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Apreciações Musicais - ESC 2019: Resultados

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Ao longo das últimas semanas, a nossa equipa (Andreia Valente, Catarina Gouveia, Daniel Fidalgo, Jessica Mendes, João Vermelho, Neuza Ferreira, Pedro Anselmo, Pedro Lopes e Tiago Lopes) comentou as músicas do Festival Eurovisão da Canção 2019 em 6 categorias: Instrumental, Voz, Letra, Eurovisão minha, que futuro se avizinha, Esta música numa só expressão e Pontuação final.

À semelhança do ano passado decidimos introduzir a sua votação para calcular o resultado final. Seguindo o modelo do Festival Eurovisão da Canção, a equipa CE e os leitores tiveram um peso de 50% cada um nos resultados finais desta rubrica. No caso de empate, o nosso voto foi decisivo.

No ano passado a Estónia foi a grande vencedora da votação final onde o CE e os leitores não foram unânimes. Este ano aconteceu exatamente o mesmo mas nenhum dos vencedores acabou por ganhar a votação final. Pode ver o vídeo final de seguida e consultar os resultados detalhados.

Veja os resultados aqui:




Assim sendo o grande vencedor da rubrica "Apreciações Musicais - ESC 2019" é...:

MAHMOOD  - "SOLDI"

Mahmood com o tema "Soldi" conseguiu vencer apesar de não ter ganhado nenhuma das votações: ficou nos segundos lugares de ambas. Pode ver os resultados completos ao pormenor AQUI.


Se quiser ler alguma apreciação, veja aqui:

 Bielorrússia - aqui 
Chipre - aqui 
Eslovénia - aqui 
Finlândia - aqui 
 Hungria - aqui 
Montenegro - aqui 
Polónia - aqui 
 República Checa - aqui 
Sérvia - aqui 
Austrália - aqui 
Bélgica - aqui 
Estónia - aqui 
Geórgia - aqui 
Grécia - aqui
Islândia - aqui
Portugal - aqui
São Marino - aqui
 Arménia - aqui
 Áustria - aqui
Dinamarca - aqui
Irlanda - aqui
Letónia  - aqui
 Moldávia - aqui
Roménia - aqui
Suécia - aqui
Suíça - aqui
 Albânia - aqui
Azerbaijão - aqui
Croácia - aqui
Holanda - aqui
Lituânia - aqui
Macedónia - aqui
Malta - aqui
Noruega - aqui
Rússia - aqui
Alemanha - aqui
Espanha - aqui
França - aqui
Israel - aqui
Itália - aqui
Reino Unido - aqui

Apreciações Musicais - ESC 2019: Reino Unido

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Michael Rice - "Bigger Than Us"



Andreia Valente: Uma canção muito britânica. Podia ser o primeiro single do vencedor do The Voice UK. Acho que “Bigger Than Us” tem o potencial para se distinguir dos outros países por soar a algo que a Europa consome no seu dia-a-dia. 

Catarina Gouveia:  Os anos passam, e eu continuo sem entender como é que um país tão rico musicalmente como o Reino Unido só apresenta canções cheias de nada. 

Daniel Fidalgo: Mais do mesmo. Zero criatividade e zero impacto. 

Jessica Mendes: Nunca pensei dizer isto do Reino Unido mas… não sendo uma canção genial, é bastante boa. Gosto de como o espaço entre o primeiro e o segundo refrão é mínimo para não perdermos o clima. É uma canção que não cansa.

João Vermelho: O instrumental é bem ao estilo das canções comerciais britânicas que costumam passar nas rádios, fica no ouvido, mas nada mais que isso. 

Neuza Ferreira: Esta música é ideal para tirar uma soneca. Até no refrão tem uns toques de embalar. Perfeito.

Pedro Anselmo: Uma música catchy, radiofónica, acessível a todos. O Reino Unido, com a sua indústria musical, poderia fazer melhor.

