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¿Por qué no te callas? - Historial

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¿Por qué no te callas?
RUBRICA DE CATARINA GOUVEIA
17/10/2013 - 19/12/2013

Anúncio oficial: [AQUI]!

Primeiro texto: Danny Saucedo - [AQUI]
Segunto texto: Jedward - [AQUI]
Terceiro texto: Loukas Giorkas - [AQUI]
Quarto texto: Amandine Bourgeois - [AQUI]
Quinto texto: Engelbert Humperdinck, Moje 3 e Bonnie Tyler - [AQUI]
Sexto texto: Silvia Night - [AQUI]
Sétimo texto: Cascada - [AQUI]
Oitavo texto: Plágio - [AQUI]
Nono texto: Charlotte Perrelli e Ani Lorak - [AQUI]
Décimo texto - Plágio - [AQUI]!


21/12/2013

¿Por qué no te callas? - Décimo texto: cantores portugueses plagiam músicas eurovisivas

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10º TEMA:

CANTORES PORTUGUESES PLAGIAM MÚSICAS EUROVISIVAS


   Uma pessoa fica transtornada. É que nem há outra palavra. Andamos aqui, todos esperançosos, a dizer aqui e acolá que Portugal tem muita gente com talento que devia ser valorizado e blá-blá-blá, e depois saem-nos estes cromos na rifa. 
       Foi noticia há uns dias em todos os sítios eurovisivos portugueses, e será o nosso tema de conversa hoje. Andava eu a ver as tristezas do dia, quando me deparo com um vídeo de um programa para donas de casa, da RTP. Neste, estava um marmanjo qualquer com um mau (terrível) cabelo, a cantar uma musiquita de Natal. Ri-me, claro. Não cantava nada, tinha uma música com uma letra horrível… Mas eis que se deu o clique. Pensei: bem, eu conheço isto. Leio a publicação em questão, e então aí percebi: ‘Pera lá, é a música da Charlotte! Aquela do ano em que a Dana deu aquele show com o troféu e esbardalhou-se toda! 
       A pessoa, compreensível em mim, ainda pensou que aquilo devia ser uma cover, visto que a letra é quase igual, ainda que a palavra Natal tenha sido jogada aqui e ali. Como li por aí, o autor da letra parece mesmo ser o Google Translator. Mas não. Diego Kalé disse, na pequena entrevista dada antes de nos benzer com a sua graça no programa Praça da Alegria, que o tema era fresquinho e acabado de sair do estúdio, assumindo-se como autor da canção. Uma coisa será certa: ou as pessoas adoram ser ridículas ou este homem quer ser reconhecido, não por ser cantor, mas por ser um palhaço imitador. É que só pode.
       Aproveitemos esta onda para falar de outro caso semelhante, ainda que mais discreto – afinal de contas, este caso não nasceu ontem, no mundo da música. A Romana aproveitou o hype dado pela sua participação no programa A Tua Cara Não Me É Estranha e lançou uma musiquinha assim à pressa, para o povo não se esquecer dela. Acontece que a tal musiquinha foi tão feita à pressa que acabou por ser uma cópia bem óbvia de Euphoria. Mudou o nome, para Insónia. “Vamos lá pôr isto assim parecidinho que é para ver se ainda consigo ganhar algum dinheiro a fazer a minha música de “chacha”. 

Um pequeno apontamento para o facto de esta canção de Romana valer a pena, um grande fail na promoção do seu single:


       Eu não sei se estes artistas pensam que já ninguém liga à Eurovisão, e por isso decidem cometer crimes destes. É revoltante todos pedirem para valorizarmos os nossos artistas, para os apoiarmos, se acontecem coisas destas que, parecendo que não, vão tirando credibilidade à música portuguesa. Digo sem hesitar que todos devemos fazer o máximo para denunciar estas pessoas. Este tipo de situação é grave e não deve passar em vão. 


