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Apreciações Musicais - ESC 2026: Dinamarca

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Søren Torpegaard Lund - "Før Vi Går Hjem"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: há qualquer coisa no ritmo desta música que não combina com a orgia da atuação e da letra. Se eu não tivesse visto esta atuação nem tivesse ido ver a tradução da letra, diria que era uma música de auto-ajuda, de como podemos ser melhores se esforçarmos ou essas tretas que os coach dizem. Se o objetivo dele era fazer uma orgia e cantar sobre ela, devia ter ido com uma música adequada a isso. Pondo essa questão de lado, e não sendo eu, de todo, fã da atuação (que acho tão ridícula quanto a do Olly Alexander), consigo reconhecer que está bem pensada e pronta para o palco eurovisivo e também consigo perceber o porquê do fã eurovisivo comum a adorar.

João Vermelho: eu li bem? Dinamarca? Na sua língua mãe e com uma canção competitiva, sendo uma das favoritas dos fãs? Realmente não estava no meu bingo, pessoalmente não é das minhas favoritas, mas gosto da canção. É um instrumental muito cheio e pesado em certas partes, mas de uma forma geral é bem produzido. Gosto da melodia e do refrão, fica na cabeça e funciona mesmo em dinamarquês (defendo que qualquer língua pode funcionar na Eurovisão e aqui está uma das provas). A performance é eletrizante e vocalmente irrepreensível por parte do Søren, tem tudo para arrasar em maio, e colocar a Dinamarca na final e lutar até por um lugar interessante na final.

Neuza Ferreira: quanto mais oiço “Før Vi Går Hjem” mais gosto; para não passar vergonha, nem digo quantas vezes já vi no YouTube a atuação na final nacional dinamarquesa, mas já não dá para contar pelos dedos das mãos. Estou conquistada por esta vibe intensa e enérgica, e dá-me vontade de ir saltar com o Søren. A atuação é bastante sólida, se bem que podiam aprimorar um ou outro aspecto em termos de cenário para o palco de Viena. Não estava à espera que ele conseguisse interpretar tão bem e performar tão bem. Se isto não dá o melhor lugar de sempre à Dinamarca após a vitória da Emmelie de Forest, não sei o que dará.

Pedro Lopes: basta dizer-vos que é a minha canção favorita deste ano, e por quem mais torço por um excelente resultado. Não vence, não sei se fica perto, mas merece um resultado à altura, como há muito a Dinamarca não consegue. Sempre fui um fiel defensor da final nacional do país, mesmo quando não nos apresentava nada competitivo. Este ano parece terem encontrado a pólvora, com várias propostas competitivas, mas com um tema vencedor de excelência. Uma música eletrizante, mega contagiante, com um crescendo poderoso, incapaz de deixar quem quer que seja, pelo menos, curioso com o que se passa. Isto para não falar num intérprete exímio, com uma prestação segura, à qual se junta uma apresentação em palco que pouca afinação precisa. Para mim, tudo aqui é bom. Vou estar a torcer muito!


PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 5 pontos

João Vermelho: 6 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 12 pontos

31 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Austrália - 32 pontos; 4.º Moldávia - 32 pontos; 5.º Dinamarca - 31 pontos; 6.º Albânia - 31 pontos; 7.º Grécia - 29 pontos; 8.º Chéquia - 29 pontos; 9.º Chipre - 28 pontos; 10.º Suíça - 28 pontos; 11.º Luxemburgo - 27 pontos; 12.º Suécia - 26 pontos; 13.º Sérvia - 26 pontos; 14.º Croácia - 26 pontos; 15.º Lituânia - 22 pontos; 16.º Polónia - 19 pontos; 17.º Bélgica - 18 pontos; 18.º Geórgia - 16 pontos; 19.º Portugal - 16 pontos; 20.º Montenegro - 16 pontos; 21.º Arménia - 13 pontos; 22.º Estónia - 13 pontos; 23.º Bulgária - 11 pontos; 24..º Azerbaijão - 11 pontos; 25.º São Marino - 8 pontos.


