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Espaço Fã - Historial

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ESPAÇO FÃ
INICIATIVA GERAL
05/01/2012 - 23/02/2012

Entrevista a Rafael Lopes - [AQUI]!
Crónica de Pedro Silva - [AQUI]!
Entrevista a Paulo Azevedo - [AQUI]!
Entrevista a Dinis Lopes - [AQUI]!
Crónica de Rita Pereira - [AQUI]!
Entrevista a Nuno Carrilho - [AQUI]!
Partilha de vídeos de Guilherme Soares - [AQUI]!
Entrevista a Filipe Baptista - [AQUI]!
Entrevista a Vítor Dias - [AQUI]!
Crónica de Pedro Silva - [AQUI]!
Entrevista a Francisco Azevedo - [AQUI]!
Poema de Verónica Guerra - [AQUI]!
Entrevista a Guilherme Soares - [AQUI]!
Crónica de Gonçalo Silva - [AQUI]!
Crónica de Rita Pereira - [AQUI]!
Entrevista a Rita Pereira - [AQUI]!

[FIM] ESPAÇO FÃ - Entrevista a Rita Pereira!

2 comentários
        O "Espaço Fã" continua e já com a décima sexta publicação! A moda das entrevistas decidiu terminar com a iniciativa "Espaço Fã". A fã Rita Pereira foi a escolhida para terminar! Esperamos que tenha gostado desta iniciativa que ocupou mais de 2 meses o nosso espaço. Sim, nosso, porque o blogue não é só da equipa, é de todos vocês!

Crónicas de Eurofestivais: “Qual a tua primeira recordação da Eurovisão?
Rita Pereira: "Eu só comecei a ver o festival em 2005, mas a primeira recordação que tenho penso que seja o anúncio das músicas da Rita Guerra, nas quais o público tinha de votar para escolher a que nos iria representar no Festival Eurovisão da Canção. Nesse ano nem sequer vi o festival, mas é a minha memória mais antiga do mesmo."
CE: “Qual é, para ti, a atuação mais explosiva de sempre da Eurovisão?”
RP: "Destaco a Turquia, Bulgária e Geórgia em 2010 e claro, a grande Noruega em 2009, mas tenho a dizer – e sei que vai parecer estranho – que a atuação que mais me deixou boquiaberta foi a da Finlândia de 2011. Fiquei completamente surpreendida pelo quão bem a música resultou em palco e só por ter sido uma simples “lufada de ar fresco”, mereceu a minha estupefacção."
CE: “Se te fosse possível, que mudarias no mundo eurovisivo?"
RP: "Existem quatro aspetos que mudaria, mas apenas irei abordar dois.       Começando no conceito de Eurovisão: por mais que goste de ver os países do Médio-Oriente no festival penso que é totalmente injusto que Arménia, Azerbaijão, Geórgia e Israel participem, visto que não fazem parte da Europa. Se é a EUROvisão, nem esses nem os do Norte de África deveriam poder participar. Para que esses entrem, todos os outros também o deveriam poder fazer; pessoalmente penso que a União Internacional de Telecomunicações não deveria estar relacionada com os países que podem ou não participar na Eurovisão… é injusto para outras nações, a meu ver. Exemplo disso é a Austrália, que vê e apoia mais o festival do que os próprios países que fazem parte dos limites geográficos que são impostos e que também não pode participar.
      Outra coisa que mudaria seria as regras em relação à língua. No meu ver, é completamente injusto que, por exemplo, Portugal só possa participar com letras em português e que os outros países possam levar uma música nas línguas em que as suas televisões decidem. É que para mim, a Eurovisão não é só um concurso de música; é um também um encontro de culturas e a língua, como sabemos, é para muita gente o pilar da cultura de qualquer país. Assim sendo, considero que os responsáveis deveriam mudar as regras para que, ou todos os países cantem na sua língua original ou em mais que uma ou então que todos possam efetivamente cantar com a língua que queiram, sem restrições da televisão organizadora de cada país. Penso que só com uma destas regras é que poderá existir equidade entre todos e a promoção da cultura, porque como fã eurovisiva, fico bastante desiludida de ver que a maioria das canções a concurso são em inglês (em 2011, mais de 3/4s) e que muitas delas, muitas vezes com mais qualidade que outras, não chegam à Final porque não estão em inglês.
      Para além destas existe também o problema das votações – as “vizinhanças” e os júris, mas não me irei alargar mais.
CE: “Que cantor, nacional ou internacional, gostarias de ver nos palcos eurovisivos?”       
RP: "Essa pergunta é a mais fácil (e óbvia) de responder e quem me conhece sabe bem. Sem dúvida alguma, Pedro Madeira."
CE: “Qual a música eurovisiva que levas sempre contigo no teu leitor de mp4?”      
RP: "Eu não ouço mp4, mas as músicas que mais ouço e falando da Eurovisão, penso que serão o “Dinle” de 1997; o “Tom Pillibi” da Jacqueline Boyer, “Boom Bang-a-Bang” da Lulu, “Tu te reconnaîtras” da Anne-Marie David, “I Can” dos Blue, “Looking High High High” do Reino Unido… não consigo escolher apenas uma."
CE: “Se tivesses de escolher o pior momento da Eurovisão, qual seria e porquê?”      
RP: "Bom, as faltas de educação são sempre maus momentos e por isso, as ofensas da Sílvia Night à Carola em 2006, mesmo que "a brincar" são uma vergonha. Mesmo assim, considero que o pior momento eurovisivo terá sido - e aponto este porque não vi as eurovisões mais antigas ao vivo - Jimmy Jump a tentar a arruinar a apresentação espanhola. Eu até que achei piada na altura a música talvez até tenha saído favorecida por causa disso, mas foi um momento mau que podia ter arruinado a noite por completo".