RECOMENDAÇÕES FINAIS:

      "Diego Kalé e Romana, em primeiro lugar, não sei o que vos deu na cabeça para escolherem os vossos nomes de artistas. Em segundo, ganhem vergonha na cara. O que seria se alguém fosse à Eurovisão com um plágio de um tema vosso?"

Este artigo não pretende insultar ou manchar o nome dos artistas, países ou fãs.
Imagens: Google
19/12/2013

¿Por qué no te callas? - Nono texto: Charlotte Perrelli e Ani Lorak

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9º TEMA:

ACUSAÇÕES DE PLÁGIO



     Drama eurovisivo é sempre agradável. Para nós eurofãs, é engraçadíssimo. Conhecemos mais aprofundadamente aqueles artistas cujas músicas apoiamos ou não – coisa que às vezes é difícil de acontecer. Afinal de contas, a Eurovisão dura relativamente pouco tempo e todos ficamos com um certo vazio e insatisfação quando acaba, porque simplesmente sabe a pouco.
       Voltando ao que interessa, drama eurovisivo. É quase como ver uma novela mexicana, por vezes. Agora, quando o drama anda à volta das duas divas do ano, ainda mais apetecível é. Regressamos ao maravilhoso ano de 2008. Charlotte Perrelli e Ani Lorak – pessoalmente, duas das minhas concorrentes favoritas. Ao que parece, as duas divas da edição de 2008 quase que andaram à estalada uma com a outra. Entre as diversas razões para tal ato apetecível, que se devem ter perdido entre o backstage e o pressroom, está o vestidinho prateado. Usado por quem? Pois, pelas duas.
       A querida Charlotte, que não era nenhuma novata neste meio, não mediu as palavras e acusou a pobre Ani de plágio: “É uma cópia”, dizia.“Fala-se por aí que a sueca chegou a chamar nomes feios e de baixo nível à nossa shady lady, mas os artigos em questão foram apagados e não vamos estar aqui num diz que disse.
       Ani, sem “descer do salto”, respondeu a estas acusações: "Eu não posso ser comparada com ninguém. Eu sou única e apaixonada pelo que faço", disse Ani, abandonando a conferência de imprensa. "Nós somos diferentes. Ambas gostamos de prateado, é simples." A verdade é que Ani era a sua maior ameaça, e Charlotte sempre o admitiu. Até é compreensível, a mulher perdeu a compostura porque, se não fosse o júri, nem estaria na final e seria uma vergonha.
       Só que toda esta raiva de Charlotte não lhe serviu de muito, é um facto. “Hero”, uma das canções mais apontadas para vencer, flopou à grande e à francesa. O povo preferiu a Ani, que ficou em 2º lugar, sendo que Perrelli ficou-se pelo 18º. Pois, filha, para a próxima corre melhor. Oops, se calhar até não, visto que nem foi à final do Melodifestivalen quando tentou voltar ao festival para dar um arzinho da sua graça, não é verdade? Ai, o karma


RECOMENDAÇÕES FINAIS:

Depois disto, nem sou capaz de lhe desejar um mal dos diabos, visto que o destino já se encarregou e transformou a sua cara, durante a emissão a partir de Belgrado, numa criatura intergaláctica não identificada. Continuo à espera do seu regresso, faz falta uma diva com atitude neste meio!

Este artigo não pretende insultar ou manchar o nome dos artistas, países ou fãs.
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12/12/2013

¿Por qué no te callas? - Oitavo texto: plágio

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8º TEMA:

ACUSAÇÕES DE PLÁGIO



      Já todos perdemos a conta da quantidade de músicas acusadas de plágio com o correr dos anos. Há sempre aquela música com um som familiar, que vamos a ver e é cópia de uma banda defunta da Cochinchina. Muitas vezes, as parecenças são demasiadas. Num rápido avivar da memória, é o caso da música da Dinamarca, em 2011, e da Rússia, em 2013.
     Mas a verdade é que as centenas de acusações de plágio, que saem a cada ano, não passam de denúncias de pessoas de outros países que querem aniquilar o adversário a todo o custo. A Eurovisão de 2013, quase que era feita unicamente de músicas plagiadas. Mas isto é algum festival de covers? Claro que não. “Only Teardrops”, “It’s My Life”, “Glorious”, “Identited”, todas foram acusadas de copiarem outras canções. Canções essas que nada tinham a ver.
       “It’s My Life”, do Cezar, foi comparada com uma canção da banda Analog by Nature. Parecenças? A parte em dubstep. A sério? Será que há pessoas que não sabem que há programas usados por todo o tipo de artistas que já contêm estes samplers? Obviamente que serão usados repetidamente, se estão ao dispor de todos. Um sonzito parecido faz lá com que uma música seja plágio? A própria banda admitiu que a “It’s My Life” não era cópia coisa nenhuma e ainda bem.
      Temos também o “escândalo” de 2012, com a música de Željko Joksimović, cujo início era cópia da Paradise, dos Coldplay. Quem conhece o trabalho do Željko, sabe que ele é um excelente profissional e que já fez grandes canções, no que toca à Eurovisão e não só. É vergonhoso acusar assim um profissional só porque os inícios são parecidos.
      Hoje em dia, muito pouca coisa consegue ser completamente original. Há milhões de músicas por aí, é impossível cada melodia ser única. Impossível. E isto não é novidade para ninguém, mas há sempre aqueles picuinhas que fazem de tudo para deitar a baixo os outros países. Por exemplo, a televisão holandesa, que acusou “Only Teardrops” como cópia de “I Surrender” da banda K-otic, natural da Holanda. Ai que o som da flauta é igual! Um dos membros da banda também veio desmentir isto, dizendo que haver parecenças não é suficiente para uma acusação destas. E não é.
      Estas acusações não são para ser levadas muito a sério, na verdade. Se fosse algum autor de alguma música a reclamar, aí já tomaria isso em conta. Mas assim? Nah.


RECOMENDAÇÕES FINAIS:


Portanto, gente maluca com mania de que têm de apertar a corda ao pescoço dos vossos adversários, descontraiam um bocadinho. Aproveitem a magia do festival e deixem-se de baboseiras destas.

Este artigo não pretende insultar ou manchar o nome dos artistas, países ou fãs.
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05/12/2013

¿Por qué no te callas? - Sétimo texto: Cascada

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7º TEMA:

BJORKAMN DIZ QUE "GLORIOUS" É UM DESASTRE

Link da notícia: [AQUI]!


       Todos sabemos que a polémica se instalou instantaneamente após a divulgação de “Glorious”, dos Cascada. Ai que é plágio, ai que é igual a “Euphoria”, ai que vergonha, patati patata. Saíram mil e uma entrevistas, onde muitos quiseram dar a sua opiniãozinha acerca disto.
         Uma dessas pessoas foi o chefe da delegação sueca, Christer Björkman. No programa de rádio P4 Extra, Björkman afirmou, basicamente, que “Glorious” era um desastre: “escolher uma canção semelhante em estilo àquela que, no ano anterior, teve uma vitória monumental, é um completo desastre” (vá lá que o homem pelo menos admitiu que não considerava “Glorious” uma cópia de “Euphoria”).
        Usei o exemplo de Björkman como podia ter usado o exemplo de qualquer um, para manifestar a minha opinião sobre este assunto. A verdade é que toda a gente não pode ver um nome mais ou menos conhecido, que tratam logo de arranjar polémicas. É uma artista feminina, é uma música com “batucada”, tem alguns “oh oh oh”, é logo igual.
       Engraçado que ouvimos falar de algumas músicas com probabilidade de plágio, mas nenhuma fez correr tanta tinta como esta. Veja-se a canção da Rússia, por exemplo, onde a cópia era muito mais óbvia.
          Quanto à afirmação do boss da Suécia, ainda que “Glorious” tenha flopado, realmente, acho que é descabida. Não foi só esta música a única do género no festival deste ano. Houve mais músicas de carrinhos de choque que até resultaram bem.
       Ambas têm um género parecido, mas, ao mesmo tempo, são completamente diferentes. Os resultados, sobretudo, estiveram longe de ser iguais.“Euphoria” pouco tem de original, para além da atuação, que é super marcante. “Glorious” teve uma atuação igual a muitas outras. A mim, aborreceu-me, apesar do vestidinho fancy e daqueles apetrechos todos. Daí que não tenha feito um bom resultado.


