Leléka - "Ridnym"
OPINIÃO GERAL
Jessica Mendes: comentar as músicas ucranianas é meio inútil porque todos sabemos que é um país que vai acabar no top 10 independentemente do que enviar. Esta música estava longe de ser a preferida dos eurofãs (ou a minha) e confesso que a voz dela me irrita um pouco (odeio aquele início meio susurrado). Acho que há pontos interessantes nesta música, mas, quando juntos, não formam uma canção coerente, com transições lógicas. A expressão facial dela é a mesma da Lili Caneças depois das plásticas todas, portanto, não me transmite absolutamente nada. Dito isto, se fosse outro país qualquer, ficaria na semifinal.
João Vermelho: a Ucrânia costuma ser dos meus países favoritos, e apesar de achar que esta é a canção que menos interessante desde 2018, soar algo muito negativo, eu até gosto bastante da canção, mas de facto não é das minhas favoritas. Leléka tem uma excelente voz e presença em palco, e é sem dúvida o ponto forte desta canção. O instrumental há partes que não gosto tanto, acho até um pouco datado e mal produzido, mas ao mesmo tempo aquele som de cordas tem o seu charme. Há momentos da canção em que existe mais dinamismo e que eu gosto, mas o resto apesar de ter uma melodia bonita, me parece no geral se torna um pouco monótona e repetitiva. Ainda assim, passará facilmente à final, e poderá ficar bem colocada na final, mas não chocaria se ficasse fora do top 10.
Neuza Ferreira: não consigo comentar “Ridnym” sem me lembrar que a minha favorita do Vidbir seria a minha favorita desta edição da Eurovisão. Não posso dizer que desgosto. É uma ótima canção por parte da Ucrânia, com uma grande produção e uma encenação bastante bem conseguida, como o país nos vem habituando há alguns anos. No entanto, há um ponto que, a meu ver, estraga um pouco, que é o facto de ter partes da letra em inglês. Facilmente conseguirá o seu lugar na final do ESC e talvez alcance o top 15. Acredito que a delegação vá trabalhar para aprimorar o staging face ao apresentado pela LELÉKA na final nacional, que é algo no qual o país não costuma vacilar.
Pedro Lopes: havia tão melhor no Vidbir deste ano – olá novamente, Jerry Heil – mas percebo a escolha segura quanto a Leleka. Nada a anotar quanto à cantora em si, que demonstra eficazmente todas as suas capacidades. Também não tenho críticas quanto ao tema, apenas não me aquece nem arrefece. A performance, ainda assim, precisa de ser trabalhada, porque carece de impacto visual. Facilmente está na final, mas que isso me vá agradar em demasia…
PONTUAÇÃO FINAL
Jessica Mendes: 6 pontos
João Vermelho: 7 pontos
Neuza Ferreira: 6 pontos
Pedro Lopes: 5 pontos
24 pontos
CLASSIFICAÇÃO GERAL
1.º Finlândia - 36 pontos; 2.º Roménia - 36 pontos; 3.º Austrália - 32 pontos; 4.º Moldávia - 32 pontos; 5.º Dinamarca - 31 pontos; 6.º Albânia - 31 pontos; 7.º Grécia - 29 pontos; 8.º Chéquia - 29 pontos; 9.º Chipre - 28 pontos; 10.º Suíça - 28 pontos; 11.º Luxemburgo - 27 pontos; 12.º Suécia - 26 pontos; 13.º Sérvia - 26 pontos; 14.º Letónia - 26 pontos; 15.º Croácia - 26 pontos; 16.º Malta - 25 pontos; 17.º Ucrânia - 24 pontos; 18.º Lituânia - 22 pontos; 19.º Noruega - 21 pontos; 20.º Polónia - 19 pontos; 21.º Bélgica - 18 pontos; 22.º Geórgia - 16 pontos; 23.º Portugal - 16 pontos; 24.º Montenegro - 16 pontos; 25.º Arménia - 13 pontos; 26.º Estónia - 13 pontos; 27.º Bulgária - 11 pontos; 28.º Azerbaijão - 11 pontos; 29.º São Marino - 8 pontos.
Vídeo: Eurovision Song Contest





