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[Crónica] Festival da Canção 2018 (Final): A noite em que os jardins floresceram

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E toda esta aventura começou na emblemática estação de comboios de São Bento. 16h20 marcava o relógio no momento em que se notou o movimento do transporte que nos levou até ao berço da nação: Guimarães. Pelo caminho, uma certa ansiedade foi florescendo dentro de nós, pois a cada minuto que passava, o sonho de ver o Festival da Canção pela primeira vez ao vivo estava mais perto. 

Chegados ao nosso destino, a chuva caia e molhava as nossas mãos não protegidas pelo chapéu de chuva. O dia estava cinzento e triste, mas as flores dos canteiros da estação de Guimarães permaneciam coloridas e húmidas, alegres por serem regadas pela natureza.

O tempo foi passando e o sol foi se pondo. Às 19h30 chegámos ao Pavilhão Multiusos de Guimarães. E foi neste momento que o frenesim em torno do Festival da Canção 2018 se confirmou: 5 longas filas de espera, uma em cada porta de entrada do multiusos. Uma das imagens mais marcantes que ficaram desta aventura. Os portugueses voltaram a apaixonar-se pelo evento.


Passados uns bons minutos de espera, as portas abrem e as pessoas vão entrando de um modo bastante organizado, para uma sala secundária, devidamente decorada com vencedores de festivais anteriores. Mas a maior surpresa da noite estava mesmo à entrada da sala principal. A grandiosidade do palco do festival desta edição não deixou ninguém indiferente: o palco era imenso, cheio de luzes e cheio de vida. O local tinha sido inundado pelo espírito festivaleiro!  

A sala foi se compondo aos poucos e não havia um único lugar livre. Uma verdadeira maré de pessoas estavam ansiosa para escutar as suas canções favoritas. Reparei minutos mais tarde que muitos até já tinham decorado as letras das canções.

O espetáculo começou precisamente às 21h15, nem mais nem menos. Logo de início fomos deparados com um espetáculo bastante tecnológico e moderno, nunca antes visto em festivais anteriores. A prova de que quando se quer, faz-se e faz-se bem! Os primeiros grandes aplausos vão para a dupla de apresentadores, que conduziram a emissão de um modo bastante profissional.

Começa então o desfile das 14 canções a concurso. Passou a canção nº1, a nº2, a nº3... até que chega a primeira grande canção da noite, pelo menos a julgar pela quantidade de aplausos que Catarina Miranda recebeu, mesmo antes de ter começado a cantar. O público ficou conquistado. Foi tudo tão doce e delicado, que a voz da Catarina conseguiu chegar a cada coração presente na sala.



O grande momento seguinte aconteceu já próximo do final do desfile das canções. Tinha chegado o momento da canção nº13. "O Jardim" ia ser ouvido dentro de alguns instantes na voz de Cláudia Pascoal e, mais perto do final da canção, de Isaura, a criadora deste jardim. O favoritismo era claro: a maioria das pessoas queria que "O Jardim" as representasse no Festival Eurovisão da Canção 2018. A Cláudia fez um excelente trabalho, assim como Isaura a compor este tema, que é tão delicado como as pétalas de uma frágil túlipa.



E logo de seguida entra Peu Madureira que foi também das apostas da noite mais aplaudidas pelo público. De facto, o Peu tem uma voz tão bonita que foi capaz de encher o multiusos apenas com uma simples melodia e muito sentimento.



As 14 canções tinham sido todas atentamente escutadas pelo público e seguiam-se os tributos ao emblemático grupo "Doce" e à grandiosa Simone de Oliveira. O aplauso mais longo foi entregue à intérprete da eterna "Desfolhada" e todas as pessoas, desde os mais novos aos mais velhos, cantaram o maior hino do Festival da Canção. 



Luísa Sobral veio também deixar o seu encanto, ao estrear o seu novo single "Maria do Mar" e mais uma vez as habilidades de composição da Luísa vieram ao de cima.



As votação fecharam e a atribuição de votos pelo jurados regionais estava prestes a começar. O nervosismo crescera de um modo tão rápido, que era impossível manter as pernas estáticas. A votação dos jurados deu justamente os primeiros três lugares às três canções que foram mais aplaudidas em Guimarães. Mas foi a votação do público que deixou todos num estado tal de ansiedade, que várias pessoas se levantavam das cadeira onde permaneceram durante algumas horas. 8 pontos para o Peu! Faltavam os 10 pontos e os 12 pontos. Catarina ou Cláudia? Uma grande artista com uma grande canção iria defender as cores da bandeira nacional. "10 pontos para a canção número... 6!". E nesse momento ouviram-se os mais altos gritos e os mais altos aplausos. Se 10 pontos tinham sido entregues à Catarina, os 12 pontos iriam quase de certeza para a Cláudia! E assim se tinha encontrado a canção que nos iria representar em maio.

Até o ano passado, o Festival da Canção era cinza. Salvador Sobral lançou a semente, de onde nasceu uma pequena flor. Cláudia Pascoal promete regá-la e tratá-la tal como a avó da Isaura tratava do seu jardim...

Esta crónica está disponível numa versão áudio, acompanhada por um vídeo que mostra a vida no Pavilhão Multiusos de Guimarães durante o Festival da Canção. Ouça a crónica no vídeo que se segue.



Imagem e Vídeos: RTP

FC 2018: conheça as audiências da grande final

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Decorreu no dia 4 de março a grande final do Festival da Canção 2018, seleção portuguesa para o Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2018. Saiba como foram as audiências.

Com o Festival da Canção 2018seleção portuguesa para o Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2018, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) liderou parcialmente as audiências, mais concretamente no último terço. Com 22,1% de share, 9,4 de audiência média e 912 mil espectadores, a emissão conduzida por Filomena Cautela e Pedro Fernandes desde o Multiusos de Guimarães conseguiu conquistar a vice-liderança.

Com a segunda gala da "Casa dos Segredos 7", a Televisão Independente (TVI) liderou em média as audiências; contudo, as audiências da estação acabaram por cair no fim da emissão da gala. Em média conquistou 10,1 de rating, 23,8% de share e 976 900 espectadores.