CE: “Acreditas numa futura vitória portuguesa?”     
RP: "Claro que sim, não sejamos derrotistas! Mas só vejo hipóteses de isso acontecer com o Pedro, e embora seja demasiado suspeita para falar porque sou uma grande fã dele desde o momento em que o vi dia 29 de Setembro de 2006, penso que posso justificar minimamente o porquê da minha confiança e esperança numa vitória pela parte dele. No entanto, não é essa a pergunta, portanto não o vou fazer."
CE: “Qual para ti o melhor momento da Eurovisão?”     
RP: "Para mim, foi sem dúvida a vitória do Alexander Rybak que, felizmente, previ desde que o vi na final norueguesa. Foi o vencedor que mais me deu prazer ver e ouvir, e pessoalmente o momento eurovisivo mais marcante até agora."
CE: “Para ti qual foi a melhor atuação portuguesa, até ao momento?”      
RP: "Bom, pessoalmente, adoro a música do António Calvário, mas a melhor atuação terá de ser a "Desfolhada" de Simone de Oliveira. Acredito piamente que o fraco resultado se terá dado devido a razões políticas…      Contudo, também gosto imenso da de Dora em 1986, a inesquecível das Doce e as revolucionárias de Fernando Tordo em 1973 e a nossa “Luta é Alegria” dos Homens da Luta que penso ter sido das poucas fãs portuguesas que percebeu, muito infelizmente…"
CE: “Apesar da Eurovisão nos dar desilusões a nível de resultados e de organização, o que te faz continuar a gostar da mesma?      
RP: "Bom, a Eurovisão faz parte da minha vida há 7 anos e o que gosto nela é muito a diversidade de culturas. Aprendo imenso com o festival e tenho muita pena que ninguém tente fazer com que esta fique mais próxima dos fãs, mudando os vários aspectos de que não gostamos e aos quais, ano após ano, nos vamos opondo na Internet."
CE: “Acreditas que o modelo de seleção nacional português deverá continuar como Festival da Canção ou seleção interna da RTP?”      
RP: "Sinceramente, já não acredito muito no Festival da Canção. Mudar é bom, e acho bem que, pelo menos por um ano, se tente fazer uma seleção interna, nem que seja escolher bem um artista e colocar várias canções para o público e júris, autoridades na música, atenção, possam escolher. E sim, eu sei que já se fez isso com Rita Guerra e não ficámos bem classificados, mas a verdade é que fizemos isso uma vez e correu mal; já o Festival da Canção fazemos há décadas e nunca correu particularmente bem. Tentar durante uns aninhos, não custa assim tanto… se calhar, até se poupa dinheiro." 
CE: “Para ti qual o melhor ano eurovisivo de sempre? Explica o porquê.”      
RP: "1978 a 1983 penso ser os anos com mais qualidade e que simultaneamente mais agradam ao público em geral. Referir o melhor ano eurovisivo de sempre não é impossível, mas é bastante complicado. Para o escolher teria de rever todas as eurovisões e isso demora bastante tempo, como é normal. Todavia, em termos de música, retiraria por completo as eurovisões do século XXI e apostaria nas décadas de 50/60/70. Por aí deve andar o melhor ano. Já em relação à qualidade do espetáculo, sem dúvida a Rússia em 2009… pelo menos para mim como telespectadora, foi o melhor e curiosamente, o mais marcante."
CE: “Para ti, qual foi o momento mais exagerado de toda a história do Festival da Eurovisão da Canção?”      
RP: "Bom, não penso que exista nenhuma música a que se possa chamar de exagerada, mas as circunstâncias nas quais o “Congratulations” de Sílvia Night foi apresentado foram chocantes. Pelo menos o maior apupo de sempre foi-lhe “concedido” devido à arrogância e à falta de respeito pelos outros artistas e nações… É que uma coisa é fazer humor; outra coisa completamente distinta é ser mal-educado e nesse ano os limites foram ultrapassados."
CE: “Das canções e letras apresentadas em todos os festivais da Eurovisão, qual foi a que te tocou mais no coração e te emocionou?”      