Pedro Lopes: Gosto (bastante, até) do instrumental, sobretudo da sua construção até ao final. É mais uma balada com bastante power, que joga com os meus instrumentos musicais favoritos, numa construção quase apoteótica, lá para o final. Percebe-se porque é que gosto.

Tiago Lopes: A Suécia a trazer algo que é hábito ouvirmos no Melodifestivalen. Ah, Reino Unido. Então parece um instrumental feito para a final de um programa de talentos. Não é nada de novo, mas é uma balada poderosa, a que faltava na edição do ESC deste ano.


Andreia Valente: Conseguem ouvir o júri a babar-se? O Michael Rice tem uma voz fenomenal! Ao nível dos melhores vocalistas no Top 100 da Billboard.

Catarina Gouveia:  O Michael tem uma voz e presença bastante likeable, o que é, de facto, o ponto mais forte desta proposta.

Daniel Fidalgo: O melhor desta proposta é mesmo a voz de Michael. 

Jessica Mendes: Michael Rice tem uma excelente voz mas precisa de limar algumas arestas e convém estar junto ao microfone e não esquecer-se que ele existe como na final nacional.

João Vermelho: Michael Rice tem das melhores vozes deste ano, a facilidade como chega em notas altas é incrível, é bem capaz de ser o melhor intérprete que o Reino Unido enviou nos últimos anos.

Neuza Ferreira: Coitado. Ele bem se esforça, mas não chega lá. Até tem uma voz tolerável, mas está tão mal aproveitada neste tema.

Pedro Anselmo: Boa voz, não é das melhores mas é competente.

Pedro Lopes: Michael apresenta também uma das melhores vozes desta edição da Eurovisão. Fator chave para algum sucesso. Um cantor mais que competente, que vai encantar o júri com o seu poder vocal, mas poderá ser considerado too much para um voto do público.

Tiago Lopes: O melhor de toda a proposta. Michael vai ter um momento impactante no palco da Eurovisão, a sua voz vai ser uma mais valia neste tema e vai prender os telespectadores.


Andreia Valente: A palavra “bigger” é cantada 52 vezes em 3 minutos. 

Catarina Gouveia:  Coisa mais básica, como é possível?

Daniel Fidalgo: Sinto que as letras que vêm deste país são sempre chatas e nada surpreendentes, o que não faz sentido, sendo o Inglês a língua materna. 

Jessica Mendes: Como sempre o país onde a língua inglesa é nativa apresenta-nos uma letra num inglês básico sobre o amor ser maior que todos nós. Já todos ouvimos isso, next.

João Vermelho: Talvez seja das letras mais clichês desta edição, porém é provável que seja a canção com a letra mais viciante e cantável deste ano.

Neuza Ferreira: Meh. Muito simples e banaleca. Não consigo gostar.

Pedro Anselmo: Repetitiva até mais não…

Pedro Lopes: O que é que será que é maior que tudo, alguma vez já visto?? Bem, não entremos por esses caminhos arriscados!

Tiago Lopes: Este amor é maior que nós. Uma declaração de amor, mais um momento romântico. Nada de relevante a apontar nesta proposta.


Andreia Valente: Gostava de ver o Reino Unido no top 10. 

Catarina Gouveia: Não acredito que escape do bottom 10.

Daniel Fidalgo: Acho que é capaz de fugir ao bottom 5. 

Jessica Mendes: Por uma vez na vida o Reino Unido vai fugir (ou pelo menos merece fugir) aos últimos lugares da tabela.

João Vermelho: Acho que ficará de fora do bottom 5, mas não acredito que lute por um top 15.

Neuza Ferreira: Últimos lugares.

Pedro Anselmo: Últimos 6 da final.

Pedro Lopes: Top 15 (por causa do televoto né).

Tiago Lopes: Talvez um bocadinho melhor que o ano passado.


Andreia Valente: 10 pontos.

Catarina Gouveia: 3 pontos.

Daniel Fidalgo: 6 pontos.

Jessica Mendes: 7 pontos.

João Vermelho: 6 pontos.

Neuza Ferreira: 3 pontos.

Pedro Anselmo: 5 pontos.