Sociedade Independente de Comunicação (SIC) manteve-se em terceiro lugar de audiências durante a noite toda. A emissão do último "D'Improviso" e a emissão especial dos "Óscares" não foram suficientes para destronar as emissões da TVI e da RTP. A emissora conquistou 5,3 de audiência média, 12,5% de share e 513 100 espectadores em média.

Fonte: zapping-tv/Imagem: sapo

Portugal: Cláudia Pascoal é a grande vencedora do Festival da Canção 2018

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Terminou mais uma edição do Festival da Canção, seleção nacional portuguesa para o Festival Eurovisão da Canção (ESC), na qual foi apurada a grande vencedora de 2018: Cláudia Pascoal

Cláudia Pascoal com a canção "O Jardim" conquistou o título de vencedor/a do Festival da Canção 2018, seleção de Portugal para o Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2018, e vai representar o país em maio, na Eurovisão. Cláudia Pascoal ganhou 10 pontos do júri e 12 do televoto. Empatada com a Catarina Miranda, que totalizaram ambas as mesmas pontuações, prevaleceu a votação do público.

Aceda aos resultados completos:

1º Lugar: Cláudia Pascoal - "O Jardim" - 22 pontos (10 do júri e 12 do televoto)
2º Lugar: Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" - X pontos (12 do júri e 10 do televoto)
3º Lugar: Peu Madureira - "Só Por Ela" - 16 pontos (8 do júri e 8 do televoto)
4º Lugar: Janeiro - "(sem título)" - 12 pontos (6 do júri e 6 do televoto)
5º Lugar:  Rui David - "Sem Medo" - 8 pontos (4 do júri e 4 do televoto)
6º Lugar: Anabela - "Para Te Dar Abrigo" - 7 pontos (0 do júri e 7 do televoto)
7º Lugar: Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos" - 7 pontos (7 do júri e 0 do televoto)
8º Lugar: Lili - "Voo das Cegonhas" - 6 pontos (1 do júri e 5 do televoto)
9º Lugar:Joana Espadinha - "Zero a Zero" - 5 pontos (5 do júri e 0 do televoto)
10º Lugar: Peter Serrado - "Sunset" - 3 pontos (0 do júri e 3 do televoto)
11º Lugar: Maria Inês Paris - "Bandeira Azul" - 3 pontos (2 do júri e 1 do televoto)
12º Lugar: Susana Travassos - "Mensageira" - 3 pontos (3 do júri e 0 do televoto)
13º Lugar: Minnie & Rhayra - "Patati Patata" - 2 pontos (0 do júri e 2 do televoto)
14º Lugar: David Pessoa - "Amor Veloz" - 0 pontos (0 do júri e 0 do televoto)

Recorde a canção vencedora: [AQUI]

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 1964 e ganhou uma vez: em 2017, com Salvador Sobral e música "Amar pelos Dois", tendo alcançado um total de 758 pontos.

Fonte e Imagem: RTP

[Especial] O top 3 do Festival RTP da Canção 2018 para a equipa CE

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A equipa do Crónicas de Eurofestivais escreveu o seguinte artigo com o objetivo de apresentar as suas preferências em relação aos concorrentes do Festival RTP da Canção 2018.


André Sousa


1º LUGAR
Lili - "O Voo das Cegonhas"


Com uma sonoridade e uma voz muito peculiares, este tema veio a conquistar um lugar de destaque no meu top. Neste preciso momento ocupa o primeiro lugar, e sei que jamais o trocaria por outro tema em concurso. Ainda me recordo quando escutei os primeiros 45 segundos e fiquei logo vidrado. A letra é algo de deslumbrante, e até me atrevo a dizer penetrante. Se estava já com as expectativas em alta, a Lili foi exímia na sua performance em palco, e isso fez com que tirasse alguma dúvida que persistisse em permanecer. Caso me perguntassem quem eu gostaria de ver representar o meu pais na Eurovisão, seria "O Voo das Cegonhas" com toda a certeza. Aguardo, agora, com impaciência vê-la na final.

2º LUGAR
Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada"

A forma delicada como este tema é interpretado, cria toda uma magia em todo do mesmo. A Catarina, mais do que cantar, veste-se de uma personagem e apodera-se assim da letra, em proveito próprio. O ritmo e o piano acrescentam aquilo que faltava para que tudo funcionasse numa simbiose perfeita. Esta canção é daquelas que não cansam ouvir e voltar a ouvir – acabando por ficar no ouvido. Enquanto me leva para uma sensação de paz interior, ao mesmo tempo é capaz de assumir um mundo um pouco diferente daquele em que estamos habituados a viver. Nesta composição o amor ocupa o lugar centrar e a verdade é que o amor é mesmo centrar. Daí colocar “Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada” em segundo lugar nas minhas escolhas.

3º LUGAR
Cláudia Pascoal - "O Jardim"

A intensidade que a Cláudia dá canção é o ponto mais alto da mesma. Coloco assim “O Jardim” em terceiro lugar no meu top não por a adorar, mas sim porque acho que é uma composição com potencial. Particularmente, não é algo que me apeteça ouvir muitas vezes, ou que me fique na cabeça, ou que me identifique. E mais uma vez realço a força como a música é sentida e interpretada pela Cláudia, porque é isso que me prende um pouco a esta proposta. Sendo assim e caso a mesma se torne vencedora, como tanto já se fala, espero que apostem em algo mais chamativo. A interprete tem muito potencial e consegue cativar o público, e é por aí o caminho. Boa sorte para Guimarães.


Daniel Fidalgo

1º LUGAR
Cláudia Pascoal - "O Jardim"

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Uma balada pop, que é uma homenagem a alguém que já partiu e que regava diariamente o seu jardim, mas agora que já não está, quem cá ficou, continuará a regá-lo. A mensagem é tocante e não deixa ninguém indiferente. Cláudia Pascoal canta com muito sentimento. O tema é direto e sincero, sem grandes truques de produção. Portugal nunca apostou neste grau de modernidade e penso que seria o caminho mais acertado levar “O Jardim” à Eurovisão. Obviamente que não alcança a vitória, mas uma boa posição não estaria de todo fora do baralho. 