RP: "Peço desculpa por ir ao JESC, mas lá terá de ser. A nossa representação em 2006 com o Pedro foi a que mais me tocou e ainda hoje é complicado ver até ao fim devido à injustiça na votação, mas pronto, há factores que explicam o que aconteceu, penso eu, e não é por isso que não devemos continuar a participar no mesmo. Em termos eurovisivos, os Homens da Luta este ano. Não me “tocaram no coração”, mas fiquei felicíssima por levarmos algo que representa o que o nosso povo sente e com o qual se identifica. A prova disso é que muita gente que não dava importância ao festival, o passou a ver com outros olhos. " 
CE: “Que género musical deveria ser escolhido para representar as cores portuguesas no Festival da Eurovisão da Canção? Explica o porquê.”      
RP: "A Pop a que estamos habituados a ver no ESC, está provado que não ganha absolutamente nada sem ter um pingo de originalidade – coisa que em Portugal não se faz ou pelo menos não se dá a conhecer e leva à Eurovisão. Género musical é um pouco relativo, mas músicas como as de que é feito o Melodifestivalen na Suécia simplesmente não encaixam, pelo menos com Portugal. Portanto, para um resultado bom, apostaria no Fado puro e duro e já em 2012 (acho que é uma arma que temos de usar). No entanto, tenho a certeza de que quando chegar à altura certa, o Pedro Madeira nos vai surpreender e levar uma música vencedora. Aliada à vontade, patriotismo e talento e o conhecimento básico que penso que tem da metodologia do festival, arrisco que conseguirá surpreender a maioria dos fãs eurovisivos que para minha infelicidade, simplesmente não acreditam nele." 
CE : “Qual o melhor vencedor de sempre da Eurovisão?”    
RP: "Diria, mais uma vez, que o melhor vencedor da Eurovisão se encontrará nas décadas de 50/60/70… Não penso ter o conhecimento suficiente para poder afirmar qual a melhor canção em termos musicais, mas pessoalmente, gosto bastante de “Fairytale”, “Tom Pillibi” e “Tu te Reconnaîtras”."
CE: “Serias a favor do regresso da orquestra aos eventos eurovisivos?”      
RP: "Com toda a certeza. Contudo acho que os fãs se esquecem que, hoje em dia,a maior parte das músicas não requer orquestra e, por essa razão, não será um bom investimento. Mas claro que apoiaria."
CE: “Na Eurovisão 2011, a quem atribuirias 12 pontos e 0 pontos? Explica o porquê.”      
RP: "Ora os 12 pontos poderiam ser dados à Sérvia, pelo esforço e qualidade da música, bem acima de muitas outras que ficaram em lugares cimeiros; a Portugal por não ser, de todo, das piores músicas do festival (ao contrário do que muitos dizem…) e por ter conseguido transmitir uma mensagem com a sua música; à Bósnia & Herzegovina pela qualidade da música e apresentação em palco cuidada; à Áustria, pelo esforço, voz e boa escolha do público austríaco; à Bulgária por ter levado uma artista fabulosa em todos os níveis e à Itália, por ser a melhor música do concurso. 0 pontos não atribuiria a ninguém. Como diz a minha querida avó, todas as músicas merecem nem 1 ponto que seja."
CE: “Concordarias com a expansão deste evento para um nível mundial, com a inclusão de países como Estados Unidos da América?”  
RP: "Como referi anteriormente, o conceito de Eurovisão tem de ser repensado. Quando isso acontecer, teremos uma Eurovisão com um limite de países da Europa e formatos iguais mas para outros continentes ou áreas geográficas convenientemente delimitadas. Não penso que se consiga expandir a Eurovisão propriamente dita; são demasiadas nações e não vejo vantagem em ter um festival que dure vários dias ou semanas… perder-se-ia a magia. Já temos a Eurovision Week que é suficiente."
CE: “Se pudesses “apagar" uma participação portuguesa, qual seria?”      
RP: "Nunca apagaria nenhuma participação portuguesa. Isso é como nos questionarmos se se deveria apagar algo da História de uma nação: não se pode nem se deve fazer. A História e o passado servem para olharmos para o futuro de uma forma diferente e, neste caso, se algo correu mal na nossa História eurovisiva, devemos agir de maneira diferente tentando melhorar o que correu mal: é esta a fórmula secreta para conseguir um bom lugar na Eurovisão."

