Apreciações Musicais - ESC 2016: Islândia

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GRETA SALÓME - "HEAR THEM CALLING"



André Sousa: Gosto do instrumental, as batidas de tempo dão o impacto à música e os trompetes completam toda a harmonia da composição. Algo simples que se conjuga entre tempos fortes e fracos. Sinceramente, acho que jogam pelo seguro.

Carolina Pinto: Muito estranho. Os ritmos não fazem muito sentido. Não há uma simbiose, não há nada que encaixe bem, apesar da tentativa de ser um tema mexido. Não se percebe muito bem este instrumental. 

Catarina Gouveia: Não sou grande fã da canção em si. É um pouco confusa e difícil de digerir à primeira audição. Nota positiva para a originalidade, por não ser um tema fácil a "jogar pelo seguro".

Cláudia Peres de Matos: Esta é uma boa canção e com um toque diferente. Embora não seja o instrumental o elemento que mais a destaque.

Diogo Canudo: Gosto imenso da conjugação do clássico com o moderno, nunca desvendando a música logo no primeiro minuto. Há um misticismo à volta de “Hear Them Calling”, que faz com que o espectador tenha vontade de ouvir até ao fim e que se concentre na apresentação durante o tempo em que a mesma ocorre. No fim, as suas expectativas são cumpridas.

Elizabete Cruz: Não consigo engraçar com este instrumental, especialmente com o refrão. Soa-me demasiado a pop mastigado, coisa que tem de ser muito boa para se diferenciar. Isso é algo que não acontece neste caso.

Jessica Mendes: É impossível não fazer comparações com “Never Forget” e este “Hear the calling” perde em tudo. É uma boa música mas falta-lhe qualquer coisa que lhe dê a magia de 2012.

Joana Martins: Muito bom mesmo. Quem tem talento sabe demonstrá-lo. 

Maria Silva: Um ótimo instrumental, com uma energia contagiante! E que com certeza levará os espectadores à euforia.

Pedro Emídio: Talvez dos mais inovadores que vemos este ano, e a conjugação com as vozes do coro não podia ser melhor.

Ricardo Mendes: A Islândia este ano apresenta-nos algo não muito diferente do que temos visto nestes ultimos anos! Um instrumental que quase se assemelha a uma sequela da música "Coming Home"! A mim parece-me algo datado, mas ainda assim é bom de ouvir! 


André Sousa: Concordemos que a intérprete não tem das melhores vozes. A título pessoal, gostei mais da interpretação dela, aquando da partição passada no certame. Mas, e falando actualmente, espero ligeiras alterações, mais impacto na voz e mais garra no dominar da canção.

Carolina Pinto: Greta não esteve mal, até porque a música praticamente não pedia grande potência vocal, mas também não esteve extraordinariamente. Aguardaremos para ver como se sairá na Eurovisão. 

Catarina Gouveia: Adorei a prestação da Greta na Eurovisão em 2012. Conseguimos todos perceber que tem um poder vocal bastante aceitável e sendo esta uma canção que não exige muito, este não é um parâmetro que possa despertar problemas.

Cláudia Peres de Matos: Já conhecemos a voz de Greta. De facto, na performance com Jónsi surgiram alguns deslizes vocais causados pelo nervosismo. No entanto, devido à experiência que já tem no palco eurovisivo e porque é uma canção totalmente diferente, creio que desta vez correrá melhor.

Diogo Canudo: Greta Salomé é muito competente a nível vocal, e nas partes mais altas que a música exige não se retrai. Profissional.

Elizabete Cruz: A voz de Greta já nos é conhecida e depois de uma prestação que achei bastante boa em 2012, agora apresenta-se no mesmo nível. Não é das vozes mais fortes, mas é bastante competente. 

Jessica Mendes: Nota-se a milhas que Greta Salóme estudou música. Não desafina, não vacila e respira nos tempos exatos. Mas há momentos em que a sua voz não chega e fica um pouco engolida pelo instrumental.

Joana Martins: A Greta não é a cantora mais fantástica, contudo chega para a atuação ao vivo.

Maria Silva: Uma voz bastante simples, mas bonita!