2º LUGAR
Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada"

A aposta mais doce e sóbria desta edição do Festival da Canção. Catarina Miranda, mais conhecida por Emmy Curl, compõe canções completamente diferentes da que interpreta no festival. No entanto, Catarina consegue dar o seu cunho pessoal e tornar a canção num momento muito especial. O instrumental do tema vai tornando-se progressivamente mais completo e termina com o verso épico “ (…) ela é minha namorada (…)”. Poderia representar Portugal com muito dignidade, independente do resultado obtido. 

3º LUGAR
Lili - "O Voo das Cegonhas"

A maior surpresa do Festival da Canção 2018. Uma canção experimental, acompanhada po elementos eletrónicos, muito pouco usuais nestas andanças. Lili tem uma voz extremamente característica, que eu particularmente aprecio bastante. O poema é outro ponto bastante positivo: refere-se a uma lenda, onde um homem parte para o mar e regressa à sua terra 100 anos depois, fazendo com que se depare com a alteração completa do sítio onde nasceu. Dava uma excelente representante de Portugal, por ser tão característica e ter uma grande qualidade adjacente. 


Diogo Canudo

1º LUGAR
Cláudia Pascoal - "O Jardim"


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Não há palavras para o talento da Cláudia Pascoal. Já no The Voice era a minha favorita e fiquei muito feliz quando ela se juntou à Isaura, que considero uma das melhores artistas portuguesas da atualidade. "O Jardim" consegue ser um misto de emoções, que se enquadra perfeitamente no estilo de músicas eurovisivas e que consegue fugir, ao mesmo tempo, de tudo o que se viu no concurso. Intimista, sincera, apaixonante. Uma das melhores músicas que Portugal pode levar à Eurovisão nos últimos 20 anos. Parabéns!

2º LUGAR
Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada"

A delicadeza de Catarina Miranda ao interpretar a canção "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" é impressionante. Gosto de cada palavra que ela expressa, de cada gesto que faz à frente das câmaras, de cada olhar que fascina o telespectador. É uma música bonita, com um refrão muito agradável e orelhuda, e que consegue transmitir um misto de emoções positivas ao ouvinte. Considero que pode ser uma proposta agradável de Portugal caso chegue mesmo a vencer o Festival da Canção.

3º LUGAR
Janeiro - "(sem título)"

Sou sincero, esperava muito mais da proposta de Janeiro. À primeira audição, a canção é agradável, mas não passa disso. Não há um crescendo, não há um momento a meio da atuação que me faça arrepiar o corpo e pensar "é mesmo isto". É demasiado simples. É demasiado se compararmos com a "Amar Pelos Dois". Além disso, levar uma cópia, e ainda por cima bem mais fraca, da música de Salvador Sobral, penso que é dar um tiro nos pés. Resulta bem à primeira vez. À segunda já deixa a desejar. No entanto, caso vença, continua a mostrar a toda a Europa que fazemos música com qualidade e com grande sentimento.


João Vermelho

1º LUGAR
Cláudia Pascoal - "O Jardim"


Mas que lindo jardim que a Isaura e a Cláudia nos trouxeram, fazem-nos viajar até este jardim onde nos fazem sentir algo tão nossa, esta saudade dentro de nós. A voz da Cláudia é angelical e a presença da Isaura só deu mais força e significado à canção. A modernidade do instrumental é o contraste com a nossa participação do ano passado e acho que era importante participarmos todos os anos de forma a inovar. Para mim devíamos dar a conhecer este jardim a toda a Europa.

2º LUGAR
Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso De Nada"

Para mim das melodias mais bonitas deste festival, com uma das vozes mais doces e um poema muito bonito que tem uma bonita mensagem. Não sei se outra balada seja o melhor para a Eurovisão mas há algo de especial nesta canção, na Catarina, eu ficaria orgulhoso se esta canção nos representa-se, pois com esta canção não preciso de nada para sorrir.

3º LUGAR
Lili - "O Voo das Cegonhas"

Isto é mágico, para mim a composição que mais se destaca pela sua diferença. Um refrão que nos fica e uma voz única que nos traz uma história de uma lenda. Se é para jogar com a diferenças eu apostava nesta canção. A parte eletrônica da canção só dá mais vida e destacada ainda mais a sua diferença das demais, acho que a pensar na Eurovisão talvez fosse a melhor hipótese, apesar de não ser a minha total favorita visto que é a minha terceira eu ficaria igualmente contente de ver a Lili em Maio com as cores portuguesas.


Pedro Anselmo

1º LUGAR
Cláudia Pascoal - "O Jardim"


Depois da desistência do Diogo Piçarra, “O Jardim” passa a ser a minha canção favorita do Festival da Canção. A simplicidade da melodia, a genuinidade da letra e a inocência da voz e a emoção que a Cláudia transmite fazem desta canção algo muito especial. Composta para a sua avó, a Isaura, consegue com esta música também fazer-nos recordar das nossas avós e das ligações que temos com elas. É uma canção muito emocionante e espero que consiga vencer e que na Eurovisão tenha um excelente resultado.

2º LUGAR
Janeiro - "(sem título)"

Outra canção bastante simples mas sublime. O Janeiro consegue, apenas com a sua guitarra e um lindo poema de amor, dar-nos uma actuação autêntica e muito sentimental. A comparação com o Salvador inicialmente acaba por ser inevitável, já que o Janeiro foi convidado pelo próprio e é amigo dele, pelo que se notam influências, ainda assim as canções são diferentes. Na Eurovisão, ter algo associado a isso poderá não ser muito benéfico mas ainda assim, caso ganhe acredito num bom resultado e penso que iremos muito bem representados.