RECOMENDAÇÕES FINAIS:


Portanto, Björkman, essas semelhanças e deduções não passam mesmo disso. Ás vezes é melhor deixar a galinha alheia no seu lugar, em vez de ir para entrevistas dizer disparates acerca de “desastres”. De desastres devia saber o senhor, é verdade, sendo que, no ano em que representou a Suécia, ficou em penúltimo lugar. Fala a voz da experiência, portanto.

Este artigo não pretende insultar ou manchar o nome dos artistas, países ou fãs.
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28/11/2013

¿Por qué no te callas? - Sexto texto: Silvia Night

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6º TEMA:

AS CONTROVÉRSIAS DE SILVIA NIGHT NA SUA PARTICIPAÇÃO NA EUROVISÃO


      Silvía Night, que personagem! Desempenhada pela cantora e actriz Ágústa Eva Erlendsdóttir, esta é uma figura conhecida por todos os eurofãs – certamente, pelas razões mais caricatas.
      Foi participante da Islândia na Eurovisão em 2006, com a canção "Congratulations", que falava do quanto os islandeses eram sortudos por Silvía ter nascido lá, e que ia ganhar o concurso e blá bá blá.
    Durante o tempo em que esteve em Atenas, Silvía esteve envolvida numa série de situações embaraçadoras. “Fucking amateurs”, “Fuck you, fucking retards”, dizia, para os técnicos e jornalistas no recinto. Numa conferência de imprensa, ordenou que nenhum jornalista podia olhá-la nos olhos. Um dos jornalistas, que, pelos vistos, era uma actriz infiltrada, olhou e foi posta na rua por um segurança.
      Para além disto, Silvía afirmou que a única razão pela qual Carola se qualificou para a final, foi por ter dormido, imaginem, com o presidente da EBU. Num carro. Antes da competição. “Yes. I saw them in a car right outside my hotel room. What she's done is terrible ... it's her fault I didn't qualify. She's been copying me ever since I got here.” Ok, isto é hilariante. Mas continuemos.
     Como a sua canção não chegou à final (e a culpa é toda tua, Carola, sua possidónia, que vergonha),  a mulher ficou maluca. Entre bater no namorado e ameaçar saltar de uma ponte, era só gritar por tudo o que era sítio. “Ungrateful bastards! You vote for ugly people from Finland who don't even have real make-up artist, and you don't vote for me because I'm not a slut from Holland and I'm not an ugly, fucking, old bitch from Sweden!” Ha-ha-ha, épico.
    Entre palavrão para aqui e palavrão para ali, Silvía estava capaz de culpar o Papa pelo seu falhanço. “Ah e tal, andas para aí a propagar a palavra de Deus quando a única deusa aqui sou eu. É por tua causa que não passei, lambão!” Não me surpreendia, de todo.
     Eu acho piada a esta mulher, não vou negar. É uma personagem, não é para ser levada a sério. Mas há coisas que excedem o limite do aceitável, tornando-se too much. Na minha opinião, foi o que aconteceu. E um país que escolhe esta mulher para o representar, não quer ser levado a sério mesmo, sejamos sinceros. 
   Pronto, teve piada, mas, a certa altura, já estava a ser excessivo. Porque nem todos vão para o festival à procura de brincadeira. Nem os profissionais nem os jornalistas. Eu, como futura jornalista, confesso que ri imenso com esta situação, mas que ficava sem saber o que fazer se visse uma arara daquelas a disparatar para mim. 


