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Portugal: morreu Mário Marta, participante do Festival da Canção 2026

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 O cantor cabo-verdiano Mário Marta morreu, na quinta-feira, aos 53 anos, em Lisboa, disse esta sexta-feira à Lusa fonte familiar do artista que participou no Festival da Canção deste ano.


Morreu Mário Marta, cantor cabo-verdiano que este ano pôde ser visto no Festival da Canção (FC) 2026, com o tema "Pertencer", composto por Djodje.

A informação foi confirmada à agência Lusa por fonte familiar.

"Mário Marta destacou-se como um artista de grande sensibilidade e dedicação à música cabo-verdiana, conquistando o respeito do público, dentro e fora do país", referiu a família, numa mensagem em que classifica a morte como "uma perda irreparável para a música e cultura nacional".

Conhecido pela sua ligação às mornas e coladeiras, géneros da música tradicional cabo-verdiana, Mário Marta nasceu a 30 de agosto de 1972, na Guiné-Bissau, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana.

Viveu na Guiné-Bissau e em Angola, antes de se fixar em Portugal. A RTP também já reagiu à morte, através de uma partilha na página do Festival da Canção, lamentando esta permatura perda.


Fonte: Lusa/ Imagem: RTP

[PODCAST] EP. 40 - Júri ou público: quem precisa de aparelho auditivo?

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A RTP revelou a votação detalhada das semifinais do Festival da Canção e nós, claro, fomos analisar tudo ao pormenor. Entre concordâncias e discordâncias, os resultados não foram aqueles que imaginávamos. 

Se quiserem ouvir a nossa opinião, basta seguirem-nos no Spotify e, sempre que publicarmos um episódio novo, receberão a notificação.


Portugal: aceda aos resultados detalhados das semifinais do FC 2026

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A RTP já revelou os resultados completos das duas semifinais do Festival da Canção 2026.

À semelhança dos anos anteriores, a RTP não revelou as classificações das duas semifinais do Festival da Canção, habitual seletiva de Portugal para o Festival Eurovisão da Canção (ESC), aquando do anúncio dos finalistas. Essas classificações foram reveladas cerca de uma semana após a final de 07 de março, que culminou na vitória dos Bandidos do Cante e "Rosa". Este ano, contrariando os anos anteriores, a emissora portuguesa deu apenas a conhecer a pontuação pós conversão, sem revelar quaisquer percentagens de televoto e voto online.

Na primeira semifinal, a noite foi ganha por Nunca Mates o Mandarim e a canção "Fumo", com a votação máximo atribuída tanto pelos jurados como pelo público. EVAYA foi a última a apurar-se pela votação inicial (júri + público), apesar de de ter alcançado o 2.º lugar na votação do júri. O tema "Pertencer", de Mário Marta, terminou no último lugar, com 7 pontos totalizados.

Na segunda semifinal, os Bandidos do Cante foram os vencedores, com 12 pontos do público e 5 do júri. A última canção apurada para a gala final pela votação inicial (júri + televoto), foi "Disposto a Tudo", com apenas 6 pontos do júri e 10 do público. Francisco Fontes, com a interpretação de "Copiloto", terminou no último lugar da eliminatória, com um total de apenas 8 pontos.


Aceda aos resultados:

1.ª semifinal (júri + televoto)

1.º Nunca Mates o Mandarim - "Fumo" (12 + 12 = 24 pontos)
2.º Dinis Mota - "Jurei" (7 + 10 = 17 pontos)
3.º Marquise - "Chuva" (8 + 8 = 16 pontos)
4.º EVAYA - "SPRINT" (10 + 5 = 15 pontos)
5.º André Amaro - "Dá-me a tua Mão" (5 + 6 = 11 pontos)
6.º AGRIDOCE - "Onde Quero Estar" (4 + 7 = 11 pontos)
7.º Bateu Matou - "Nos Teus Olhos" (6 + 3 = 9 pontos)
8.º Mário Marta - "Pertencer" (3 + 4 = 7 pontos)

1.ª semifinal (100% televoto)

1.º André Amaro - "Dá-me a tua mão"
2.º AGRIDOCE - "Onde Quero Estar"
3.º Bateu Matou - "Nos Teus Olhos"
4.º Mário Marta - "Pertencer"


2.ª semifinal (júri + televoto)

1.º Bandidos do Cante - "Rosa"  (5 + 12 = 17 pontos)
2.º João Ribeiro - "Canção do Querer" (12 + 4 = 16 pontos)
3.º Silvana Peres - "Não Tem Fim" (8 + 8 = 16 pontos)
4.º Sandrino - "Disposto a Tudo" (6 + 10 = 16 pontos)
5.º Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão" (7 + 7 = 14 pontos)
6.º Inês Sousa - "Um Filme Ao Contrário" (10 + 3 = 13 pontos)
7.º Jacaréu & Ana Margarida - "O-pi-ni-ão" (4 + 6 = 10 pontos)
8.º Francisco Fontes - "Copiloto" (3 + 5 = 8 pontos)

2.ª semifinal (100% televoto)

1.º Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão"
2.º Jacaréu & Ana Margarida - "O-pi-ni-ão"
3.º Francisco Fontes - "Copiloto"
4.º Inês Sousa - "Um Filme Ao Contrário"


Pode aceder aos resultados detalhados da final do Festival da Canção 2026 aqui e ver todos os resultados das semifinais aqui.

