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[Entrevista] Marija Sestic: "o mais importante de tudo é que a canção ainda vive"

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Marija Sestic revelou-nos que adora Setúbal e falou-nos da sua experiência no Festival Eurovisão da Canção 2007 - que poderia não ter sido a sua primeira  e única experiência num palco eurovisivo. Leia a entrevista na íntegra:

Está a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal? 

Claro, claro. Eu sinto-me muito relaxada aqui. É a primeira vez em 2009 que este evento aconteceu e na altura foi muito casual, íntimo, entre amigos e agora está maior e mais sério e estou muito feliz por ver isso. Estou a gostar muito de estar cá porque vejo muitas semelhanças com a nossa mentalidade. As pessoas são muito calorosas, abertas, gostam de cantar – vocês têm grandes cantores, eu fiquei surpreendidíssima. Eu não me quero repetir mas eu adorei o peixe e gosto muito dos vossos vinhos. Estes vinhos são fabulosos. Setúbal é uma cidade muito gira e gosto de, quando vou viajar, descobrir os sítios por mim própria. Tem ruas muito queridas, com florzinhas e hoje fomos à baixa de Setúbal – que tem balões e peixes e adorei. Tudo está cheio de cores e é muito alegre. Uma cidade fabulosa. 

E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção? O que gostou mais? 

Para mim foi um pouco stressante porque eu era muito nova – tinha acabado de fazer 20 anos sete dias antes de cantar a minha música – e não foi a primeira vez; nós tivémos uma espécie de seleção interna e eles chamaram-me em 2006, para fazer uma espécie de coros no “Lejla”. Eu estava a preparar o meu exame final na Academia de Música – disse que não podia ir porque tinha de treinar piano, era muito nova. Mas no ano seguinte chamaram-me novamente porque já tinham uma canção de dois compositores e eles sugeriram que eu seria a melhor escolha para a mesma. E foi o início desta experiência e para mim esta foi a primeira vez que eu tive oportunidade de estar em algo sério. 
A Eurovisão é o maior festival de música no mundo hoje em dia, podemos ver que a Austrália está louca com a Eurovisão. E está a tornar-se maior e maior e é uma coisa muito séria. Foi a primeira vez que eu tive contacto com este mundo e com o Marketing – temos de representar o nosso país, não é algo que tenha uma dimensão pequena! Eu senti que havia muita responsabilidade mas tentei dar o meu melhor. E o mais importante de tudo é que a canção ainda vive; estamos em 2015 e chamam-me para vir aqui cantar o “Rijeka Bez Imena”, então isso é o mais importante. Que as pessoas ouçam a canção. Por acaso eu nem sequer canto esta canção muitas vezes porque a cantei milhares de vezes nesse período, mas gosto de a ouvir de tempos a tempos e ainda gosto muito dela.

E ficou desapontada com o seu resultado? 

Sim. Nós estávamos em 5º ou em 6ºlugar mas quando a Rússia, Lituânia e o o bloco de Leste começou a votar, acabámos por ficar em 11ºlugar. Mas para mim isso não foi assim tão importante. Todos os anos eu vejo o Festival Eurovisão da Canção – não via antes de participar; não era tão interessante assim para mim – mas gosto de ver agora porque sei todos os detalhes por trás. Sabes que a Eurovisão é um programa de televisão, e que por isso não a música que está em primeiro lugar. Às vezes fico desapontada porque gosto de uma canção e não tem grandes resultados mas desse ponto de vista não é importante o lugar em que ficas. 
E se a convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava? 
Sim, é possível porque a Bósnia é um país pequenino. Seria mais fácil para mim fazê-lo uma segunda vez. Não estou ativamente a pensar nisso mas se acontecer, fá-lo-ei. 

E que músicas do Festival RTP da Canção Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gosta mais? 

Aminata, “Calm after the storm”, “Oro”, “Everyway that I can”, e há muitas canções interessantes de que não me recordo no momento! 

E tem alguns projetos futuros? 

Eu nunca compus porque sou muito crítica mas agora acho que que aos 28 anos sinto que tenho algo a dizer. Sinto que é a altura apropriada para fazer algumas canções minhas. Não estou à procura de bom Marketing, só quero fazer algo que venha do coração, então estou a preparar algumas canções e espero que as pessoas apreciem.

Imagem: Facebook Marija Sestic
13/09/2015

[Entrevista] ELC 2015: Yola Dinis falou-nos dos seus projectos pessoais e profissionais

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, a aniversariante Yola Dinis falou-nos da sua participação no Festival RTP da Canção e também dos seus projectos pessoais e profissionais. Leia a entrevista na íntegra:

Está a gostar de estar em Setúbal? 

Conheço muito bem Setúbal; gosto muito de vir cá buscar peixinho fresco. O marisco aqui é muito bom e barato e também já cantei cá algumas vezes, no Cantinho dos Petiscos. 

E como foi a sua experiência no Festival RTP da Canção?

Uma experiência maravilhosa. Inclusivé trouxe-me a maior alegria da minha filha, a minha filha. Foi uma experiência muito boa por vários motivos. Uma experiência profissional e pessoal. 

E ficou desapontada com o seu resultado? 

Não. O resultado a mim não faz qualquer diferença. O que eu gostei foi da receção do público, inclusivé do público lá fora. E o nosso público também gostou muito da minha música e isso para mim é o mais importante... as pontuações não me fazem grande diferença. 

E se a convidassem novamente para participar no Festival RTP da Canção? Aceitava? 