RECOMENDAÇÕES FINAIS:


Silvía Night, és uma inconveniente do caraças mas volta. A Eurovisão precisa de delicious drama!

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21/11/2013

¿Por qué no te callas? - Quinto texto: Engelbert Humperdinck, Moje 3 e Bonnie Tyler

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5º TEMA:

CRÍTICAS DOS CANTORES ÀS VOTAÇÕES E RESULTADOS DA EUROVISÃO (ENGELBERT HUMPERDINCK, MOJE 3 E BONNIE TYLER)




       Todos os anos é a mesma história. Vira o disco e toca o mesmo. Uma pessoa pensa que, ao fim de dezenas de edições, os artistas já irão saber que "you win some, you lose some". Mas não. Ano após ano, somos brindados com entrevistas de artistas ressabiados com os seus resultados na Eurovisão.
       Temos o Engelbert Humperdinck, que foi para a Eurovisão, e funcionou, para todos os que assistiram à sua atuação, melhor que qualquer sonífero à venda no mercado. O senhor, após o seu mísero e merecidíssimo resultado na Eurovisão, disse que “o modo como o sistema de televoto funciona é o principal problema pois o público tem apenas 15 minutos para votar e como há cerca de 125 milhões de pessoas a assistirem e votarem é impossível haver resultados em tão pouco tempo, não há computador que faça isso". Oh, santo Deus. Eu vou pensar para mim que o senhor já é velhinho demais para estas andanças, para não começar para aqui a disparatar. Engraçado que o Engelbert só se apercebeu disto em novembro de 2012. A azia ainda durou algum tempo, como podem ver.
       Na última edição da Eurovisão, para bem de todos os nossos pecados, que adoramos loucamente e até arrancamos cabelos por um bom drama eurovisivo, também não faltaram revoltados. As Moje 3, que ficaram de fora da final, deram a seguinte desculpa: “É claro que as músicas que não são cantadas em inglês não têm qualquer hipótese este ano! As pessoas não vão ouvir os temas que não são cantados noutras línguas." Ah-ah-ah, curioso. Porque a última vez que a Sérvia ganhou o festival foi com uma música não cantada em inglês, em 2007?
       Já a Bonnie Tyler, toda esperançosa, achando que ia dominar o show todo por ter um ou dois hits na sua carreira musical, acabou por flopar à grande. Eu, pessoalmente, adorei. Foi dos flops que mais prazer me deu. Porque o nome pouco significa na Eurovisão, e é bom que isso fique sublinhado para todos os artistas atualmente fracassados que acham que a Eurovisão vai fazer algo pelas suas carreiras acabadas. A senhora desculpou-se, criticando os jogos políticos que envolvem o festival. Tudo bem que ela tem razão, mas ela nasceu ontem? Não me parece, de todo.
       Esta revolta é ridícula. Tentam defender-se pelas razões mais absurdas. À partida, já todos sabem para o que vêm. A Eurovisão sempre teve e sempre terá a sua vertente inevitavelmente politica. Portanto, deal with it. Quanto às razões dadas pelos outros artistas, nem há explicação possível para além da inveja e azia. 



RECOMENDAÇÕES FINAIS:

"Por isso, pessoas ressabiadas, avancem com a vossa vida, invistam na vossa carreira e deixem de dizer disparates em entrevistas que só mostram a vossa fraqueza de espírito. O mundo não acaba porque floparam na Eurovisão."

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14/11/2013

¿Por qué no te callas? - Quarto texto: Amandine Bourgeois

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4º TEMA:

FÃS CRITICAM A ESCOLHA DA EMISSORA FRANCESA NA AMANDINE BOURGEOIS

Afirmações dos fãs - [AQUI]!