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção no ano de 1964, tendo vencido o concurso apenas uma vez, em 2017, com Salvador Sobral e "Amar pelos Dois", depois de meio século de participações. Em 2025, o nosso país foi representado pelos NAPA, com a canção "Deslocado", que conseguiu alcançar o 21.º lugar na grande final com 50 pontos.

Fonte e Imagem: RTP

[PODCAST] EP. 39 - Pelo menos, temos quem Cante na Eurovisão

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Depois de duas semifinais e uma final, temos finalmente o vencedor do Festival da Canção. Não era o que queríamos, mas ficou também resolvido o problema da Eurovisão. O que achámos do FC 2026? O que mudávamos? O que pode acontecer com os nossos representantes em Viena? Tudo para ouvir no episódio desta semana.

Se quiserem ouvir a nossa opinião, basta seguirem-nos no Spotify e, sempre que publicarmos um episódio novo, receberão a notificação.


Este Festival da Canção (já) não funciona!

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Eu vejo o Festival da Canção há muitos anos e sinto que precisamos de olhar para ele mais a sério. O modelo de Festival que a RTP idealizou em 2017 e que nos trouxe a primeira vitória na Eurovisão e uma série de qualificações consecutivas que nenhum de nós esperava já não funciona. Não é de agora, mas creio que este ano se nota (ainda) mais.

Um modelo que deixou de funcionar há anos

Convidar compositores de renome para escreverem músicas para o Festival foi uma boa ideia, até que se esgotaram esses e a RTP teve de ir cavar bem fundo para encontrar quem aceitasse participar no concurso. Neste momento, quando são anunciados os compositores, ninguém conhece nenhum nome. Juntar a isso mais três métodos diferentes de seleção parece-me excessivo, sobretudo quando temos 600 pessoas que enviaram músicas de livre vontade.

O problema da livre submissão

Falemos da livre submissão: o Festival funcionou com base na mesma durante muitos anos. Com muitas músicas más, é verdade, mas não podemos negar que foi também de lá que saíram excelentes representações (2008, logo à cabeça) e outras tantas que não chegaram a sê-las. Há sempre a questão de se as músicas escolhidas pela RTP de entre as centenas de recebidas são realmente as melhores, mas este ano posso dizer-vos com toda a certeza que não eram. Mesmo sem ouvir nenhuma, consigo afirmar que havia melhor que pelo menos três das que chegaram às semifinais (e que, curiosamente, ficaram todas para trás). 

Qual será, então, o critério de escolha destas músicas? Quem são os jurados que as escolhem? E quantos são? Com chegam a acordo? Como é que ouvem uma "O-pi-ni.ão" e acham "sim, senhor, grande som, vamos meter nas finalistas"? Tantas questões não respondidas e tanta falha depois de, nos passados anos, termos visto músicas tão boas a sair deste método de seleção.

Júri regional ou regionalista?

Depois há, claro, o problema das votações. A conversão de pontos para 1 a 12 é ridícula e, apesar de isso só ter sido um problema real em 2025, quando a vencedora do televoto ficou completamente excluída de poder sequer lutar pela vitória geral depois de o júri a ter colocado num lugar deplorável, continua a não fazer jus àquilo que é a votação do público. Eu quero saber se os Bandidos do Cante tiveram uma vitória esmagadora, quero saber se aqueles dois míseros pontos para a vencedora do júri foram realmente mais que dois pontos aquando da conversão. Da maneira como as coisas estão, ficar em primeiro com 5 mil ou 5 chamadas a mais que o segundo vale a mesma coisa: dois pontos de diferença.

Mas o maior problema é o júri regional, e não é de agora. A cada ano que passa eu penso, antes do Festival, que não é possível sermos tão pequeninos a ponto de cada região atribuir os seus 12 pontos à pessoa que lá nasceu ou lá vive. Por este andar, eu ia ficar deprimida para o resto da vida se fosse ao Festival da Canção e o júri do Centro não me desse os 12 pontos, mesmo que eu tivesse tido uma prestação miserável. 

Não é normal eu saber assim que os artistas são anunciados que o Alentejo vai dar 12 pontos aos Bandidos do Cante. E, neste caso, ainda dou o desconto, porque ficam no 2.º lugar do júri, mas como é que se explica que o júri do Algarve dê 12 ao Sandrino, que não ficou no top 3 de mais nenhum júri? Como é que a Madeira, que não tendo ninguém a concurso, decide que os seus 12 devem ir para a banda escolhida pelos madeirenses vencedores do ano passado? Não quero tirar mérito a ninguém (até porque tanto o Sandrino como os Nunca Mates o Mandarim eram dos meus preferidos), mas se é para isto, mais vale nem selecionarem júri e atribuírem logo os pontos previamente consoante a distância ao quilómetro do local de nascimento ou residência de cada concorrente. Isto nem pode ser bom para os artistas, que sabem que aqueles 12 pontos não são reais, que percebem que aquelas três pessoas não gostaram verdadeiramente da sua música. 

