidisse fazer uma pausa. Mas uma pausa breve… voltamos logo em 2001, mas sem grandes expectativas.
          A Eurovisão de 2001 aconteceu a 12 de Maio em Copenhaga, na Dinamarca. Os apresentadores foram Natasja Crone Back e Søren Pilmark. O número total de participantes foi novamente 23, mas com alterações, quando comparado com os países participantes de 1999. Por exemplo, a Rússia voltou, mas a Áustria e a Bélgica fugiram para longe.


          O grupo MTM foi o escolhido para tentar levar o nome de Portugal mais além. A música “Só sei ser feliz assim” foi, na minha opinião, um pleno fracasso. A voz dos cantores não era nada do outro mundo e, em certos momentos, chegam mesmo a irritar (como na parte inicial da música e na parte final, em que um dos cantores sobrepõem a voz por cima da do colega. Mas vejam o vídeo e irão perceber do que eu estou a falar). A música em si também não tinha nada de original e de cativante. Penso que foi por esse motivo que “passou ao lado” da maioria dos espectadores. Uma música que chame a atenção do espectador e que o “prenda” é essencial para se fazer notar na hora da votação. O instrumental é quase sempre o mesmo durante a música toda, o que fez com que o que saltasse mais à vista fossem as vozes dos cantores. E como elas também não eram propriamente “perfeitas”, não correu lá muito bem. A coreografia estava de acordo com a melodia mas também não passou daí durante quase toda a prestação. Passinho para a esquerda, passinho para a direita… e assim sucessivamente. De realçar o contraste que o figurino dos cantores causou. O cantor de pele branca estava todo vestido de preto (parecia que ia para um funeral) e o cantor de pele negra estava todo vestido de branco (o que dava a ideia de que talvez se fosse casar). Penso que se tivessem misturado as cores das roupas pelos dois elementos o conjunto teria ficado melhor. Mas tirando isto tudo, posso dizer que a nossa prestação não foi absolutamente memorável, mas também não foi absolutamente desastrosa. Apenas igual aquilo que os portugueses já tinham habituado a Europa. No final obtivemos 18 pontos, que nos garantiram o 17º lugar na tabela classificativa.


         A sorte sorriu à Estónia (que se tinha estreado em 1994) e que arrecadou o 1º lugar com distinção. Os 198 pontos garantiram a Tanel Padar, Dave Benton e 2XL o direito de levarem a taça para Tallinn em 2002. Cantaram o tema “Everybody” e, pelos vistos, convenceram a maioria.



Crónica redigida por Armando Sousa, 25/10/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Como tudo começou" de Rui Bandeira (1999)

Sem comentários

 Crónicas de Eurofestivais


Crónica sobre as participações de Portugal na Eurovisão:  "Como tudo começou" de Rui Bandeira (1999)

          A 44ª edição do Festival Eurovisão da Canção realizou-se a 29 de Maio de 1999, em Jerusalém. Israel estava realmente preparado para receber um grande festival como este. Os apresentadores do evento foram Dafna Dekel, Sigal Shachamon e Yigal Ravid. No total participaram 23 países, com alguns retornos e desistências à mistura. Esta edição ficou marcada por algumas alterações em relação aos anos anteriores. A regra que obrigava os intérpretes a cantarem numa das línguas oficias do país que representavam, foi posta de lado. Como consequência disso, a maioria dos países decidiu cantar em inglês. Dos 23 países a concurso, 14 incluíram a língua inglesa nas suas canções, quer fosse inteiramente ou apenas em algumas partes. Ou seja, aproximadamente 61% do festival foi cantado em inglês. Um pouco repetitivo, não? Outra das mudanças foi que ficou decidido que os 4 países que mais dinheiros entregam a União Europeia da Radiodifusão (Espanha, França, Reino Unido e Alemanha) para que o Festival se possa realizar todos os anos, ficariam automaticamente inscritos para a edição do ano seguinte. Ou seja, supondo que a Alemanha obtém o último lugar, no ano seguinte continua a participar automaticamente, ao contrário de outros países que ficavam desclassificados. Esta medida tem sido vista por muitos, como sendo benéfica para o Festival, mas para outros “soa” um pouco a “entradas compradas”. Mas como cada um tem direito à sua opinião, prefiro optar por não comentar este facto. Mas piadas à parte, Portugal bem que podia pensar nisso…. Era da maneira que sabíamos todos que estávamos na final, de certeza.