       Amandine Bourgeois é por nós conhecida por ter representado a França na Eurovisão este ano, com a canção “L’Enfer Et Moi”. Apesar de, aquando da sua escolha para ir a Malmö, não ser muito reconhecida entre o público francês, Amandine venceu o programa “Pop Idol” em 2008. 
       Antes de ser divulgado o tema da França, a reacção dos franceses não foi positiva. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo jornalista e apresentador de TV Jean-Marc Morandini, 70% dos eleitores concordaram que a rapariga seria uma má escolha. Isto porque, apesar de concordarem que ela tinha, sim, uma voz impressionante e uma personalidade muito peculiar, não tinha as músicas certas para o evento. 
        Vá lá que Amandine conseguiu manter-se profissional, apresentando confiança em si e na sua canção, dizendo que gosta de desafios e que é uma guerreira: “Aconteça o que acontecer, eu estou convencida de que o Festival Eurovisão da Canção vai abrir muitas portas e que irá impulsionar minha carreira. Às vezes é bom passar por momentos difíceis na vida! Eu aprendi que devo seguir o meu instinto e parar de fazer compromissos”.
     A mesquinhez das pessoas é impressionante. A França escolheu internamente, e escolheu uma cantora com uma voz impecável. A música ainda nem era conhecida quando foi divulgado o nome escolhido. Todos sabemos que, quando um artista é selecionado para a Eurovisão, as músicas que definem a sua carreira muitas vezes são postas de parte quando este tem a tarefa de concorrer a este evento. E, na minha opinião, enquanto pessoa que conhece parte do trabalho da Amandine, é que “L’Enfer Et Moi” difere, sim, do trabalho feito no seu álbum “Sans amour mon amour”. 
        Para além disso, temos tido provas de que, na Eurovisão, é importante que a melodia se destaque das outras, ainda que seja essencial algum cuidado para não cair em exageros. Talvez exagero seja a palavra certa para a participação de Amandine na Eurovisão. A actuação foi brilhante. Eu fiquei rendida. Adorei o look, amei aquele poder todo em palco. A voz dela estava soberba. No entanto, há, de facto, músicas que custam a agradar a todos. 
      Neste caso, faltou patriotismo e respeito pela cantora. Deviam ficar satisfeitos por terem uma verdadeira profissional a representá-los, pelo menos. É importante para um artista receber o apoio do público, principalmente quando se trata de um artista a sério e não de um bando de anormais que só quer ir para a Eurovisão brincar.


RECOMENDAÇÕES FINAIS:

"Portanto, franceses, eu adoro o vosso país mas coloquem lá a mão na consciência e respeitem os vossos melhores artistas. Não só de France Galls se faz a boa música francesa."

Este artigo não pretende insultar ou manchar o nome dos artistas, países ou fãs.
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07/11/2013

¿Por qué no te callas? - Terceiro texto: Loukas Giorkas e Eleftheria Eleftheriou

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3º TEMA:

CRÍTICA DE LOUKAS GIORKAS À "APHRODISIAC", DE ELEFTHERIA ELEFTHERIOU

Afirmação do cantor - [AQUI]!