Pedro Emídio: Afinada. É afinada, tem uma voz consistente e sabe utilizá-la sem exageros. Na parte final do tema conseguimos perceber que a densidade vocal da cantora é bastante superior àquela que aparenta no início. 

Ricardo Mendes: Gosto imenso da voz da Greta! Enquadra-se bem no tema apresentado.


André Sousa: Este é mesmo o ponto fraco da aposta da Islândia. A Greta bem tenta, mas ou tem umas aulas de dança, ou continua aquele “pé de chumbo” que não interage da melhor maneira com os efeitos visuais. 

Carolina Pinto: Assustador. Parece ser uma tentativa de imitação da coreografia de Loreen e “Euphoria” no ESC 2012, mas não correu nada bem, até pelo contrário. Não houve nada de inovador, nada de interessante, mas sim uma atuação muito horrenda. O único ponto positivo foi mesmo os efeitos visuais. 

Catarina Gouveia: Estou preplexa com a falta de originalidade nisto, pelo que foi visto na seleção do tema. Um mix de Loreen e Måns Zelmerlöw não muito bem conseguido, e que fico à espera que seja melhorado.

Cláudia Peres de Matos: É o melhor de todo o conjunto. Apenas alteraria o pormenor de iluminação do rosto de Greta, que quase não existe. Tudo o resto está bem conseguido.

Diogo Canudo: Apesar de a música ser bastante boa, o ponto mais forte é mesmo a sua apresentação. Com uma fusão de “Euphoria” com “Heroes”, “Hear Them Calling” não perde o seu misticismo e traz aos espectadores um cenário bastante sombrio. Mesmo que Greta ainda precise de umas aulas de expressão corporal e de combinação de passos, a cantora aproxima-se das atuações modernas e traz à Eurovisão o que melhor se faz na Europa!

Elizabete Cruz: Os cenários com as figuras vieram para ficar e desta vez é a Islândia a tentar o método. Apesar de estar bem conseguido, sinto que por vezes Greta não está absolutamente conectada com o cenário. Mas não é nada que não possa ser treinado até maio.

Jessica Mendes: É boa, mas de uma falta de originalidade tremenda já que ainda no ano passado a Suécia ganhou com algo parecido. Uma coisa que deve mudar são os sorrisos da cantora. Se isto é uma canção mais sombria os sorrisos não têm lugar.

Joana Martins: Excelente atuação na final nacional. Num palco ainda maior espero que a Greta não se perca. 

Maria Silva: É impossível não pensar que a utilização das imagens de fundo são uma influência enorme de "Heroes".

Pedro Emídio: Excelente. A intérprete demonstra um grande à vontade com o tema e com a coreografia que se adapta na perfeição à canção apresentada. Consegue cativar o público desde que inicia a sua apresentação. 

Ricardo Mendes: Nada de estrondoso! O mesmo que foi utilizado na final nacional da Islândia, e fica perfeito!


André Sousa: Uma letra agradável e que fica no ouvido. Destaco o refrão que me faz cantarolar a toda a hora. Fica na cabeça, agora se é pelos bons motivos, isso já não sei. 

Carolina Pinto: É a única parte positiva de todo o tema. A única parte que achei de facto interessante, com conteúdo, inovador e revolucionário. 

Catarina Gouveia: Ainda que seja apologista da preservação de traços culturais na Eurovisão, tenho de admitir que a versão em inglês soa muito melhor, com um refrão bem mais orelhudo.

Cláudia Peres de Matos: É uma letra que diz sempre o mesmo mas que cantada nem se nota. Parece que evoca algum fantasma: eles estão a chamar, estão a sussurrar, estão a voltar para casa. Uma letra sombria, tal como a apresentação em palco.

Diogo Canudo: É de louvar que “Hear Them Calling” fuja dos habituais clichés que as músicas eurovisivas costumam ter. Além disso, é um poema bem construído e com uma mensagem clara.

Elizabete Cruz: Com tanto “Hear them” a letra acaba por soar bastante repetitiva, e a mim acaba por me irritar um bocado. É um dos principais motivos pelos quais não me apetece ouvir a música duas vezes. 

