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Bélgica: ESSYLA e "Dancing on the Ice" defendem país no ESC 2026

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ESSYLA vai defender as cores belgas no Festival Eurovisão 2026 com a canção "Dancing on the Ice".

Após a realização de uma final nacional, em 2025, por parte da emissora flandres Vlaamse Radio- en Televisieomroeporganisatie (VRT), a Radio Télévision Belge Francophone (RTBF), emissora estatal belga de língua francesa, responsável pela participação da Bélgica na edição de 2026 do Festival Eurovisão da Canção (ESC), voltou a selecionar internamente os representantes do país. Alice Van Eesbeeck, conhecida artisticamente como ESSYLA, com a canção Dancing on the Ice, vai defender as cores belgas em Viena, capital da Áustria.

Oiça o tema:


A Bélgica estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 1956 e já ganhou uma vez: em 1986, com Sandra Kim e a canção "J'aime la vie". Em 2025, o país foi representado por Red Sebastian, com o tema "Strobe Lights", terminando no 14.º lugar da 1.ª semifinal com 23 pontos.

Recorde "Strobe Lights":


Fonte, Imagem e Vídeos: Eurovision.tv

“Quem mais sente que o FC 2026 está frio e sem entusiasmo ponha o dedo no ar!”

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Com uma estratégia que pode até estar definida internamente, mas que cá fora pouco se sente, o Festival da Canção 2026 está prestes a arrancar — e a verdade é que quase ninguém parece ter dado conta! E digo-o como fã atento: não há ambiente. Não há expectativa no horizonte. E se quem acompanha o Festival ao detalhe sente esta frieza, dificilmente o público em geral estará mais entusiasmado. Não devia ser sinal de alarme? Ou se calhar, e este ano em específico, quer-se mesmo isto assim? Quem é como quem diz: no nevoeiro!

Para mim, há só uma pergunta que se impõe: que rumo está a ser traçado? Por que motivo, este ano, estamos assim? É notório que faltam informações básicas para criar antecipação. Não conhecemos alinhamentos completos. A ordem de atuações tarda. Sobre ensaios, silêncio. As redes sociais do FC têm estado discretas ao ponto de parecerem ausentes ou mesmo inexistentes (como é possível!). E quando a comunicação falha em criar narrativa, instala-se inevitavelmente a sensação de vazio...

Agora um preâmbulo: Não é a primeira vez que deixo críticas à forma como o Festival tem sido conduzido nos últimos anos. Não o faço só porque sim. Faço-o porque acredito no formato e porque me recuso a aceitar que questionar seja sinónimo de atacar. E sei que há mais gente a sentir o mesmo — ainda que nem todos tenham coragem de o verbalizar.

Em 2025, antes da Eurovisão, apontei reservas à vitória dos NAPA — não à banda, mas ao modelo de votação do FC que, na minha opinião, continua a precisar de revisão. Reconheci depois o percurso meritório que o grupo fez e continua a fazer. Isso mesmo faz parte, na minha ótica, de uma análise honesta: criticar quando se discorda, reconhecer quando há mérito.

Mas agora falamos de 2026. A primeira semifinal acontece já este sábado (21). E, ainda assim, não existe a sensação de que estamos à porta de um dos momentos centrais da temporada televisiva da RTP.

Num ano com mudanças relevantes — nova abordagem de produção, contexto diferente, um palco novo, Filomena e Vasco a conduzirem tudo... decisões que poderiam gerar conversa — o que temos é contenção. E contenção excessiva raramente gera entusiasmo.

“Quem mais sente que o FC 2026 está frio e sem qualquer entusiasmo ponha o dedo no ar!”

Pergunto, sem dramatismos, mas com frontalidade: Estamos mesmo a sentir o Festival? Quem está a ouvir as canções fora da bolha habitual? Onde está o debate, o buzz, a curiosidade?

O silêncio não é algo neutro. O silêncio, antes, comunica!