Como é que isto se resolve? A indústria musical portuguesa é demasiado pequena e toda a gente se conhece (ninguém me tira da cabeça que o vencedor do júri só o foi porque toda a gente conhecia a compositora que ali estava ao lado), portanto, apesar de não ser a maior fã da solução, um júri internacional resolvia este problema. Em edições com concorrentes do Algarve não podíamos incluir um júri do Reino Unido, mas, tirando isso, acho que as questões regionais estavam salvaguardadas.

A hipocrisia do boicote

Escusado será também dizer que este ano havia um grande elefante na sala: a Eurovisão era tema tabu. Eu não condeno os Bandidos do Cante por aceitarem ir à Eurovisão. Se a RTP aceitou participar, alguém teria de ir e mais vale que sejam os vencedores do concurso. Isto criou, logo à partida, um desinteresse tremendo pelo Festival. As músicas tiveram pouquíssimas visualizações no youtube, não entraram em nenhum top viral e as próprias atuações das semifinais foram pouco vistas. Não culpo quem trabalha no Festival, porque creio que a opinião da maioria dessas pessoas será contrária à da direção da RTP, mas houve um desleixo tremendo na divulgação este ano.

Mas falemos do boicote dos artistas. Os artistas aceitaram o convite (ou propuseram-se) da RTP para participar num programa de televisão que serve para escolher o representante do país na Eurovisão. O Festival da Canção nunca foi nem nunca será outra coisa por muito que o tentem reformular. A RTP quer um programa que mostre a música nacional, mas isso é um Sanremo. O Sanremo é um festival mais antigo que a própria Eurovisão e que serve para mostrar nova música dos maiores nomes da música nacional. A Eurovisão é uma consequência. Em Portugal acontece precisamente o inverso e, para haver uma aproximação, muita coisa precisa de mudar, a começar pela qualidade musical. 

Um artista que aceita participar no FC, aceita participar num concurso ligado à Eurovisão. Pouco é o benefício de participar no concurso. Mesmo quem acaba por vencer o FC e ir ao ESC tem pouco retorno, quanto mais quem não consegue isso ou fica até na semifinal. Quantos concorrentes que não venceram o FC é que ficaram famosos nos últimos anos? Eu respondo-vos: nenhum. Portanto, aceitar concorrer para mostrar a sua música não me parece um motivo muito válido, sobretudo num ano de tão pouco interesse no Festival.

Ainda no ano civil passado, a EBU propôs a todas as emissoras uma votação (feita de forma manhosa, é certo) em que se definia a possibilidade de poder expulsar Israel do concurso. Houve emissoras que quiseram fazê-lo, mas a RTP não foi uma delas. A RTP apoiou a continuação de Israel no concurso. Boicotar a Eurovisão, mas não boicotar quem votou a favor de Israel parece-me de uma hipocrisia tremenda. Além disso, lembrem-se que a Eurovisão é vista por milhões de pessoas, é uma plataforma imensa para mostrar pontos de vista.

2024 foi um ano eurovisivo horrível, mas provou-nos que ir à Eurovisão e fazer perguntas é muito mais impactante do que boicotar qualquer final nacional vista por meia dúzia de pessoas. O Joost, depois de mandar uns bitaites (sim, porque não me venham com a história da agressão) foi proibido de participar, mas ficou marcado na história do concurso como a pessoa que começou esta guerra e que fez com que as conferências de imprensa deixassem de existir. Não será o caso, mas eu prefiro ter alguém que vá à Eurovisão e fale bem alto para todos os que a veem, do que alguém que participa no Festival da Canção promovido pelos ajudantes da EBU no apoio a Israel, mas depois se recusa a ir a um palco maior dizer o que pensa.

Não condeno os Bandidos do Cante por dizerem que se querem focar na música, quem me dera poder focar-me na música quando se fala de Eurovisão. E não os condeno porque eles certamente não terão noção da realidade do concurso. Condená-los-ei depois, quando lá chegarem, e continuarem a dizer a mesma coisa depois de perceberem realmente o que se passa. Porque basta conhecer um bocadinho a Eurovisão para saber que há muitos anos que aquilo não é um concurso de música. Se o fosse, porque é que a Rússia não pode participar?


Que futuro podemos ter?

É muito fácil dizer que as coisas estão mal, mas como podemos resolvê-las? Creio que o Festival da Canção está de tal maneira estereotipado que será difícil tirar-lhe a imagem mais negativa que possa ter junto da maioria das pessoas. O importante é não deixar que os poucos que ainda defendem o concurso não fiquem também com essa imagem.