Jessica Mendes: Repetitiva até mais não. Passamos 3 minutos a ouvir “i hear them calling, they’re coming home”. Este é um dos casos em que a mudança para inglês prejudicou e muito, já que a canção perdeu muita da força que tinha.

Joana Martins: Era melhor em islandês, contudo em inglês tem uma letra interessante. 

Maria Silva: Repetitiva mas boa.

Pedro Emídio: Não é fantástica uma vez que é um pouco repetitiva. Porém acaba por funcionar bastante bem, juntamente com os restantes elementos que formam a canção. Fica no ouvido. 

Ricardo Mendes: Nada a dizer sobre a letra! Escuto-os a chamar por mim e volto a casa! Lá está a sequela que falei no instrumental.


André Sousa: Se no ano passado a Islândia não alcançou a final, este ano acredito que sim.

Carolina Pinto: Fica pela semifinal. 

Catarina Gouveia: Acredito que passe à final e se classifique a rondar o fundo do top 20.

Cláudia Peres de Matos: Final garantida e merece um top 10, pelo menos.  

Diogo Canudo: Passa à final.

Elizabete Cruz: Fico bastante em dúvida em relação ao futuro desta música.

Jessica Mendes: Segunda metade da tabela na final.

Joana Martins: Passa à final. Merece top 15 (não sei se o alcançará). 

Maria Silva: Penso que conseguirá um bom resultado, sobretudo graças ao grafismo de que o tema é portador!

Pedro Emídio: Tem que fazer parte da grande final. O tema tem bastante qualidade, a Islândia está bem representada. 

Ricardo Mendes: Passa à final mas...


André Sousa: 7 pontos

Carolina Pinto: 4 pontos

Catarina Gouveia: 6 pontos

Cláudia Peres de Matos: 10 pontos

Diogo Canudo: 10 pontos

Elizabete Cruz: 3 pontos

Jessica Mendes: 7 pontos

Joana Martins: 12 pontos 

Maria Silva: 8 pontos

Pedro Emídio: 10 pontos 

Ricardo Mendes: 6 ponto

Total: 83 pontos


André Sousa: Filha, mexe-te mais, que para castiçais já me bastam os da casa dos meus avós.

Carolina Pinto: Muito assustador!

Catarina Gouveia: Dejá vu!

Cláudia Peres de Matos: Adoro a Greta Salóme e não poderia desiludir!

Diogo Canudo: Depois do desaire em 2012 (injustamente!!!!!), a Greta irá vingar-se!

Elizabete Cruz: A única expressão em que penso é “I hear them calling me”... porque será?

Jessica Mendes: Não dá para voltar à versão islandesa?

Joana Martins: Algo melhor que a "Never Forget" era impossível, mas isto é muito bom também. 

Maria Silva: Fantástico Suécia… Ups, Islândia!

Pedro Emídio: Um tema cheio de qualidade que vai ter sucesso entre os fãs eurovisivos. 

Ricardo Mendes: A Greta volta a sua casa, que é a Eurovisão!  


 Rússia - 113 pontos; 2º Chipre - 101 pontos; 3º Hungria - 99 pontos;; 4º Bósnia & Herzegovina - 84 pontos;  Islândia - 83 pontos; 6º Azerbaijão - 80 pontos; 7º Arménia - 78 pontos;  Estónia - 75 pontos; 9º Holanda - 71 pontos; 10º Croácia - 70 pontos; 11º Moldávia - 41 pontos; 12º Áustria - 40 pontos; 13º Finlândia  - 39 pontos; 14º Grécia - 39 pontos; 15º São Marino - 5 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
31/03/2016

ESC 2016: caso a Rússia vença, a prioridade será a segurança dos fãs LGBT

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Nas redes sociais e nas casas de apostas, a Rússia destaca-se como a provável vencedora do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2016. Perante as últimas leis anti-gays que o país aplicou, essa suposta vitória tem preocupado alguns fãs e levou a que o porta-voz da Eurovisão se pronunciasse.

Foi numa entrevista à Gay Star News que o porta-voz eurovisivo admitiu que, caso a Rússia vença, o país poderá normalmente organizar o ESC 2016. No entanto, realça que a prioridade é a segurança dos espetadores: "Durante vários anos, tem sido a nossa política-padrão exigir ao país-anfitrião uma declaração assinada a confirmar que garantem a segurança durante o evento".