Vídeo: Eurovision Song Contest

Portugal: morreu Mário Marta, participante do Festival da Canção 2026

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 O cantor cabo-verdiano Mário Marta morreu, na quinta-feira, aos 53 anos, em Lisboa, disse esta sexta-feira à Lusa fonte familiar do artista que participou no Festival da Canção deste ano.


Morreu Mário Marta, cantor cabo-verdiano que este ano pôde ser visto no Festival da Canção (FC) 2026, com o tema "Pertencer", composto por Djodje.

A informação foi confirmada à agência Lusa por fonte familiar.

"Mário Marta destacou-se como um artista de grande sensibilidade e dedicação à música cabo-verdiana, conquistando o respeito do público, dentro e fora do país", referiu a família, numa mensagem em que classifica a morte como "uma perda irreparável para a música e cultura nacional".

Conhecido pela sua ligação às mornas e coladeiras, géneros da música tradicional cabo-verdiana, Mário Marta nasceu a 30 de agosto de 1972, na Guiné-Bissau, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana.

Viveu na Guiné-Bissau e em Angola, antes de se fixar em Portugal. A RTP também já reagiu à morte, através de uma partilha na página do Festival da Canção, lamentando esta permatura perda.


Fonte: Lusa/ Imagem: RTP

Apreciações Musicais - ESC 2026: Chipre

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Antigoni - "Jalla"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: quando vi a seleção da artista, fui daquelas que julgaram o livro pela capa. Achei que ia ser mais um Fuego, um Replay, um El Diablo. Jalla não é a maior obra de arte da música, mas é interessante e consegue, finalmente, trazer-nos cultura cipriota. Gosto muito do refrão e do instrumental que se lhe segue. Amei de paixão o videoclip, que me levou de volta ao Chipre, mas com o qual também é muito fácil qualquer país do sul da Europa se identificar. Ela é bastante mais competente ao vivo do que eu pensava e vê-se que há ali muita felicidade por ter esta oportunidade. Espero genuinamente que o Chipre se dê muito bem.

João Vermelho: não consigo apreciar esta canção como a maior parece fazer. Não acho a canção genérica, mas acho-a banal, letra muito básica, elementos étnicos só para criar uma vibe exótica, e não tanto por autenticidade. A melodia é interessante, tem uma boa produção, o refrão fica na cabeça, apesar de achar um pouco repetitivo e não gostar de todo do “opa”. Acho que passará à final e dependendo do staging poderá obter um bom resultado, pelo menos no televoto.

Neuza Ferreira: já não me lembro da última vez que o Chipre levou ao ESC uma música pop com bastantes sonoridades étnicas. Não sinto que “JALLA” tenha aquele efeito explosivo, mas o instrumental é bastante digno e o refrão da letra fica na cabeça. Já li diversos comentários sobre o facto da Antigoni não ser propriamente uma grande vocalista, mas veremos como se sairá; deixa-me com algum receio, uma vez que a música é bastante virada para uma atuação mexida e, se ela não canta grande coisa, imagino cantar e dançar ao mesmo tempo...
Não vejo, no entanto, qualquer problema em qualificar-se, a menos que apresentem um staging desastroso – e isso não acredito, de todo. É das minhas propostas favoritas em competição este ano e gostava muito que ficasse no top 10, mas aposto mais num top 15.

Pedro Lopes: vá, se é um bocadinho o truque do ‘mais do mesmo’, é… no sentido de – voz feminina, personalidade exótica, um ritmo estilo Eurovisão, e aí seguimos. Ainda assim, este ‘JALLA’ acaba por conquistar mais no sentido de ter considerado com mais importância e relevância a presença de sons e elementos étnicos. E, parecendo que não, olhando para o quadro geral de canções a concurso nesta edição, é o único girlbop que faz por alimentar essa ‘fatia’ tão importante da Eurovisão. Depois do que aconteceu o ano passado, será sem dúvida um excelente retorno do país às finais do concurso.