O que se passou com a Henka no ano passado acabou com a pouca paciência que havia para a conversão de pontos. Não sei se será por quem organiza o Festival ser de letras, mas que posso arranjar-vos um excel com a fórmula da regra de três simples para calcularem os pontos. Do júri já falei e, sinceramente, não vejo outra solução que não a do júri internacional (que nunca colocaria a música n.º 2 em primeiro lugar, diga-se de passagem).

Além disso, é importante garantir que há músicas boas. Porque este ano, a sensação geral era de que as músicas não eram más, mas também não eram boas. A qualidade musical tem vindo a decair, mas vão se aproveitando uma ou duas músicas todos os anos que disfarçam. Este ano foi bastante óbvio que não havia nada realmente muito bom e também não houve esforço para fazer stagings (ou, se houve, foram más que doeram, exceção feita ao Dinis). 

Se os compositores que realmente querem para o Festival disseram que não, não aceitem as vossas 2.ª ou 3.ª escolhas, virem-se para a livre submissão ou escolham mais miúdos das escolas, porque este ano correu bem.

O Festival da Canção nunca será mais do que uma seletiva para a Eurovisão e está tudo bem com isso. Nós só queremos poder escolher de entre boas músicas. Só queremos ter artistas com boas performances. Só queremos uma boa produção. Só queremos poder dizer a quem não viu "não sabes o que perdeste, foi excelente" em vez de "tu é que tiveste juízo". Infelizmente, este ano não tivemos nada disso.

Imagem: RTP

Portugal: final do Festival da Canção acompanhada por 409 mil espectadores

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 A grande final do Festival da Canção decorreu este sábado, 7, dia de aniversário da RTP, e conquistou 409 mil e 900 telespectadores, com um share de 10,4%.


Numa noite com concorrência de peso, contra apostas especiais nas estações privadas, a RTP realizou, juntamente com as celebrações do seu aniversário, a grande final do Festival da Canção 2026. 

Em termos de audiência, o canal 1 teve 409 mil e 900 espectadores sintonizados, sendo um share de 10,4% e uma audiência média de 4,1 pontos. A emissora nacional ficou sempre em terceiro lugar, e este acaba por ser um dos piores valores do FC nos últimos anos.

Ainda assim, perto do final da gala, quando os Bandidos da Cante foram anunciados como vencedores, a RTP conseguiu marcar 16.1% de share em pico.

O ano passado, audiência média do Festival da Canção tinha sido de 450 mil espectadores (4,6 de rating e 11,5% de share).

Fonte: Zapping/ Imagem: Pedro Pina RTP

Do palco que será "trabalhado" à música com mensagem de paz. O que disseram os Bandidos do Cante?

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Após a final do Festival da Canção 2026, os Bandidos do Cante, vencedores da seletiva, falaram com os jornalistas, em conferência de imprensa, e deixaram notas sobre a posição em relação à participação na Eurovisão, e sobre o que querem fazer no palco de Viena.

"Rosa" será o tema representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2026, depois de os Bandidos do Cante terem sido os vencedores do FC, em Portugal, com um total de 22 pontos na geral (10 do júri e 12 do televoto). O grupo sempre defendeu que, em caso de vitória, estaria a representar o país em Viena, posicionando-se contrariamente ao que a maior parte dos restantes participantes defenderam, com um boicote ao ESC.

Durante a conferência de imprensa após vitória, onde o ESC 38N esteve presente, os elementos do grupo justificaram não só a ida ao concurso internacional, como a sua posição:

"Sobre todos os artistas que estiveram aqui, alguns remeteram-se ao silêncio, mas nós não quisémos fazer isso. A nossa música fala sobre paz, fala de harmonia, de união, e acho que é isso que temos de passar a toda a gente. Pensamos que a nossa música tem muita força, é um cante que vem de nós, da nossa terra", salientaram.

O grupo foi ainda questionado sobre possíveis alterações ao staging no ESC, considerando a dimensão do palco em Viena, quando comparado com o da RTP. Ainda que assumam que viram "muitos comentários positivos" à proposta que defendem, também dizem estar prontos a "aprender com as críticas", demonstrando vontade em aprefeiçoar a apresentação em palco... com ou sem elementos mais alentejanos.


Noutro dos pontos, e com alguns elementos a comprometerem-se a ter "aulas de inglês, para facilitar na comunicação durante a Eurovisão", o grupo assume-se "entusiasmado" com a possibilidade de conhecer os representantes de outros países, de "confraternizar" e de passarem da melhor forma possível a mensagem de "Rosa".

E poderá já haver um tema do ESC 2026 que seja favorito: "Durante uma das nossas últimas viagens ouvimos a canção da Austrália e gostámos muito", assumiu um dos membros.

Recorde que foi durante esta conferência de imprensa que ficou claro que os Bandidos do Cante estarão a representar Portugal no Festival da Eurovisão. O grupo sobe a palco na primeira parte da SF1, a 12 de maio, e enfrenta países como Suécia, Finlândia, Grécia, Moldávia, Polónia ou Israel.