Além disso, especula-se que, caso a Rússia vença, muitos países irão levar para palco atuações como forma de protesto às últimas medidas anti-gays. O porta-voz eurovisivo não nega a possibilidade de isso acontecer, porém realça que o evento não é uma plataforma para mensagens políticas - destacando o bom exemplo da Finlândia em 2013: "contou com um beijo lésbico, foi de acordo com as regras do concurso e não foi contestado por nenhuma das emissoras participantes". 

Relembramos que nos últimos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2013, vários espetadores LGBT foram presos e multados. Os fãs temem que atitudes semelhantes sejam aplicadas no ESC 2016.

A próxima edição do ESC acontece em Estocolmo, na Suécia, nos dias 10, 12 e 14 de maio.

Fonte: oikotimes.com/Imagem: eurovision.tv
14/03/2016

Croácia: 'Lighthouse' não é plágio de 'Uncover'

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A emissora croata Hrvatska radiotelevizija (HRT) decidiu que "Lighthouse", de Nina Kraljić, não é um plágio de "Uncover", de Zara Larsson.

Pierre Bengtsson, o autor das denúncias, afirmou, a partir do site sueco "Pierre’s Schlager", que algumas partes de "Lighthouse" são semelhantes a "Uncover" de  Zara Larsson.

No entanto, o comunicado da emissora foi o seguinte: "A canção “Lighthouse”, cantada por Nina Kraljic não é plágio. Na verdade, há uma frase de duas barras idênticas àquelas na canção “Uncover”, que é frequente na música. No entanto, na opinião da comissão de especialistas há provas suficientes para sugerir que este caso não é plágio, porque a definição de plágio implica uma linha melódica de quatro barras que são totalmente consistentes com a original, e este não é o caso desta canção. A canção “Lighthouse” é uma reminiscência de músicas similares de seu género musical."

A Croácia estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 21993 e o seu melhor resultado é um quarto lugar: em 1999, com Doris Dragovic e a canção “Marija Magdalena”. Em 2013 o país foi representado por Klapa s mora e a canção “Mizerja”, alcançando o 13º lugar na semifinal com um total de 38 pontos.

Fonte: festivaiscancao.wordpress.com
31/03/2016

Apreciações Musicais - ESC 2016: Estónia

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JÜRI POOTSMANN - "PLAY"



André Sousa: Um bom início que remete para uma balada, o toque do piano faz com que tudo ganhe uma envolvência e projecta bem para a segunda parte do tema, essa já com um ritmo mais acelerado de alegre. 

Carolina Pinto: Apesar de ser um tema muito calmo, tem algo que me cativa. Não é muito mexido, muito alegre, mas há algo que nos encanta. Talvez seja a simplicidade que torne o instrumental tão atrativo. 

Catarina Gouveia: Sei que este tema tem tido algum hype pelas redes sociais mas a mim ainda não me conquistou totalmente. Não é uma música muito comum mas não é algo que me surpreenda e que me diga grande coisa. É muito igual do início ao fim.

Cláudia Peres de Matos: Stig Rästa compôs uma canção de estilo clássico, tal como a que levou no ano passado com Elina Born. Eu gostei tanto, mas tanto de "Goodbye To Yesterday", que agora ainda não consigo gostar tanto de "Play"!

Diogo Canudo: "Play" é uma aposta segura para um país que já nos habituou a músicas que fogem um pouco aos estigmas musicais eurovisivos. No entanto, apesar de ser uma música bastante característica, é cativante e vai conseguiu sobressair-se pela diferença.

Elizabete Cruz: Esta música segue um pouco o registo da do ano passado, o que não espanta, tendo em conta quem é o responsável por ela. Mas a do ano passado era com certeza melhor que esta. Esta é audível, mas acho que lhe falta qualquer coisa. Mesmo assim, o estilo é bem diferente do das outras músicas, o que é uma mais-valia. 