Não sei, isso já não sei. Só passando pela experiência é que saberia. Prefiro dizer que não sei; logo se vê. 

E que músicas do Festival RTP da Canção e Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gosta mais? 

Gosto bastantes. Gosto bastante da Lusitana Paixão, as músicas da Simone de Oliveira, a "Menina" da Tonicha, o "Rise like a phoenix" e gosto muito da deste ano, da Suécia, acho que era fabulosa. Também gostei muito dos Il Volo. 

E tem alguns projetos futuros? 

O projeto “Maria”, que vai requerer o meu carinho, o meu tempo, o meu tudo. Mas tenho meu disco novo para sair com Fado. E agora vou fazer o Esta Vida é uma cantiga no Casino Estoril com os Irmãos Feist, a Susana Félix, eu e o FF.

13/09/2015

[Entrevista] Gerson Santos: "Se tivesse essa oportunidade, sem dúvida que voltaria a participar para representar o meu país lá fora"

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Gerson Santos referiu que participaria novamente no Festival RTP da Canção e revelou a grande vontade de defender as cores da sua bandeira nos palcos eurovisivos. Leia a entrevista na íntegra:



Como foi a tua experiência no Festival RTP da Canção?



Adorei. Só de pensar na hipótese de poder representar Portugal lá fora acho que é uma honra e um privilégio enorme. Temos várias pessoas no Desporto, na Dança também e na área da Música... é daquelas coisas que nós vestimos a camisola até ao fim e queremos lugar para deixar boa impressão sobre o nosso país. Porque realmente nós somos um país muito talentoso, temos vários artistas nas várias áreas muito talentosos: nós sabemos que Portugal tem talento. E foi uma experiência fantástica. As pessoas que eu pude conhecer; todo o processo desde os castings e depois até aos ensaios, a produção da música em estúdio, foi tudo maravilhoso. As amizades que fizemos com os outros concorrentes... tudo isso foram aqueles momentos que nós sempre guardamos com carinho.


E se tivesses a oportunidade voltarias a participar?


Sem dúvida. Se eu tivesse essa oportunidade, sem dúvida que eu voltaria para representar o meu país lá fora.


E vês o Festival Eurovisão da Canção?


Sim. Eu só não vi nos últimos dois anos porque estive fora do país, não tive como ver. Mas claro, é uma coisa que temos de acompanhar sempre. E sim, sem dúvida que gostaria de voltar lá. E talvez um dia, quem sabe, consiga representar Portugal.


E que músicas do Festival RTP da Canção Festival Eurovisão da Canção é que recordas?


Das nossas, gosto do “Sobe, sobe Balão Sobe”, “Ele e Ela”. A nível internacional gosto muito do Kurt Calleja, que tem uma voz absolutamente maravilhosa, o Eduard... E gostei muito do Mäns Zelmerlow, também devido à luta que teve para conseguir representar o seu país. E a música dele tem muito conteúdo.


Imagem: murilovisck.blogspot.com
13/09/2015

[Entrevista] ELC 2015: TWiiNS têm "as melhores memórias no que toca ao Festival Eurovisão da Canção"

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As irmãs Veronika e Daniela - mais conhecidas por TWiiNS - foram entrevistadas pelo Crónicas de Eurofestivais. Revelaram-nos o quanto gostaram de vir a Portugal e falram-nos do sonho concretizado que foi a participação no Festival Eurovisão da Canção, uma experiência que repetiriam. Leia aqui na íntegra:


Estão a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal?

Sim. É mesmo fabuloso. A cidade, as praias, a atmosfera... nós estamos a adorar! Gostávamos de ficar cá para sempre! Infelizmente não tivémos tempo de ir a Lisboa mas talvez da próxima vez haja oportunidade. Tirámos imensas fotografias! Fomos a alguns restaurantes e provámos a comida e as bebidas.


E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção? O que gostou mais?


Nós temos as melhores memórias no que toca ao Festival Eurovisão da Canção. Nós gostávamos de ir novamente! Nós gostávamos de ir todos os anos! É tão divertido! Conhecemos novas pessoas fantásticas... esta experiência só vivendo e temos de aproveitar cada momento. Todos os dias havia algo surpreendente a acontecer. Eu nem consigo descrever, foram demasiadas emoções, fazer novas amizades... e estar no palco foi inacreditável, estar perante quase quarenta mil pessoas.

E ficaram desapontadas com o vosso resultado?


Não desapontadas, mas esperávamos um resultado maior. Não interessa, nós tivémos a melhor experiência possível.

E se a convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava? 

Sim, claro, adoraríamos! Participar foi um sonho, tínhamos 10 anos e víamos a Eurovisão na sala. Sempre foi o nosso sonho estar lá e cantar lá. E também tem muito a ver com a tua cabeça: quando és positivo, as coisas boas acontecem-te. Tal como tínhamos o sonho de participar na Eurovisão, também tínhamos o sonho de cantar com artistas famosos e isso está a ser feito com a canção que lançámos por exemplo com o Flo Rida, Snoop Dogg e o novo single que vamos lançar com o Sean Paul. Acho que somos umas sortudas.

E que músicas do Festival Eurovisão da Canção é que recordam e/ou gosta mais?

O"La La Love"da Ivi Adamou,"Zaleilah"dos Mandinga, o próprio"Euphoria"e o"Heroes" claro. Mas todos os anos há músicas fabulosas.

E têm alguns projetos futuros?