Imagens: Pedro Pina RTP

Portugal: Bandidos do Cante são os vencedores do Festival da Canção 2026

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Chegou ao fim mais uma edição do Festival da Canção, e com um novo vencedor já determinado: Bandidos do Cante com a canção "Rosa" reuniram o maior número de pontos, e arrecadaram o troféu!

Numa edição que não deixou de ser inédita, sobretudo ao ser marcada pelos boicotes de quase todos os artistas sobre uma possível ida à Eurovisão, em caso de vitória, o Festival RTP da Canção (FC) chegou esta noite (7) ao fim, e com um novo vencedor a entrar para a história.

Bandidos do Cante com o tema "Rosa" conseguiu conquistar o maior número de pontos, depois do somatório das votações do júri (50% de peso na decisão) com a votação do público (restantes 50%), que este ano também pôde ser feita via online, e no estrangeiro. Com a RTP a manter o método de conversão dos pontos, a soma fez com que o vencedor chegasse ao primeiro lugar com 22 pontos.

Aceda, abaixo, aos resultados completos (júri + público):

1.º Bandidos do Cante - "Rosa" (10 + 12 = 22 pontos)
2.º Dinis Mota - "Jurei" (6 + 10 = 16 pontos)
3.º Nunca Mates o Mandarim - "Fumo" (8 + 8 = 16 pontos)
4.º João Ribeiro - "Canção do Querer" (12 + 2 = 14 pontos)
5.º Sandrino - "Disposto a Tudo" (7 + 6 = 13 pontos)
6.º Silvana Peres - "Não Tem Fim" (5 + 4 = 9 pontos)
7.º André Amaro - "Dá-me a tua Mão" (1 + 7 = 8 pontos)
8.º Marquise - "Chuva" (3 + 5 = 8 pontos)
9.º Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão" (4 + 3 = 7 pontos)
10.º EVAYA - "Sprint" (2 + 1 = 3 pontos)




Recorde que, como dito acima, por confirmar fica, agora, quem será o representante de Portugal da Eurovisão, já que essa informação não foi automaticamente avançada pela RTP durante e após a realização desta final, e à base do boicote previamente anunciado.

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção no ano de 1964, tendo vencido o concurso apenas uma vez, em 2017, com Salvador Sobral e "Amar pelos Dois", depois de meio século de participações. Em 2025, o nosso país foi representado pelos NAPA, com a canção "Deslocado", que conseguiu alcançar o 21.º lugar na grande final com 50 pontos.

Fonte, Imagem e Vídeo: RTP

[Especial] Os favoritos do FC dos sites eurovisivos portugueses

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À semelhança dos anos passados, juntámos a nossa opinião à dos restantes sites portugueses para saber qual o top 10 da final do Festival da Canção 2026.

Juntámos forças com o ESC Portugal, o Festivais da Canção e o Hashtag Eurovision para vos trazer o TOP dos sites portugueses ligados à Eurovisão. O processo foi simples: cada membro de cada um dos sites fez o seu top pessoal das músicas finalistas. Depois disso, a canção com mais votos recebeu 12 pontos, a segunda mais votada dez e por aí em diante.

Feito isto, foi preciso apenas juntar as cinco tabelas finais para chegar ao vencedor: Dinis Mota, com a canção "Jurei"! Podem ver os resultados totais abaixo e também o top de cada um dos sites aqui.

Resultado final:

1.º Dinis Mota - "Jurei" (34 pontos)
2.º Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão" (33 pontos)
3.º Bandidos do Cante - "Rosa" (29 pontos)
4.º André Amaro - "Dá-me a Tua Mão" (28 pontos)
5.º Sandrino - "Disposto a Tudo" (26 pontos)
6.º Marquise - "Chuva" (23 pontos)
7.º Silvana Peres - "Não Tem Fim" (19 pontos)
8.º EVAYA - "Sprint" (18 pontos)
9.º Nunca Mates o Mandarim - "Fumo" (16 pontos)
10.º João Ribeiro - "Canção do Querer" (6 pontos)


Aproveitamos para deixar um agradecimento aos nossos colegas eurovisivos portugueses e desejar a todos os fãs um excelente Festival!

Imagem: ESC 38N (João Vermelho)

[PODCAST] EP. 38 - Quem vai ganhar o Festival da Canção?

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Os comentários à segunda semifinal do Festival da Canção não são os melhores, mas haverá esperança para uma boa vitória e uma boa classificação na Eurovisão? Será o vencedor um dos dois (ou três) que aceitam ir à Eurovisão?
Além de falarmos de Portugal, temos tempo de olhar para as escolhas da semana passada e antecipar as finais nacionais da Suécia e da Roménia.

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Portugal: revelada a ordem de atuações da final do Festival da Canção 2026

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  Foi esta tarde revelada a ordem das atuações da grande final do FC 2026! O alinhamento dos 10 artistas ainda em competição foi determinado pela produção da competição.

Como tem vindo a acontecer nos últimos anos, e depois da transmissão da segunda semifinal, a RTP procedeu, esta segunda-feira, à abertura das linhas telefónicas para votação do público, no processo de eleição da música vencedora do Festival da Canção 2026.

