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[Especial] TOP 15: os melhores singles pós-Eurovisão

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A Eurovisão regala-nos com quarenta canções todos os anos, mas então... para onde vão os artistas depois de maio? 

O maior segredo eurovisivo está em seguir os artistas depois do seu percurso eurovisivo. Alguns tesouros escondem-se por detrás de canções com 1000 streams e alguns sucessos erguem-se em cima de dezenas de milhões de views

Disclaimer: as quinze canções foram escolhidas por apenas uma colaboradora do Crónicas de Eurofestivais e não representam a opinião coletiva do projeto. 


DEBRAH SCARLETT (Noruega'15)
"Cynical Youth"


Debrah Scarlett merece mais do que ser conhecida como “a rapariga que cantou com o Mørland em 2015” porque, aliás, ela era a melhor parte de “A Monster Like Me”.

“Cynical Youth” grita “esta artista merece não viver na sombra de ninguém”. Tem uma produção surpreendentemente majestosa que evidencia a voz dificilmente equiparável. Se adicionarmos os visuais do videoclip, então “Cynical Youth” parece mesmo ter vindo de outro mundo. 

SOLUNA SAMAY (Dinamarca'12)
"Northern Wind"


Soluna Samay não é uma figura eurovisiva simpática, seja pelo pseudo-plágio de “Should've Known Better”, seja pela reação de mau perdedor depois do resultado desastroso para a cantora dinamarquesa. No entanto, Soluna ultrapassou a falta de originalidade e encontrou um registo autêntico (que não será, de facto, do agrado da maioria dos fãs da Eurovisão).

“Nothern Wind” dá o nome ao mais recente EP de Soluna Samay. É, pelas suas palavras, um projeto de folk com influências de outros estilos, mesmo que “Northern Wind” seja do mais puro folk da sua discografia.  Venha a paz interior zen, que já tem soundtrack!


JOAN FRANKA (Holanda'12)
"You and Me"


Comecemos por dizer que eu gostei de “You and Me” porque, na altura, pensava que era uma paródia. “Ninguém teria a audácia de cantar uma canção country com roupas tradicionais de povos nativos!”, pensei.  

No entanto, Joan Franka não é “You and Me”. Nem perto. Joan Franka pegou no seu timbre único e métrica bizarra e decidiu deixar para trás o country simplista. Agora como artista completamente independente, a contralto é guiada em “The End” por um caminho de rock alternativo, com influências de rythm blues pós-Winehouse. E que bem que ela vai! 

“The End” não é comercial (fácil de verificar pelas 3 mil visualizações no Youtube), mas é tão especial! Um nível de mestria muito difícil de encontrar nestes dias. Sou transportada para um Chevrolet Bel Air a viajar debaixo do sol de Chicago. 


WAYLON (Holanda'14'18)
"Love Drunk"



Waylon pode não jogar com o baralho todo e ser um dos artistas mais problemático que tivemos de aturar… mas é um artista que joga no pop-country como ninguém! 

Depois de dar uma de Beyoncé e de se separar dos The Common Linnets, Waylon lançou este single. “Maybe the wine's got me weeping like a woman” demonstra que Waylon não se apropria apenas da sonoridade de Nashville, mas leva emprestados os valores machistas tradicionais do Tennessee! Yeehaw


Apesar da pessoa, “Love Drunk” é um single excelente. Em toda honestidade, se não fosse pelo artista, talvez estivesse ainda mais perto do topo deste Top 15. “Love Drunk” é uma canção que transpira coolness, sem ser hardcore blues como “Outlaw in ‘Em. Não é possível escapar ao timbre desgastado em tabaco de Waylon e todo o sex appeal de um bom cowboy holandês com sentimentos que só podem ser resolvidos por um coma alcoólico. 

MIKOLAS JOSEF (República Checa'18)
"Me Gusta"




Algum dos artistas que decidiu explorar o mercado latino teria de acabar nesta lista. Escolhi o Mikolas porque, de alguma maneira, ele tornou-se um dos artistas mais bem-sucedidos dos últimos anos.

O percurso musical do Mikolas Josef é curioso… sendo que agora apostou no reggaeton. Contudo, o seu primeiro single depois da Eurovisão – “Me Gusta” – seguiu mais a linha Jason Derulo que ele apresentou com “Lie To Me” (e é a minha favorita!). 

Com sex appeal e um refrão catchy, Mikolas tem a fórmula completa para o sucesso nos próximos anos.


BILAL HASSANI (França'19)
"Jaloux"


Bilal Hassani pode não ter tido o sucesso que alguns fãs esperavam, todavia ele já tinha nome feito antes de sequer subir ao palco de Israel. O seu álbum “Kingdom” já estaria preparado fosse Bilal escolhido para representar a França ou não.

Não sou fã de “Roi”, mas admito ser mega fã de Bilal. “Jaloux” é a representação ideal de um artista imensamente jovem que, ao ser escolhido para ir para a Eurovisão, teve de lidar com algumas das palavras mais horrendas que a imprensa e as redes sociais têm para dar ao mundo. Bilal tem tudo para o sucesso e a melhoria a que assistimos, tanto em termos de voz como em presença do palco, foi extraordinária!