Dentro de semanas, a nossa canção com o Sean Paul vai ser lançada. Mas no próximo ano vão ser lançados tantos singles... mais três ou quatro singles.

13/09/2015

[Entrevista] ELC 2015: Eduard Romanyuta voltaria ao Festival Eurovisão da Canção pela Ucrânia

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Eduard Romanyuta falou-nos da sua experiência no palco do Eurovision Live Concert e das canções eurovisivas mais rememoráveis. O artista adiantou também que gostaria de regressar, desta vez pelo seu país natal: a Ucrânia. Leia a entrevista na íntegra:

Está a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal?

Muito mesmo. É a primeira vez que cá estou e estou a gostar imenso. Primeiramente, quando estava a aterrar vi as luzes e foi fabuloso. E Setúbal é mais uma cidade onde toda a gente é simpática e mostra as suas emoções, é muito fixe. E o público do ELC foi muito caloroso comigo. Agradeço muito que o público tenha gostado tanto de nós.

Já tinha ouvido falar do Eurovision Live Concert?

Sim, já tinha ouvido falar na Áustria pelos elementos da organização que me convidaram a vir caso eu quisesse e estivesse disponível.

E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção?

Foi uma grande oportunidade e gostei muito do público que estava a assistir. As pessoas sabiam as letras de todas as canções de cor, sabem tudo sobre ti e eles vivem para este concurso e sabem tudo sobre o mesmo. Foi inesquecível.

Ficou desiludido com os seus resultados?

Claro, todos gostamos de ganhar. Ficámos satisfeitos porque fizémos tudo o que tínhamos planeado fazer: a coreografia, a música, a pirotecnia. Fizémos tudo o que pudémos e demos o nosso melhor.

E que músicas do Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gosta mais?

O "Hard Rock Hallellujah" dos Lordi é inesquecível, a Loreen... Gosto de muitas das que não se qualificaram e não venceram. É interessante porque algumas dessas canções são mais populares que as que obtêm melhores resultados e até que as que vencem.

E se tivesses a oportunidade voltarias a participar?

Sim, sim claro. E espero mesmo ter a oportunidade de tentar pela Ucrânia. Quero porque anotei o que fiz bem e o que não fiz tão bem.

E tem alguns projetos futuros?

Sim, estamos a preparar um espetáculo com todas as músicas do meu último álbum. Iremos fazer um grande espetáculo e uma tour.

Veja a atuação de Eduard Romanyuta no ELC 2015:


13/09/2015

[Entrevista] ELC 2015: Suzy será autora e compositora de músicas em português e inglês no seu próximo EP

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Suzy confessou-nos qual a sua música favorita do ESC 2015. Revelou também que irá lançar não um CD mas um EP que terá três ou quatro músicas em português e inglês. Leia a entrevista na íntegra:


Está a gostar de estar em Setúbal novamente? 

Estou. Estou tão feliz de ter voltado e é sempre uma honra e privilégio ser novamente convidada para este certame que já é conhecido por toda a Europa, o Eurovision Live Concert. Poder estar aqui e não só cantar para os portugueses mas também para os seguidores que vêm da Europa, que fazem questão de estar cá para ver os nossos colegas nacionais e estrangeiros. Portanto é um prazer e venho sempre com uma alegria imensa.

E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção? O que gostou mais? 

A minha experiência na Eurovisão foi para mim muito positiva pois eu agarrei-a da melhor forma. Lá está o que eu disse em entrevistas prévias sobre os colegas que só vão à Eurovisão e acabou por ali: eu tentei agarrar esta oportunidade para poder levar o nome de Portugal aos países da Europa, ao Qatar, Brasil, Dubai e estou a tentar agarrar estas oportunidades através do “Eu Quero Ser Tua” para também conseguir sair da cena dos eventos eurovisivos. Mas maioritariamente claro que tenho sido solicitada por eles. E normalmente eles convidam finalistas e eu por um ponto não fui à Final - no entanto, sou uma das que trabalha mais nos meios eurovisivos e estou muito grata de coração e eles sentem isso.
Só vi coisas positivas independentemente da minha qualificação porque agarrei “com unhas e dentes” esta oportunidade que é única e felizmente em Portugal o Festival RTP da Canção não tem aquela notoridade onde existe em muitos países da Europa. Mas eu gostava de levar os 10 milhões de portugueses na minha mala de viagem para poderem beber e sentir aquilo que eu sinto quando canto na Europa. É indescritível porque se as pessoas não sairem de Portugal nunca vão ter essa noção, portanto só quem vai lá fora e acompanha a Eurovisão é que vê o fenómeno que foi. 

E se a convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava? 

Voltaria sim, mas por convite interno. 

E com o mesmo estilo de música? 

Diferente. Eu costumo dizer que sou uma profissional da música e sendo uma profissional da música eu proponho-me ou convidam-me a fazer vários géneros musicais. Por exemplo, trabalho em imensos eventos empresariais e como podem imaginar existem uma panóplia de empresas que me convidam e eu faço desde espetáculos burlesco, musicais, ópera, jazz... E a minha prestação na Eurovisão foi essa: convidaram-me para cantar o "Eu Quero ser tua", aceitei, vesti a camisola, personifiquei o tema da melhor maneira que pude e é mais um trabalho como qualquer outro.

E que músicas do Festival RTP da Canção/Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gosta mais? 