           O cantor escolhido para representar o nosso país foi Rui Bandeira com o seu tema “Como tudo começou”. O tema era bastante alegre e os cantores presentes em palco mostraram-se satisfeitos durante toda a actuação. A voz do cantor é bastante bonita e conjugou na perfeição com o tema escolhido. Inclusive a própria letra tinha a sua beleza. Novamente a retratar o tema do amor, mas de forma um pouco diferente. O refrão é precisamente o tipo de refrão que se ouve e que não se esquece facilmente. Durante muito tempo, esta música foi conhecida (principalmente o refrão), mas hoje já não o é tanto. Na altura em que eu era pequeno, lembro-me que este era dos temas que eu gostava mais. Foi uma participação que, ainda nos dias de hoje, gosto de relembrar, pois apesar do fraco resultado obtido, fomos bem representados e é disso que temos de nos orgulhar. Uma pergunta que me intriga é: será que os europeus acharam estranho todos os homens em palco terem o cabelo comprido? Mas a verdade é que o cabelo comprido é precisamente a imagem de “marca” deste cantor. No final da noite do dia 20 de Maio, foi-nos atribuído o 21º lugar com 12 pontos, o que, na minha opinião, é um resultado injusto, pois a nossa música merecia melhor.


           A vencedora da noite foi Charlotte Nilsson que representou a Suécia com o tema “Take Me To Your Heaven”, obtendo 163 pontos, mais 17 pontos do que a segunda classificada – a Islândia. Assim, a Suécia conseguiu a sua 4ª vitória no festival, com um tema cantado em inglês.


Crónica redigida por Armando Sousa, 25/10/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Se eu te pudesse abraçar" de Alma Lusa (1998)

Sem comentários

 Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal na Eurovisão:  "Se eu te pudesse abraçar" de Alma Lusa (1998)

           A 43ª edição do Festival Eurovisão da Canção realizou-se a 9 de Maio de 1998, em Birmingham, Reino Unido. Os apresentadores do evento foram Terry Wogan e Ulrika Johnsson. Para os amantes da Eurovisão que gostavam de ver a orquestra a tocar ao vivo, este foi o último festival em que tal aconteceu. Recentemente têm surgido várias petições de grupos que querem que a orquestra ao vivo volte a fazer parte do ESC.
           Devido à regra do número de participantes, voltaram a estar presentes 25 nações no grande palco. Neste magnífico ano tivemos a desistência de 6 países (Rússia, Itália, Islândia, Dinamarca, Bósnia&Herzegovina e Áustria) e o regresso de outros 5 (Finlândia, Bélgica, Israel, Roménia, Eslováquia). Houve ainda tempo para a estreia de um novo país no concurso: a Macedónia.


          Este ano Portugal foi representado por um grupo, os Alma Lusa e a sua música “Se eu te pudesse abraçar”. Com letra e música de José Cid, este foi dos temas que mais me agradou ver no ESC. À semelhança de 1996, esta participação foi tipicamente portuguesa! O que foi de facto muito bom para nós. Na minha opinião, esta música talvez fosse melhor que a de Lúcia Moniz. Ambas exaltavam a identidade lusitana e outros valores lusitanos, mas acho que esta participação foi mais animada. A sonoridade, apesar de similar, tinha também algo que a distinguia de todas as nossas outras participações. A cantora estava bastante bonita naquele vestido vermelho e com um penteado à “Emma Watson”. Acho que é impossível estar a ouvir este tema e não se gostar dele, pois é muito bonito e agradável de se ouvir. Tal como a Andreia disse na tertúlia do passado domingo, se este tema era assim tão parecido (e em alguns aspectos superior) ao de 1996, por que razão não obteve um lugar semelhante? A verdade é que, para contrastar com o 6º lugar de dois anos antes, desta vez ficámos mais ou menos a meio da tabela classificativa. Obtivemos um 12º lugar, o que foi mau quando se analisa o conjunto total da nossa apresentação (visual, melodia, letra, originalidade, prestação em palco, etc.). Esta foi, na minha opinião, das nossas melhores prestações em palco e que realmente mostrou como é Portugal e o que significa ser português. Mas parece-me que, em parte, a mensagem que se pretendia transmitir com a música passou para o público e isso reflectiu-se no resultado final.