“Jaloux” é um hino de perseverança, com uma produção que toca ao pop norte-americano, sem deixar de ser muito francesa, e com uma letra crua, vinda de quem já não tem por onde falhar.

LAURA TESORO (Bélgica'16)
"Mutual"




Algumas pessoas ficarão confusas por ver a Laura Tesoro nesta lista. A vós digo: não sei por onde têm andado. 

Em 2016, já mostrou ser uma performer extremamente carismática, merecendo um Top 10 num ano dificílimo. Desde então, Laura Tesoro tornou-se uma estrela belga, mesmo sem uma discografia extensa. Ao contrário de muitos casos, “What’s The Pressure” senta-se confortavelmente no meio do resto das suas canções.


“Mutual” transparece a personalidade divertida e jovial da artista, sem fugir ao som favorecido pela indústria neste momento. 

LENA (Alemanha'10'11)
"Traffic Lights"


Lena é o único argumento válido da tese “Ganhar a Eurovisão Pode Criar Uma Carreira Que Não Se Baseie Em Aparecer Em Eventos Eurovisivos Uma Vez Por Ano: Uma Anti-biografia de Måns Zelmerlöw”. A Lena acaba por ser uma das minhas artistas eurovisivas favoritas pela consistência de pop comercial atual e pela capacidade de se manter relevante na indústria nacional.

“Traffic Lights”, ao contrário das canções mais recentes dela, preserva a completo o timbre bizarro que deu a vitória a “Satellite”, em 2010. Uma canção perigosamente catchy capaz de vos estragar o resto do dia (já sei que vou adormecer a cantar “I hope that the traffic! LIGHTS! DON’T! CHANGE!”). 

Lena era a pop star mais improvável a sair da última década da Eurovisão, mas demos graça que assim o mundo fez. 

MARCO MENGONI (Itália'13)
"Hola (I say)"


Marco Mengoni foi abençoado com um timbre muito particular que não consegue passar despercebido, seja por cima de um instrumental upbeat sobre-produzido, seja sobre um instrumental de balada simplicista. “L'Essenziale” deu à Eurovisão uma versão moderna de charme de crooner (a lei dos homens charmosos com excelente voz que não têm de meter nenhum esforço no seu ofício).

Qualquer canção do Marco Mengoni teria um lugar justificável nesta lista, mas parece-me correto escolher uma balada que melhor descreva o sucesso internacional do artista, mesmo que “Hola (I Say)” não seja uma obra-prima. 

Quando falamos de artistas italianos, não se sente uma divisão entre o pré-Eurovisão e o pós-Eurovisão. Na realidade, diria que a Eurovisão em nada afeta a carreira destes artistas. Portanto, Marco Mengoni foi um presente para nós e não o contrário.


BLANCHE (Bélgica'17)
"Soon"



Tudo o que possam dizer que faltou a Blanche em 2017, não é mais válido. Mesmo com apenas 4 canções a seu nome, Blanche pode ser já considerada excelência em pop alternativo moderno.

“City Lights”, para além de ser uma das minhas canções eurovisivas favoritas, foi, quase consensualmente, uma das apostas mais fortes e mais certeiras com o mercado não só do momento, mas também do futuro. Em 2019, as vozes tecnicamente menos extravagantes estão a ter o seu lugar no pódio.

“Wrong Turn”- o primeiro single depois da Eurovisão 2017- é o melhor que a melancolia do dark-pop tem para dar. “Soon” deixa os sintetizadores para trás e aposta na guitarra acústica, realçando o quão atmosférico o timbre de Blanche se torna no minimalismo. “Moment” volta às raízes de “City Lights” com uma melodia mais comercial. 

Com um rácio de 4/4, diria que a discografia de Blanche é do mais certeiro que existe.


SALVADOR SOBRAL (Portugal'17)
"Anda Estragar-me os Planos"


Pensei se seria justo colocar o Salvador nesta lista. Não me restam indícios de imparcialidade quando se trata do artista que trouxe a Eurovisão para a minha cidade.

Salvador é uma figura caricata, amada por alguns, odiada por outros, mas reconhecida, na sua arte, por todos. Não deveria haver nada mais a dizer sobre o Salvador Sobral que não fosse por cima de acordes. 

“Anda Estragar-me Os Planos” não foi o primeiro single pós-Eurovisão do vencedor português, mas, sendo uma canção de evidência de que o Festival da Canção é um universo onde a música portuguesa pode gerar fruto, esta teria de ser a escolha. 

Deixa-me um sorriso na cara, que mais posso dizer? 

ALFRED GARCIA (Espanha'18)
"De La Tierra Hasta Marte"



Interessa pouco sobre o que realmente se publique sobre Alfred García… haverá sempre discórdia. No entanto, não deveria ser fora do comum louvar a individualidade do artista que foi, irrevogavelmente, a sombra da Amaia, a rainha coroada espanhola.

Não sei o que esperava de Alfred depois de sair da academia da Operación Triunfo, mas não esperava que o seu primeiro single fosse tão incrível. Alfred sabia, desde o início, como o seu som seria particular, entre frases meio faladas e intervenções meio gemidas. 