Deste ano gostei muito da música da Letónia porque gosto muito de músicas alternativas, músicas indie... e achei aquele tema muito diferente e com muito potencial. Gosto muito da Loreen, que levou um tema muito bem conseguido que até trouxe hoje a Setúbal. Adoro a música, acho que está bem construída e bem conseguida. Também gostei da Suécia do ano passado, a “Lusitana Paixão”, que me influenciou a sonhar... tantas. 

E tem alguns projetos futuros? 

Eu neste momento estou em estúdio e tenho ido a estúdio várias vezes neste último ano e meio. As pessoas perguntam e e estão a criar uma grande expectativa relativamente ao produto que eu vou lançar. Fico bastante nervosa relativamente a essa situação porque as pessoas também já estão a colocar essa expectativa alta em mim. É evidente que vai ser um género completamente diferente, como podem imaginar mas eu não posso lançar um single só para agradar. Eu tenho que sentir que é aquele single, eu tenho que me ver naquele single. Eu tenho de cantar uma coisa que eu ame que eu ache que realmente tem potencial não só para Portugal mas também para agarrar estes contactos que tenho vindo a adquirir na Europa. 

E irá cantar em português, em inglês, noutras línguas... 

Sim, sim. Eu gostava muito de cantar em português mas fazer as versões em inglês. As músicas têm de ter esse potencial, de poder inserir por exemplo as duas línguas porque eu não quero perder aquele mercado que tenho muito devagarinho conquistado, senão é trabalho em vão. Portanto, eu tenho estado neste processo criativo em que eu é que sou a autora, a letrista e a compositora. E depois entrego para um produtor desenvolver os temas. Tenho feito imensos eventos empresariais e depois tenho feito os eventos eurovisivos e também trabalho como gestora de projetos freelancer. E aliás, eu não vou lançar um álbum, vou lançar um EP com três a quatro músicas.

Veja a atuação de Suzy no ELC 2015:


13/09/2015

[Entrevista] Kurt Calleja: "colocar a nossa marca na História da Eurovisão e obviamente ter um bom resultado foi fabuloso"

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Kurt Calleja revelou o quanto gostou de estar em Portugal pela primeira vez, o sentimento de passar à Final por um país que não se qualificava há seis anos consecutivos e também um dos seus planos: compôr um musical. Leia a entrevista na íntegra:

Está a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal? 


Sim. É a minha primeira vinda aqui. Cheguei na quinta-feira à noite. A comida é boa, as pessoas são muito acolhedoras. É um lugar muito pacífico, até fui fazer jogging. Eu viajo muito e às vezes vou a sítios em que peço para me darem indicações de sítios e as pessoas não nos direcionam e aqui as pessoas são muito prestáveis.


Já tinha ouvido falar do Eurovision Live Concert? 

Eu já sabia o que era o Festival Eurovisão da Canção antes de participar, mas não fazia a mínima ideia de que se faziam tantas festas sobre o ESC. Mas fiquei super entusiasmado por receber o convite e agora que estou cá estou a adorar.

E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção? O que gostou mais? 

Ora, foram muitas coisas. Claro que para mim, sendo um artista de um país pequeno a oportunidade de atuar num espaço tão grande porque esta oportunidade não aparece assim tão facilmente e estar no ESC também era um sonho que eu tinha desde pequenino. Então claro que conseguir lá chegar foi uma grande conquista. E claro, pelo o facto de Malta não conseguir passar à Final há seis anos, claro que estar na Eurovisão ainda soube dez vezes melhor.

E ficou desapontado com o seu resultado? 

Oh claro que quando nos qualificámos queríamos ter um bom resultado mas no fim das contas muitos dos meus amigos acabaram por achar o mesmo que eu: que participar e conseguir estar lá, colocar a nossa marca na História da Eurovisão e obviamente ter um bom resultado foi fabuloso. Vencer é, claro, o objetivo final mas três anos depois ainda sou convidado para estes espetáculos, ainda tenho muita música para lançar em Malta então, esta experiência é fabulosa.

E que músicas do Festival RTP da Canção Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gostas mais? 

Este ano adorei muitas canções. Noruega, Suécia, Itália, Letónia, Azerbaijão... é muito difícil dizer porque todos os anos há canções diferentes e ouves música de estilos diferentes então é muito difícil dizer qual é a minha favorita.

E se o convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava? 

Ah claro, adoraríamos voltar ao Festival Eurovisão da Canção, também porque está ligado a muitas das nossas memórias. Mas ao mesmo tempo é muito arriscado porque se já participaste e estiveste muito bem na Final depois ficas com medo de ir porque podes ser esocolhido ou mesmo não te qualificar ou até ficar em último na Final. Mas eu adorava voltar, sim e reviver as emoções que tive.

E tem alguns projetos futuros? 


Após ter lançado vários singles, agora estou a trabalhar num novo álbum. E também assinei numa pequena editora, o que é fantástico. Então estou a ter novas experiências, estou a viajar... e no futuro também quero escrever um musical... há tanta coisa que quero fazer.


13/09/2015

[Entrevista] Hera Björk: "Je ne sais quoi" tem uma vida própria e eu sou tratada como uma vencedora'

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Hera Björk reiterou que voltará ao Festival Eurovisão da Canção sempre que for convidada, tal como a Setúbal onde se apaixonou pela famosa "caquinha de sapateira". Leia a entrevista na íntegra:

Está a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal? 


Sim, claro! Portugal é um país lindo e as pessoas são surpreendentemente calorosas e recebem-nos muito bem. Eu adoro a cidade. Adoro cidades mais pequenas e a vista é simplesmente fantástica. Como disse antes, adoro a caquinha de sapateira (risos).