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 7 pontos

João Vermelho: 3 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 10 pontos

28 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Austrália - 32 pontos; 4.º Moldávia - 32 pontos; 5.º Albânia - 31 pontos; 6.º Grécia - 29 pontos; 7.º Chéquia - 29 pontos; 8.º Chipre - 28 pontos; 9.º Suíça - 28 pontos; 10.º Luxemburgo - 27 pontos; 11.º Suécia - 26 pontos; 12.º Sérvia - 26 pontos; 13.º Croácia - 26 pontos; 17.º Lituânia - 22 pontos; 15.º Polónia - 19 pontos; 16.º Bélgica - 18 pontos; 17.º Geórgia - 16 pontos; 18.º Portugal - 16 pontos; 19.º Montenegro - 16 pontos; 20.º Arménia - 13 pontos; 21.º Estónia - 13 pontos; 22.º Bulgária - 11 pontos; 23.º Azerbaijão - 11 pontos; 24.º São Marino - 8 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Austrália

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Delta Goodrem - "Eclipse"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: fui ouvir esta música porque vi reviews muito positivas. Confesso que não estava com grandes esperanças e não me surpreendeu em nada. “Eclipse” não traz nada de novo, é uma balada pop que vai ganhando poder e ritmo. A cantora é excelente e, portanto, vai elevar a música em palco, mas a verdade é que já ouvimos isto dezenas de vezes, umas melhores e outras piores. 

João Vermelho: primeiro, não conhecia a artista, não estava de todo no meu radar, nem nunca ouvi nada dela, nem o nome dela. Segundo, não desgosto da canção, a primeira vez que ouvi, achei algo muito banal e um pouco datada, ainda o acho, mas aos poucos tem me conquistado. Gosto bastante da melodia e do refrão, acho que tem uma boa estrutura e instrumental, a produção não gosto tanto. Delta tem uma voz bonita e se cantar bem ao vivo, poderá ser um dos pontos fortes da atuação. Pelo nome da artista, pelo tipo de canção que é, acho que passa facilmente à final, se bem colocada ou não, dependerá do que apresentar em maio.

Neuza Ferreira: Delta Goodrem é o nome mais sonante desta edição da Eurovisão e, quer queiramos quer não, isso também pesa. Apesar disso, não foi nada modesta na música e apresenta-se com uma grande composição. Aquele piano em “Eclipse” deixa-me doente por mais, e a batida do refrão e a letra não me saem da cabeça. Mal posso esperar por ver a Delta ao vivo no palco do ESC, pois já sabemos que ela arrasa e com um staging capaz de dar um top 5 à Austrália depois de dois anos sem conseguir qualificar-se para a final.

Pedro Lopes: aqui sou o ‘salvador da pátria’ em comparação com o que, possivelmente, colegas meus escreveram, e pontos que também atribuíram. Podem dizer o que quiserem da canção, podem considerar datada – o que discordo em absoluto – mas, para além do tema ser excelente, é profundamente injusto quem descarta uma boa classificação da Austrália este ano ‘só porque sim’, ou só porque a música é ‘relativamente cheesy’. Seja ou não seja, só uma pessoa completamente desligada da dinâmica da Eurovisão é que consegue ver isto fora dos primeiros lugares, como se a votação de um júri profissional não fosse vibrar com isto. Basta escutar o que a Delta Goodrem consegue fazer ao vivo. E podia continuar com a minha tese, mas não vale a pena. Canção inteligente, voz do outro mundo, e acredito que um estudo cuidado da atuação ao vivo. Por mim, vencia muito bem!