Alfred é autêntico artista que não necessita de uma caixinha com rótulo e “De La Tierra Hasta Marte” é canção que não necessita de ser a sombra de mais ninguém.   

LOÏC NOTTET  (Bélgica'15)
"Million Eyes"


Parece-me ser consenso de que Loïc Nottet é um dos artistas mais impressionantes que já passou no palco da Eurovisão. 

“Rhythm Inside” relembra qualquer conformado de que Loic tinha apenas 19 anos quando alcançou um dos melhores resultados para a Bélgica na Eurovisão. Com 19 anos já demonstrava ter uma ideia coesa de conceito global de performance. Com 19 anos, Loic já não era uma marioneta de uma indústria que dita o que vende para a faixa etária alvo. Com 19 anos, Loic Nottet já era um dos performers eurovisivos mais promissores (eu até diria ‘o mais promissor’). E assim cantou o fado!

O seu primeiro single pós-Eurovisão não só correspondeu às expectativas de uma multidão ansiosa, mas mostrou que Loïc Nottet é o artista certo para representar a carreira que uma participação na Eurovisão pode criar. 

“Million Eyes” tem uma letra assombrosa sobre estar por debaixo de um microscópio com milhões de espetadores (200 milhões, talvez?) e, acompanhada pelo videoclip, foi a prova do performer visual que Loïc sempre esteve destinado a ser (para além do vocal range sobre-humano!).

ANOUK  (Holanda'13)
"It's A New Day"


“Birds” foi, em todos os aspectos, uma anomalia, uma chamada a outros tempos que não vivemos, uma composição de melancolia, a anti-regra eurovisiva. 

A verdade é que toda a discografia de Anouk é anti-regra. Ela é uma artista perdida entre dimensões temporais e não há louvor suficiente que dite o conto.

Com “It’s A New Day”, ouvimos o hino de female empowerment que a canção da Macedónia, em 2019, queria ser. Uma canção sobre o levantar de uma nova era em que o símbolo feminino é um símbolo de poder pronto a lutar todos os dias por mais um degrau ao topo porque “a life without purpose is no life at all”. 

Numa lista maioritariamente composta por pop comercial, destaca-se um instrumental de rock clássico que só poderia ser justificado por um vocal performance como a de Anouk. 

No videoclip, vemos Anouk a encarnar figuras como Jeanne d’Arc, Emma González e Rosa Parks porque esta canção não existe num vácuo e tem mil razões para existir em 2019 e mil razões para ser considerada um dos melhores singles pós-eurovisão de sempre. 

LOREEN  (Suécia'12)
"Heal"



Vamos ser sinceros: poderia algum outro artista ocupar a primeira posição de qualquer top que refira a discografias pós-eurovisão? Não me parece.

A carreira da Loreen é um mistério para quem não percebe a importância de uma boa máquina de marketing por detrás de talento, algo que a Loreen, infelizmente, não teve. 

Apesar de tudo, o álbum “Heal” foi um testemunho, em 2012, de que a Loreen era muito maior que “Euphoria”. Continuando num registo pop eletrónico, entre reverbs característicos, presenteou o mundo com uma autenticidade que só uma artista completamente ao volante da sua visão poderia presentear. Desde “Euphoria”, nenhum track da Loreen se revelou ser pop de fácil digestão e, portanto, vimos a ruína do potencial comercial da melhor artista eurovisiva de todos os tempos.


Escolho “Heal", mas, na verdade, poderia ter escolhido absolutamente qualquer canção da Loreen, que é a verdadeira rainha de todos os Top 1 da Eurovisão. 


[Especial] ESC 2019: quais serão os 10 finalistas da 2ª semifinal?

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Já são conhecidos os primeiros 10 finalistas da primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2019. O alinhamento da Grande Final está quase completo e falta apenas conhecer quem ocupará as últimas 10 vagas.

Arménia, Irlanda, Moldávia, Suíça, Letónia, Roménia, Dinamarca, Suécia, Áustria, Croácia, Malta, Lituânia, Rússia, Albânia, Noruega, Holanda, Macedónia do Norte e Azerbaijão são os 18 países que estão em concurso na segunda semifinal do ESC 2019. 10 irão seguir para a final, enquanto que os restantes irão regressar aos seus países mais cedo. Quem terá a sorte de prolongar a sua estadia em Israel?

Finalistas Quase Garantidos

Suíça: "She Got Me" era considerada uma das grandes favoritas a vencer o ESC 2019. Depois dos ensaios, a desilusão dos fãs era notória, o que não deverá ser suficiente para roubar a final ao país. Luca dança muito, mas canta pouco. A atuação é previsível, os planos de câmara são demasiado distantes e as cores e projeções utilizadas não estão ao nível de uma favorita. Vai à final, justamente diria eu, mas com o sabor amargo da desilusão.




Suécia: Com um dos melhores ensaios da semana passada, podemos afirmar que a Suécia veio para ganhar. Os planos de câmara são fabulosos e o John está a cantar melhor do que nunca. O tom gospel, presenta na canção e na atuação, piscam o olho ao painel de jurados, ao mesmo tempo que cativa o público em geral. Uma atuação que visualmente funciona na perfeição. Quem sabe se para o ano não estaremos uma 3ª vez na Suécia em menos de 10 anos... 