O alinhamento da grande final da edição deste ano do concurso foi determinado pela produção do certame, e apresentado esta tarde durante o programa de Tânia Ribas de Oliveira.

Aceda à ordem de atuações:

1. Bandidos do Cante - "Rosa"
2. João Ribeiro - "Canção do Querer"
3. André Amaro - "Dá-me a Tua Mão"
4. Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão"
5. Marquise - "Chuva"
6. EVAYA - "Sprint"
7. Sandrino - "Disposto a Tudo"
8. Nunca Mates o Mandarim - "Fumo"
9. Silvana Peres - "Não Tem Fim"
10. Dinis Mota - "Jurei"

A grande final do Festival da Canção decorre este sábado (7 de março), a partir das 21 horas, numa transmissão da RTP, que também pode ser acompanhada através da RTP Play, RTP África e RTP Internacional. 

Filomena Cautela e Vasco Palmeirim juntar-se-ão agora enquanto dupla responsável pela apresentação do certame. A competição decorre nos estúdios da Valentim de Carvalho.

Recorde que, este ano, não está já determinado que o vencedor do Festival da Canção seja o representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, depois de a maioria dos autores e intérpretes participantes ter asssumido um boicote à competição internacional, devido à presença de Israel. Apenas André Amaro, Bandidos do Cante, e Sandrino, não manifestaram, publicamente, essa intenção de boicote.

Fonte e Imagem: RTP

Portugal: 412 mil espectadores acompanharam SF2 do FC 2026

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  Cerca de 412 mil espetadores acompanharam, em direto, a segunda semifinal do Festival da Canção 2026, um número superior em relação à SF1!

Já são conhecidas as audiências deste sábado (28 de fevereiro), dia em que decorreu a segunda semifinal da edição deste ano do Festival da Canção. Durante a emissão, o canal 1 contou com um público a rondar os 412 mil espectadores, em média, com um share de 9,4% e 4,2 pontos de audiência.

Este é um valor que, como acontece nos últimos anos, acaba por crescer e ser superior em relação à primeira eliminatória do FC.

O ano passado, com a transmissão da SF2 do Festival, a RTP tinha conseguido uma audiência média de 493 mil espectadores, com um total de 12% de share e 5 pontos de audiência.

Fonte: zapping/Imagem: RTP

Portugal: apurados todos os finalistas do FC 2026

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A segunda semifinal do Festival da Canção decorreu este sábado e já são conhecidos todos os finalistas.  

A segunda semifinal do Festival da Canção deu a mais cinco concorrentes o bilhete para a grande final que acontece já no dia 7 de março. Como tinha acontecido na primeira semifinal, dos oito concorrentes, quatro apuraram-se para a final com os votos do júri e público, e um último foi repescado apenas pelo televoto. 

Na grande final, serão dez as músicas a concurso, com a decisão final a caber ao público e ao júri regional em iguais proporções. Este ano é também possível votar online, num máximo de 25 votos por dia. Veja, abaixo, os resultados.

Canções finalistas:

Silvana Peres - "Não Tem Fim"
Bandidos do Cante - "Rosa"
João Ribeiro - "Canção do Querer"
Sandrino - "Disposto a Tudo"
Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão"

Eliminadas:

Francisco Fontes – "Copiloto"
Jacaréu & Ana Margarida - "O-pi-ni-ão"
Inês Sousa - "Um Filme ao Contrário"

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção no ano de 1964, tendo vencido o concurso apenas uma vez, em 2017, com Salvador Sobral e "Amar pelos Dois", depois de meio século de participações. Em 2025, o nosso país foi representado pelos NAPA, com a canção "Deslocado", que conseguiu alcançar o 21.º lugar na grande final com 50 pontos.

Fonte e Imagem: RTP

[PODCAST] EP. 37 - O início (do fim?) do Festival da Canção

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Depois de uma primeira semifinal do Festival da Canção, são muitas as opiniões que temos, e nem todas boas. Há também tempo de fazer previsões para um super sábado eurovisivo, nomeadamente para a Noruega e a Alemanha.

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Portugal: 372 mil e 500 espectadores acompanharam a SF1 do FC 2026

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 Cerca de 372 mil espetadores acompanharam, em direto, a primeira semifinal do Festival da Canção 2026, um valor próximo de há um ano!

Já são conhecidas as audiências deste sábado, 21 de fevereiro, dia em que decorreu a primeira semifinal da edição deste ano do Festival da Canção. Durante a emissão, o canal 1 contou com um público a rondar os 372 mil e 500 telespectadores, em média, com um share de 8.2% e 3.8 pontos de audiência.

Este não deixa de ser um dos valores mais baixos dos últimos anos, mas também próximo do que foi a audiência da SF1 do ano passado: aí, a RTP somou 387 mil espectadores, em média, com um share próximo dos 8,7%.

Fonte: Zapping/Imagem: RTP

Portugal: saiba quem são os primeiros finalistas do Festival da Canção 2026

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 Arrancou este sábado (21) a primeira semifinal do Festival da Canção 2026, e já são conhecidos os primeiros cinco finalistas do certame.