E como foram as suas experiências no Festival Eurovisão da Canção? 


É o meu trabalho. E eu adoro-o! E é um trabalho ao qual eu não consigo dizer que não porque é sempre tão divertido... conhecemos pessoas tão simpáticas, reecontramos caras familiares e conhecemos novos artistas, fazemos novos contactos... é simplesmente maravilhoso.


E gosta tanto de atuar como vocalista ou como coralista? 


Sim! Eu gosto mesmo é de atuar. Estar como coralista é também algo que eu adoro porque eu não preciso sempre de estar à frente: é fantástico poder apoiar – especialmente novos artistas, eu adoro isso. É uma sensação maravilhosa ver alguém brilhar e vê-los a fazer o que são bons e atuar simplesmente. Estás no melhor lugar da casa como coralista e como público. Por isso é que este é um trabalho fantástico.


E ficou desapontada com o seu resultado? 


Não. Claro que nós pensávamos que iríamos ficar num lugar melhor – mas isso também foi devido ao favoritismo em que estávamos a ser colocados. Todas as sondagens diziam que iríamos ficar no top 10 mas quer dizer, no meu caso eu não me posso queixar porque “Je ne sais quoi” tem uma vida própria e eu sou tratada como uma vencedora. Por isso, para mim isso foi o mais importante. Na realidade isso não me importa. Há sempre um vencedor mas todos os anos há outros vencedores que são os que os fãs escolhem e eu fui uma rapariga sortuda por ter sido escolhida.


E se a convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava?

Sim, claro. É uma plataforma que eu adoro. É uma ótima oportunidade para um artista novo, compositores, letristas, artistas e produtores, toda a gente porque tens sempre os teus três minutos de fama frente a milhões e milhões de pessoas e como artista não temos isso assim tão facilmente. E eu adoro isso e está fantasticamente organizado. Quero dizer, a organização que recebe os artistas é extremamente boa.


E tem alguns projetos futuros? 


Neste momento, estão todas a ser criadas, não tenho nada em específico. Mas eu depois dar-vos-ei conta de tudo!

13/09/2015

[Entrevista] Ana Luísa Cardoso: 'É uma grande pressão, uma grande responsabilidade, mas aceitava.'

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Ana Luísa Cardoso, cantora de ópera no Teatro S. Carlos em Lisboa, falou-nos das memórias que tem do Festival RTP da Canção e da sua disponibilidade para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção caso houvesse essa oportunidade. Leia a entrevista na íntegra: 

Quais são as suas memórias relacionadas com o Festival RTP da Canção e Festival Eurovisão da Canção? 

Eu lembro-me de brincar aos festivais da canção sozinha. Quando era jovem podíamos ficar em casa sozinhos; os meus pais iam trabalhar e eu ficava em casa a brincar aos festivais portanto os meus vizinhos sabiam que na parte da tarde tinham música em casa. Eu cresci com o “Sobe, sobe, balão sobe” da Manuela Bravo. Depois afastei-me durante uns anos devido à faculdade e agora por motivos profissionais voltei a juntar-me à equipa da Eurovisão.

E se a convidassem para participar no Festival RTP da Canção? Aceitava?

Aceitava. Depois de hoje posso dizer que aceitava. É uma grande pressão, uma grande responsabilidade, mas aceitava.

E tem alguns projetos futuros? 

Os meus projetos são dentro da música clássica. Dentro em breve terei um concerto na Casa da Cultura em Setúbal e o resto, para já, está relacionado com o Teatro de S. Carlos.

13/09/2015

[Entrevista] ELC 2015: Knez lançará música "Tears" com ex-concorrente eurovisiva

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Em entrevista ao Crónicas de Eurofestivais, Knez falou-nos mais sobre a sua colaboração com Zeljko Joksimovic em “Adio”, confessou-nos a sua paixão pelo Fado e ainda a sua vontade de descobrir Lisboa. 
Leia a entrevista na íntegra: 

Está a gostar de estar em Portugal e particularmente em Setúbal? 

É a minha primeira vez cá em Portugal. Os meus amigos disseram que eu ia ficar maravilhado porque eu sou um grande hedonista, aprecio boa comida, bons vinhos e boa música. As pessoas de Portugal e do Montenegro são muito parecidas porque temos uma vista de mar muito bonita, muito bom vinho, muito boa música e pessoas cheias de paixão. Quando cantamos, tocamos boa música, quando vamos às cafanas – sítios onde cantamos juntos e comemos muito bom peixe. E estou a adorar. Amanhã vou a Lisboa e ainda vou ficar mais dois dias porque quero ir a casas de Fado porque sou um grande fã de Fado. Nestes últimos três dias apreciámos os pratos típicos daqui e amanhã quero apreciar novos pratos nos restaurantes lisboetas. 

E como foi a sua experiência no Festival Eurovisão da Canção – nomeadamente com Zeljko Joksimovic que os fãs eurovisivos tanto adoram? 