Jessica Mendes: Um dos autores do tema é o Stig e de facto este “Play” vem no seguimento de “Goodbye to yesterday” com um toque mais sombrio. Não sendo genial, a escolha do intérprete torna-a nisso mesmo.

Joana Martins: Excelente! Moderno e com qualidade. 

Maria Silva: Faz-me lembrar os temas dos filmes 007. Vai-se destacar pela sua diferença.

Pedro Emídio: É bastante simples e calmo apesar de ganhar alguma intensidade à medida que vai avançando. Adequa-se ao tema e a sonoridade que a guitarra introduz não podia funcionar melhor. 

Ricardo Mendes: Instrumental datado! Nada de novo! 


André Sousa: Particularmente, esta é das vozes que mais gosto, até agora, nesta edição do certamente. Uma voz encorpada e grave, demarca-se pela diferença e isso pode jogar muito pela positiva. Considero que a voz do interprete seja mesmo o ponto mais positivo de toda a composição.

Carolina Pinto: O artista, Jüri, tem um timbre de voz, na minha opinião, horrível. É o ponto onde perde mais. No entanto, é bastante afinado e a sua voz transmite muito bem toda a emoção depositada no tema. 

Catarina Gouveia: Ele tem um registo a tender para o grave do qual gosto muito, faz-nos lembrar os músicos de outros tempos. 

Cláudia Peres de Matos: Voz intensa, grave, apropriada para este estilo. Nada a apontar. 

Diogo Canudo: Jüri Pootsman não tem uma voz com muito alcance, porém é competente e seguro nos seus graves.

Elizabete Cruz: Não sendo o timbre que eu mais aprecio, não deixa de ser um timbre bastante sensual e que ao vivo funciona muito bem. Não tenho nada a apontar neste aspecto.

Jessica Mendes: É neste ponto que a canção ganha o seu encanto. O Jüri tem um daqueles timbres que reconhecemos a milhas e que se adequa na perfeição ao lado mais sombrio da música. Se não é a melhor voz que já ouvi, anda lá perto. Ficava a ouvi-lo o dia todo!

Joana Martins: Têm a certeza que esta voz é de um cachopo de 21 anos? 

Maria Silva: Boa voz, boa figura, vai ser adorado pelo público, sobretudo pelas senhoras…

Pedro Emídio: O intérprete tem um timbre diferente daqueles que vão passar este ano pelo ESC. No entanto, talvez resultasse melhor noutro género musical. 

Ricardo Mendes: Não gosto da voz do Jüri Pootsmann! Muito monocórdica! 


André Sousa: O artista optou por uma postura mais forte e mais estática, e na minha opinião foi uma escolha acertada. 

Carolina Pinto: Jüri defendeu muito bem o tema. Penso que causará muito furor na Eurovisão, principalmente no público feminino. 

Catarina Gouveia: O Jüri é bastante cativante em palco e faz um excelente trabalho com as câmaras. A adição de mais elementos em palco só fará com que quem está a assistir se distraia de um dos pontos mais fortes desta proposta.

Cláudia Peres de Matos: Dado o instrumental, não espero nada diferente do que já foi apresentado. Será uma performance mais centrada no intérprete. 

Diogo Canudo: Espero algo melhor em palco do que a apresentação de Jüri na final da Estónia. Sigam o exemplo do ano passado, que correu muito bem!

Elizabete Cruz: Convenhamos que este moço esforça-se tanto para ter carisma que não tem nenhum. Aquele olhar a roçar o maníaco também não ajuda muito. Temos aqui algo a ser trabalhado!

Jessica Mendes: Quando se tem uma voz destas, não é preciso fazer mais nada em palco. Mas a verdade é que aquele olhar super creepy/sexy torna a canção ainda mais apelativa.

Joana Martins: Na final nacional melhorou muito da semifinal para a final. Espero ainda mais qualidade para a Eurovisão. 

Maria Silva: O fundo que acompanha o tema está simplesmente fantástico, boa performance, uma presença fantástica para o tema!

Pedro Emídio: Não é um tema que se adeque a uma grande performance. Neste caso, a presença terá que ser marcada pela prestação vocal do cantor.  

Ricardo Mendes: Nem sei o que podemos pensar em presença de palco para este tipo de música. Faltam-me as palavras.