Fonte: Rita Pereira/ Imagens: Google


ESPAÇO FÃ - Crónica de Rita Pereira!

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        O "Espaço Fã" continua e já com a décima quarta publicação! Desta vez a fã Rita Pereira quis comentar a 9ª edição do JESC!

 CRÓNICA: 9ª edição do JESC!



            A Eurovisão Júnior 2011 realizou-se, pela nona vez consecutiva, dia 3 de Dezembro de 2011, na cidade de Yerevan, na Arménia. Portugal não constou da lista dos (poucos) 13 países que dela fizeram parte, como de resto, muito infelizmente, nos tem habituado desde “Só Quero é Cantar” de Jorge Leiria, no JESC 2007.
            Assim sendo, posso afirmar que toda a Europa teve uma noite de grandes surpresas. A Geórgia ganhou pela segunda vez, desta com “Candy Music” da girlsband com o mesmo nome, Candy e muita desconfiança (ainda!) paira no ar… ora veja-se: o JESC 2009 foi ganho pela… Arménia; ESC 2011 foi ganho pelo… Azerbaijão e o JESC 2011 agora é ganho pela… Geórgia. É um facto: os países do Médio-Oriente estão, indiscutivelmente, a tomar conta da Eurovisão.
            No entanto, estamos aqui para falar desta noite inesquecível – sim, porque uma noite de Eurovisão, seja ela qual for é SEMPRE inesquecível… Ora:
            A Rússia com “Romeo and Juliet” era sem dúvida uma das favoritas. A EBU inclusivamente abriu uma exceção para que a artista pudesse representar o seu país e Ekaterina fê-lo, como aliás, já tinha acontecido em 2009, excecionalmente bem. Com uma óptima voz, presença e apresentação de palco, Ekaterina conseguiu atingir o 4º lugar ficando com os mesmos pontos da vizinha Bielorrússia. Foi arriscado para a artista tentar uma segunda vez? Claro que sim. Contudo, penso que apesar de não ter ganho e de lhe calhar a árdua tarefa de abrir o espetáculo, que por norma nunca resulta numa classificação de top 5 (lembro que nos nove anos de JESC, Portugal em 2006 foi o país mais mal classificado… de sempre), a Rússia conseguiu, mais uma vez, um lugar alto na tabela, mantendo, de resto, a sua reputação como potência eurovisiva.
          Passando à Letónia e a Amanda Bashmakova: este foi o último lugar mais fácil de atribuir (com muita pena minha). Era claro como a água que “Moondog” iria ficar em último lugar na tabela. Tal como publiquei no dia do espetáculo no MyEurovision Family, quase tudo correu mal; desde a artista sozinha em palco com um vestido que para JESC não era o mais indicado, como a balada aborrecida e o inexistente aproveitamento do palco… Amanda fez o melhor que pôde, mas com um país fraco em termos de JESC e uma música que não é da preferência público-alvo, era mais que previsível o temeroso lugar da Letónia.

     

      Já o contrário se pode afirmar da Moldávia, que era a novidade do JESC 2011. Pessoalmente estava particularmente curiosa para saber o lugar que iria calhar a Lerica e de fato, fiz bem ao estender a minha previsão ao 6ºlugar, porque foi precisamente nessa posição em que ficou.  A artista tem uma voz giríssima e a delegação esmerou-se na forma como fez resultar o palco, beneficiando a actuação do país: “No No” foi apresentado com um carisma que tenho a dizer que há muito não se via no JESC. Mereceu completamente o lugar e é uma atuação que, com certeza, irá ficar na História. Só espero no futuro voltar a ouvir falar da intérprete.