A primeira semifinal da edição deste ano do Festival da Canção já chegou ao fim, com os primeiros oito candidatos que estavam na corrida por apenas cinco lugares na grande final do certame. Um espetáculo que este ano, e após várias edições a partir dos estúdios da RTP, se mudou para o palco da Valentim de Carvalho, com maior dimensão.

À semelhança dos últimos anos, depois da apresentação das 8 canções a concurso nesta SF1, foram reveladas as quatro primeiras finalistas. Neste caso, os temas que reuniram a preferência do júri e do televoto, tendo sido as mais votadas. 

Apuradas estas músicas, as linhas telefónicas voltaram a reabrir, para que fosse apurada mais um música, finalista escolhida apenas pela decisão do televoto*. Nota para o facto de, este ano, também ser possível votar via online e, por isso, fora de Portugal.

Canções finalistas:

Dinis Mota - "Jurei"
Nunca Mates o Mandarim - "Fumo"
Evaya - "Sprint"
Marquise - "Chuva"

André Amaro - "Dá-me a Tua Mão"*


Eliminadas:

Bateu Matou - "Nos Teus Olhos"
Agridoce - "Onde Quero Estar"
Mário Marta - "Pertencer"


A competição segue na próxima semana, com a segunda semifinal do Festival da Canção, onde mais 8 concorrentes subirão a palco. A final está agendada para 7 de março, nos mesmo estúdios da Valentim de Carvalho, com a vencedora a ficar habilitada a representar Portugal na Eurovisão.

Habilitada pois, precisamente, é necessário ter em conta que a maioria dos participantes deste ano anunciou, em dezembro do ano passado, a recusa em representar Portugal na Eurovisão, em protesto contra a participação de Israel no concurso.

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção no ano de 1964, tendo vencido o concurso apenas uma vez, em 2017, com Salvador Sobral e "Amar pelos Dois", depois de meio século de participações. Em 2025, o nosso país foi representado pelos NAPA, com a canção "Deslocado", que conseguiu alcançar o 21.º lugar na grande final com 50 pontos.

Fonte e Imagem: RTP

“Quem mais sente que o FC 2026 está frio e sem entusiasmo ponha o dedo no ar!”

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Com uma estratégia que pode até estar definida internamente, mas que cá fora pouco se sente, o Festival da Canção 2026 está prestes a arrancar — e a verdade é que quase ninguém parece ter dado conta! E digo-o como fã atento: não há ambiente. Não há expectativa no horizonte. E se quem acompanha o Festival ao detalhe sente esta frieza, dificilmente o público em geral estará mais entusiasmado. Não devia ser sinal de alarme? Ou se calhar, e este ano em específico, quer-se mesmo isto assim? Quem é como quem diz: no nevoeiro!

Para mim, há só uma pergunta que se impõe: que rumo está a ser traçado? Por que motivo, este ano, estamos assim? É notório que faltam informações básicas para criar antecipação. Não conhecemos alinhamentos completos. A ordem de atuações tarda. Sobre ensaios, silêncio. As redes sociais do FC têm estado discretas ao ponto de parecerem ausentes ou mesmo inexistentes (como é possível!). E quando a comunicação falha em criar narrativa, instala-se inevitavelmente a sensação de vazio...

Agora um preâmbulo: Não é a primeira vez que deixo críticas à forma como o Festival tem sido conduzido nos últimos anos. Não o faço só porque sim. Faço-o porque acredito no formato e porque me recuso a aceitar que questionar seja sinónimo de atacar. E sei que há mais gente a sentir o mesmo — ainda que nem todos tenham coragem de o verbalizar.

Em 2025, antes da Eurovisão, apontei reservas à vitória dos NAPA — não à banda, mas ao modelo de votação do FC que, na minha opinião, continua a precisar de revisão. Reconheci depois o percurso meritório que o grupo fez e continua a fazer. Isso mesmo faz parte, na minha ótica, de uma análise honesta: criticar quando se discorda, reconhecer quando há mérito.

Mas agora falamos de 2026. A primeira semifinal acontece já este sábado (21). E, ainda assim, não existe a sensação de que estamos à porta de um dos momentos centrais da temporada televisiva da RTP.

Num ano com mudanças relevantes — nova abordagem de produção, contexto diferente, um palco novo, Filomena e Vasco a conduzirem tudo... decisões que poderiam gerar conversa — o que temos é contenção. E contenção excessiva raramente gera entusiasmo.

“Quem mais sente que o FC 2026 está frio e sem qualquer entusiasmo ponha o dedo no ar!”

Pergunto, sem dramatismos, mas com frontalidade: Estamos mesmo a sentir o Festival? Quem está a ouvir as canções fora da bolha habitual? Onde está o debate, o buzz, a curiosidade?

O silêncio não é algo neutro. O silêncio, antes, comunica!