André Sousa: Trata-se de uma bela proposta, se tiverem de errar, que errem juntos. Mas sempre juntos. Gosto disto.

Carolina Pinto: Excecional por fugir à regra. Apesar de se enquadrar na temática do amor, um tema tão “massacrado” na Eurovisão, traz algo novo, não é nada repetitiva e é muito atual.  

Catarina Gouveia: Esperava mais de um tema feito com o Stig Rästa, de quem gosto muito. Não é má mas também não é nenhuma obra prima.

Cláudia Peres de Matos: Se não arriscarmos, não vamos saber. Esta é uma temática muito presente nas nossas vidas. 

Diogo Canudo: Dentro deste estilo musical, já vi letras bem mais exploradas e construídas que a "Play". No entanto, não é má de todo.

Elizabete Cruz: Eles caem, eles apaixonam-se, eles estão indecisos, eles ficam mais fortes... mais do mesmo, portanto.

Jessica Mendes: As repetições ficam muito bem neste tema, assim como o nome que não podia combinar melhor com a história da letra, o instrumental e a voz. Tudo está em concordância e isso é uma coisa que não vemos todos os dias.

Joana Martins: O compositor disto é um génio. Não é banal. Tem toda uma história por trás. Gosto. 

Maria Silva: Simples mas que fica facilmente na nossa cabeça!

Pedro Emídio: Não é fantástica, torna-se um pouco cansativa. Porém, os restantes elementos da canção acabam por colmatar as fragilidades da letra. 

Ricardo Mendes: Uma letra cheia de charadas! Não tem ponta por onde se pegue!


André Sousa: Espero que uma passagem à grande final.

Carolina Pinto: Penso que vai obter uma boa classificação na eurovisão, talvez no top 15 da Grande Final. 

Catarina Gouveia: Não terá grande dificuldade em alcançar a final.

Cláudia Peres de Matos: Está na final mas não espero um resultado tão positivo como no ano passado. 

Diogo Canudo: Espero, sinceramente, um top 10. Merece!

Elizabete Cruz: Vai haver um bom lugar para a Estónia.

Jessica Mendes: Mais um grande resultado para a Estónia. Top 5 possivelmente.

Joana Martins: Passa à final. Merece um top 10. 

Maria Silva: Esta é uma das músicas cujo futuro é inserto. Tudo depende dos gostos de cada um. Para mim, seria bem classificada!

Pedro Emídio: Vai depender muito de como resultar no palco Eurovisivo. Tenho as minhas dúvidas se passará à final. 

Ricardo Mendes: Duvido que tenha passagem garantida à final, mas tudo pode acontecer!


André Sousa: 7 pontos

Carolina Pinto: 10 pontos

Catarina Gouveia: 6 pontos

Cláudia Peres de Matos: 6 pontos

Diogo Canudo: 5 pontos

Elizabete Cruz: 5 pontos

Jessica Mendes: 12 pontos

Joana Martins: 10 pontos 

Maria Silva: 8 pontos

Pedro Emídio: 5 pontos 

Ricardo Mendes: 1 ponto

Total: 75 pontos


André Sousa: Bem melhor que o ano passado. Boa escolha, Estónia!

Carolina Pinto: Cativante!

Catarina Gouveia: Gostava de dizer "Goodbye to today" e voltar à dupla fantástica do ano passado...

Cláudia Peres de Matos: Estónia, estás no bom caminho. 

Diogo Canudo: É pena a Eurovisão não ter mais músicas com esta qualidade.

Elizabete Cruz: "Matas-me com o teu olhar".

Jessica Mendes: cause Eurovision is ‘stronger, much stronger with you’

Joana Martins: Stig, continua a compor para a Eurovisão. Imploro-te. 

Maria Silva: My name’s is Bond… Ups, it’s Jüri…

Pedro Emídio: Não é fantástica, mas imprime alguma diferença.  

Ricardo Mendes: Estónia vais "brincar" para Eurovisão? Bates com os cornos no chão!