            A quarta canção a desfilar no palco do Karen Demirchyan Sports and Concerts foi, precisamente, a música “da casa”, com um nome bastante sugestivo que, logo à partida, retira as hipóteses de uma vitória da Arménia em 2011. Uma intérprete do mais expressivo que há, uma música “catchy” e repetitiva e uma cuidada apresentação de palco, faz com que – e há-que sublinhar – todos os anos, os arménios consigam uma posição generosa na tabela do JESC (e do ESC também, vá, esqueçamo-nos da querida Emmy…). Resultado? Um previsível 5º lugar de 85 pontos bem merecido, polémicas à parte.

            Seguido do anfitrião, a canção búlgara tomou conta do palco da Eurovisão Júnior e penso que foi uma as surpresas da noite. O trabalho realizado no palco (que qualquer pessoa pode comprovar ao ver a atuação de Ivan) foi determinante na atribuição de pontos ao país em questão, tal como a voz e expressividade do intérprete, que não fez por menos. Com uma canção apelidada por alguns como “underrated”, o país conseguiu um honroso 8º lugar. E para alguns podem parecer estranhos os meus elogios, mas de facto, a música não era suposto ter ficado num lugar tão alto, devido às razões já apresentadas e também ao fato de a Bulgária, como sabemos, não ser um país muito vistoso nas lides eurovisivas.

            Seguido da Bulgária, foi a vez da Lituânia e das suas “nuvens”. Era, juntamente com a Moldávia, uma das novidades e outra das canções que estava desejosa por ver o que iria acontecer nas votações e tenho a dizer que fiquei surpreendida pela negativa. É que por mais que a cantora se tivesse esforçado (inseguranças e falhas à parte, claro…), a canção não era uma das favoritas – de facto, estava muito longe disso… – e portanto, à partida, até nem seria um choque muito grande. Todavia, 10º lugar achei demasiado baixo… uns pontinhos da vizinha Rússia teriam feito toda a diferença.

            E mais uma vez, a Ucrânia sofreu com a má música que levou ao JESC. Tal como referi nas humildes previsões que fiz, “qualquer coisa não bate certo entre a voz da artista e o instrumental”. Pois, e o pior é que isso refletiu-se e penso que também tenha contribuído para a escassez de pontos para “Europa”. Resultado: 11ºlugar, 42 pontos.

             A Ex-República Jugoslava da Macedónia foi a nação que se seguiu, e apresentando a sua música em 8ºlugar acabou por conquistar um já esperado último lugar ex-aequo com a já referida, Letónia. No entanto, distingue-se desta por ser uma atuação muito mais cuidada e trabalhada e portanto, penso que merecia melhor classificação. Pela negativa destaca-se também a voz do artista por ter sido, muito provavelmente, prejudicada pelos nervos e pela coreografia ter estado demasiado presente (o que faltou à Letónia, existiu em demasiado na Macedónia), que é algo que muito raramente, é negativo para a actuação.

            No nono lugar do alinhamento da noite, Rachel, a indiscutível favorita dos fãs júnior, representou os Países Baixos com a canção “Ik been in Teenager” e foi a surpresa da noite, precisamente por não ter ganho. Com uma actuação bastante semelhante à que levou na pré-selecção holandesa, couberam-lhe os maiores aplausos da noite e para o seu desagrado ficou-se por um 2ºlugar. Com isto, é necessário apontar que, nos últimos anos, são raros os favoritos que acabam por vencer o JESC e, apesar da notória desilusão da “Teenager” ao apenas verificar que a vitória foi mesmo para as geórgias, há-que colocar em evidência que os Países Baixos e a Bélgica são dos poucos países da Europa mais ocidental que têm alcançado melhores resultados no JESC. Penso que também era de prever um top 3 para os Países Baixos, embora uma vitória fosse demasiado visto que este mesmo país ganhou muito recentemente, em 2009 com Ralf e o seu “Click Clack” (que também de resto não era dos mais favoritos ao pódio).

           Seguindo a favorita, a artista feminina mais madura de todo o JESC, Lídia Zabolotskaya, arrecadou um dos lugares mais justos da noite à Bielorrússia: 3ºlugar. Foi uma das melhores actuações da noite em termos globais que, embora não se possa considerar uma canção vencedora, é sempre tida como uma das que alcança um lugar de topo. E é também de referir que é sempre um prazer verificar que os pontos dos vizinhos são atribuídos de forma justa.