Bom, o Zeljko é muito meu amigo. Conhecemo-nos quando ele estudava na Academia de Música em Podgorica e estivémos na mesma banda alguns anos. O diretor da televisão nacional montenegrina convidou-me para ir à Eurovisão e eu disse “Se o Zeljko escrever algo para mim, eu irei.” Então eu liguei ao Zeljko e perguntei “Queres-me escrever uma canção?” e ele disse “Para ti? Tudo, meu caro amigo”. E eu disse que iria à Eurovisão claro. 
A primeira versão da canção era um pouco diferente da versão final mas a segunda versão era melhor, muito muito melhor. E no final de contas, no estúdio, soubemos que tínhamos uma grande melodia, um arranjo e produção muito boas, estava tudo estava perfeito. E fiquei muito satisfeito com a minha atuação em Viena. 

Então não ficou nada desapontado com o seu resultado? Conseguiu o melhor resultado de sempre para o Montenegro. 

Não, claro que não! O Montenegro é um país pequeno, só temos 6.000 pessoas. Mas temos muito muito bons músicos e cantores. Foi uma grande honra para mim fazer parte da Eurovisão e também foi um grande sucesso para o Montenegro.

E que músicas do Festival Eurovisão da Canção é que recorda e/ou gosta mais? E do seu ano?

Eu tenho um gosto esquisito... eu lembro-me de uma banda muito interessante da Turquia, o “For Real” dos Athena. Melodia muito interessante, um arranjo muito interessante. Do meu ano Itália, Suécia, Rússia... e Portugal era bom este ano! Muito! E Israel. 

E se a convidassem novamente para participar no Festival Eurovisão da Canção? Aceitava? 

Não. Talvez a minha filha, que esteve comigo no palco este ano. E ela quer ir pelo Montenegro. Ela está agora como coralista com o Zeljko e comigo. 

E tem alguns projetos futuros? 

Tenho um single novo, “Tears”, é uma canção muito triste e romântica e será um dueto com uma artista muito poderosa e forte. Ela é fabulosa e vocês conhecem-na; concorreu por um país da antiga República da Jugoslávia. Mas por agora o nome ainda é segredo. Será lançada em outubro.

13/09/2015

[Entrevista a Célia Lawson]: 'as editoras estão interessadas em desenvolver um estigma incontrolável

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Depois de quase mais de 20 anos passados, Célia Lawson considera que as editoras ainda continuam a menosprezá-la, devido ao seu resultado eurovisivo. No entanto, dá algumas sugestões para os artistas portugueses triunfarem na Eurovisão. 

Célia Lawson é uma artista portuguesa, que iniciou a sua carreira em 1989. Representou Portugal na Eurovisão em 1997 com o tema "Antes do Adeus".

CE: Na sua opinião, qual é a vitória eurovisiva mais marcante de sempre?

Célia Lawson (CL):  Os memoráveis ABBA, são os vencedores que mais venderam discos. "Waterloo" é uma canção eterna.

CE: Que canção eurovisiva é a sua favorita?

CL: A minha música preferida por muitos anos foram os Secret Garden com "Nocturne". Depois, mais tarde, "Euphoria" de Loreen.

CE: O Festival sempre teve influência na sua vida?

CL: Certamente que sim, marcou de uma forma decisiva a maneira como sou tratada como artista. O festival determina a viragem da minha carreira, totalmente, de uma ponta a outra. A minha imagem está de tal forma associada ao festival por causa dos zero pontos, que as pessoas e as editoras não estão interessadas em saber se ajudo uma velhinha a atravessar a rua mas sim em desenvolver um estigma contínuo e incontrolável. Se o festival marcou em algum ponto da minha vida, sim, marcou o que eu quis e o que não pedi.

CE: Qual é a melhor canção que Portugal levou à Eurovisão?

CL: Portugal mandou várias canções merecedoras da vitória, por exemplo as Doce, mais tarde Dulce Pontes e, decididamente, a canção da Lúcia Moniz, de autoria do prezado Pedro Osório.

CE: Porque razão acha que Portugal nunca ganhou a Eurovisão?

CL: Portugal tem de se convencer de uma coisa. Em primeiro lugar, a topologia geográfica na Europa, para além da Espanha, que nunca nos dá pontos, temos o mar para votar em nós. Não há alianças antigas, como os países da Escandinávia, Balcãs, etc. Temos de nos convencermos que na Europa existem pólos comerciais de exportação de música: a Inglaterra, por exemplo, não deixa quase ninguém, para além dos americanos, entrar no seu mercado.

CE: Em que é que Portugal deve apostar para conseguir um bom resultado?

CL: Até que ponto que temos de cingir as nossas intérpretes eurovisivas à alusiva conexão ao Fado? Até que ponto temos de seguir o trajecto de um Ídolos ou um de The Voice? Na minha modesta opinião, temos de nos situarmos no mercado eurovisivo, e esse palco decorre habitualmente nos antigos países da União Soviética, e na Escandinávia.

CE: Que canções que ficaram nas últimas finais nacionais portuguesas de que mais se lembra e mais gosta?

CL: O tema da Carla Ribeiro, "Mea culpa",  entre outros...

Veja a atuação eurovisiva de Célia Lawson:


Foto: 4lyrics/Vídeo: Eurodictionary
31/07/2015

[Entrevista a Carlos Mendes]: 'Nunca a RTP esteve verdadeiramente interessada em ganhar'

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Desiludido com o tratamento que se tem dado ao Festival, Carlos Mendes admite já não seguir o evento. No entanto, relembra com gosto as suas participações, e considera que a música "A Festa da Vida" foi a melhor canção portuguesa na Eurovisão.

Carlos Mendes é um dos maiores artistas portugueses. Com mais de dez álbuns lançados e mais de 20 singles, participou na Eurovisão em 1968 com "Verão" e em 1972 com "A Festa da Vida".