Pedro Lopes: 7 pontos.

Tiago Lopes: 7 pontos.

Total: 54 pontos



Andreia Valente: Eurovisão? Isto agora é a Competição de Canções com Estalinhos! 

Catarina Gouveia:  O John Lundvik não foi estúpido ao despachar esta cançãozeca para o Reino Unido. Menos competição.

Daniel Fidalgo: O Reino Unido devia repensar o seu estado na Eurovisão… ou então aproveitar o Brexit e abandonar o concurso.

Jessica Mendes: Ideia de jogo muita gira: reunir um grupo de amigos e contar quantas vezes é dita a palavra bigger nesta música. Ninguém vai chegar ao mesmo resultado.

João Vermelho: Visto que tenho um metro e meio, qualquer coisa é maior que eu, não estou a entender onde ele quer chegar com isso… 

Neuza Ferreira: É este tipo de coisas que me faz pensar o porque de existirem os big 5.

Pedro Anselmo: Ouvimos bigger por 53 vezes em 3 minutos. Deve ser recorde!

Pedro Lopes: O amor do Reino Unido é tão, tão grande! Nem parece que fecharam a porta à UE…

Tiago Lopes: Isto é a Eurovisão. Intercâmbio de músicas, artistas, votos.


1.º Holanda - 96 pontos; 2.º Itália - 95 pontos; 3.º Portugal - 90 pontos; 4.º Rússia - 81 pontos; 5.º Suécia  - 78 pontos; 6.º Noruega - 76 pontos; 7.º Chipre - 74 pontos; 8.º Hungria - 73 pontos; 9.º Eslovénia - 70 pontos; 10.º Malta - 69 pontos; 11.º Albânia - 67 pontos; 12.º Grécia - 67 pontos; 13.º Arménia - 66 pontos; 14.º Bélgica - 65 pontos; 15.º Suíça - 64 pontos; 16.º Islândia - 61 pontos; 17.º Espanha - 57 pontos; 18.º São Marino - 57 pontos; 19.º Macedónia - 57 pontos; 20.º Roménia - 57 pontos; 21.º Azerbaijão - 55 pontos; 22.º Reino Unido - 54 pontos;  23.º Áustria - 53 pontos; 24.º Estónia - 51 pontos; 25.º Letónia - 49 pontos; 26.º Austrália - 48 pontos; 27.º Sérvia - 48 pontos; 28.º Irlanda - 46 pontos; 29.º França - 45 pontos; 30.º Israel - 44 pontos; 31.º República Checa - 43 pontos; 32.º Dinamarca - 43 pontos; 33.º Alemanha - 43 pontos; 34.º Bielorrússia - 42 pontos; 35.º Polónia - 39 pontos; 36.º Finlândia - 39 pontos; 37.º Lituânia - 30 pontos; 38.º Croácia - 22 pontos;  39.º Moldávia - 22 pontos; 40.º Montenegro - 19 pontos; 41.º Geórgia - 12 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2019: Itália

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Mahmood - "Soldi"



Andreia Valente: A Itália nunca peca no instrumental, mas “Soldi” está a um nível acima de todas as outras canções italianas desta década. “Soldi” é especial. A produção é hipnotizante. A batida é excelente. As palmas são um toque mágico. Uma das minhas canções eurovisivas favoritas de sempre. 

Catarina Gouveia:  A melhor canção da Itália no seu historial de participações na Eurovisão. "Soldi" é tão única, tão apaixonante. É moderna, mas não a consigo comparar com nada que se ouça atualmente. Simplesmente incrível.

Daniel Fidalgo: A produção de “Soldi” é urbana e ao mesmo tempo feita bem ao estilo italiano. É um instrumental cheio de elementos interessantes, desde os eletrónicos aos folclóricos. Uma canção que eu nunca pensei que fosse capaz de vencer o tradicional Sanremo. O mais interessante em “Soldi” é o modo como se alterna entre momentos menos melódicos para momentos mais musicais. 