3º LUGAR
Lili - "O Voo das Cegonhas"

Para o último lugar do pódio estava indeciso entre “Para Sorrir Não Preciso de Nada”, da Catarina Miranda e “O Voo das Cegonhas”, da Lili, mas acabei por escolher a segunda por ser diferente das restantes canções a concurso. A voz da Lili não é a minha favorita, contudo, a canção consegue fazer-me esquecer disso, já que a voz e o instrumental combinam na perfeição. A letra é genial, o instrumental é moderno e é algo que em Portugal não estamos habituados a ouvir. Na Eurovisão, acredito que com esta canção marcaríamos pela diferença e conseguiríamos mais um bom resultado. Temos boa qualidade neste Festival da Canção e não me importo que qualquer uma destas canções que mencionei ganhe.


Tiago Lopes

1º LUGAR
Lili -  “O Voo das Cegonhas”


Sem dúvida a melhor letra que apareceu no Festival da Canção nos últimos anos! Não sendo uma típica canção de amor, Armando Teixeira compôs um verdadeiro conto de fantasia que nos transporta para uma outra atmosfera. A voz da Lili para além de encaixar perfeitamente nesta canção eletrónica, ainda a torna mais entusiástica, sendo mais um ponto a favor desta proposta. Para a final só melhoraria a dicção e tornaria o ambiente mais gótico. A votação do júri não foi a expectável, o que pode fazer d’O Voo das Cegonhas um outsider da final e acredito que conquistará o Top5.

2º LUGAR
Joana Espadinha – “Zero a Zero”

“Zero a Zero” é um Pop bastante descontraído para nos fazer bater o pé, ou até mesmo levantar do sofá para dar uns passos de dança. A voz da Joana pareceu-me corresponder ao que a música pedia. Embora seja uma novata no que diz respeito ao mundo televisivo, foi das poucas intérpretes da sua semifinal, que mais me transmitiu intimidade com as câmaras e conseguiu fazer-se notar no palco, ainda assim, espero que descontraia para a final e os seus movimentos pareçam mais naturais. Estava a contar com mais pontuação por parte do público (apenas 2 pontos do televoto), para a final aguardo um resultado para ficar no lado esquerdo da tabela.

3º LUGAR
Cláudia Pascoal – “O Jardim”

Provavelmente, a canção vencedora do Festival da Canção 2018. Embora seja o meu terceiro lugar, ficarei muito contente por ver a Cláudia a representar Portugal, com este tema. “O Jardim”, destaca-se das baladas presentes a concurso, não só pela batida da música, como pela interpretação emocionante da Cláudia. Embora as linhas de televoto já estejam abertas, a posição de atuação na final (13º música no desfile), pode ser um ponto positivo a ter em conta. Os 10 pontos do público e do júri abrem boas perspetivas para o acontecerá na final.  É fácil de se gostar e acredito que no panorama eurovisivo, aliando a entrega da Cláudia ao facto de ser cantada em português, consiga um Top 15 para Portugal.

Imagens: movenoticias.pt, infocul.pt, dn.pt e rtp.pt

[PODCAST] EP.12 - Quem irá vencer o Festival da Canção 2018

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Por entre votos mal contados e plágios será escolhido quem irá receber a estafeta de Salvador Sobral para representar Portugal na Eurovisão 2018. 

Neste episódio, a equipa do Crónicas de Eurofestivais tenta prever quem sairá vencedor e discute se a Luísa Sobral pertence aos Illuminati. 

Podem seguir o podcast Conversas de Eurofestivais na aplicação para smartphones Podbean, pelo media player que será publicado no nosso blog sempre que um novo episódio é publicado ou, pelo desktop, em Conversas de Eurofestivais.

Se perderam os últimos episódios do podcast, ouçam: [AQUI]

[Especial] O que pensamos sobre as acusações de plágio e a desistência de Diogo Piçarra do Festival da Canção 2018?

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Face aos últimos acontecimentos no Festival da Canção, referentes às acusações de plágio de Diogo Piçarra, e a da sua consequente desistência, o Crónicas de Eurofestivais expressa no seguinte artigo aquilo que realmente pensa sobre o assunto.

Como é hábito do nosso projeto, o Crónicas de Eurofestivais orgulha-se de ser um projeto independente, que não tem medo de dar a sua opinião e assume-se como um meio de comunicação social interventivo. Sendo assim, este tema não podia ser esquecido. Saiba a nossa opinião de seguida.





Diogo Canudo

Não há maneiras para explicar isto. Parece que, quando damos dois passos à frente, tentamos estragar de tudo aquilo que fizemos bem. Portugal pode ter todo o mérito de ganhar a Eurovisão, no entanto é preciso que os portugueses também ganhem uma coisa: integridade. Julgamentos, mais críticas, mais opiniões no sentido "estou tão feliz por ele ter desistido". Mas quem é capaz de estar feliz com a infelicidade dos outros? Quem é capaz de perder tempo a acusar alguém? Mas vocês são quem? Antes de alguém ser acusado, é preciso provas. Antes que se assuma alguma coisa, é preciso provas. Não é preciso opiniões de merdas, a deitar abaixo alguém só por mero divertimento. Pergunto, quem são vocês? Tal como eu, não são ninguém. Ninguém tem o direito de magoar, fazer comentários depreciativos, no sentido de prejudicar alguém. 

Por tantas polémicas que se geraram à volta deste tema nos últimos, fizeram com que um dos artistas mais importantes da atualidade em Portugal perdesse o encanto pelo concurso e quisesse desistir. Parabéns, o Festival, os fãs e a RTP estão a ir por um bom caminho. Que mensagem os outros grandes artistas tiram daqui? Que participar neste concurso só traz dores de cabeça e, até a ver, não lhes traz nada demais às suas carreiras, que já estão estabelecidas. Tenho vergonha muitas vezes das pessoas que tomam estas atitudes, exactamente porque não são ninguém.

Pelo respeito que tenho ao cantor, e por ter dado o benefício da dúvida a um Festival que renasceu há apenas 1 ano e que muitos ainda não acreditam, obrigado. Obrigado, mas o esforço não valeu a pena porque muitas das pessoas que fazem as críticas continuam a ser as mesmas.


André Sousa

É com tristeza que assisto a toda esta polémica em torno da música a concurso levada pelo Diogo Piçarra, a "Canção do Fim".