            Já a Suécia representada por Erik e “Faller” foi uma das que mais desapontou. Tal como previ, a apresentação em palco que foi utilizada nos ensaios manteve-se, obviamente, para a noite final e isso só desfavoreceu a canção, que pedia mais espetáculo e não uma banda com coros. A voz do artista também não foi a melhor e, portanto, a música schlager, tão típica e comum do Melodifestivalen, mais uma vez, não resultou num artista mais velho. Assim sendo, os suecos lá tiverem de se contentar com 57 pontos equivalentes a um 9ºlugar do primeiro rapaz que representou a Suécia no JESC.

            E a penúltima actuação da noite foi-nos trazida pelas imprevisíveis vencedoras, as CANDY da Geórgia. E digo imprevisíveis porque aparentemente eram dos grupos mais odiados (e acreditem que é a palavra mais indicada para o descrever) da Eurovisão Júnior 2011. Todavia, com a hegemonia completa do Médio Oriente sobre ESC e JESC, a Geórgia arrecada uma vitória limpa e bem merecida. E porquê? Bom, eu assisti pela Internet e tenho a dizer que fiquei surpreendida pelo profissionalismo e espetáculo que as raparigas nos deram. Claro que existiam músicas bastante melhores, mas elas foram as que se mais destacaram, sem qualquer sombra de dúvidas, e isto só prova que as canções mais “estranhas”, aliadas a fantásticas vozes, conseguem sempre um fantástico resultado.

            A encerrar o desfile de actuações dos mais pequenos, a amorosa Femke trouxe-nos uma doce atuação belga. A música de nome “Eeen Kusje Meer” alcançou um 7ºlugar que podia ter sido mais alto, muito sinceramente, e tenho muita pena que este país ainda não tenha ganho um JESC… é que há três anos que nos apresenta músicas favoritas que ainda não foram além de um 4ºlugar. Contudo, é de colocar em evidência os espetáculos que a Bélgica tem dado e que se têm reflectido nos pontos dos países mais poderosos no grupo Eurovisão.

            Em suma, posso afirmar que, comparativamente aos outros anos, tivemos um JESC bastante adulto e que os mais pequenos conseguem, muitas vezes superar os mais velhos no que toca a profissionalismo e empenho. Destaco as atuações da Rússia bem como da Moldávia, Arménia, Bielorrússia e Geórgia, para os interessados e acrescento que o JESC está a evoluir de ano para ano. Eu, que me assumo como uma super-fã eurovisiva, e nunca estive tão entusiasmada com uma Eurovisão Júnior desde a nossa primeira participação, soube que esta muito infelizmente passa ao lado dos que se afirmam mais acérrimos apoiantes do festival e, por isso, apelo veementemente a que dêem uma vista de olhos por atuações do mesmo. É que, no fundo, são estes o futuro do festival. 

A responsabilidade dos direitos de autor é do autor da crónica, Rita Pereira

Fonte: Rita Pereira/Imagens: Google/Vídeos: Youtube

P.S.: Quinta-feira será o último dia de publicação desta iniciativa. Rita Pereira, a mesma autora desta crónica, irá terminar o "Espaço Fã" com uma entrevista!




ESPAÇO FÃ - Crónica de Gonçalo Silva!

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        O "Espaço Fã" continua e já com a décima quarta publicação! Desta vez o fã Gonçalo Silva quis comentar a 9ª edição do JESC!

 CRÓNICA: 9ª edição do JESC!

      A 9ª edição do JESC realizou-se em Yerevan, a capital da Arménia.
   Não é obrigatório no JESC o país vencedor seja o organizador, para não aumentar a pressão sobre os júniores; mas este ano foi assim, por opção própria da televisão da Arménia.
  Sobre esta edição do JESC temos muito que dizer, quer seja bom ou mau - desde as músicas, passando pelo cenário e ainda pelos apresentadores! Mas vamos começar com o que houve de bom:
  Como abertura os organizadores do JESC optaram por um bom grupo de meninas a dançar sapateado! Foi uma actuação bem estruturada com um ritmo mexido.
  Sobre o cenário em si tenho muito que criticar porque houve pouca "luminosidade" (se ao menos os arcos laterais do palco fossem constituídos com placas LED era melhor, mas o orçamento poderia não ser o melhor). Só a montagem de ecrãs, na forma do logótipo do concurso, foi bom (mas não o suficiente). Se compararmos uma imagem do palco do JESC em 2010 na Bielorrússia com o deste ano, reparamos melhor:
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    As músicas deste ano foram uma revelação. Vou mencionar, por exemplo, a Bélgica que levou uma menina chamada Femke e a sua canção "Een Kusje Meer", muito boa que poderia ter ficado melhor a nível classificatório. O vestuário relembra os anos 80/90 com tecidos às bolinhas, saias e lenços na cabeça.
   Agora a Suécia teve um rapaz de 14 anos cm a música "Faller" (cair de amor por uma rapariga). Erik Raap conquistou as fãs por completo! Mostrou um visual moderno e atraente. Muitas pessoas reclamaram, dizendo que ele deveria ter ficado melhor classificado.