Jessica Mendes: Odiei “Soldi” na primeira vez que ouvi a música. Claro que o facto de a ter ouvido depois de 4 horas de Sanremo é capaz de ter contribuído para isso. Com o passar dos dias deixei de odiar mas não consigo gostar apesar de lhe reconhecer qualidade. Uma coisa é certa: a Itália continua, ano após anos, a enviar músicas diversas e todas de imensa qualidade. Mais nenhum país faz isto.

João Vermelho: O instrumental é bastante moderno e apelativo, um dos instrumentais mais bem conseguidos deste ano. Aquelas palmas deram o toque perfeito a esta canção. 

Neuza Ferreira: É genial. Está extremamente bem composto e estruturado. Tem ritmos bastantes diversos, cativantes e que ficam no ouvido. Na primeira audição estranhei e não gostei muito, mas a verdade é que foi conquistando aos poucos.

Pedro Anselmo: Itália apresenta-nos uma sonoridade completamente diferente das restantes canções do festival, com algumas influências árabes. 

Pedro Lopes: Uma das melhores músicas desta edição da Eurovisão. Claramente, há italianos que sabem o que fazem… Aprecio a sua construção, os seus câmbios, a batida contagiante.

Tiago Lopes: Itália… Alguma vez mandou alguma música que fosse impossível não ouvir ou gostar? Contemporâneo e eficaz. Pena ser apenas 3 minutos. 


Andreia Valente: O Mahmood tem uma voz imensamente especial. Soa muito italiano (mais do que os outros italianos dos outros anos). Não só pela voz, mas também pela atitude e pela genuinidade, o Mahmood destaca-se dos demais. 

Catarina Gouveia:  Não sei se é da língua, mas a verdade é que os intérpretes italianos têm sempre qualquer coisa na voz que os destaca. Para além disso, é cheio de pinta e lindo de morrer.

Daniel Fidalgo: Excelente voz! Mahmood canta em vários registos durante a sua canção e simplesmente não falha. 

Jessica Mendes: Mahmood tem uma voz única (tal como todos os representantes italianos no ESC). Não adoro e acho-o longe de ser um cantor seguro mas a verdade é que marca. Vamos tirar um momento para apreciar o facto de ele ter participado no Sanremo Giovani 2016 onde também participaram Francesco Gabbani e Ermal Meta. Os próximos representantes italianos podem muito bem ser os restantes participantes.

João Vermelho: Mahmood tem uma excelente voz e um timbre bastante carismático que certamente se destacará dos restantes.

Neuza Ferreira: O Mahmood tem uma voz muito característica, que facilmente se destaca das restantes, como geralmente é hábito nos italianos. É super adequada à letra e creio que não há aspetos negativos a apontar no que toca a qualidade ao vivo.

Pedro Anselmo: Uma voz mais nasalada e agradável de ouvir.

Pedro Lopes: Gosto muito do timbre do Mahmood, mas ao vivo… Tenho de falar sobre isto! Acho que o Mahmood é um cantor muito bom e competente. Contudo, e por ter um timbre tão característico, ou por a música assim o exigir, também acho que, nas suas atuações do Sanremo, houve partes em que o cantor me soava ligeiramente desafinado. Espero que isso esteja mais que resolvido. Por que de resto, nada a apontar!

Tiago Lopes: Mahmood tem uma voz bastante peculiar, que aliado à língua italiana torna-se em algo único. 


Andreia Valente: Letra magnífica. Um exemplo de storytelling bem feito. Fico com o coração partido a ler a letra. 

Catarina Gouveia:  Tão genial quanto arrebatadora. É assim que se escreve uma canção.

Daniel Fidalgo: Se é letra italiana é com certeza uma excelente letra. Uma canção que fala sobre as vivências de alguém que vive nos subúrbios. 

Jessica Mendes: Há poucos países capazes de produzir letras tão boas como a Itália. “Soldi” é mais um excelente exemplo de como se podem fazer músicas fugindo a temas e frases cliché. Desde a primeira vez que ouvi a música que a frase “è difficile stare al mondo, quando perdi l’orgoglio” me ficou na cabeça. 