Se acreditava que esta música tinha potencial para representar Portugal, agora acho que Portugal não merece tal representação.

São com atitudes como estas, com meios de comunicação inflamados pela polémica e pela maledicência, que o Festival RTP da Canção tantos anos viveu na sombra da sociedade.
E sabem que mais? É bem feita! Bem feita que não apareçam a concurso mais artistas tão capazes como o Diogo.

Para quê apostar num pais que em vez de valorizar, destrói?

Mais uma vez digo que tenho pena deste lamentável episódio, de ler pessoas que dizem estarem felizes com toda esta situação, que vejo estampado no rosto de quem não vale nada... a premissa de que conseguiu chegar àquilo que queria - à desistência de um grande artista em prol de uma possível vitória da canção que eles mais gostam.

Por isso, volto a afirmar - Portugal não te merece! Portugal não merece pessoas capazes como tu a darem o máximo de si neste concurso. E assim acabo, da mesma forma que comecei. Com tristeza.
No meu pais. Nas pessoas. E na não valorização da arte.


Daniel Fidalgo

“Podem fazer muros, mas não tapam a alma”… por mais fãs destiladores de ódio, sempre à procura do menos bonito, sempre à espera de ver o grande a cair, de criticar todas as tentativas de progresso e de qualidade do Festival da Canção, a alma do Diogo não irá ser tapada por um programa de televisão que, simplesmente, não o merece… ou melhor, que uma parte dos fãs do  Festival da Canção não o merecem.

Não tem problema algum em dizer que não se gosta de uma canção. Mas passa a ser desumano fazer uso das redes sociais para lançar farpas em todas as direções. Aquilo que devia ser um programa de união musical, referindo-me ao festival e à Eurovisão, nos dias de hoje, não passa de uma luta de egos, onde o mais importante é arrasar uma canção do que propriamente o sentimento de união nacional/europeia.

Sinto-me triste… sinto-me triste simplesmente por terem tratado mal um artista com a popularidade do Diogo. O que esperar a partir daqui? A mim parece-me óbvio… nomes sonantes no Festival da Canção? Lamento, mas chegaram ao fim… nenhum artista de renome se deve sujeitar a este mar de críticas pouco felizes…

Relativamente ao plágio, não há muito a dizer… sim as canções têm a mesma progressão, agora se o Diogo alguma vez terá ouvido a outra canção? Claro que não… Quantas músicas pop vão à Eurovisão e têm exatamente a mesma progressão, a mesma melodia, o mesmo refrão?

Ao Diogo resta-me desejar-lhe a continuação de uma grande carreira, um dos poucos a fazer pop comercial de qualidade em Portugal. Quanto ao Festival da Canção? Não o merece… ou melhor, os fãs do Festival da Canção não o merecem.


Pedro Anselmo

Na minha opinião, a polémica em volta do suposto plágio do Diogo Piçarra é apenas ridícula. O facto das canções serem parecidas é uma infeliz coincidência. Não sei de onde foram desencantar esta música de uma igreja evangélica qualquer dos anos 70, da qual nunca ninguém ouviu falar e vêm agora com estas tretas. Acredito mesmo que o Diogo quisesse plagiar alguma canção e por em causa a sua carreira já bem estabelecida por uma participação no Festival da Canção. A música existe desde sempre e é natural que algumas melodias se vão repetindo, vai chegar a um ponto em que já não se vão conseguir inventar mais.

Foi incrível a pressão feita em cima dele por causa desta polémica. Tenho muita pena que tenha desistido por isto, mas estou certo que esta situação é bastante incómoda para ele e percebo a desistência. Só espero que volte no futuro com ainda mais força e que os portugueses deixem de fazer tempestades num copo de água com coisas que não têm sentido.


Neuza Ferreira

Passei os últimos dias a tentar evitar todo este assunto em volta do suposto plágio da canção do Diogo Piçarra, mas não consigo, de todo, ficar indiferente à sua desistência do Festival da Canção. Um grande artista português, dos melhores que tínhamos este ano no festival, foi completamente humilhado.

Realmente, eu acredito completamente que o Diogo Piçarra, um rapaz formado que percorreu um longo caminho para estar onde estar, tenha perdido umas boas horas à procura de uma canção que lhe desse jeito para o festival, pondo também a sua carreira em causa, nem me passa outra coisa pela coisa... Enfim. Com tanto drama barato em relação a um pseudo plágio, conseguiram o que queriam: ele vai levar o seu brilhante trabalho e profissionalismo para outro lado. Mas sabem quem perdeu no meio disto tudo? Nós! A carreira dele não vai acabar por causa disto. A carreira dele não dependia de uma participação no FC, nem de uma eventual participação da Eurovisão.

Querem bons compositores e bons intérpretes no festival? Querem um festival à grande? Depois disto, bem podem esperar sentados, porque nos próximos tempos ninguém de renome na música portuguesa se vai querer sujeitar a passar por uma situação semelhante a esta.


Pedro Lopes

O Festival mudou. Para melhor, achávamos nós. Já tinha mudado mesmo antes da inédita vitória do nosso país naquele que é o maior concurso de música do Mundo. A nossa vitória na Eurovisão era também o resultado na nova aposta forte que se tinha vivido, momentos antes, com o Festival da Canção de 2017. Um Festival que mudou a imagem, e que, convenhamos, teve a sorte de encontrar a Luísa e o Salvador.

Mas a partir daí, tudo o que viesse a seguir só podia ser melhor. E assim começou. Críticas à parte, com fundamento ou não, a edição de 2018 tinha mais que razões para superiorizar a do ano passado. Contudo, é o Festival. É aquele programa que já moveu gerações. O programa de entretimento. Aquele que apelidam de que não é “bom se não tiver um pouquinho de polémica”. Aquele que pode ser para nichos, mas com expressão capaz de demolir o que de melhor se propunha a apresentar ao país.

