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ESC'Divas - Historial

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ESC'DIVAS
RUBRICA DE CATARINA GOUVEIA, CLÁUDIA MATOS E ELIZABETE CRUZ
10/06/2015 - 29/07/2015

Anúncio Oficial - [AQUI]

Primeiro Texto: "Quando a imagem não é tudo" - [AQUI]
Segundo Texto: "E quando as Divas flopam..." - [AQUI]
Terceiro Texto: "E quando as Divas se tornam em fenómenos mundiais..." - [AQUI]
Quarto Texto: "E quando se fala em Divas portuguesas..." - [AQUI]
Quinto Texto: "E quando as Divas não se sabem vestir..." - [AQUI]
Sexto Texto: "E quando as Divas são sex symbols..." - [AQUI]
Sétimo Texto: "Quando a voz é quase tudo..." - [AQUI]
Oitavo Texto: "Quando as Divas lutam pelos seus sonhos..." - [AQUI]

29/07/2015

ESC'Divas - Oitavo Texto: 'Quando as Divas lutam pelos seus sonhos...'

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"QUANDO AS DIVAS LUTAM PELOS SEUS SONHOS..."

Uma diva para ser diva nunca deve desistir dos seus sonhos. Ser diva também é ser persistente, perfeccionista e lutar até ao fim pelos seus objetivos.


Sanna Nielsen é a rainha das divas insistentes em participar na Eurovisão. Sete é o número das suas tentativas. De facto, não existe nenhum intérprete que conheça tão bem o palco do Melodifestivalen como ela. Sanna nasceu na Suécia e iniciou a sua carreira muito jovem. Desde cedo que investiu nos seus estudos musicais, frequentando o ensino médio em Malmo. 2001, 2003, 2005, 2007, 2008, 2011 e 2014. Estas foram as edições em que Sanna tentou a sua sorte, sendo que em 2005 fez um dueto com o conhecido cantor e compositor sueco Fredrik Kempe. Entre resultados menos bons e lugares cimeiros em edições anteriores, em 2014 “Undo” conquistou o público sueco e foi entoada em Copenhaga. Sanna foi uma mulher feliz, pois não só finalmente representara o seu país como também conseguiu o pódio na Eurovisão. Já este ano, Sanna apresentou o Melodifestivalen juntamente com Robin Paulsson e as criticas dadas à sua performance foram muito positivas.


Carola Häggkvist é mais uma artista sueca persistente nas lides eurovisivas. Na primeira vez que foi convidada para participar no festival, em 1982, Carola recusou. Nessa altura, o seu nome começava a ser conhecido após ter ganho um concurso de talentos, em 1977, e ter despertado a atenção de alguns produtores musicais. No ano seguinte, Carola decidiu participar, com "Främling". Ainda hoje é sua canção com maior sucesso. Nesse ano, Carola obteve pontuação máxima de todos os júris do país, e a sua atuação no ESC em Munique foi a mais vista de sempre pelos suecos. Posteriormente, Carola alcança mais um recorde com o lançamento do seu álbum: sete discos de platina. Após o terceiro lugar e todo o sucesso que envolveu esta edição, surge o regresso tão aguardado ao Melodifestivalen, em 1990. No ano seguinte voltou a participar e, desta vez, foi uma vez mais representante da Suécia. Carola venceu a Eurovisão, num polémico resultado de empate entre a Suécia e França. Já em 2006, Carola regressou novamente com "Invincible" onde foi criado um espectáculo cénico, visual e também vocal da sua parte. Alcançou o quinto lugar. Carola é uma diva no seu país, talvez uma das maiores de todos os tempos, e os eurofãs ainda acreditam que tenha força suficiente para voltar a representar a Suécia e alcançar, uma vez mais, o sucesso europeu.


Lys Assia é a diva eurovisiva mais ancestral, pois foi a primeira vencedora da Eurovisão, em 1956. Mudou a sua carreira de bailarina para cantora e devido a este marco histórico, obteve rapidamente bastante sucesso. No mesmo ano, Lys também participou na selecção alemã mas acabou por representar o seu país natal, a Suiça. Em 1957 e 1958 Lys voltou a participar no festival. O mesmo só voltou a ocorrer em 2012. Apesar de não ter vencido, Lys foi convidada de honra desse ano na Eurovisão, em Baku. Em 2013, voltou a estar presente no festival Suiço, desta vez com uma canção escrita na língua inglesa. Nesse mesmo ano, surgiram rumores de que poderia representar San Marino na Eurovisão. Como a última participação foi relativamente recente, não está colocada fora de hipótese uma nova tentativa de Lys de regressar aos palcos eurovisivos, que já são a sua segunda casa.