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 6 pontos

João Vermelho: 6 pontos
 
Neuza Ferreira: 8 pontos

Pedro Lopes: 12 pontos

32 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Austrália - 32 pontos; 4.º Moldávia - 32 pontos; 5.º Albânia - 31 pontos; 6.º Grécia - 29 pontos; 7.º Chéquia - 29 pontos; 8.º Suíça - 28 pontos; 9.º Luxemburgo - 27 pontos; 10.º Suécia - 26 pontos; 11.º Sérvia - 26 pontos; 12.º Croácia - 26 pontos; 13.º Lituânia - 22 pontos; 14.º Polónia - 19 pontos; 15.º Bélgica - 18 pontos; 16.º Geórgia - 16 pontos; 17.º Portugal - 16 pontos; 18.º Montenegro - 16 pontos; 19.º Arménia - 13 pontos; 20.º Estónia - 13 pontos; 21.º Bulgária - 11 pontos; 22.º Azerbaijão - 11 pontos; 23.º São Marino - 8 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Albânia

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Alis - "Nân"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: a Albânia escolheu a sua música há tantos meses que é impossível lembrar-me do que quer que seja. Não é uma música má, mas também não nos traz nada de especial. Se tiver uma boa perfomance (coisa que na final nacional não teve), talvez se safe. A voz dele é boa, mas não se distingue das demais e a sua presença em palco incomoda-me um pouco. Acho ridículas as pessoas que usam óculos de sol em sítios fechados (a menos que seja para ganhar pontos no Fantasanremo) portanto fico logo irritada quando o vejo.

João Vermelho: a Albânia é pelo segundo ano consecutivo o meu país favorito, e que canção fascinante é esta! O instrumental é épico e bem produzido, sente-se que é uma boa produção quando se percebe que tem camadas e existe profundidade, algo que está a ser raro este ano. Gosto muito da letra, soa muito bem em albanês e casa melodicamente muito bem com a canção. Alis é muito seguro, viu-se na final nacional e acho que é uma atuação irrepreensível, não só a nível vocal. Acho que o staging terá de ser repensado e adaptado para o palco da Eurovisão para conseguir criar ainda mais impacto, gostei dos visuais do videoclip que talvez se possam inspirar. Acho que passará à final, principalmente pelo voto do júri, mas sinto que o fraco entusiasmo até agora dos fãs poderá significar uma pouca adesão no televoto, veremos.

Neuza Ferreira: acho que já todos sabem que não sou a maior apreciadora de baladas, mas uma balada como “Nân” não há como não gostar. É uma música emotiva e melancólica, que só o transparece por conta do instrumental que combina sons atuais com um toque de tradicional. O Alis parece-me um ótimo intérprete, sendo que os backing vocals enriquecem e trazem uma atmosfera diferente à atuação. Estou curiosa para perceber se em Viena vão manter o staging apresentado do FiK, pois parece-me ser o ponto mais fraco; gostava de ver algo mais intimista e mais trabalhado. Seguramente o Alis conseguirá colocar a Albânia pela 2.ª vez consecutiva na final do ESC.

Pedro Lopes: não fica longe de outras canções da Albânia e do registo daquilo que o país melhor consegue fazer, e por isso que é bastante bom. Tinha outra favorita na final nacional albanesa, mas ‘Nan’ é claramente um tema potente, tendo um intérprete bastante à altura. A atuação em si precisa de ser trabalhada, mas não será difícil garantir a sua passagem à final, sobretudo com o regresso do painel de jurados às eliminatórias.



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 6 pontos

João Vermelho: 12 pontos
 
Neuza Ferreira: 6 pontos

Pedro Lopes: 7 pontos

31 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Moldávia - 32 pontos; 4.º Albânia - 31 pontos; 5.º Grécia - 29 pontos; 6.º Chéquia - 29 pontos; 7.º Suíça - 28 pontos; 8.º Luxemburgo - 27 pontos; 9.º Suécia - 26 pontos; 10.º Sérvia - 26 pontos; 11.º Croácia - 26 pontos; 12.º Lituânia - 22 pontos; 13.º Polónia - 19 pontos; 14.º Bélgica - 18 pontos; 15.º Geórgia - 16 pontos; 16.º Portugal - 16 pontos; 17.º Montenegro - 16 pontos; 18.º Arménia - 13 pontos; 19.º Estónia - 13 pontos; 20.º Bulgária - 11 pontos; 21.º Azerbaijão - 11 pontos; 22.º São Marino - 8 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2026: Suíça