Diogo Piçarra foi lançado aos cães. Foi atirado para um ringue de combate onde, sozinho, e olhando para tudo aquilo que contruiu até aqui, decidiu sair. De cabeça erguida, atrevo-me a dizer. Por muito igual que sejam as duas músicas, porque são, nenhum artista merece ser “chacinado” por aqueles que muitas vezes se apelidam como os maiores fãs do Festival da Canção. O Diogo desistiu. Não si. Não da sua canção. Desistiu de um Festival que ainda, infelizmente, não consegue responder perante aquelas que poderão ser as afrontas dos artistas que deveria proteger. Pior que isso são aqueles que levam ao extremo as emoções de uma produção que sobrevaloriza a música, não o reality. O Festival continua. O Diogo continua. Mas nenhum dos lados merecia isto.

Obrigado, Diogo.


Patrícia Leite

Custa-me imenso a acreditar que isto tenha acontecido no Festival da Canção RTP 2018. Sem querer tomar partidos, a canção do Diogo Piçarra era das mais bonitas e, a potencial vencedora este ano. Não creio que, com uma carreira sólida, o Diogo fosse copiar tal canção de propósito. Isto acontece aos melhores, é um facto. Porém houve outros casos em anos anteriores onde isso aconteceu, e o caso não teve proporções nenhumas. Por exemplo, a Alemanha no ano passado levou uma versão de “Titanium” de David Guetta e continuou a concurso. Porque é que o Diogo não há-de continuar com uma música, onde a suposta semelhante nem sequer é conhecida?! Aliás, se formos a ver todos os casos onde isso acontece, nunca mais saíamos daqui. 

Para além disso, acontecer isto no ano em que Portugal recebe o grande “Eurovision Song Contest”, e no ano em que todos os olhos estão postos neste “pequeno retângulo à beira-mar plantado”, é péssimo para nós, pois deixa passar uma imagem muito errada. Na minha opinião, sendo a música “original” pouco conhecida, é incorreto aquilo que estão a fazer com o Diogo.  

Isto só nos mostra que, apesar dos esforços feitos para reavivar o Festival da Canção, eles não irão dar em nada, pois os anos de ouro do programa já lá vão e não voltam atrás. Por muito que tentem, acho que não terão nenhum Melodifestivalen, onde os melhores cantores do país querem participar. Não!

É por estas coisas que os cantores de renome em Portugal não querem participar no Festival, porque eles não precisam desta participação para provar que são bons nas músicas que compõem, escrevem, interpretam, etc. A carreira deles está sólida e de bom estado de saúde e, por isso, nunca virão ao festival para a manchar ou serem simplesmente acusados de plágio.

Imagem: RTP

Portugal: IURD rejeita ligação da música comparada à proposta de Diogo Piçarra do Festival da Canção 2018

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Face à desistência de Diogo Piçarra no Festival RTP da Canção 2018, a Igreja Universal do Reino de Deus declarou que rejeita a ligação da música comparada à "Canção do Fim".

"Face às recentes notícias que referem que a música composta e interpretada pelo cantor Diogo Piçarra na semifinal do Festival da Canção é um plágio de uma música da IURD [Igreja Universal do Reino de Deus] e de um pastor desta Igreja, vem a IURD esclarecer que tal não corresponde à verdade", declarou um representante da instituição à LUSA. Além disso, sublinha que não "detém qualquer direito sobre esta música, nem o intérprete ali referenciado tem qualquer relação com a IURD".

A Rádio e Televisão de Portugal já emitiu um comunicado que afirma compreender e respeitar a decisão do compositor e intérprete de "Canção do fim" de se afastar desta edição do festival: "Independentemente dos argumentos e questões colocadas sobre o tema, a RTP não duvidou em momento nenhum da integridade do artista, cuja carreira já fala por si".

A posição de Diogo Piçarra mantém-se: “Não existem palavras para agradecer todo o apoio e carinho que tenho recebido nas últimas 24 horas de colegas de profissão, amigos, família e fãs (...) A minha posição mantém-se em relação à minha música, a consciência tranquila e cabeça erguida”. No entanto, reforça que não pretende "alimentar [mais] esta nuvem" e que "nunca participaria num concurso nacional com a consciência de que estava a plagiar uma música da Igreja Universal. Teria agarrado na guitarra e feito outra coisa qualquer".

Relembramos que a final do Festival da Canção realiza-se no domingo, no Pavilhão Multiusos de Guimarães, e será transmitida em direto na RTP1, RTP Internacional e RTP Play. O vencedor do Festival da Canção irá participar em maio no Festival da Eurovisão da Canção, que este ano se realiza em Lisboa.

Fonte: Notícias ao Minuto/Imagem: RTP

Portugal: Diogo Piçarra desiste do Festival da Canção 2018

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Diogo Piçarra acaba de anunciar a sua retirada do Festival RTP da Canção 2018!

Foi há instantes, através das redes sociais, que Diogo Piçarra, o vencedor da segunda semifinal do Festival da Canção, anunciou a sua desistência do concurso. Depois de ver a sua "Canção do Fim" ser acusada de plágio, o cantor retira-se da competição.

“Não existem palavras para agradecer todo o apoio e carinho que tenho recebido nas últimas 24 horas de colegas de profissão, amigos, família e fãs (...) A minha posição mantém-se em relação à minha música, a consciência tranquila e cabeça erguida”, sublinha. No entanto, acrescenta que não pretende “alimentar mais esta nuvem”. começou por escrever o cantor, nas redes sociais. Acompanhe o post completo, em baixo.