O que pode estar a motivar toda a contenção este ano — Portugal na Eurovisão

Há ainda o tema sensível da posição do canal público no ESC, e das declarações de vários dos participantes no Festival sobre o boicote, em caso de vitória. É um assunto mais que delicado, naturalmente. Mas ignorá-lo não o faz desaparecer. Se existe um elefante na sala, fingir que ele não está lá dificilmente será estratégia sustentável. Nem tão pouco sacrificar tudo o resto para se poupar do que possa aí vir...

Por outro lado, também nós, fãs, parecemos mais conformados. Talvez pela gratidão pelo investimento feito nos últimos anos no Festival. E esse reconhecimento é justo. O trabalho da equipa que tem feito “das tripas coração” merece ser valorizado.

Mas a gratidão não pode significar silêncio absoluto.

Este ano sente-se menos impacto fora da “bolha eurovisiva”. Menos números. Menos comentários. Menos discussão. E quando não há reação — nem positiva nem negativa — instala-se algo mais preocupante do que a crítica: a indiferença!

Ser fã não é bater palmas a tudo. Também não é declarar derrotas antecipadas. É ter capacidade crítica e exigir que uma competição que já provou ser relevante continue a ambicionar mais. E não custa assumir que isso não está a acontecer, ou, melhor — está a desaparecer.

“Não tem mal nenhum ser fã do Festival e conseguir ter a capacidade de escutar e dizer — não temos canções competitivas. Não compro as opiniões de quem consegue ir para a frente de um ecrã elogiar todas as canções — nem os próprios acreditam nisso”

Portugal pode perfeitamente voltar a alcançar uma final da Eurovisão. Isso não está em causa. O que está em causa é o caminho até lá. Porque o Festival deveria ser um momento de mobilização coletiva, de conversa entre os pares, de um entusiasmo visível — e não um evento que parece voltar a passar mais despercebido.

Não trago fórmulas mágicas. Trago, talvez assim o diga, uma certa inquietação. E acredito que não estou sozinho. Ou pelo menos assim o espero.

Porque, se há algo que permanece, é isto: os fãs continuam aqui. Continuam atentos. Continuam exigentes. E continuam a querer que o Festival cresça — ou, melhor: que não se acomode.

E é precisamente por isso que vale a pena falar. E sim: nós, os fãs, nunca vos abandonaremos, RTP!

Opinião de Pedro Damasceno Lopes (ESC 38N)

[PODCAST] EP. 36 - A maldição do país anfitrião

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Depois da revisão dos escolhidos do passado fim de semana, antevemos as finais nacionais da Áustria, o país anfitrião que parece estar a esforçar-se para não voltar a sê-lo tão depressa, e da Finlândia, que lidera atualmente as casas de apostas.

Se quiserem ouvir a nossa opinião, basta seguirem-nos no Spotify e, sempre que publicarmos um episódio novo, receberão a notificação.


Reino Unido: LOOK MUM NO COMPUTER é escolhido pela BBC para a Eurovisão

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 Apresentado como cantor/compositor experimental, LOOK MUM NO COMPUTER é também um YouTuber de sucesso, somando milhões de visualizações na plataforma.

O Reino Unido parece voltar a surpreender com uma escolha para o Festival Eurovisão da Canção (ESC). Em 2026, a BBC, emissora do país, será representada por LOOK MUM NO COMPUTER, o nome artístico de um jovem cantor/compositor experimental que fez carreira enquanto YouTuber, sendo seguido por alguns milhões.

O artista é também "inventor de máquinas musicais únicas", segundo é dito, e um grande fã da Eurovisão. Muito ligado à eletrónica, a canção que irá apresentar no palco de Viena só será conhecida daqui a umas semanas.

O Reino Unido participa no concurso desde a edição de 1957, contando já com cinco vitórias no Festival (1967,1969, 1976, 1981 e 1997). Em 2025, o país, representado pelo grupo Remember Monday, com o tema "What The Hell Just Happened?", e terminou no 19.º lugar, com 88 pontos.

Recorde "What The Hell Just Happened?":


Fonte e Imagem: BBC

Croácia: LELEK vencem Dora 2026 e rumam a Viena

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LELEK e "Andromeda" venceram o Dora 2026, e vão representar o país em Viena.