    Sobre os apresentadores não existe muito para dizer, mas achei interessante um momento no qual se deu para notar que o apresentador Gohar Gasparyan se atrapalhou um bocadinho por ficar sem receber ordens do ajudante por áudio e desculpou-se, dizendo que estava nervoso e começou a tremer para Avet Barseghyan e pedindo ao público para fazer um pouquinho de barulho. Outro momento foi quando, de novo, o apresentador estava a apresentar a WorldVision e repetiu-se duas vezes.
A responsabilidade dos direitos de autor é do autor da crónica, Gonçalo Silva 

Fonte: Gonçalo Silva/Imagens: Google/Vídeos: Youtube


Espaço Fã - Última semana!

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      Depois de quase 2 meses cheios de publicações, de entrevistas, de partilhas musicais, de poemas e de crónicas, o Espaço Fã terminará na quinta-feira. Já na próxima terça-feira pode contar com duas crónicas sobre o JESC2011 (de Gonçalo Silva e de Rita Pereira) e na quinta-feira acabamos em grande com uma entrevista a Rita Pereira! Não pode perder!



ESPAÇO FÃ - ENTREVISTA A GUILHERME SOARES!

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        O "Espaço Fã" continua e já com a décima terceira publicação! A moda das entrevistas prossegue e, desta vez, o fã entrevistado foi Guilherme Soares, que nos faz recordar todas as memórias antigas do Festival! 
Crónicas de Eurofestivais: “Qual a tua primeira recordação da Eurovisão?”
Guilherme Soares: "A minha primeira memória eurovisiva foi quando a Dana International ganhou em 1998, uma vitória mais que merecida com uma canção que marcou a Eurovisão. Mas nessa altura não ligava muito ao evento, comecei a dar mais atenção em 2005 com a vitória da Helena Paparizou."
CE: “Qual é, para ti, a atuação mais explosiva de sempre da Eurovisão?”
GS: "Há que saber separar as coisas: existem canções que marcaram a Eurovisão e existem atuações que marcaram também o mesmo. Das actuações mais recentes tenho de salientar as participações da Ucrânia: a começar com a poderosa Ani Lorak, que arrebatou todos os que a viam, a seguir com a excêntrica Svetlana Loboda que, apesar de não simpatizar com a música, admito que fez um ótimo trabalho em palco e a acabar na Mika Newton que, com os desenhos feitos em areia, trouxe mais criatividade para o evento."
CE: “Se te fosse possível, que mudarias no mundo eurovisivo?”
GS: "Traria de volta a orquestra, que acho que dava um ar mais sofisticado ao certame, acabava com o voto de nacionalidades e obrigava a cada país a cantar na sua língua nativa."
CE: “Que cantor, nacional ou internacional, gostarias de ver nos palcos eurovisivos?”  
GS: "Sinceramente não tenho nenhum em especial. Além de ouvir música eurovisiva, também tenho os meus cantores preferidos fora da Eurovisão e, sinceramente, acho que nenhum se enquadrava no certame por serem demasiado irreverentes."
CE: “Qual a música eurovisiva que levas sempre contigo no teu leitor de mp4?” 
GS: "De certeza que “Senhora do Mar (Negras Águas)” de Vânia Fernandes e “O Meu Coração Não Tem Cor” de Lúcia Moniz. Em relação a músicas estrangeiras, tenho muito apreço pelo “Popular” de Eric Saade, “Waterloo” dos ABBA, “My Number One” de Helena Paparizou, “Shady Lady” de Ani Lorak e “Non Ho L’età” de Gigliola Cinquetti."
CE: “Se tivesses de escolher o pior momento da Eurovisão, qual seria e porquê?” 
GS: "Apesar de ter adorado a música da Dana International, penso que foi a partir daí que a música “plástica” começou a ter relevo no certame, o que é uma autêntica pena."
CE: “Acreditas numa futura vitória portuguesa?”
GS: "Não. A RTP não quer ganhar e já levou músicas que podiam ter levado a vitória. Se depois de tantos anos nunca quis, seria agora? Claro que não!"
CE: “Qual para ti o melhor momento da Eurovisão?”
GS: "Sinceramente todos os anos trazem-nos momentos brilhantes e, em todos eles, as votações são importante. É super viciante ver a votação de cada país."
CE: “Para ti qual foi a melhor atuação portuguesa, até ao momento?” 
GS: "A melhor canção foi, sem dúvida, a da Lúcia Moniz, da Simone de Oliveira (as duas) e da Dulce Pontes, mas a melhor actuação portuguesa foi mesma a da Vânia Fernandes. Nunca pensei que ficasse perplexo a ver uma atuação portuguesa, mas o que é certo é que aconteceu. Tudo havia ali: paixão, mistério, uma voz arrepiadora, um coro fenomenal, um instrumental magnífico…"
CE: “Apesar da Eurovisão nos dar desilusões a nível de resultados e de organização, o que te faz continuar a gostar da mesma?”
GS: "Quem “corre por gosto não cansa” e a Eurovisão não é só feita dessas desilusões. A Eurovisão é a partilha de diversidade cultural, é a partilha de opiniões, é a partilha de um espetáculo brilhante. 