O que pode estar a motivar toda a contenção este ano — Portugal na Eurovisão

Há ainda o tema sensível da posição do canal público no ESC, e das declarações de vários dos participantes no Festival sobre o boicote, em caso de vitória. É um assunto mais que delicado, naturalmente. Mas ignorá-lo não o faz desaparecer. Se existe um elefante na sala, fingir que ele não está lá dificilmente será estratégia sustentável. Nem tão pouco sacrificar tudo o resto para se poupar do que possa aí vir...

Por outro lado, também nós, fãs, parecemos mais conformados. Talvez pela gratidão pelo investimento feito nos últimos anos no Festival. E esse reconhecimento é justo. O trabalho da equipa que tem feito “das tripas coração” merece ser valorizado.

Mas a gratidão não pode significar silêncio absoluto.

Este ano sente-se menos impacto fora da “bolha eurovisiva”. Menos números. Menos comentários. Menos discussão. E quando não há reação — nem positiva nem negativa — instala-se algo mais preocupante do que a crítica: a indiferença!

Ser fã não é bater palmas a tudo. Também não é declarar derrotas antecipadas. É ter capacidade crítica e exigir que uma competição que já provou ser relevante continue a ambicionar mais. E não custa assumir que isso não está a acontecer, ou, melhor — está a desaparecer.

“Não tem mal nenhum ser fã do Festival e conseguir ter a capacidade de escutar e dizer — não temos canções competitivas. Não compro as opiniões de quem consegue ir para a frente de um ecrã elogiar todas as canções — nem os próprios acreditam nisso”

Portugal pode perfeitamente voltar a alcançar uma final da Eurovisão. Isso não está em causa. O que está em causa é o caminho até lá. Porque o Festival deveria ser um momento de mobilização coletiva, de conversa entre os pares, de um entusiasmo visível — e não um evento que parece voltar a passar mais despercebido.

Não trago fórmulas mágicas. Trago, talvez assim o diga, uma certa inquietação. E acredito que não estou sozinho. Ou pelo menos assim o espero.

Porque, se há algo que permanece, é isto: os fãs continuam aqui. Continuam atentos. Continuam exigentes. E continuam a querer que o Festival cresça — ou, melhor: que não se acomode.

E é precisamente por isso que vale a pena falar. E sim: nós, os fãs, nunca vos abandonaremos, RTP!

Opinião de Pedro Damasceno Lopes (ESC 38N)

[PODCAST] EP. 33 - As músicas do Festival da Canção 2026

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As músicas do Festival da Canção saíram há quase uma semana e, por isso mesmo, já tivemos tempo suficiente para as interiorizar e para saber quais as nossas preferidas e quais aquelas que não queremos ouvir mais nenhuma vez.

Se quiserem ouvir a nossa opinião, basta seguirem-nos no Spotify e, sempre que publicarmos um episódio novo, receberão a notificação.


Portugal: oiça as canções do FC 2026

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Já são conhecidas todas as canções a concurso no Festival da Canção 2026.

A RTP revelou, esta quinta-feira, os intérpretes e músicas a concurso no próximo Festival da Canção. Ao todo, serão 16 as canções a competir pelo troféu que, como sempre, será atribuído àquela que conseguir o maior número de pontos na votação combinada do público e do júri. A canção vencedor poderá, no entanto, não ser a representante de Portugal na Eurovisão, uma vez que grande parte dos artistas optaram por recusar ir a Viena no caso de vencerem o FC. Pode ouvir, abaixo, os temas do FC 2026.

A primeira e a segunda semifinais do FC 2026 estão agendadas, respetivamente, para os dias 21 e 28 de fevereiro, com a final da competição a ter lugar no dia 7 de março. Todos os espetáculos serão, este ano, nos Estúdios Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos.

Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção no ano de 1964, tendo vencido o concurso apenas uma vez, em 2017, com Salvador Sobral e "Amar pelos Dois", depois de meio século de participações. Em 2023, o nosso país foi representado por Mimicat, com a canção “Ai coração”, que conseguiu alcançar o 23.º lugar na grande final com 59 pontos.

Fonte e imagem: RTP

Portugal: RTP revela o novo local do Festival da Canção 2026

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 A RTP revelou, esta manhã (22 de janeiro), o novo local para a realização do Festival da Canção 2026.

Com alterações nos atuais estúdios da RTP, e no local onde, nos últimos anos, eram feitas as semifinais e a final do Festival RTP da Canção, a emissora nacional deu conta de que, para este ano, o certame passará a ser feito num novo local.

Mais concretamente, o canal escolheu os estúdios da Valentim de Carvalho - local onde se realizam vários programas, como o 'The Voice' - para alocar a competição.

Segundo dito pela RTP, haverá "mais lugares para o público estar presente", mas serão necessárias "inscrições" para tal, que serão reveladas em fevereiro.

Este ano, a primeira semifinal será apresentada por Vasco Palmeirim com Catarina Maia e Alexandre Simões, com a segunda a ter Filomena Cautela e a mesma dupla. Na final, ficam os quatro apresentadores reunidos.

Fonte e Imagem: RTP

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