Sem comentários

 

Veronica Fusaro - "Alice"



OPINIÃO GERAL

Jessica Mendes: não acho que isto possa funcionar na Eurovisão, mas é o género de música que mais gosto. Um pop com toque rock e também uma inspiração jazz. Acho que a ponte entre os versos e o refrão é mázinha e tira a intensidade toda que se estava a construir. O final, depois do solo de guitarra, também é fraco para o que se esperava. Tirando estes pormenores, acho que é uma música cheia de qualidade e diferente de todas as outras. Creio que este tipo de música exige uma interpretação vocal mais acentuada, coisa que espero que ela tenha ao vivo. Não acho que vá haver grande staging e não a vejo na final, mas fico feliz por a Suíça ter voltado a apostar em algo diferente, mesmo depois dos zero pontos do ano passado.

João Vermelho: gosto muito da canção da Suíça, não é a minha favorita, mas entra no meu top 10. É uma sonoridade familiar para mim, e eu gosto muito deste tipo de canções. Gosto muito do instrumental e da estrutura da canção, não gosto tanto do refrão, acho que tem pouco impacto. Percebo perfeitamente que não será um dos temas destaque, principalmente dentro da opinião dos eurofãs, tops, apostas etc… Porém, acredito que esta canção possa funcionar muito bem com o júri, dependerá da apresentação em palco e da performance ao vivo, mas se for algo bem executado, acho que poderá passar na sua semifinal e ter um resultado interessante na final.

Neuza Ferreira: não fiquei muito impressionada com “Alice” nas primeiras audições, mas acho que a música já cresceu em mim. À semelhança do ano passado, a Suíça volta a trazer-nos uma proposta fresca, no meio de tanto pop genérico e banal. “Alice” destaca-se pela coesão: tem um instrumental com um toque meio indie bem construído e com arranjos trabalhados e cuidados. Não sendo, no geral, uma proposta espetacular, tem personalidade suficiente para se destacar o quanto baste para avançar para a final.

Pedro Lopes: há dois pontos essenciais – a canção é muito boa, mas é, talvez, o tema que menos se encaixa no estilo da Eurovisão. Será, porventura, a música que mais dificilmente conseguirá uma boa performance ao vivo, já que facilmente perderá muitas das suas características. Como disse, gosto deste ‘Alice’, da voz da cantora, e aprecio bastante a narrativa construída no videoclipe. Mas não posso negar que, competitivamente, é uma canção mais fraca, e isso ficará provado nas atuações ao vivo.



PONTUAÇÃO FINAL

 
Jessica Mendes: 8 pontos

João Vermelho: 8 pontos
 
Neuza Ferreira: 6 pontos

Pedro Lopes: 6 pontos

28 pontos


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Moldávia - 32 pontos; 4.º Grécia - 29 pontos; 5.º Chéquia - 29 pontos; 6.º Suíça - 28 pontos; 7.º Luxemburgo - 27 pontos; 8.º Suécia - 26 pontos; 9.º Sérvia - 26 pontos; 10.º Croácia - 26 pontos; 11.º Lituânia - 22 pontos; 12.º Polónia - 19 pontos; 13.º Bélgica - 18 pontos; 14.º Geórgia - 16 pontos; 15.º Portugal - 16 pontos; 16.º Montenegro - 16 pontos; 17.º Arménia - 13 pontos; 18.º Estónia - 13 pontos; 19.º Bulgária - 11 pontos; 20.º Azerbaijão - 11 pontos; 21.º São Marino - 8 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest
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