CE: “Acreditas que o modelo de seleção nacional português deverá continuar como Festival da Canção ou seleção interna da RTP?” 
GS: "Acho que o modelo do Festival da Canção é o mais indicado. Em relação a este ano, estou muito satisfeito, pois procura-se a melhor voz, evita-se as barbaridades musicais e, acima de tudo, é aberta uma porta aos jovens talentos para trabalharem com profissionais do ramo musical."
CE: “Para ti qual o melhor ano eurovisivo de sempre? Explica o porquê.” 
GS: "Sem dúvida o de 2008, nunca vi tanta música boa junta! Atuações divinas, poderosas vozes, artistas super competentes, músicas cheias de qualidade…"
CE: “Para ti, qual foi o momento mais exagerado de toda a história do Festival da Eurovisão da Canção?” 
GS: "Sinceramente o ano de 2006 é todo um misto de exagero. Começa-se na vitória dos Lordi e acaba-se com as reações de Silvía Night, antes e depois, de saber os resultados das votações. Até mesmo as NonStop que, a mim, chocaram! De certa forma isto também marcou, e bastante, o festival."

CE: “Das canções e letras apresentadas em todos os festivais da Eurovisão, qual foi a que te tocou mais no coração e te emocionou?” 
GS: "A canção “Nocturne” dos Secret Garden diz-me muito. E das letras recentes apostava na Yohanna - "Is It True" e no Paradise Oskar - "Da Da Dam."

CE: “Que género musical deveria ser escolhido para representar as cores portuguesas no Festival da Eurovisão da Canção? Explica o porquê.” 
GS: "Sinceramente, não sei. Gostaria que levássemos uma música com um estilo europop, algo que nunca levámos seriamente. Mas, neste momento, o fado seria o mais indicado, pois até foi considerado Património Imaterial da Humanidade!"

CE: “Qual o melhor vencedor de sempre da Eurovisão?” 
GS: "Sem dúvida, e sem pensar duas vezes, “Non Ho L’éta” de Gigliola Cinquetti. Amo esta música, teve uma atuação excelente e uma cantora mais que maravilhosa!"

CE: “Serias a favor do regresso da orquestra aos eventos eurovisivos?” 
GS: "Como já disse, sou a favor sim. Acho que traz mesmo um “ar” mais sofisticado ao certame."

CE: “Na Eurovisão 2011, a quem atribuirias 12 pontos e 0 pontos? Explica o porquê.” 

GS: "Tenho 12 pontos para atribuir a duas canções: “Popular” de Eric Saade, era o meu sonho se alguma vez Portugal conseguisse levar uma música assim à Eurovisão com uma atuação super moderna, e “Sognu” de Amaury Vassili, o justo vencedor de 2011. 0 pontos de certeza para a música da Moldávia, que é de “fugir à faca”!"

CE: “Concordarias com a expansão deste evento para um nível mundial, com a inclusão de países como Estados Unidos da América?” 

GS: "Claro que não, a Eurovisão é um certamente puramente europeu e é isso que dá graça. Além disso acho piada ver a Europa toda junta num programa musical. Não estou a ver os Estados Unidos da América a aliarem-se à Europa nestas ocasiões."


CE: “Se pudesses “apagar" uma participação portuguesa, qual seria?” 
GS: "As Non Stop e os Homens da Luta, totalmente."

Fonte: Guilherme Soares/ Imagens: Google


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