       Loukas Giorkas representou a Grécia em 2011, com o tema “Watch My Dance”. Uma participação relativamente bem sucedida e uma das minhas canções gregas favoritas de sempre - com uma diversidade de elementos musicais fantástica, que resultou muito bem.
     No entanto, como já vem a ser habitual, o louquito meteu a pata na poça numa entrevista a um canal de TV grego, no ano seguinte, onde comentou o tema “Aphrodisiac”. Nesta entrevista, Loukas afirmou o seguinte: “A canção da Eleftheria não tem qualquer elemento grego. Porquê tentar convencer os europeus de que esta canção é grega? Não há razão para batizá-la de grega".
        Portanto, para si, a canção era meramente um pop do Leste Europeu, e não seria por conter alguns trechos de bouzouki, um instrumento tradicional do país, que seria considerada uma música grega. 
       Bem, a sério? Onde está a cabeça do senhor? Não estando aqui a rebaixar “Watch My Dance”, a verdade é que, se formos a ver, esta canção também não tem nada de grego a não ser a língua no refrão. Desde quando é que o rap nos remete para a cultura grega? Não me parece.
       Para além disso, quão patriota é criticar desta forma uma canção vinda do país que Loukas representou no ano anterior? Opiniões todos temos, mas menosprezar a canção do próprio país desta forma é escusado e totalmente inconveniente. O respeito, principalmente quando vamos criticar alguma coisa numa entrevista, é importante. O bom senso também. 
        A meu ver, “Aphrodisiac” tem aquela sonoridade no início, que se repete em algumas partes da música, que me fez pensar de imediato: “wow, esta canção é mesmo da Grécia”. Se para ele isto não é correcto, pronto, alguém que lhe dê um biscoitinho para não ficar triste. 


RECOMENDAÇÕES FINAIS:

"Loukas, eu adoro-te, mas recomendo uns cotonetes para esses ouvidos e uma caixinha de humildade e respeito, para ver se isso passa!"

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31/10/2013

¿Por qué no te callas? - Segundo texto: Jedward

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2º TEMA:

OS GÉMEOS JEDWARD QUEREM IR À EUROVISÃO PELA TERCEIRA VEZ 

Entrevista dos Jedward ao The Irish Mirror[AQUI]!




       Existem muitas pragas nesta vida, é verdade. Os mosquitos, as ervas daninhas… A lista é longa. Pelo nosso mundinho eurovisivo, vagueiam muitos bichinhos igualmente atrozes, é verdade. Mas nenhuma praga, atualmente, é tão difícil de se comparar quanto os manos Jedward. 
      Chegaram em 2011, com Lipstick. Okay, teve graça. Uma aparência fora de comum, gémeos aos pulinhos de um lado para o outro com cabelo estranho, com uma música irritantemente viciante – aquela música tem de ter macumba, juro, odeio-me por gostar tanto.
     Em 2012, os Jedward já tinham dado o ar da sua graça, já tinham alcançado um resultado positivo, já tinham gasto as suas piadinhas todas. Mas, de qualquer forma, vamos lá outra vez! Siga, é até ganharmos! E uma pessoa teve de se sujeitar. A uma música que já nem viciante era. Era apenas má. E chata. E insuportável. Contudo, as horrorosidades do restante festival fizeram com que conseguisse, mais ou menos, ignorá-los. O resultado não foi o que estavam bem à espera, com todos aqueles apetrechos em palco, portanto, pensámos todos que a ligação dos Jedward ao festival quedar-se-ia por aqui.
     Pensámos, pois. Porque o raio dos miúdos não parecem querer desaparecer. Em entrevista ao jornal. "The Irish Mirror", admitiram que "não descartam participar na Eurovisão pela terceira vez".
         Engraçado. Acabou-se o contrato com a Universal Music e querem fazer da Eurovisão o seu ganha-pão. É inteligente, sem dúvida. Há gente que lhes acha piada. No meu caso, acho que o que é demais enjoa. A Eurovisão é também um evento de oportunidades, e, com certeza que a Irlanda tem mais talentos para mostrar e apoiar. Isto de jogar pelo seguro só porque tiveram sucesso uma vez é errado e nada plausível. Enough is enough.


RECOMENDAÇÕES FINAIS:

"Recomendações para os meninos? Até sei ser polite nestas situações, mas os Jedward são uma situação muito peculiar para mim. As minhas indicações são mesmo para tomarem uma dose significativa de xanax, que tenham uma “amnésia parcial propositada” – sim, acabei de inventar isto -, que os faça esquecer de que são um duo musical e que a Eurovisão existe."

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24/10/2013
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