Malta: A julgar pelo favoritismo do país, pela voz de Michela e pela canção, acredito que o país não terá problemas em qualificar-se. Caso analisasse apenas a atuação nos ensaios, já teria as minhas dúvidas. A cantora não é lá muito carismática e não tem a fluidez no corpo para um canção destas. Para além disso, o país foi alvo de problemas técnicos por parte da produção. Acredito, mesmo assim, que o país irá chegar à final.




Rússia: Nunca gostei de "Scream" pelo excesso de drama, mas como já era de esperar, os ensaios deram uma nova vida à canção. No palco existem espelhos tecnológicas com várias imagens de Sergey a tentar escapar do sítio onde se encontra preso. A atuação é também obscura e intrigante. Pela voz, atuação e favoritismo, a Rússia estará na final do ESC 2019.



Holanda: A sensibilidade e a vulnerabilidade do vídeo da canção não foram transportados para o palco. Duncan e a delegação holandesa decidiram antes jogar com o máximo de simplicidade, metendo apenas um piano em palco. Não vos vou mentir dizendo que não fiquei desiludido. O principal problema é o trabalho de câmaras que não está a mostrar a fragilidade e a força da canção. No entanto, dou nota máxima para o tema e para a voz. A Holanda vai estar definitivamente na final, mas a vitória poderá não ser tão certa como o esperado.



Macedónia do Norte: Pela primeira vez em muitos anos, o país acerta em cheio no staging. Tamara canta de uma forma excecional e a os espelhos no palco dão uma certa classe à atuação. O tema não é dos meus favoritos, mas esta interpretação está, sem dúvida, dentro das melhores do ano.



Azerbaijão: "Truth" foi me conquistando ao longo do tempo e depois de ver o staging devo confessar que ainda fiquei mais surpreendido. Os planos de câmara dão uma outra dimensão à canção e o Chingiz tem uma boa presença em palco. Será uma qualificação fácil a meu ver.



Países em Risco

Arménia: "Walking Out" tem uma produção forte e distinta de qualquer outra canção deste ano. Srbuk, apesar da excelente voz, revelou alguns problemas de controlo durante a semana passada. Pelos ensaios, temo que a atuação não tenha tanto dinamismo quanto a canção e a cantora. O final da atuação é preenchido com fogo e uns vocais demasiado estridentes. Será que veremos a Arménia a ficar dois anos consecutivos pela semifinal?



Moldávia: Achava eu que a Anna não teria qualquer tipo de chances de alcançar a final até ver os ensaios da cantora... o staging é uma cópia da atuação da Ucrânia em 2011 e serve simplesmente para desviar as atenções da falta de qualidade da canção. A cantora tem uma voz poderosa e a final é uma possibilidade. Será justa a passagem? Obviamente que não...



Letónia: Ao contrário da maioria, eu não colocaria a Letónia como uma não finalista garantida. A sobriedade da canção e o timbre doce e delicado da cantora podem conquistar bastantes pontos do painel de jurados e, quem sabe, do público. A atuação está bonita e cria um certo mistério. Quem sabe se não ficaremos de queixo caído com os resultados.



Roménia: Eu nunca considerei "On A Sunday" um tema propriamente interessante: é demasiado repetitivo e enfadonho para o meu gosto. O staging, contudo, traz uma brisa de ar fresco à canção. Inspirada no conde drácula, a atuação decorre em tons de azul com umas projeções surpreendentes.



Dinamarca: Há quem diga que é finalista sem dúvida e outros que dizem firmemente que a canção não tem hipóteses. Eu cá tenho as minhas dúvidas. A atuação é igual à da final nacional, a Leonora canta bem e a canção é doce. Será suficiente para alcançar a final? Talvez sim... ou talvez não.



Albânia: O tema cantado pela Jonida é um dos meus favoritos este ano. O tom místico e cultural da canção e a extraordinária voz da cantora são os pontos fortes da Albânia. Já o staging não está no mesmo nível. Os planos de câmara não são os mais acertados e não há muito a acontecer em palco. Acredito, no entanto, que a Albânia estará na final, visto achar que o painel de jurados respeitará tal canção e tal voz.



Noruega: A certeza que ficou depois dos ensaios é que a Noruega está definitivamente afastada da vitória. O staging está fraco, sem nenhum elemento interessante, demasiado escuro e pouco dinâmico. Nesta fase duvido até da qualificação do país. Poderá ser o flop do ano.



Eliminados Quase Garantidos

Irlanda: Relativamente aos ensaios, há quem tenha gostado e há quem tenha odiado. "22" por si só já não é uma obra prima musical, apesar da boa onda que transmite. Com um staging completamente desconexo da canção, duvido que a Sarah chegue à final. Falta garra e coesão nesta aposta.



Áustria: Por mais que goste da canção e do que vi durante os ensaios, algo me diz que não será suficiente. A cantora teve alguns problemas de afinação ao mesmo tempo que a voz não foi suficientemente forte. No entanto, o brilho da estrutura triangular em contraste com o escuro resulta bem. As casas de apostas não estão a favor da Áustria, apesar de ter sido recebida razoavelmente bem na press center. 