Quando falamos em divas repetentes na Eurovisão, há uma que nos salta logo à memória: Valentina Monetta. Todos nos lembramos dela pelos três anos consecutivos em que cantou no palco mais famoso da Europa: 2012, 2013 e 2014. Todas as três participações foram por selecção interna do país. Na primeira, a canção foi polémica devido ao título inicial “Facebook”, que teve que ser mudado devido ao cariz comercial. Depois “Crisalide” sofreu uma evolução positiva e falhou a final, inesperadamente. Finalmente com “Maybe” atingiu o seu objetivo. Em 2015, Valentina já não representou o seu país, mas foi porta-voz na atribuição dos votos.


Kirsti Sparboe é a diva mais insistente dos anos 60. Em 1965 representou a Noruega pela primeira vez, com 19 anos. No ano seguinte participou na selecção nacional não conseguindo o apuramento. Já em 1967 voltou a cantar pela Noruega na Eurovisão. Não se ficando por aqui, e logo no ano seguinte uma vez mais, tentou a sua sorte, mas a sua canção foi desclassificada devido a acusações de plágio. Em 1969, ocorreu a sua última participação pela Noruega, terminando em último lugar. Em 1970, voltou a estar presente na selecção nacional, desta vez da Alemanha. Foi neste país que Kirsti teve mais sucesso na sua carreira musical.


Monika Linkytė representou a Lituânia este ano, juntamente com Vaidas Baumila e a canção “This Time”. Monika chegou a participar a solo na final nacional, mas foi a interpretação em dueto que mais conquistou o júri e o público lituano. Anteriormente foram várias as tentativas de Monika cantar pelo seu país: iniciou-se no JESC 2007 e depois esteve presente nas seleções nacionais de 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014. Deste modo, há 5 anos consecutivos que vemos Monika no palco do festival, e quem sabe se não ficará por aqui, sozinha ou acompanhada.

É muito positivo quando vemos novas caras na Eurovisão, novos talentos promissores. No entanto, os eurofas não se incomodam em rever em palco grandes nomes do certame, principalmente grandes divas que marcaram o maior espetáculo de música europeu. 

29/07/2015

ESC'Divas - Sétimo Texto: 'Quando a voz é quase tudo...'

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"QUANDO A VOZ É QUASE TUDO..."

Uma diva Eurovisiva fica para a história pelo seu visual, pelo seu vestido, por um acontecimento ou feito marcante e, claro está, a sua voz! Não são poucas as boas vozes femininas que já pisaram o palco do Festival Eurovisão da Canção e nos deixaram de boca aberta com a sua performance. É delas que falaremos hoje.


Iniciamos o desfile de preciosidades vocais com aquela que é das vozes mais inesquecíveis de todos os tempos. Rona Nishliu representou a Albânia em 2012 com “Suus”, que à primeira audição, deixa qualquer pessoa de boca aberta, sendo a cantora capaz de atingir notas que outrora pensámos ser inatingíveis! Apesar de esta ser uma canção pouco orelhuda e um tanto confusa, o poder vocal incomparável de Rona trouxe ao país um 5º lugar, melhor resultado da Albânia de sempre!



Pastora Soler dispensa apresentações. Em 2012 representou a Espanha com o tema "Quedate Conmigo", uma canção lindíssima onde a atuação nos deixou a todos arrepiados devido não só à voz da intérprete como a todo o sentimento que ela conseguiu manifestar ao defender cada palavra que fazia soar. Completamente inesquecível! Aproveitando a viagem para Espanha, dois anos mais tarde o país foi representado por Ruth Lorenzo. Numa apreciação não tão positiva, o que achamos é que se apoiou na voz a qualidade que a música “Dancing in the rain” não tinha… exageradamente. Muitos reclamaram da “gritaria” de Ruth, porém, se a canção fosse tão marcante como a de Pastora o caso teria mudado de figura. No entanto, menção honrosa a Ruth por ter feito parte do trio de divas mais estupendo dos últimos tempos, do qual também fez parte Conchita Wurst e a nossa Suzy!