 Rússia - 113 pontos; 2º Chipre - 101 pontos; 3º Hungria - 99 pontos; 4º Bósnia & Herzegovina - 84 pontos; 5º Azerbaijão - 80 pontos; 6º Arménia - 78 pontos; Estónia - 75 pontos; 8º Holanda - 71 pontos;  Croácia - 70 pontos; 10º Moldávia - 41 pontos; 11º Áustria - 40 pontos; 12º Finlândia  - 39 pontos; 13º Grécia - 39 pontos; 14º São Marino - 5 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
30/03/2016

Croácia: HRT reuniu-se hoje para discutir supostas alegações de plágio relativas a "Lighthouse"

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A emissora croata Hrvatska radiotelevizija (HRT) reuniu-se esta manhã para discutir supostas alegações de plágio relativas à sua entrada no Festival Eurovisão da Canção 2016 (ESC 2016), "Lighthouse", de Nina Kraljić, que terão sido lançadas por Pierre Bengtsson.

Pierre Bengtsson afirmou, a partir do site sueco "Pierre’s Schlager", que algumas partes de "Lighthouse" são semelhantes a "Uncover" de  Zara Larsson. 

Alguns especialistas ainda afirmam que os três primeiros acordos do refrão de "Uncover" são os mesmos que os três primeiros acordos na segunda parte de "Lighthouse". 

De seguida ficam os dois vídeos "Lighthouse" e "Uncover", respetivamente:




fonte: oikotimes/ vídeos: Eurovision Song Contest / ZaraLarssonMusicVEVO
30/03/2016

[Entrevista] Zoe: "Acho que é triste Portugal não participar este ano. Gostei da Filipa Azevedo"

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VERSÃO EM PORTUGUÊS


Zoë é uma jovem cantora de 19 anos que irá representar a Áustria no Festival Eurovisão da Canção com "Loin d'ici", uma das três canções cantadas exclusivamente numa língua que não o inglês. Estivemos à conversa com a representante austríaca para perceber alguns dos seus planos para Estocolmo mas também os seus planos para o seu futuro artístico. Zoë irá atuar na primeira semifinal a 10 de maio.


Crónicas de Eurofestivais (CE): Como é que começaste a tua vida artística?

Zoë: Nasci numa família de músicos e por isso a música sempre esteve a minha volta e eu cantava muito com os meus pais desde criança. Comecei a minha carreira profissional enquanto cantora depois de fazer os exames finais na escola quando tinha 17 anos. Comecei a escrever e produzir as minhas primeiras canções juntamente com o meu pais (que é compositor e produtor musical). Fiz a minha primeira aparição ao vivo num palco no Global Rockstar em 2014 e depois disso tudo começou muito depressa. Fui convidada para participar na final nacional austríaca em 2014 onde não consegui ganhar mas isso deu-me a oportunidade de alcançar mais pessoas. Continuei a trabalhar e no verão de 2015 tive o meu primeiro hit na rádio :) Lancei o meu primeiro álbum, "debut", no outono e chegou ao top 5 dos charts o que me fez muito feliz :)
E agora vou a Estocolmo!!! :))


CE: Segues a Eurovisão regularmente? Qual é a tua canção preferida de sempre?

Zoë: Todos os anos! Loreen-Euphoria


CE: Alguma vez pensaste fazer parte da Eurovisão?

Zoë: Desde pequena. É um sonho tornado realidade.


CE: A tua música é em francês e isso não é algo a que estamos habituados por parte da Áustria. Achas que isso pode ser algo positivo?

Zoë: Espero que sim. É definitivamente diferente :)


CE: Como é que descreves a tua canção?

Zoë: A minha canção é sobre uma viagem a um paraíso imaginário colorido. A minha canção é para irradiar energias positivas e colocar um sorriso nas caras dos ouvintes.


CE: Podemos esperar alguma surpresa da tua parte? Tens alguma ideia de como será a tua atuação?

Zoë: Vamos tentar levar os espetadores a uma viagem a uma mundo de conto de fadas colorido. Vou estar andar a maior parte do tempo numa passadeira :) Temos cenários lindos feitos à mão que criámos para o vídeo. Espero que os posamos usar no palco em Estocolmo.

Veja o vídeo de "Loin d'ici":


CE: A Eurovisão ainda é uma porta aberta para ajudar os cantores? Tens medo de ter um mau lugar?