A competição Dora serviu, uma vez mais, como final nacional da Croácia para o Festival Eurovisão da Canção (ESC). À semelhança do ano anterior, os dezasseis artistas que se apresentaram, este domingo, no palco da final, tiveram de conquistar o apuramento nas semifinais. LELEK e o tema "Andromeda" foram os grandes vencedores e seguem viagem para Viena.

A canção vencedora foi determinada por voto o público (50%), do júri croata (25%) e o do júri internacional (25%).

Aceda aos resultados (júri + público):

1.º LELEK - "Andromeda" (77 + 96 = 173 pontos)


2.º Cold Snap - "MUCHO MACHO" (38 + 70 = 108 pontos)
3.º Stela Rade - "Nema te" (46 + 47 = 93 pontos)
4.º ToMa - "Ledina" (44 + 27 = 71 pontos)
5.º DEVIN - "OVER ME" (22 + 39 = 61 pontos)
6.º Lima Len - "Raketa" (20 + 36 = 56 pontos)
7.º Alen Đuras - "From Ashes to Flame" (41 + 15 = 56 pontos)
8.º Irma - "Ni traga" (32 + 11 = 43 pontos)
9.º MARKO KUTLIĆ - "NEOTUĐIVO" (20 + 22 = 42 pontos)
10.º Sergej - "Scream" (33 + 9 = 42 pontos)
11.º Ritam Noir - "Profumi di mare" (5 + 35 = 40 pontos)
12.º Lara Demarin - "MANTRA" (22 + 18 = 40 pontos)
13.º Noelle - "Uninterrupted" (27 + 11 = 38 pontos)
14.º Lana Mandarić - "Tama" (21 + 11 = 32 pontos)
15.º Ananda - "DORA" (13 + 7 = 20 pontos)
16.º Ema Bubić - "Vrijeme za nas" (3 + 9 = 12 pontos)

A Croácia estreou-se como país independente no Festival Eurovisão da Canção em 1993 e o seu melhor resultado é um 2.º lugar: em 2024, com Baby Lasagna e a canção "Rim Tim Tagi Dim". Em 2025, o país foi representado por Marko Bošnjak e o tema "Poison Cake", tendo terminado, com 28 pontos, no 12.º lugar da 1.ª semifinal.

Reveja "Poison Cake":


Fonte e Imagem: HRT/Vídeos: HRT; Eurovision.tv

Grécia: Akylas e "Ferto" vencem a final nacional

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  Akylas, com a canção "Ferto", foi o grande vencedor do Sing For Greece e vai representar a Grécia em Viena.

O grande favorito de grande parte dos fãs e das casas de apostas acabou por confirmar esse mesmo favoritismo e venceu a final nacional grega. Nas semifinais apenas o público teve direito ao voto, enquanto na final a votação foi dividida entre público e júri. Veja os resultados finais abaixo.

1.º Akylas – "Ferto" (48 pontos)

2.º Good Job Nicky – "Dark Side Of The Moon" (33 pontos)
3.º Marseaux – "Hanomai" (32 pontos)
4.º Evangelia – "Parea" (24 pontos) 
5.º Zaf – "Astío" (23 pontos)
6.º D3lta – "Mad About It" (21 pontos)
7.º Stylianos – "You & I" (18 pontos)
8.º Alexandra Sieti – "The Other Side" (17 pontos)
9.º Koza Mostra – "Bulletproof" (9 pontos)
10.º Mikay – "Labyrinth" (4 pontos)
11.º Rosanna Mailan – "Alma" (2 pontos)
12.º Stefi – "Europa" (1 ponto)
13.º Mapika – "Daughters Of The Sun (A, E, I, O, U)" (0 pontos)
14.º Leroybroughtflowers – "Sabotage" (0 pontos)

Oiça "Ferto":


A Grécia estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 1974 e já ganhou uma vez: em 2005, com Helena Paparizou e a canção "My Number One". Em 2025, o país foi representado por Klavdia, com o tema "Asteromata", ficando no 6.º lugar da final com 291 pontos.

Fonte, imagem: ERT/Vídeo: Eurovision.tv
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