Há um ano atrás presenciámos o regresso daquela que é considerada por nós uma das melhores vozes femininas que já passou por este certame, Paula Seling. Em 2010 participou na Eurovisão com “Playing With Fire”, em dueto com Ovi, alcançando o 3º lugar na final e surpreendendo-nos a todos com os seus impressionantes agudos que antecedem o último refrão do tema. “Miracle” marcou o regresso desta fabulosa dupla em 2014. A confiança na vitória por parte dos dois era verdadeiramente exagerada e isso notou-se na classificação final. Indubitavelmente, a canção era bem inferior à de 2010, sendo que nem assim Paula deixou de surpreender, alcançando uma das notas mais longas na história do festival!


Viajando para um dos países mais bem-sucedidos dos últimos anos, a Suécia, falamos agora “da voz”, Malena Ernman! Esta participação não é só marcada pelas caras “assustadoras” de Malena, mas também pela sua voz absolutamente fantástica, que apresenta, ao longo do decorrer da canção, variações impressionantes!


Kaliopi, com o seu potente tema “Crno i Belo” entra também no nosso leque de divas com as melhores vozes da Eurovisão pelo seu timbre bem particular e cheio de força. Levou até ao seu país o seu segundo melhor resultado de sempre, sendo que a partir daí a Macedónia nunca mais marcou presença na final. Talvez seja um sinal: todos nós precisamos do regresso da diva Kaliopi!


Como a Eurovisão de 2015 ainda é algo muito presente na nossa memória da qual já sentimos imensas saudades, era imperativo mencionarmos uma das melhores vozes deste ano fantástico: Nina Sublatti. Esta jovem guerreira, representando a Geórgia, defendeu o seu tema com uma garra completamente apaixonante, interpretando na perfeição um tema bastante exigente, onde o visual aliado a todo o cenário foi de cortar a respiração.

Não serão certamente apenas estas as mais marcantes vozes da Eurovisão. Estas e muitas outras intérpretes chegam até nós para nos mostrar que não basta um cenário estonteante e um vestido cheio de glamour para defender uma canção. Uma boa voz é, muitas vezes, o principal para uma participação de sucesso. A Eurovisão precisa de mais cantoras assim. E quantas existirão por este mundo fora? 

22/07/2015

ESC'Divas - Sexto Texto: 'E quando as Divas são sex symbols...'

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"E QUANDO AS DIVAS SÃO SEX SYMBOLS..."

Diva que é Diva tem que ser sexy! E foram inúmeras as divas que passaram pelo certame que esbanjaram sensualidade, poder, atração e bom gosto.


Helena Paparizou é a verdadeira deusa grega! Em 2005, Helena venceu a Eurovisão e foi considerada a diva do ano! A sua história de vida é muito cativante, e por isso, admiramos a mulher que é, e o talento que tem. Nasceu na Suécia, filha de emigrantes gregos, foi criada em Gotemburgo. Lá iniciou a sua carreira musical, apesar de, em criança, lhe ter sido detetado um problema respiratório crónico. Aos 16 anos decidiu parar de cantar, devido a um choque psicológico: um incêndio muito falado na altura, numa discoteca em Gotemburgo, onde faleceram 13 amigos de Helena, e onde ela não estava porque a sua mãe não a deixou ir à festa. Só mais tarde regressou à música por influência de um amigo de infância. A sua popularidade foi crescendo na Grécia e por isso representou o país no festival. Venceu com “My Number One”, fez tourné pela Europa, até participar no Melodifestivalen no ano passado. Nessa altura, e apesar de não ter vencido, foi evidente a vontade de muitos eurofãs de voltar a ver Helena nos palcos eurovisivos, desta vez representando o seu país natal.


Tal como Paparizou, Ani Lorak também tem uma história de vida comovente. Ani Lorak é uma das mulheres mais poderosas e influentes da Ucrânia e da Europa Ocidental, sendo intitulada como Artista do Povo. Ani cresceu com a sua mãe até aos 6 anos, quando juntamente com os seus irmãos foi para um lar. Um dos seus irmãos faleceu pouco depois. Mais tarde, Ani participou em vários concursos Russos. Adotou este nome artístico que descreve o seu nume biológico, Karolina, de trás para a frente. Desde cedo que queria ser cantora e o seu sucesso foi ascendendo, principalmente desde que se mudou para Kiev. Depois de ter tentado a sua sorte na Eurovisão, em 2005, Ani Lorak representou a Ucrânia em 2008 com “Shady Lady”, obtendo o honroso 2º lugar. Atualmente Ani é uma das cantoras mais ricas da Ucrânia.