Zoë: Acho que a Eurovisão pode ajudar a lançar uma carreira. Não, não tenho medo, só estou entusiasmada.



CE: Tens alguma música preferida dos outros países a concurso?

Zoë: Gosto de muitas canções, mas tenho de admitir que ainda não tive tempo para as ouvir todas.


CE: Qual a tua opinião sobre a não participação de Portugal este ano? Lembras-te de alguma participação portuguesa?

Zoë: Acho que é triste Portugal não participar este ano. Gostei da Filipa Azevedo.


CE: Tens alguns projetos novos para o futuro?

Zoë: Vou fazer uma digressão depois da da Eurovisão e estou entusiasmada por começar a trabalhar no meu novo álbum este verão :)


CE: Podes deixar umas palavras para os teus fãs portugueses?

Zoë: Queridos amantes da Eurovsião! Estou muito feliz por Estocolmo estar perto e vou tentar dar o meu melhor, como todos os participantes, para fazer um evento musical fantástico onde possamos celebrar o nosso amor pela música!

Veja a atuação de Zoë na final nacional:



ENGLISH VERSION


Zoë is a 19 year-old singer who will represent Austria in this year's Eurovision Song Contest with the song "Loin d'ici", one of the only three songs sang in a language other than english. We talked to her to know some of her plans for her Eurovision performance but also her plans for her professional future. Zoë will perform in the first semi final on May 10th.


Crónicas de Eurofestivais (CE): How did you start your artistic life?

Zoë: I was born in a family of musicians and so music was always around and I sang a lot with my parents since I was a little kid.
I started my professional career as singer right after my school leaving exam when I was 17. I started to write and produce my first songs together with my father (who is a songwriter and music producer). I had my first live appearance on stage on the Global Rockstar live event 2014, and then it all started really fast. I was asked to participate in the austrian preselections for ESC 2014 where I did not win, but it gave me the chance to reach out to a bigger audience. So I continued working on my music, and in summer 2015, I had my first radio hit :) I released my first album „debut“ in autumn and it reached top 5 of the charts which made me so happy :)
And now I will go to Stockholm !!! :))


CE: Do you follow regularly the Eurovision? Which is your favourite Eurovision song of all time?

Zoë: Every year! Loreen-Euphoria


CE: Have you ever dreamed of being part of the Eurovision Song Contest?

Zoë: Since I was a kid. It’s a dream that comes true


CE: Your song is in french which is not something we are use to see from Austria. Do you believe that can be a positive thing?

Zoë: I hope so. It’s definitely different :)


CE: How would you describe your Eurovision song?

Zoë: My song is about a journey to a colorful imaginary paradise. My song is meant to radiate positive vibes and to put a smile on the faces of the listeners. 


CE: Can we expect any surprises from you? Do you have any idea of how it is going to be your performance?


Zoë: We will try to take the audience on a journey to a colorful fairy-tale like place. I will be walking most of the time on a treadmill :) We have beautiful handpainted visuals we created for the videoclip. I hope we can use them on stage in Stockholm.

See "Loin d'ici" videoclip:


CE: Is Eurovision still an open door to help the singers? Are you afraid to get a bad place in the contest?

Zoë: I think that Eurovision can help to boost a career. No, I’m not afraid, just excited.


CE: Do you have any favourite music from other country in the contest?

Zoë: I like many songs a lot, but I have to admit that I did not have the time yet to listen to them all.


CE: What is your opinion about the non-participation of Portugal in ESC 2016? Do you remember any Portuguese participation?

Zoë: I think it is sad that Portugal does not participate in 2016. I liked Filipa Azevedo.


CE: Do you have any new projects for the future?

Zoë: I’m going on tour after the Eurovision and I’m excited to start working on my new album this summer :)


CE: Can you please leave a few words to your Portuguese fans…

Zoë: Dear ESC lovers! I’m so happy that Stockholm is coming closer and I’ll try to give my best, like all participants, to enable a great, peaceful music event, where we can celebrate our love for music!

See Zoë's performance in the National Final:


Imagens: oe24; oikotimes /Vídeos: Eurovision Song Contest
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