Croácia: Eu sempre pensei que a Croácia viesse com um staging extravagante, mas enganei-me. O que dá mais nas vistas, para além da voz de Roko, são aquelas asas que já deveriam ter ficado presas em edições anteriores do ESC. A canção é da década passada, mas poderia resultar com uma atuação bem elaborada. Pelo que vi nos ensaios, a Croácia não deverá alcançar o apuramento.



Lituânia: A canção é fruto de pouco trabalho e a atuação, apesar de visualmente engraçada, não deverá salvar o tema. Uma apresentação chata e uma voz abaixo da média. Tenho que referir, no entanto, que já assisti a passagens deste país à final com canções piores. Espero que a Lituânia não roube um lugar a quem de facto se esforçou para chegar à final.



Vídeos: eurovision song contest

[Especial] 15 razões para ver a Eurovisão 2019

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Manda a tradição que todos os anos, na segunda-feira eurovisiva, vos presenteemos com 15 razões absolutamente incríveis para acompanharem a Eurovisão. Claro que, enquanto eurofãs, não precisam destas razões uma vez que já estão no vosso calendário os dias 14, 16 e 18 de maio assinalados desde o dia em que foram anunciados como oficiais, mas queremos ainda assim presentar-vos e fazer-vos pensar no quão maravilhoso é este concurso que nos une.

O regresso do Rei


Há aqueles que anseiam pelo regresso de D. Sebastião e depois existimos nós, eurofãs, que queríamos apenas voltar a ver Serhat no palco eurovisivo. Depois de, em 2016, nos ter presenteado com a versão disco de "I didn't know", este ano pede-nos que digamos na na na a tudo na vida e nós, que seguimos à risca os conselhos do rei, fazemos isso mesmo enquanto votamos em São Marino para termos o prazer de ver o Serhat na final. Vão juntar-se a nós no movimento "12 points from Portugal go to San Marino"? E, enquanto o ESC não começa, vamos ouvindo o novo álbum do cantor lançado há poucos dias.

O melhor (ou pior) drinking game de sempre


A Eurovisão sempre nos proporcionou grandes momentos com amigos e este ano traz-nos o melhor drinking game da história (que também pode ser o pior tendo em conta que há grandes chances de alguém falecer a jogá-lo). Comprem umas quantas garrafas da vossa bebida de eleição e vários copos pequenos. Encham todos os copos previamente porque não vão ter tempo de os encher entre um shot e outro. Depois é só esperarem pela música do Reino Unido e beber de cada vez que alguém canta a palavra "bigger". Não há consenso no mundo eurovisivo sobre quantas vezes são. Há quem diga que são 53 mas há também quem tenha contado 66. De qualquer das formas, o mais provável é não conseguirem chegar a meio da música mas é uma noite bem passada.

A Austrália a atuar desde o espaço


Quem a viu e quem a vê. A Austrália, aquele país mais genérico e previsível, fez isto. Não bastava ter uma canção completamente fora de qualquer zona de conforto, como também soube entender que de vestidos gigantes estamos nós fartos e elevou as indumentárias até um nível espacial de forma nunca antes vista na Eurovisão. Talvez Portugal devesse aprender um pouco sobre como não ficar confortável nos meses entre o Festival da Canção e a Eurovisão, porque o resultado está à vista. Sugerimos que o Conan, para a próxima, troque aqueles degraus aleatórios pela escadaria dos Passadiços do Paiva.

O fim do capitalismo com recurso ao sado-masoquismo


Faz 10 anos que a Islândia teve o seu último resultado com alguma relevância e desde aí tem sido praticamente ano após ano a ficar fora da semifinal. A ilha está farta de não ser notada e parece que desistiu de ser fofa e transmitir mensagens de paz! De "Our Choice" passamos a um "Hate Will Prevail", de um 8 a 80, num definitivo ou vai ou racha! Os Hatari tentam passar uma mensagem contra o capitalismo mas a única mensagem que as pessoas vão tirar dali vai ser o live show de 50 Shades of Grey. Se alguém tiver avós ou avôs a ver por favor façam serviço público e filmem a reacção deles para nos mostrar. 


O maior encher chouriços da história eurovisiva


OK, talvez não seja o maior da história porque existem o Festival da Canção e o Sanremo mas a KAN está claramente a tentar competir com os festivais português e italiano. A final eurovisiva vai abrir com Dana International, Nadav Guedj e Ilanit. Netta vai cantar aquela sua música que nenhum de nós quer ouvir da banana ou lá o que é. Gal Gadot vai fazer uma aparição sabe Deus porquê. Gali Atari e Idan Raichel também dão um ar da sua graça. Lá pelo meio ainda termos Verka, Eleni Foureira, Conchita Wurst e Mans Zelmerlow a cantarem as músicas uns dos outros e, como se tudo isto não fosse já demasiado, Madonna ainda nos vem mostrar que a Eurovisão não é assim tão má a nível musical e de voz. Estamos exaustas só de pensar. Ainda bem que a RTP não transmite interval acts.