Outra Artista do Povo Ucraniano é Mariya Yaremchuk, representante em 2014, e sexto lugar da edição. No seu caso, as questões políticas influenciaram o ótimo resultado obtido. A Ucrânia estava em guerra e toda a Europa estava solidária. No entanto, Mariya cumpriu bem o seu papel de diva: aliada a um conjunto originalmente bem conseguido em palco, a intérprete teve visualidade suficiente para ficar marcada na memória dos eurofãs.



Mantendo a linha das divas ucranianas surge Zlata Ognevich, que tentou representar o seu país em 2010 e 2011, só o conseguindo em 2013. Zlata nasceu na Rússia mas cresceu na Ucrânia. Atualmente vive em Kiev onde prossegue a sua carreira e a sua graduação em educação musical. Em 2013, Zlata apresentou o Festival Eurovisão Júnior, juntamente com Timur Miroshnychenko, quando a Ucrânia o sediou. Posteriormente viria a representar o país na Eurovisão em 2014, também após algumas tentativas. Zlata também se comoveu com a situação da guerra na Ucrânia e repugnou as suas origens russas, sendo por isso também uma diva defensora do seu país.


Representante da Grécia em 2008, Kalomira é uma cantora greco-americana de sucesso. Desde criança que Kalomira sonhava em ser cantora, e iniciou os seus estudos musicais nos EUA, onde nasceu e cresceu. Ficou famosa após a sua participação num programa de talentos na América. Após terminar a faculdade, Kalomira ganhou uma bolsa de estudos na Grécia, apesar de ainda não falar grego fluentemente. Seguiu-se um período de lançamento de álbuns e a sua carreira foi evoluindo. Na Eurovisão, Kalomira apresentou-se poderosa, bem vestida, provocante e muito carismática. A sua canção “Secret Combination” ficou no ouvido dos eurofãs, bem como a sua dança sensual. Atualmente Kalomira divide-se entre os EUA e a Grécia, uma vez que casou com um também greco-americano, sendo mãe de gémeos.


Ivi Adamou ficou conhecida após a sua participação no Factor X grego de 2010. Posteriormente assinou um contrato com a Sony Music e iniciou a sua carreira musical. Contudo, desde os 9 anos que a sua veia musical é evidente, sendo dona de uma bonita voz acompanhada do seu piano. Apesar de viver em Atenas, Ivi nasceu no Chipre e representou o seu país natal em 2012, com “La La Love”. Este foi um dos exemplos de uma canção que pouco dariam por ela, mas graças à sua apresentação em palco e principalmente à atitude, postura, indumentária, interpretação e sensualidade de Ivi, foi um sucesso. Hoje, continua a sua carreira pop, com influências em artistas de renome neste estilo musical, como Beyoncé e Christina Aguilera.


As divas “sexy hot” estão presentes em quase todas as edições do Festival Eurovisão da Canção. Sendo também um elemento muito importante para satisfazer os olhos dos telespectadores, e para criar um espectáculo visual à altura, a imagem física também influencia muito os resultados finais.


15/07/2015

ESC'Divas - Quinto Texto: 'E quando as Divas não se sabem vestir...'

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"E QUANDO AS DIVAS NÃO SE SABEM VESTIR..."

É costume dizer-se que ninguém é perfeito. Quando pensamos nas nossas divas eurovisivas imaginamos alguém com o pacote completo: voz, beleza, bom gosto… Enfim, tudo! Mas até elas falham. Se não são elas, é a equipa delas. Falamos dos trapinhos das nossas divas. Minhas queridas, é caso para perguntar: Onde é que estavam com essa cabecinha?

Cronologicamente falando, não poderíamos começar de outra forma a não ser a falar da icónica (pelas piores razões) Barbara Dex. A representante da Bélgica em 1993 usou uma camisa de noite dos tempos do rei XV, imaginem, feita por ela. E não, não foi para ir dormir, foi mesmo para ir interpretar o seu tema tenebroso. Tal feito deu origem ao épico Barbara Dex Award, a premiação anual para a pior indumentária de cada festival.