            A grande vencedora da noite foi a nação de Israel. Após um ano de ausência, este país voltou com a máxima força ao concurso. Dana International cantou e encantou com o tema “Diva”, interpretado em hebraico e obtendo 172 pontos (apenas mais 6 do que o segundo classificado). A sua vitória foi polémica, devido ao facto de Dana ser transexual e de ter participado no Festival. Mas a sua vitória foi mais do que justa, pois também serviu para mostrar que o que realmente conta é a qualidade musical (nem sempre, mas na maioria dos casos). Até mesmo em Israel, a maioria da população era contra a sua participação no ESC, mas aposto que depois da sua vitória muitos mudaram de opinião. O que é verdade é que este ano ganhou uma grande música (considerada por muitos como a melhor vitória de sempre), interpretada por uma grande cantora que mostrou não se deixar ir abaixo com os comentários de gente inferior a ela. A mesma cantora participou na Eurovisão em 2011, porém com um tema um pouco inferior e que não causou tanto sucesso.


Crónica redigida por Armando Sousa, 19/10/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Antes do Adeus" de Célia Lawson (1997)

Sem comentários

Crónicas de Eurofestivais

Crónica sobre as participações de Portugal na Eurovisão:  "Antes do Adeus" de Célia Lawson (1997)

         O Festival Eurovisão da Canção de 1997 foi a 42ª edição e realizou-se a 3 de Maio, em Dublin, na Irlanda. Os anfitriões do espectáculo foram Ronan Keating e Carrie Crowley. Tal como nas edições passadas, houve um “grande” problema: o excesso de países participantes. Em relação ao ano de 1996, houve 3 retiradas (Bélgica, Finlândia e Eslováquia) e 4 regressos (Dinamarca, Alemanha, Itália, Rússia e Hungria). Deste modo, e para cumprir todas as regras, o número total de participantes foi de 25 países.


           Portugal foi novamente representado por uma mulher com uma voz característica e que não deixa margem para dúvidas: Célia Lawson. A sua voz grave e profunda, aliada ao tema “Antes do Adeus” fez dela a escolhida para nos representar na Irlanda. Confesso que há algum tempo atrás, este tema não me agradava nada e fazia parte da minha lista de músicas que não deveria nunca ter participado no ESC. Mas agora, com o passar do tempo, fui mudando a minha opinião. Agora confesso que a música até se torna bastante “aceitável”. Mas continuo a não gostar da parte em que os elementos do coro intervêm! Quiseram mostrar um ar superior, de galãs, e a única coisa que conseguiram fazer foi “figura de parvos”. O refrão é bastante fácil de entender, mesmo para quem não percebe a nossa língua, pois a cantora conseguiu transmitir o sentimento a que a música apelava e que fazia falta na interpretação. Ainda assim, a cantora poderia ter levado um vestido mais bonito e que a favorecesse um pouco. Gostei mais da interpretação que a cantora fez no ESC do que aquela que ela fez no Festival da Canção e com a qual se sagrou campeã. Por isso é que fico um pouco desiludido ao ver-nos ser atribuído o último lugar do concurso, 24º. A Noruega foi solidária e para não nos deixar sozinhos no final da tabela, veio fazer-nos companhia e, juntos, partilhámos a última colocação! Que emoção... Mas o pior nem foi ter-mos ficado em último lugar… O pior de tudo foi não termos obtido nenhum ponto proveniente dos restantes países. Esta foi a 3ª vez que obtivemos pontuação nula (as outras duas haviam sido em 1964 e 1974). A nossa música seria assim tão má que não agradou a ninguém? Sinceramente não percebo este resultado. Já por diversas vezes merecemos de facto o último lugar (como por exemplo em 2006) e, mesmo assim, obtivemos pontos que nos “salvaram”. Mas desta foi ao contrário. O que terá faltado? Será que o público deixou de gostar de baladas presentes no ESC? Não me parece.