A toda esta família, informo que decidi terminar a minha participação no Festival da Canção. Não existem palavras para agradecer todo o apoio e carinho que tenho recebido nas últimas 24 horas de colegas de profissão, amigos, família e fãs. A minha posição mantém-se em relação à minha música, a consciência tranquila e cabeça erguida. Mas não pretendo alimentar mais esta nuvem. Tudo isto que se criou em torno da minha participação, já não é Música. Não quero deixar de dizer o orgulho que poderia ser representar o meu país num concurso como a Eurovisão, mas já não faz sentido nenhum sequer tentar ganhar essa oportunidade. A minha carreira e vida não dependem disto, só depende de vocês e nesse sentido sei que estarei PARA SEMPRE bem acompanhado. A todos os concorrentes espero que saia do Festival da Canção o próximo vencedor da Eurovisão 2018, e estarei aqui, como todos os portugueses, a aplaudir de pé. Obrigado por tudo. ❤
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A RTP também já reagiu e confirmou a desistência do cantor. Em comunicado, a emissora revela que: "A RTP compreende e respeita a decisão do compositor e intérprete  Diogo Piçarra de retirar “Canção do Fim” do Festival da Canção 2018. Independentemente dos argumentos e questões colocadas sobre o tema, a RTP não duvidou em momento nenhum da integridade do artista, cuja carreira já fala por si.
No lugar da primeira classificada, “Canção do Fim”, estará o tema composto por Aline Frazão e interpretado por Susana Travassos, “Mensageira”, 8º lugar na segunda semifinal (de acordo com o regulamento). O tema “Mensageira” assume o número 760 100 802 (sorteado para Diogo Piçarra), com a contagem a iniciar-se do zero a partir de agora. A RTP agradece a Aline Frazão e Susana Travassos o fair-play desta participação. A final do Festival da Canção realiza-se no próximo domingo, 4 de março, às 21h00 no Multiusos de Guimarães."

Fonte: Diogo Piçarra, RTP

[Crónica] Festival da Canção 2018 (2ª semifinal): Uma noite sem resultados polémicos

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19h30, marca a hora da chegada do CE à RTP. Já vejo ao longe as pessoas na fila de espera para entrar no edíficio da nossa emissora nacional. As fofocas acontecem, as apostas prevalecem e as opiniões dispersam: quais são os artistas da 2ª semifinal que vão passar à final? O Diogo Piçarra vai conquistar os 12 pontos do júri?

Não demorei muito tempo até entrar no Estúdio 1. Sinto que o cenário estava demasiado parecido com o do ano passado. Se a intenção era continuar o sucesso do ano passado, penso que isso não passa por manter o mesmo estilo de cenário. Mas há coisas também mais importantes que isso...

20h30. Meia hora até começar a segunda semifinal. A azáfama continua, os colaboradores da emissora ainda não estão a sentar as pessoas nos lugares indicados. Nem sinal das apresentadoras. Nem um pequeno ensaio de luzes. Nada.

E, de repente, por detrás de mim, aparece Tânia Ribas de Oliveira com aquele lindo vestido branco, a cumprimentar de longe as pessoas que rodeavam o cenário. Sónia Araújo também não perde tempo, e todos ficam pensar se ela usa ou não extensões no cabelo. Seja como for, lindíssimas. Oiço de fundo alguém a afirmar: "A Sónia Araújo é tão magra, não se vê nem uma gordurinha naquele corpo". Quem pode, pode. Quem é fitness, pode tudo.

21h00: "Faltam cinco minutos para começarmos. Já ninguém pode mais entrar no estúdio". Os nervos aumentam, ainda não se viu nenhum artista. "Esta segunda semifinal é bem melhor que a primeira", oiço, na expectativa que esteja aqui o nosso representante eurovisivo.


Ainda nem o festival começou e já sinto dor nas costas. De barriga vazia, tento arranjar alguma forma para me sentir confortável nos assentos que a RTP nos disponibilizou. Mas em vão. A dor não passa. RTP, podias ter colocado nem que seja uma almofadinha ou um encosto para as costas. Acredita, nós agradecíamos.

Ui, Tânia, cuidado! Não caias logo no primeiro minuto que começa o festival. Eu sei que ia aumentar as audiências, mas ninguém quer que saias magoada! Apresentações feitas, encha-chouriços também, e rapidamente as atuações começam.

A Maria Inês Paris não sai muito satisfeita após a sua atuação. Parece que a RTP iniciou demasiado cedo o instrumental e, quando a emissão em estúdio foi para o ar, a música já tinha começado há uns valentes 10 segundos. Da mesma frustração não partilha Dora Fidalgo, que sai de sorriso rasgado do palco e a acenar para o público.


Até chegar Sequin e o público baixar a cabeça de desilusão: "Pensei que a canção fosse melhor". Oiço, e concordo com muita pena minha. Era a proposta em inglês de que mais gostava. Pensava eu. Mas os pensamentos dissipam-se quando o Diogo Piçarra se prepara para cantar a sua "Canção do Fim". Os aplausos ouvem-se, as ovações também, e eu só sei que o vencedor do festival já foi encontrado. Tinha a certeza absoluta de que, viesse o que viesse, nada era capaz de impedir a vitória ao jovem Diogo.

Ainda atordoado da atuação fascinante, oiço com pouca atenção David Pessoa e Tamin. Parecem propostas aceitáveis, mas não suficientemente fortes para ganhar. A Cláudia Pascoal, com o seu cabelo rosa vibrante, sorri e deixa todos à sua mercê. A forma como esta rapariga expressa as palavras, a maneira crua e sincera com que canta... bem, todo eu estava arrepiado dos meus pés até à minha cabeça. É pena existir um Diogo, porque se não... a vitória era da Cláudia. E eu que achava que ela já merecia ter ganho o The Voice...


A alegria volta a surgiu. "Patati Patata" surge e põe as pessoas a dançar mesmo sentadas. Das atuações mais aplaudidas e acarinhadas, até o júri sorri a vê-las a cantar de forma tão terna em palco. Que queridas.

Rita Ruivo e Susana Travassos seguem. Um momento mais calmo, introspetivo, como acontece em quase 80% das músicas deste Festival da Canção. "A voz da Susana é muito boa", "Queria ter um corpo como o da Rita", continuo a ouvir. E eu só penso: "Para quando o intervalo? As minhas costas sangram de dores."


A rainha aparece, entretanto, em branco. Lili veio para arrasar. Mas que voz incrível. Dá uma abada a qualquer um nos tons agudos. O público parece gostar, eu achei, sinceramente, mais ou menos.

Já ninguém tem postura para as últimas duas atuações. Daniela Onís canta lindamente a sua fraca canção, e a música do Peter Serrado lembra-me a tantas que se ouvem na rádio hoje em dia. Não me parece que seja o ano em que apostemos no inglês...