Viajando até Malta, a cantora Chiara dispensa apresentações pelas vezes que já representou o seu país. Conta-se por aí que Chiara, após a sua participação em 1998 onde perdeu o troféu para Dana International, foi para a casa de banho do seu hotel chorar durante horas. Fica por saber se as lágrimas se deveram ao resultado no festival ou pelo facto de ter sido obrigada a usar um vestido que a fez parecer uma presidiária chique, com um cabelo a fazer lembrar uma versão ligeiramente mais comprida do capachinho do Tony Carreira. O pior de tudo é que esta mulher nunca aprendeu a se apresentar decentemente. Em 2005 e 2009, ao regressar à Eurovisão, tentou fazer a linha feminina, com vestidos que a engoliam completamente e com penteados dignos de um baile de finalistas do liceu. Nossa!


Não poderíamos deixar de falar nas nossas falsas sapatonas favoritas: as t.A.T.u, representantes da Rússia em 2003 (sim, para os menos atentos, a Rússia foi mesmo representada pelas melhores falsas lésbicas da nossa geração), que apareceram em palco com umas calças de ganGa todas desgraçadas e uma t-shirt aborrecida. Enfim, não se poderia esperar muito destas doidas desvairadas. Mas o fatinho colegial que tão bem as carateriza não tinha ficado nada mal aqui, pois não? Ora bem, agora já é tarde, mas nós desculpamos. Entendemos que queiram entrar na onda de rapariguinhas despreocupadas e revoltadas com a vida. Fases tristes, quem não as tem?


Já que estamos na onda das calças de ganga, porque não fazermos uma referência a Eva Rivas? Considerada como uma das participantes mais gostosonas da Eurovisão, a representante da Arménia de 2010 usou um top todo vistoso em tons de branco e cor-de-laranja (blhack) com uns trapinhos pendurados para tentar fazer um show graças à máquina de vento com uns jeans por baixo. Ainda hoje não conseguimos entender o que as calças estavam lá a fazer, a relembrar os crimes cometidos pelas pop stars dos early 00’s. Mais valia optar pôr uma cuequinha e o festival estava absolutamente ganho!


Como 2015 é algo ainda muito presente, as indumentárias da representante da Sérvia e respetivos bailarinos ainda são uma ferida por sarar. Não ganhou o Barbara Dex por pouco, mas não deixa de ser uma das salganhadas coloridas mais revoltantes de sempre. Uma pessoa pensa que está a ver uma mancha prateada com um ananás na cabeça acompanhada de meia dúzia de extraterrestres com bandeiras, numa atuação misteriosa e no mínimo diferente, e eis que de repente começa o carnaval e o fungagá da bicharada em cima do palco, num festim de cores verdadeiramente aterrador. No entanto, não há como negar: um dos melhores guilty pleasures do ano!



E como não poderia deixar de ser, vamos finalizar o desfile de monstruosidades com a única vez que Portugal ganhou alguma coisa, ainda que tenha apenas sido o Barbara Dex Award. Claro está, com a nossa girlsband do coração, as Nonstop. Quem nasceu em finais da década de 80 e início da década de 90 com certeza ainda saberá alguns temas delas e “Coisas de Nada” não é exceção. Ainda que aquele “gona” que soou vindo não sabemos bem de que universo seja algo que será para sempre recordado nos corações, as fatiotas das pequenas são igualmente memoráveis. As plumas, os tutus, os espartilhos… Parece que as meninas foram a correr ao baú da avó ex-dançarina de verão enfeitar-se e ficaram assim, divinas! A verdade é que podemos queixar-nos de muitas injustiças feitas ao nosso país na Eurovisão, mas o prémio de pior indumentária do ano não será certamente uma delas!


08/07/2015

ESC'Divas - Quarto Texto: 'E quando se fala de Divas portuguesas...'

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"E QUANDO SE FALA DE DIVAS PORTUGUESAS..."

Ao pensarmos em divas portuguesas são alguns nomes que nos saltam à memória. A mais marcante, talvez, e aquela que irá fazer sempre parte da história do Festival da Canção é Simone de Oliveira. Todos conhecemos um pouco da sua história. Por tudo aquilo que passou ao longo da sua juventude e também na sua vida adulta, rotulamo-la como uma mulher sofrida mas muito lutadora. É uma mulher de garra. Simone estreou-se na Eurovisão na segunda participação de Portugal, em 1965, com “Sol de Inverno”. Quatro anos depois voltou a representar-nos. A “Desfolhada Portuguesa” não foi um sucesso além-fronteiras, mas cá é um tema intemporal, que toda a gente conhece, toda a gente canta. Além disso foi um tema polémico para a altura, devido à sua ousada letra, que teve também um pouco da sua vida lá referenciada. Recentemente Simone voltou a pisar o palco do Festival. E quem sabe se não ficará por aqui.