           A vitória foi entregue ao Reino Unido que enviou o grupo Katrina & the Waves e a canção “Love Shine a Light”, alcançando 227 pontos. Esta música recebeu a pontuação máxima de 10 países, por isso só ali foram 120 pontos que entraram. A Irlanda manteve os bons resultados dos anos anteriores e terminou em 2º lugar. O pódio ficou completo com a presença da Turquia que, até então, pouco ou nada se tinha feito notar no Festival.


Crónica redigida por Armando Sousa, 19/10/2011

[Crónica] Portugal na Eurovisão: "Chamar a Música" de Sara Tavares (1994)

Sem comentários

"8º Lugar soube a pouco... Merecíamos muito mais!"

O Festival Eurovisão da Canção de 1994 realizou-se a 30 de Abril, em Dublin, na Irlanda. Os apresentadores que conduziram o espectáculo foram Cynthia Ní Mhurchú e Gerry Ryan. Tal como no ano anterior, um grande número de países demonstrou o seu interesse em participar no ESC. Para resolver este problema, mais uma vez teve que se arranjar um método para apurar quais os países que participavam e quais os que ficavam de fora. Ficou decidido que os últimos 5 classificados de 1993 (Bélgica, Dinamarca, Israel, Eslovénia, Turquia) não participavam e cediam os seus lugares a 5 novos países. A Itália e o Luxemburgo decidiram não participar, o que abriu mais duas vagas no Festival. Os 7 países que tiveram a sua estreia no ESC em 1994 foram: Estónia, Hungria, Lituânia, Polónia, Roménia, Rússia, Eslováquia. No total, 25 países enviaram as suas representações para o palco.


            Portugal decidiu enviar a cantora Sara Tavares e o tema “Chamar a Música” para nos representar. Para muitos, este foi dos poucos anos que sentiram que a vitória deveria ter sido nossa e não o foi. Eu partilho desse sentimento! Fomos representados brilhantemente pela Sara Tavares e a sua “Chamar a Música”. E chamou mesmo! Foi ainda dos poucos anos em que conseguimos reunir em uma só prestação uma boa letra (bastante boa - mais um poema lindíssimo de Rosa Lobato de Faria), uma excelente voz e uma música brilhante. A forma como ela cantou foi tão doce que de certeza que foi possível sentir o que esta música pretende transmitir. A música arrepia qualquer um. Simplesmente magnífica… 



             O único reparo negativo que tenho a fazer relativamente à nossa prestação foi o facto de a cantora se ter mexido muito pouco em palco. Tudo bem que a música era uma balada, mas ela podia ter-se movimentado e dado mais dramatismo à música. Limitou-se a gesticular apenas com um braço e acho que isso não ficou lá muito bem. Mas não é por este pequeno “incidente” que vou deixar de achar que a vitória deveria ter sido nossa. Já houve muitas músicas a vencer o ESC e com piores prestações (algumas de meter medo ao susto… nem é bom relembrar). De todas as músicas que Portugal enviou à Eurovisão, só tenho uma música acima desta (mas, mais tarde, irei dizer qual).
            Ainda assim, o 8º lugar que obtivemos com 73 pontos não deixou de ser gratificante, mas soube a pouco. Merecíamos muito mais!


            Para manter a tradição (facto que já me começa a irritar um pouco), a vencedora foi a Irlanda que enviou o tema “ Rock’n’roll kids”, interpretado por Paul Harrington & Charlie Mcgettigan. Com os seus 226 pontos, ficaram muito à frente dos 166 pontos alcançados pela Polónia. Incrível que a Polónia, no seu ano de estreia, tenha alcançado um dignificante 2º lugar (também, depois desta classificação, nunca mais obtiveram grandes resultados, verdade seja dita).

Crónica redigida por Armando Sousa, 05/10/2011
A não perder
© all rights reserved