João Vermelho: Talvez a letra mais bem apelativa deste ano, tem uma mensagem importante, e o refrão fica na cabeça, por vezes pode ser um pouco repetitivo demais, mas não é algo que me incomode. 

Neuza Ferreira: Esta letra, para mim faz todo o sentido. Tal como o instrumental, também é uma letra de génio.

Pedro Anselmo: Uma letra bastante profunda, que vai para além do dinheiro, como o título indica, mas fala da relação quase inexistente com o pai e da falta de presença deste na sua infância.

Pedro Lopes: Grande, grande chamada de atenção na maravilhosa língua que é o italiano. E porque o mundo ou a vida familiar nem sempre pode ser um conto de fadas, a Itália toca o dedo na ferida de muitos para lhes mostrar como é que se enfrenta!

Tiago Lopes: Juntamente com o instrumental, o que dizer da letra? Infelizmente muita gente não vai perceber esta magnífica letra que retrata uma história de família. 


Andreia Valente: Top 5 seguro. 

Catarina Gouveia: Top 10.

Daniel Fidalgo: Top 10 material, mas não vejo Itália a ganhar… nem a RAI.

Jessica Mendes: Acho difícil a Itália safar-se no júri (porque o júri odeia a Itália) e vejo este “Soldi” a ser uma espécie de “Occidentali’s Karma” no público. Não prevejo um top 5.

João Vermelho: Prevejo um top 5 para a Itália. 

Neuza Ferreira: Top 10.

Pedro Anselmo: Top 10.

Pedro Lopes: Top 10.

Tiago Lopes: Top 2, tem de ser.


Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 12 pontos.

Daniel Fidalgo: 10 pontos.

Jessica Mendes: 7 pontos.

João Vermelho: 12 pontos.

Neuza Ferreira: 8 pontos.

Pedro Anselmo: 10 pontos.

Pedro Lopes: 12 pontos.

Tiago Lopes: 12 pontos.

Total: 95 pontos


Andreia Valente: ROMA 2020. 

Catarina Gouveia:  Prémio para melhor lábio do ano.

Daniel Fidalgo: Com uma carinha marota como esta, Mahmood não terá grandes problemas a fazer $oldi…

Jessica Mendes: “Volevi solo soldi, soldi” – a minha vida descrita numa frase!

João Vermelho: A canção das palmas.

Neuza Ferreira: Dinheiro. Aquela coisa estranha que eu quero e não tenho.

Pedro Anselmo: *clap clap*

Pedro Lopes: Não sabia, mas basta ouvir esta música em loop que o SOLDI da nossa conta bancária aumenta. Já experimentaram?

Tiago Lopes: Já alguém dizia: “Bitch better have my money”. 


1.º Holanda - 96 pontos; 2.º Itália - 95 pontos; 3.º Portugal - 90 pontos; 4.º Rússia - 81 pontos; 5.º Suécia  - 78 pontos; 6.º Noruega - 76 pontos; 7.º Chipre - 74 pontos; 8.º Hungria - 73 pontos; 9.º Eslovénia - 70 pontos; 10.º Malta - 69 pontos; 11.º Albânia - 67 pontos; 12.º Grécia - 67 pontos; 13.º Arménia - 66 pontos; 14.º Bélgica - 65 pontos; 15.º Suíça - 64 pontos; 16.º Islândia - 61 pontos; 17.º Espanha - 57 pontos; 18.º São Marino - 57 pontos; 19.º Macedónia - 57 pontos; 20.º Roménia - 57 pontos; 21.º Azerbaijão - 55 pontos; 22.º Áustria - 53 pontos; 23.º Estónia - 51 pontos; 24.º Letónia - 49 pontos; 25.º Austrália - 48 pontos; 26.º Sérvia - 48 pontos; 27.º Irlanda - 46 pontos; 28.º França - 45 pontos; 29.º Israel - 44 pontos; 30.º República Checa - 43 pontos; 31.º Dinamarca - 43 pontos; 32.º Alemanha - 43 pontos; 33.º Bielorrússia - 42 pontos; 34.º Polónia - 39 pontos; 35.º Finlândia - 39 pontos; 36.º Lituânia - 30 pontos; 37.º Croácia - 22 pontos;  38.º Moldávia - 22 pontos; 39.º Montenegro - 19 pontos; 40.º Geórgia - 12 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2019: Israel

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Kobi Marimi - "Home"



Andreia Valente: Não sou grande fã do Josh Groban. 