A par de Simone de Oliveira, Madalena Iglésias foi uma das mais importantes vozes de canções mensageiras da década de 60. Em 1966, Madalena representou Portugal na Eurovisão com o tema “Ele e Ela”. Desta vez, a canção tornou-se um grande sucesso na Europa chegando a ter uma versão em espanhol, editada em França, Espanha e Holanda. A carreira de Madalena não teve um êxtase em Portugal. Desde 1987 que vive em Barcelona, depois de ter passado também pela Venezuela.  Contudo, Madalena será sempre intitulada como Rainha da Rádio e da Televisão, devido ao seu contributo naquela época, e por isso, é uma diva eurovisiva.


Em 1971 foi a vez de Tonicha brilhar com “Menina do Alto da Serra”, obtendo o 9º lugar, melhor classificação conseguida até à altura. Assim, deu-se uma rampa de lançamento do seu sucesso e percorreu vários festivais internacionais. Ao longo da sua carreira, Tonicha gravou mais de 600 canções e mais de 100 álbuns. Sem dúvida que foi um marco para a sua época.

Adelaide Ferreira é outra diva que ainda hoje vinca nos palcos com a sua potente voz. Quem não se recorda dos seus sucessos e do seu poder vocal com notas inalcançáveis para a maior parte dos cantores. Em 1985, Adelaide era conhecida como a “Celine Dion Portuguesa”. Venceu o Festival da Canção com “Penso em Ti (Eu Sei)”, uma balada, como é sua característica. No entanto, obteve um decepcionante penúltimo lugar. 


Dulce Pontes é protagonista de uma das canções do festival que mais se canta nos karaokes: “Lusitana Paixão”. Em 1991, e conseguindo o 8º lugar na Eurovisão, esta diva marcou a geração de 90. Estávamos numa época em que o Festival era valorizado em Portugal, em que o país parava em frente à tv para assistir ao espetáculo. Seguiu-se uma carreira preenchida para Dulce Pontes, tornando-se internacional. Hoje em dia é uma artista completa, multifacetada e muito versátil. Seguimos o seu trabalho e a sua carreira continua em voga, mesmo depois de se ter mudado para o mundo rural de Bragança.

Rita Guerra é uma das nossas artistas preferidas no panorama da música nacional. É impressionante a sua voz tão segura, tão confiante e extensível. Depois de já ter participado no Festival da Canção, foi convidada internamente pela RTP em 2003. “Deixa-me sonhar” é uma canção lindíssima mas que infelizmente não obteve bons resultados. Adorávamos ver novamente a Rita a representar-nos. Ela tem tudo o que define uma verdadeira diva: tem imagem, presença, muita competência vocal, uma carreira de sucesso e é muito acarinhada pelo público português.


Vânia Fernandes é a nossa mais recente diva bem-sucedida. Por mais edições que ainda virão, não nos esqueceremos tão cedo de “Senhora do Mar”. Muitos eurofãs emocionaram-se nesta interpretação, e nós não fomos exceção. A Vânia brilhou no palco em Belgrado e atingiu uma das melhores posições de sempre. Foi uma diva em muitos aspetos, mas o principal foi elevar o nome do nosso país que, até então, estava um pouco esquecido no certame.



No ano passado foi a vez de Suzy ocupar o lugar de diva do ano, juntamente com Conchita Wurst e Ruth Lorenzo. Durante a Eurovisão, as três estabeleceram uma relação de amizade e depressa foram intituladas de divas eurovisivas de 2014. Para nós é um privilégio ouvir uma figura tão importante como Conchita a elogiar a nossa conterrânea, pelo seu talento, simpatia e personalidade. É certo que não passamos sequer à final, mas foi por muito pouco. E mesmo assim, Suzy ficou na memória de todos, tanto pela sua canção animada e “orelhuda” como pela sua postura em palco, pela sua sensualidade e carisma.

Poderíamos enumerar muitas mais divas portuguesas, mas estas são aquelas que marcaram uma geração, pelos variados motivos. E é um orgulho fazerem parte da história de Portugal na Eurovisão. 


01/07/2015
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