A França na luta contra o preconceito


Bilal Hassani é só por si uma pessoa que chama a atenção pela sua imagem. Por isso mesmo já seria de se esperar que a França fosse usar as cartas "diversidade" e "aceitação" já que a própria música é sobre esses temas. Mas não deixamos de ficar impressionadas ao ver que Bilal trouxe a turma toda com ele. Não sabemos quem é aquela bailarina com excesso de peso, mas garantimos que nos sentimos bem mal por ver a mulher a dançar daquela forma quando nós, que somos bem mais magras, não conseguimos correr nem cinco minutos. Não sabemos se o staging vai apelar à diversidade e à aceitação, mas com certeza apelou a que deixássemos de arranjar desculpas para a nossa preguiça e começarmos a ir para o ginásio.

O renascer dos robots


Em 2018 essa nação sempre muito visionária chamada São Marino trouxe para o palco eurovisivo uns robots fofinhos que não pareciam ter muita utilidade para além de ser isso mesmo: fofos. São Marino não sabia que estava a ser pioneiro para um dos stagings mais promissores de 2019. O Azerbaijão viu aquela fofura toda em palco e pensou: vamos mostrar-lhes como se faz! E assim foi feito. Chingiz trouxe dois robots super sónicos que parece que fazem pinturas de carro mas que no fundo nos parece que ainda são menos úteis que os robots de São Marino e, para cúmulo, perderam a fofura também. Mas com 30 segundos de vídeo não dá para se saber muito bem o que vai acontecer, talvez em algum momento eles comecem a tirar a roupa do Chingiz e façam tudo valer a pena.


O fato de Conan Osíris ou A Tragédia Nacional


Conan, o rapaz do futuro, chamou a atenção pela sua irreverência e por se mostrar tão diferente de todos os outros participantes deste ano. No Festival da Canção a sua indumentária fez furor, mesmo que já houvesse divergência de opiniões entre o branco e o preto. Então, para evitar estas divergências, Conan decidiu levar um fato verde e fazer com que a maior parte concordasse em não gostar da indumentária. Mas claro que um "não gostar" passou a uma tragédia sem fim, a um selar de um destino péssimo em que Portugal não passa à final. Se não é para ser dramático o português nem aparece, não é verdade? No fundo, concordamos que a escolha de indumentária não é a melhor e que os movimentos de Conan parecem estar um pouco limitados dentro do fato, mas pelo menos temos a certeza que toda a gente se vai lembrar do rapaz sem pescoço.

Esgotado? Nem perto


A emissora israelita é capaz de ter exagerado nos preços dos bilhetes. A arena é mais pequena que o normal e, por isso mesmo, optaram por inflacionar o preço dos bilhetes. Sucede que nem todos temos centenas de euros para gastar num bilhete eurovisivo e nem todos estamos assim tão interessados em ir a Telavive passar uma semaninha. De todos estes fatores resulta uma arena com bastantes lugares livres. O que é que se faz? Dão-se os bilhetes que sobram a pessoas que vivem perto da faixa de Gaza. Talvez isto seja só a nossa opinião, mas bilhetes para a Eurovisão não vão resolver nada. Aliás, estamos em crer que as pessoas que vivem perto da faixa de Gaza querem tudo menos ir para um sítio onde vão ver fogo e coisas a explodir. Para isso ficam quietinhas nas suas casas que o barulho é o mesmo mas sem a guincharia polaca.

Lições de inglês vindas diretamente da Suíça


Os espertinhos como nós que se acham craques em inglês recordar-se-ão de aprender na escola a conjugação do verbo "go" da seguinte forma:

I go
You go
He, she, it goes
We go
You go
They go

Certo? Errado. Sucede que vivemos uma vida enganados e, finalmente, alguém teve a decência de aparecer para nos corrigir. Em "She Got Me", Luca Hanni canta "when she go low, she go so low" em vez de "when she goes low, she goes so low". Partindo do pressuposto que esta música passou pelas mãos de várias pessoas (incluindo do artista) antes de ser gravada, custa-nos a crer que todas essas pessoas estão erradas e, portanto, resta-nos concluir que aquilo que aprendemos na escola não estava certo. Ainda bem que a Eurovisão existe para desmascarar professores.

Uma ave rara caída do céu


Nós, enquanto crianças dos anos 90, temos, volta e meia, uma pequena saudade da década passada. O representante croata, mesmo nascido em 2000, pelos vistos, tem isso em comum connosco, o que se reflete em pleno na sua indumentária. Quem não tem uma certa nostalgia pelos anjos metálicos na “Day After Day” do Azerbaijão ou na “My Dream” de Malta? E saudades de quando a Bielorrússia inventou os reveals para salvar uma canção péssima na atuação de “Butterflies”? Absolutamente ninguém? Bem, pelo menos o Roko quis relembra-los ao trazer de volta à Eurovisão aquelas asas que refletem uma criança traumatizada por não ter sido escolhida para ser o anjo no auto de Natal da escola. Melhor ainda é ver que a Croácia quis dar um novo charme ao seu outfit desde o Dora até ao palco de Telavive, transformando o adereço de asas de anjo para asas de avestruz. Bem mais realista. Tudo isto com a cereja no topo do bolo que é a roupa em cabedal branco. Sim, também achamos que a Bulgária foi injustiçada em 2010.