Catarina Gouveia:  

Daniel Fidalgo: Uma canção que segue os cânones de uma balada clássica. Engana-se quem acha a produção de “Home” datada. A canção seria atual em qualquer altura e é isso que a torna atemporal. Fico feliz por ainda haver canções assim na Eurovisão.

Jessica Mendes: Desinteressante até mais não. Não há nada que o faça destacar das outras 3254 baladas do género que já passaram pelo palco eurovisivo. Quando é introduzida a bateria numa tentativa de elevar a coisa, conseguem estragar tudo ainda mais.

João Vermelho: O instrumental não é de todo a oferta mais original ou moderna, porém acho que se assenta muito bem nesta canção e neste registo.

Neuza Ferreira: Claramente um instrumental enfadonho e que dá sono. Parece até coisa de funeral. É muito fraco para a voz do intérprete.

Pedro Anselmo: Uma balada emocional e clássica. Transporta-nos para outros mundos, faz-nos olhar para o nosso passado e para o nosso futuro. Não é a minha favorita deste ano mas é melhor que a que ganhou no ano passado.

Pedro Lopes: Talvez a parte mais bonita da proposta, o que não impede que esteja aí a roçar no básico. Não é uma música má, mas não causa impacto suficiente…

Tiago Lopes: Uma melodia baseada quase num único instrumento, fazendo com que as vozes sejam o tema central desta proposta. Será bom para acalmar o ritmo.


Andreia Valente: Não gosto. Não tiro o mérito do Kobi Marimi, mas não estou impressionada. Acho que o falsete é fraco e a voz de peito parece forçada. 

Catarina Gouveia:  Kobi tem um ar sofrido quando canta, de cachorro mal morto mesmo. É demasiado forçado e não me convence minimamente. 

Daniel Fidalgo: What a voice… é uma das minhas favoritas deste ano.

Jessica Mendes: Quem me conhece sabe que sou apaixonada por uma boa voz masculina com um tom grave. Sucede que nem sou fã deste timbre nem ele está a cantar no tom que mais faça destacar os seus graves. 

João Vermelho: Kobi tem uma voz extremamente bonita e com um grande poder vocal que me faz arrepiar.

Neuza Ferreira: A única coisa boa nesta proposta. No meio de um instrumental fraco e de uma letra tenebrosa, a voz do Kobi é o que dá alento.

Pedro Anselmo: Uma voz excelente, muito poderosa!

Pedro Lopes: A voz do Kobi é estranha, ou então a forma como ele coloca a sua própria voz quando interpreta o tema… não sei, é tudo bastante esquisito. Eu acho que ele é bom cantor, com capacidade. Mas aquela colocação vocal, algo está muito errado!

Tiago Lopes: Kobi tem certamente, uma das melhores vozes nesta competição. Vencedor de uma competição de talentos, só podemos esperar uma grande interpretação do representante da casa.


Andreia Valente: Eu percebo o que os compositores acham que “I am someone” diz, mas eu diria para não ancorarem a canção numa frase tão genérica. 

Catarina Gouveia:  Tal como tudo nesta canção, esta letra não me convence minimamente. 

Daniel Fidalgo: Uma letra que parece dar as boas vindas a todos os países que chegam ao país anfitrião. “Home” possui uma letra maravilhosa!

Jessica Mendes: Notem que ele só é alguém quando sente o sol na pele. No inverno não é ninguém?

João Vermelho: Eu adoro a letra, porém a certa altura torna-se um pouco repetitiva e claro preferia que a canção fosse cantada em hebraico.