CE: Na sua opinião, qual é a vitória eurovisiva mais marcante de sempre?

Carlos Mendes (CM):  A minha, sem duvida... tivemos o apoio da PYE records, o que nos pôs no primeiro lugar... caímos para sexto devido a uma imposição da RTP de não ganharmos.

CE: Que canção eurovisiva é a sua favorita?

CM: "A Festa da Vida" (música de José Calvário e letra de José Niza)

CE: O Festival sempre teve influência na sua vida?

CM: Não, apenas deu mais notoriedade.

CE: Qual é a melhor canção que Portugal levou à Eurovisão?

CM: Insisto, a minha: "A Festa da Vida".

CE: Que recordações tem de Portugal na Eurovisão?

CM: Como sabe, ganhei 2 vezes o festival: 1968 e 1972. Da primeira vez foi a que guardo melhor recordação, era muito jovem, 20 anos, tinha deixado no ano anterior os Sheiks, grupo pop/rock. E nessa altura estar em Londres, que era o centro do mundo da música, foi fascinante.  

CE: Qual a música portuguesa de que mais gostou?

CM: Não consigo responder com precisão... são muitas, incluindo algumas da minha autoria. 

CE: Porque razão acha que Portugal nunca ganhou a Eurovisão?

CM: Nunca a RTP esteve verdadeiramente interessada em ganhar. E também pela situação periférica de Portugal, e pelo desinteresse ou até mesmo o desprezo dos governantes por "esta arte menor".

CE: Em que é que Portugal deve apostar para conseguir um bom resultado?

CM: Quem gere esses assuntos deve saber porque faz o que faz, e deve-se responsabilizar pelos desastres que tem vindo a acumular. Eu, pessoalmente, desinteressei-me há muitos anos por esse tipo de certame.

Veja as atuações eurovisivas de Carlos Mendes:




Foto: Maiortv.com.pt/Vídeo: escbelgium3 e tasoks3
27/07/2015

[Entrevista a Alenka Gotar]: 'A Eurovisão é mais um concurso sobre dinheiro'

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Alenka Gotar considera que a Eurovisão já não é um concurso só sobre música, mas também sim de dinheiro. No entanto, adora Portugal, e recorda com carinho a participação de Vânia Fernandes na Eurovisão bem como do Eurovision Live Concert, em 2009, em Setúbal, onde esteve presente.

Alenka Gotar é uma das maiores artistas eslovenas, cantora de ópera, que participou na Eurovisão em 2007 com o tema "Cvet Z Juga".

CE: Na sua opinião, qual é a vitória eurovisiva mais marcante de sempre?

Alenka Gotar (AG): Há imensas: ABBA, Johnny Logan, Celine Dion...

CE: Que canção eurovisiva é a sua favorita?

AG: "Why me?", Irlanda, Linda Martin; "Molitva", Sérvia; "Hold me now", Irlanda; "My Number One", Grécia; "A Moment like this", Dinamarca.

CE: O Festival influenciou a sua vida?

AG: Mudou a minha vida. Eu tornei-me uma pessoa diferente, mudou a maneira como vivo a minha vida agora, não é muito fácil ser uma estrela, mas eu adoro essa sensação...

CE: Qual é a melhor canção que a Eslovénia levou à Eurovisão?

AG: Sestre: "Samo ljubezen".... O trio foi muito divertido, e trouxe uma mensagem muito importante. Apenas o amor é que importa...

CE: Que memórias tem de Portugal na Eurovisão?

AG: Atualmente, Portugal nos últimos anos, excepto com a "Senhora do Mar", não tem tido músicas marcante, o que eu acho uma patetice porque Portugal tem imensos bons artistas e uma boa cultura de música tradicional. Mas, quando me lembro de Portugal, vem-me logo à cabeça o concerto da OGAE em 2009, que foi uma das melhores memórias na minha vida. 

CE: Que música portuguesa gosta mais?

AG: Eu amei a "Senhora do Mar", não me consigo esquecer. O poder da Vânia foi magnífico, a música era ótima...

CE: Porque razão Portugal nunca ganhou a Eurovisão?

AG: Eu acho que agora a Eurovisão não é só um concurso sobre música, é mais sobre dinheiro. É por isso que a Eslovénia também nunca ganhou a Eurovisão.

CE: Em que aspetos Portugal pode melhorar para ter uma pontuação mais alta na Eurovisão?

AG: Ser autêntico, encontrar algo novo, ser quem tu quiseres, não o que a Europa quer que tu sejas.


ENGLISH VERSION

Alenka Gotar says Eurovision is not just a music contest anymore but also a money contest. She loves Portugal and specially Vânia Fernandes participation and the Eurovision Live Concert 2009, in Setúbal, where she was.

Alenka Gotar is one of the best slovenian artists. The opera singer represented her country in 2007 with "Cvet Z Juga".

CE: In your opinion, which of the victories is the most remarkable one?


Alenka Gotar (AG): There were many, that made history: Abba, JOnny Logan, Celine Dion and so one... This is what couts: what stays, what is in sense of big show...

CE: Which eurovision song is your favourite?

AG: "Why me?", Ireland, Linda Martin; "Molitva", Serbia; "Hold me now", Ireland; "My Number One", Greece; "A Moment like this", Denmark.

CE: Did the Eurovision Song Contest has any influence in your life?

AG: It changed my life. I have this aureola of the winner in our country, I became a different person, it changed the way i lived, it was not very easy to be a star, but I loved it...