Finalmente, intervalo. Graças a Deus! Graças à RTP! Levanto-me logo, preciso de esticar o meu corpo. A barriga dá horas. E eu ainda tenho uma hora para esperar pelos resultados. O que vale é que os intervals acts não foram, de todo, maus e esquecíveis. Aquela interpretação do Playback, uau, o palco ia abaixo! E o Herman José, em tom provocador e sedutor, a querer dar um beijo às apresentadoras e aos jurados.

Vamos lá despachar aquilo que é previsível. Diogo Piçarra, o favorito do público, como era esperado. E também do júri. A segunda canção, da Cláudia Pascoal, também a ser unânime no júri e televoto. As músicas em inglês super mal classificadas - nem sei como o Peter conseguiu a passagem. A repetição da Maria Inês Paris deu-lhe jeito - à segunda vez ficou no ouvido do público...

Afinal o Festival da Canção não tem assim tanta polémica. E não vale a pena fazer apostas e trocar opiniões de quem vai vencer o concurso. Esse tem apenas um nome: Diogo. Decorem o nome dele, porque ele vai fazer estragos na Eurovisão.

Esta crónica está disponível numa versão áudio, acompanhada por um vídeo que mostra a vida no estúdio da RTP durante o Festival da Canção. Ouça a crónica no vídeo que se segue.


Imagens/Vídeos: RTP

Portugal: conheça a ordem de atuação da final do Festival da Canção

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Já é conhecida a ordem de atuação dos 14 artistas na final do Festival da Canção 2018, seleção de Portugal para o Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2018.

O sorteio que definiu a ordem de atuação da grande final do Festival da Canção 2018 foi comandado por Gonçalo Madail, diretor geral do festival, no estúdio 1 da Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

Veja a ordem de atuação das 14 canções:

1º: Rui David - "Sem Medo"
2º: Diogo Piçarra - "Canção do Fim"
3º: Peter Serrado - "Sunset"
4º: Joana Espadinha - "Zero a Zero"
5º: Lili - "Voo das Cegonhas" 
6º: Catarina Miranda - "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada"
7º: Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos"
8º: David Pessoa - "Amor Veloz"
9º: Minnie & Rhayra - "Patati Patata"
10º: Janeiro - "Sem Título"
11º: Maria Inês Paris - "Bandeira Azul"
12º: Anabela - "Para Te Dar Abrigo"
13º: Cláudia Pascoal - "O Jardim"
14º: Peu Madureira - "Só Por Ela"

A grande final está agendada para o dia 4 de março, domingo, e vai ter lugar no Multiusos de Guimarães.

Fonte: RTP

Portugal: conheça os 7 finalistas da 2ª semifinal do FC 2018

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Foram apurados 7 finalistas da 2ª semifinal, que continuarão na corrida para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção 2018.

No estúdios da RTP, atuaram 13 intérpretes e apenas 7 foram apurados para a grande final do Festival da Canção 2018, que decorrerá no próximo domingo, dia 4 de março, em Guimarães. 
A decisão ficou a cabo do público e do júri de sala, constituído por Júlio Isidro, Ana Bacalhau, Ana Markl, António Avelar de Pinho, Carlão, Luísa Sobral, Mário Lopes, Sara Tavares e Tozé Brito. 

"Canção do Fim" recebeu pontuação máxima do televoto e do júri. 

Conheça os resultados da segunda semifinal (apurados a laranja): 

1º lugar
"Canção do Fim" - Diogo Piçarra24 pontos (12 júri + 12 televoto)

2º lugar
"O Jardim" -  Cláudia Pascoal20 pontos (10 júri + 10 televoto)

3º lugar
"Bandeira Azul" - Maria Inês Paris12 pontos (7 júri + 5 televoto)

4º lugar
"Patati Patata" - Minnie & Rhayra10 pontos (4 júri + 6 televoto)

5º lugar
"O Voo das Cegonhas" -  Lili: 10 pontos (3 júri + 7 televoto)

6º lugar
"Amor Veloz" - David Pessoa9 pontos (5 júri + 4 televoto)

7º lugar
"Sunset" - Peter Serrado9 pontos (1 júri + 8 televoto)

8º lugar (Eliminado)
"Mensageira" - Susana Travassos: 8 pontos (8 júri + 0 televoto)

9º lugar (Eliminado)
"Sobre Nós" - Tamin8 pontos (6 júri + 2 televoto)

10º lugar (Eliminado)
"Pra Lá do Rio" - Daniela Onís5 pontos (2 júri + 3 televoto)

11º lugarv (Eliminado)
"Anda Daí" - Rita Ruivo1 pontos (0 júri + 1 televoto)

12º lugar (Eliminado)
"Arco-Íris" - Dora Fidalgo0 pontos (0 júri + 0 televoto)

13º lugar (Eliminado)
"All Over Again" - Sequin0 pontos (0 júri + 0 televoto)

Destaca-se que Diogo Piçarra, vencedor da segunda semifinal, alcançou maior pontuação que Peu Madureira, vencedor da primeira semifinal.

Conheça os resultados da primeira semifinal: 

1º lugar
Peu Madureira - "Só Por Ela": 22 pontos (10 júri + 12 televoto)

2º lugar
 Janeiro - "(sem título)": 16 pontos (12 júri + 4 televoto)

3º lugar 
Catarina Miranda - "Para Não Sorrir Eu Não Preciso de Nada": 16 pontos (8 júri + 8 televoto) 

4º lugar
 Anabela - "Para Te Dar Abrigo": 13 pontos (3 júri + 10 televoto)

5º lugar
 Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos": 8 pontos (7 júri + 1 televoto)

6º lugar
Joana Espadinha - "Zero a Zero": 7 pontos (5 júri + 2 televoto)

7º lugar
Rui David - "Sem Medo": 7 pontos (2 júri + 5 televoto)

A final está agendada para o primeiro domingo de março, dia 4, no Multiusos de Guimarães.

Fonte: RTP
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