Uma atuação nunca antes vista em 2011


Não é fácil ter a canção mais insignificante do ano, principalmente para a Moldávia, que espalhou tanto de azeite como de irreverência e originalidade nos últimos dois. Se ninguém se lembrava da Anna Odobescu, tudo mudou ao longo da última semana. Os que acompanham os ensaios sabem quão sumarento foi o momento em que o mundo percebeu que "Stay" teria uma atuação que lhe faria jus, por terem em comum o facto de serem coisas já feitas que não devem ser repetidas. Oh, não, qualquer semelhança com "Angel" de Mika Newton é pura coincidência. Uma cantora com ar angelical, acompanhada por uma mulher numa mesa a fazer desenhos com areia transmitidos nos LEDs, que, por acaso, também é a Kseniya Simonova? No que é que ela estaria a pensar? Bem, a verdade é que Mika Newton adorou ser homenageada.

Os planos de câmara com vista de nossas casas


Sabem aquelas pessoas que dizem que mais vale ver a Eurovisão em casa porque se vê melhor do que se estivermos lá na arena? Elas não estavam erradas... até este ano, em que a KAN resolveu tornar o concurso justo para todos. Assim sendo as pessoas em casa vão ser agraciadas com a vista que as pessoas que estão sentadas no balcão mais longíquo vão ter, intercalado com uns planos mais próximos do palco para fingir que estamos no Golden Circle. E estes vão ser os dois tipos de plano que vamos ter porque foi o que os camara men aprenderam na escola. Esperavam poder chorar com aqueles momentos intimistas? Ou aprender cada passo das coreografias que vão ser apresentadas? Esqueçam lá isso. Por entre wide shots e planos a filmar os pés de quem esta no palco, nem uma lupa vos vai salvar.

O staging pelo qual ansiámos e que depois tem outro igual


No seu regresso, Sergey Lazarev não irá subir degraus invisíveis, mas traz consigo oito clones distribuídos por oito painéis LED, enquanto que o próprio surge dentro de um frigorífico igual aos que guardam as sobremesas nos restaurantes. Arrojado, rebuscado, impactante. Não esperávamos menos do que uma atuação caríssima por parte da Rússia. Não esperávamos também que, três canções depois, estivesse a Macedónia, aquele país que ganha o primeiro prémio em estragar canções com stagings horríveis, tivesse o mesmo conceito numa versão marca branca. Qual terá sido a reação do Sergey a esta coincidência dramática, ao perceber que Tamara Todevska, não só também tem clones, como estes são muito mais realistas, por serem conseguidos através de espelhos? Não aceitamos um ar menos abatido do que aquele que fez quando percebeu que tinha perdido para Jamala.

A KAN a ser uma péssima host


Tal como todos vocês, nós também temos saudades de culpar a RTP por todos os males do mundo. A fome em África? A culpa sempre foi do Poiares. O degelo? Talvez tenha mãozinha da Bugalho. A verdade é que o nosso olhar ficou bem atento à organização da Eurovisão em 2018 e, se calhar, há um ano, não tínhamos noção de quão boa tinha sido até agora. Para além de termos, nas atuações de 2019, planos que dão uma visão digna de quem está a ver o festival da varanda da cidade vizinha, temos planos que as delegações não querem, pedem que mude e a mudança não acontece. Países a ter ensaios extra para compensar incompetência. Só Deus sabe a quantidade de falhanços que vamos ver amanhã (e não, não estamos a incluir nos falhanços as notas altas da Srbuk), quem sabe um novo plano icónico ao nível da Kate Ryan em 2006.

Por: Catarina Gouveia, Elizabete Cruz e Jessica Mendes

Imagens: Eurovision.tv, BBC, Tumblr

[Especial] ESC 2019: quais serão os 10 finalistas da 1ª semifinal?

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Já estamos a poucas horas da primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2019. 17 países em competição, Portugal  incluído, mas apenas 10 irão continuar a sonhar pela vitória. Quem alcançará a proeza de se tornar finalista nesta edição?


Chipre, Montenegro, Finlândia, Polónia, Eslovénia, República Checa, Hungria, Bielorrússia, Sérvia, Bélgica, Geórgia, Austrália, Islândia, Estónia, Portugal, Grécia e São Marino irão atuar dentro de algumas horas no palco do ESC 2019, mas apenas 10 irão voltar a pisá-lo no próximo sábado. Quem conseguirá chegar à Grande Final do certame?

Finalistas Quase Garantidos

Chipre: Tamta mostrou ser uma performer  carismática e profissional. O outfit é maravilhoso, embora considere as vestes dos bailarinos demasiado escuras. O país traz-nos mais uma vez uma boa produção, à semelhança do ano passado, mas um pouco menos impactante. Apesar da voz de Tamta não ter estado no ponto durante os ensaios, o país manteve-se estável nas casas de apostas e recebeu o apoio da press room. Dificilmente veremos o Chipre a ser eliminado.


República Checa: Com um dos stagings mais coloridos do ano, o carismático e competente Lake Malawi não irá passar despercebido. O país foi dos que mais subiu nas casas de apostas e teve uma receção calorosa na press center. Pela primeira vez deverão estar dois anos consecutivos na final.