Neuza Ferreira: “I’m done. I’m coming home”? Parece as criancinhas aborrecidas. Simplesmente não consigo gostar de nada nesta letra.

Pedro Anselmo: Esta letra é como se fosse uma reflexão pessoal e a conclusão de que apesar das dificuldades com que se deparou desde sempre, conseguiu alcançar os seus objetivos.

Pedro Lopes: Já falei em cliché hoje? Parece imenso que se tornou a minha palavra favorita.

Tiago Lopes: Tirando as demasiadas repetições de certos versos, somos brindados com mais uma boa letra sobre o amor próprio. Nunca será demais demonstrar quem e o que somos.


Andreia Valente: Bottom 5.

Catarina Gouveia: Últimos lugares.

Daniel Fidalgo: Vai ficar melhor do que aquilo que se espera.

Jessica Mendes: Bottom 3.

João Vermelho: Não acredito que fique no top 10, mas poderá lutar por um top 15, eu acho.

Neuza Ferreira: Últimos lugares.

Pedro Anselmo: Não vai ter o melhor dos resultados como qualquer país anfitrião. Poderá chegar ao top 20.

Pedro Lopes: Bottom 5.

Tiago Lopes: Lado direito da tabela.


Andreia Valente: 2 pontos.

Catarina Gouveia: 2 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Jessica Mendes: 3 pontos.

João Vermelho: 8 pontos.

Neuza Ferreira: 3 pontos.

Pedro Anselmo: 7 pontos.

Pedro Lopes: 4 pontos.

Tiago Lopes: 5 pontos.

Total: 44 pontos


Andreia Valente: Ainda bem que não vamos para Israel uma segunda vez! 

Catarina Gouveia:  Portugal começou a trend do anfitrião nos últimos lugares, e Israel quer dar continuidade.

Daniel Fidalgo: Das melhores baladas do ano.

Jessica Mendes: Vamos ter o país anfitrião dois anos seguidos no último lugar da final? Maravilha.

João Vermelho: Em casa também eu sou alguém, pelo menos para os meus pais.

Neuza Ferreira: Finalmente uma música digna de pausa para wc.

Pedro Anselmo: Agora sim, Israel merecia um bom resultado.

Pedro Lopes: “Portugal 2.0”, se é que me entendem!

Tiago Lopes: Para cada momento “Toy”, há um momento “Home”.


1.º Holanda - 96 pontos; 2.º Portugal - 90 pontos; 3.º Rússia - 81 pontos; 4.º Suécia  - 78 pontos; 5.º Noruega - 76 pontos; 6.º Chipre - 74 pontos; 7.º Hungria - 73 pontos; 8.º Eslovénia - 70 pontos; 9.º Malta - 69 pontos; 10.º Albânia - 67 pontos; 11.º Grécia - 67 pontos; 12.º Arménia - 66 pontos; 13.º Bélgica - 65 pontos; 14.º Suíça - 64 pontos; 15.º Islândia - 61 pontos; 16.º Espanha - 57 pontos; 17.º São Marino - 57 pontos; 18.º Macedónia - 57 pontos; 19.º Roménia - 57 pontos; 20.º Azerbaijão - 55 pontos; 21.º Áustria - 53 pontos; 22.º Estónia - 51 pontos; 23.º Letónia - 49 pontos; 24.º Austrália - 48 pontos; 25.º Sérvia - 48 pontos; 26.º Irlanda - 46 pontos; 27.º França - 45 pontos; 28.º Israel - 44 pontos; 29.º República Checa - 43 pontos; 30.º Dinamarca - 43 pontos; 31.º Alemanha - 43 pontos; 32.º Bielorrússia - 42 pontos; 33.º Polónia - 39 pontos; 34.º Finlândia - 39 pontos; 35.º Lituânia - 30 pontos; 36.º Croácia - 22 pontos;  37.º Moldávia - 22 pontos; 38.º Montenegro - 19 pontos; 39.º Geórgia - 12 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest
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