CE: What is the best song your country ever send to the contest? 

AG: Sestre: Samo ljubezen.... Trio of three transvestit guys that were funny, but delivered an important message: It's only love that counts...

CE: What memories do you have from Portugal in the Eurovision Song Contest?

AG: Actually the Portugal, except Senora du MAr in last years unfortunately didn't have many remarkable song, what i find it's a pitty, because you have great artist ans great national traditional music, which is about to use... But what i first think when I hear POrtugal, was OGAE concert in Setubal 2009 which is one of my greatest memories in my life.

CE: Which portuguese music did you like the most?

AG: I loved Senora du Mar, i just can't forget it.... The power of VAnia was magnificent, the music was great... Everything about this song was marvelous!

CE: Why do you think Portugal never won the Eurovision Song Contest?

AG: At the moment I thing, there is not so much about the music in Eurovision contest, it's more about money... That's why also Sloveia can't win the contest.

CE: In which aspects Portugal have to improve in order to get better results in the Eurovision Song Contest?

AG: Be authentic, find something new... Be what you are, not what you think Europe wants to hear.

Oiça a música "Cvet z Juga", de Alenka Gotar/Listen the eurovision song "Cvet z Juga", by Alenka Gotar:


Foto: ukmix.org/Vídeo: merdziiikaa
24/07/2015

[Entrevista a TWiiNs]: 'A Eurovisão foi o nosso sonho desde crianças'

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TWiiNs relembram com saudade a sua participação eurovisiva. Foi o seu sonho desde criança e ainda apontam algumas músicas portuguesas de que gostaram muito.

TWiins é um duo pop eslovaco, que participou na Eurovisão em 2011 com o tema "I'm Still Alive". No entanto já em 2008 tinham participado, sendo coristas da participação da República Checa.

CE: Na vossa opinião, qual é a vitória eurovisiva mais marcante de sempre?

TWiiNS (TW): Abba - "Waterloo".

CE: Que canção eurovisiva é a vossa favorita?

TW: Loreen - "Euphoria".

CE: O Festival sempre teve influência na vossa vida?

TW: Sim, foi o nosso sonho desde crianças representar o nosso país. Em 2008 fomos coristas da participação da República Checa e o sonho aconteceu mesmo em 2011 quando representámos a Eslováquia com "I'm Still Alive".

CE: Qual é a melhor canção que a Eslováquia levou à Eurovisão?

TW: Apesar de ainda só temos participado sete vezes, nós gostamos muito da Kristina, "Horehronie".

CE: Que memórias têm de Portugal na Eurovisão?

TW: Em 2008, houve uma grande música, e em 2011 os Homens da Luta tiveram uma engraçada atuação. Nós não percebemos a letra mas os seus fatos e espetáculo eram marcantes.

CE: Que música portuguesa gostam mais?

TW: Nós gostamos também muito da música de 2009, dos Flor de Lis.

CE: Porque razão Portugal nunca ganhou a Eurovisão?

TW: As mesmas da Eslováquia nunca ter ganho. Nós não sabemos...

CE: Que música portuguesa deveria ter ficado com uma melhor pontuação?

TW: Filipa Azevedo com "Há Dias Assim".

CE: Em que aspetos Portugal pode melhorar para ter uma pontuação mais alta na Eurovisão?

TW: É díficil de dizer... Na nossa opinião nem sempre as melhores músicas se qualificam para a final... 


ENGLISH VERSION

TWiiNs miss being in Eurovision. It was a childhood dream they achieved. They also talk about some portuguese songs that they liked a lot.

TWiiNS are a slovakian pop duo who participated in Eurovision 2011 "I'm Still Alive". But this wasn't their first participation. In 2008 they were backing vocals for Czech Republic.

CE: In your opinion, which of the victories is the most remarkable one?

TWiiNS (TW): Abba - "Waterloo".

CE: Which eurovision song is your favourite?

TW: Loreen - "Euphoria".

CE: Did the Eurovision Song Contest has any influence in your life?

TW: Yes, it was our dream since we were kids to represent our country on ESC. In 2008 we were back-vocalists of Czech representative Tereza Kerndlova and the real dream came true in 2011 when we represented Slovakia with I’m still alive. 

CE: What is the best song your country ever send to the contest? 

TW: Our country participated on ESC seven times only.. But we really like Kristina - "Horehronie".

CE: What memories do you have from Portugal in the Eurovision Song Contest?

TW: We remember especially entries when we performed at Eurovision. In 2008 in Belgrade it was big entry with a huge great song and in 2011 in Dusseldorf Homens da luta had a funny performance, we didn’t understand the lyrics but their outfits and show were remarkable :) 

CE: Which portuguese music did you like the most?

TW: We really like the entry from 2009, Flor De Lis had very nice song.

CE: Why do you think Portugal never won the Eurovision Song Contest?

TW: Same like why Slovakia never won ESC :) We don’t know..

CE: Which of the portuguese songs deserved a better place than it actually had? 

TW: Filipa Azevedo with Há dias assim...

CE: In which aspects Portugal have to improve in order to get better results in the Eurovision Song Contest?

TW: It’s hard to say… In our opinion sometimes not the best songs qualified for the finals and the good ones didn’t make it to the final… 

Oiça a música "I'm Still Alive", das TWiiNs/Listen the eurovision song "I'm Still Alive", by TWiiNs:


Foto: fanart.tv/Vídeo: Eurovision.tv
23/07/2015
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