Sérvia: Um staging lindíssimo e uma voz maravilhosa. O vestido é semelhante ao da final nacional, mas mais impactante. A cantora parece estar presa numa espécie de furacão que é projetado nos LED´s.  Obviamente que não passará despercebia pelo painel de jurados e duvido que não fique nos 10 favoritos por parte do público.



Austrália: Possível candidata a vencer a semifinal. Um staging vertiginoso, com uma produção surpreendente. Uma versão muito melhorada daquilo que se viu na final nacional australiana. Kate tem uma voz e uma postura em palco contagiantes e a final está mais do que garantida. Vai ser o dark horse do ano!



Islândia: Os Hatari são fabulosos e o staging está qualquer coisa. Muito bem realizado, com o nível de pirotecnia certo, muita sexualidade à mistura e uma prestação vocal melhor do que nunca. Uma excelente canção, apresentada ao mais alto nível. Sem surpresas, a Islândia está a caminho da final.



Grécia: Apesar de ter achado o ensaio um pouco aquém da qualidade da canção, Katerina Duska não deverá ter grandes problemas em qualificar-se. "Better Love" é uma excelente canção, cantada por uma voz característica e apresentada de um modo sóbrio e bonito. Para além disso, manteve-se estável nas casas de apostas e foi bem recebida na press room. 




Países em Risco

Polónia: As Tulia trazem-nos uma excelente canção folk, que deverá ser amada por um grupo considerável de pessoas. As vozes estão afinadas e não soam estridentes. O palco é bem tradicional, bem como os outfits. Talvez a delegação pudesse arriscar um pouco mais e sendo a canção polarizadora, fica a dúvida quanto à sua qualificação.



Eslovénia: O duo representa o seu país logo a seguir à Polónia, que nos traz uma atuação colorida, tradicional e memorável. Portanto, ver a Eslovénia ir embora mais cedo não seria uma grande surpresa, tendo em conta que a canção poderá passar despercebida. A canção é excelente, a química entre o casal continua bem sintonizada, mas falta qualquer coisa para poder colocar a Eslovénia como uma finalista certa.



Hungria: A canção soa mais forte que na final nacional do país e Joci canta com muito sentimento. As projeções são bonitas e a atuação foi bem recebida na press room. Apesar de tudo, ainda acho que a canção não tem um momento suficientemente forte para a considerar uma clara finalista. Penso que chegará à final, mas nunca se sabe...



Bielorrússia: Acredito que pelo público o país estará entre os 10 favoritos, mas duvido que o mesmo aconteça com o painel de jurados. Há uma grande melhoria a todos os níveis desde a final nacional e Zena está a cantar e a dançar melhor do que nunca. O staging é adequado à canção e tem muita pirotecnia. A ver vamos o destino do país.



Geórgia: Achavam que a Geórgia estaria definitivamente fora da final? Enganem-se... o staging está fabuloso e faz com que ouçamos a canção de um modo diferente. Há muito fogo e fumo e as projeções são impactantes, bem como o carisma do cantor. Os planos de câmara também parecem estar no ponto. É difícil, mas é possível!




Portugal: Se o Conan já foi dos favoritos a ganhar o ESC 2019, hoje está em risco de nem à final chegar. A canção continua a merecer ir mais longe, tal como o cantor, mas esta atuação... os planos de câmara não são os melhores, o trabalho de luzes é inexistente e a queda nas apostas foi abismal. A esperança é a última a morrer e estarei aqui a apoiar o meu país, mas a final está cada vez mais distante.



Eliminados Quase Garantidos

Montenegro: O país traz-nos o pior staging do ano. Os D Mol encontram-se alinhados de frente para a plateia e cada um dança à sua maneira. É uma desordem tal, que chegam a transparecer um certo amadorismo. Nada funciona nesta atuação e a canção é simplesmente um desastre.



Finlândia: A nível vocal, Sebastian melhorou bastante. No entanto, a canção não é suficiente para alguém pegar no telemóvel e votar, embora não seja uma má canção. A dançarina, o cantor e Darude encontram-se dispersos por diferentes pontos do palco. Há planos de câmara interessantes, mas falta-lhe arrojo para chegar ao próximo nível.



Bélgica: Eliot carece de carisma e desafina no refrão. A canção não soa tão forte como na versão estúdio e o staging é desinteressante e pouco apropriado. Os outfits não são bonitos e não funcionam na câmara. Ainda poderá haver alguma hipótese de passagem à final, mas numa semifinal tão diversa musicalmente, a Bélgica deverá cair no esquecimento.


Estónia: Pelos vistos os efeitos visuais que acompanham a atuação não estão a resultar e sejamos sinceros: o único aspeto positivo desta aposta seriam esses efeitos. A canção é chata, o cantor é fraco e o resto do staging é demasiado monótono para alcançar a final.




San Marino: A sensação que tenho é que o Serhat está a cantar cada vez pior e como já seria de esperar, o staging está abaixo do necessário para alcançar a final. San Marino não deverá ser bem recebido nem pelo painel de jurados nem pelo público,



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