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[Review] A viagem reflexiva de Blanche em "Empire"

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Empire é o álbum de estreia da cantora e compositora belga Blanche (ESC 2017), lançado a 29 de maio de 2020. 

"Empire é um álbum para ser digerido do início ao fim, onde todas as canções foram organizadas com uma certa intenção. (...) é rico em arranjos, matizado nos seus ritmos e diverso nos seus temas. Este é o meu álbum; estas são as minhas canções e os meus sentimentos. Algumas canções são mais pessoais, outras são como contos modernos". Uma descrição feita pela própria acerca do seu primeiro disco e que que não falha na sua concretização, colocando Blanche no mapa do cenário musical europeu. 

Foi na Eurovisão de 2017 que conhecemos Blanche, uma menina tímida de timbre grave, que enfrentou uma plateia de milhões de pessoas pela primeira vez em sua vida. City Lights, o tema com o qual defendeu a bandeira belga, era indiscutivelmente o melhor tema pop em competição e uma promessa da qualidade do que vinha por aí. "Empire" é a concretização dessa promessa, vagueando pelo obscuridade do seu tema eurovisivo e florescendo através de uma diversidade de ritmos e arranjos introspetivos.


Canção 1: Empire (9/10)

A faixa título de disco é uma canção rica em elementos orquestrais e eletrónicos que realçam o incomparável timbre da cantora. Empire é lúgubre, profunda e envolvente, expondo o medo do desconhecido e da insegurança. Blanche abre a porta do seu coração e libera destemidamente os seus receios. 

"Fever for people, fever for people, fever for people, fever for people..."


Canção 2: Till we collide (7/10)

Em Till we collide, Blanche expressa o seu amor de uma forma mais direta, mas menos efervescente do que na faixa anterior. Uma produção mais radiofónica, que embora não atinja a grandiosidade de outros temas deste disco, é ainda um bom momento de música pop.   

Canção 3: Fences (10/10)

Que se destruam as barreiras da rejeição, que se abram os corações e que se aceitem as diferenças. Fences é sobre quebrar muros e descobrirmos o próximo, numa entrega sincera e indispensável. A canção é executada na perfeição, através de uma produção pop sublime e um ritmo mais acelerado que o das faixas anteriores. 


"Fences, right where it starts, where life ends"



Canção 4: Only you (8/10)

Blanche mergulha, mais uma vez, num tema apaixonante, numa das progressões melódicas mais orgânicas de Empire. Uma canção envolvente e com um arranjo de cordas brilhante. O refrão é simples, contrastando com a complexidade da produção.

Canção 5: Lonely (7/10)

Em Lonely, a cantora constrói uma metáfora em torno da solidão e da severidade e frieza do inverno. Mais uma vez se mesclam elementos de música eletrónica com instrumentos de cordas, conceito que se prolonga ao longo de Empire. Não é a canção mais bem trabalhada deste álbum, embora contribua para a sua consolidação musical.

"Are you cold outside, when the rain won't stop?"

Canção 6: How does that sound (10/10)

Chegados a meio do álbum, Blanche canta-nos a canção mais contemporânea e uma das mais bem produzidas de Empire. Em How does that sound são abordados temas como a saúde mental e a auto-aceitação, através da revelação dos conflitos internos da cantora. Um das maiores destaques, tanto a nível técnico como a nível lírico.

"In the mirror, do you see what you wanna see?"




Canção 7: Soon (7/10)

Soon começa simples e envolvente, apenas com o som do dedilhar de uma guitarra, ao qual se sobrepõe os  vocais quentes de Blanche. A canção vai crescendo ao longo da sua duração, através do acréscimo de outros instrumentos, como o piano e a tambor. No entanto, Soon falha na construção de uma melodia mais memorável. 

Canção 8: 1, 2, Miss you (7/10)

Neste faixa, Blanche continua a sua jornada amorosa, por meio de uma produção contida, que peca apenas pelo refrão pouco efetivo. É, ainda assim, um momento de paz interior, necessário num álbum deste género.

Canção 9: Summer nights (8/10)

Tal como em How does that sound, Blanche arrisca-se mais uma vez numa produção e sonoridades mais contemporâneas e radiofónicas. Em Summer nights, a compositora fala sobre memórias que nos trazem alegria e que nos fazem enfrentar os momentos mais sombrios do presente, contraste bem definido através da soturnidade dos versos e pelo sentimento de esperança transmitido pelo refrão.


Canção 10: Pain (9/10)

É em Pain que entramos na reta final deste belo trabalho discográfico e não poderia ser de melhor forma. Aqui, Blanche explora o lado dolorosa da relação, evidenciando as suas mágoas e tristezas. A produção é distinta das anteriores, estando a carga de uma banda e não de elementos da música eletrónica.

"Now my tears are filling up my pink pillow which is now black"

Canção 11: We had (9/10)

Mais uma vez, a produção soa menos eletrónica em We had. Uma canção com diferentes dinâmicas, capaz de criar uma atmosfera envolvente, pavimentando o caminho para a faixa final de Empire.

Canção 12: Stubborn (8/10)


Chegados à conclusão desta jornada, Blanche sintetiza toda a sua viagem reflexiva numa das melhores letras do álbum. Em Stubborn o ritmo desacelera, ao mesmo tempo que cantora se apercebe que ainda há muitas questões por responder.

"Do I really wanna feel?"
Avaliação (0-10):
Imagens: Blanche (Facebook) /Vídeos: Blanche (YouTube)

Lançamentos Musicais - 21/05 a 02/06/2018

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Músicas, videoclips ou álbuns novos... De seguida podem encontrar todas as novidades dos artistas eurovisivos das últimas semanas.

New songs, videos or albuns by eurovision artists... You can find everything from the last few weeks next.



Il Volo (Itália/Italy 2015) ft. Gente de Zona - Noche Sin Día




Kasia Moś (Polónia/Poland 2017) feat. Norma John (Finlândia/Finland 2017) - Wild Eyes




SuRie (Reino Unido/United Kingdom 2018)- Taking It Over




Sevak Khanagyan (Arménia 2018) - Zerkala




Michal Szpak (Polónia/Poland 2016) - King of the Season







Blanche (Bélgica/Belgium 2017) - Wrong Turn




Alekseev (Bielorrússia/Belarus 2018) - Sberegu




Alyosha (Ucrânia/Ukraine 2010) - Текіла







Joci Pápai (Hungria/Hungary 2017) - Látomás




Andrius Pojavis (Lituânia/Lithuania 2013) - Nuovo mondo




Mandinga (Roménia/Romania 2012) - Arquitectura




Tijana Bogicevic (Sérvia/Serbia 2017) - Nekako Nikako




The Makemakes (Áustria 2015) - Keep On Moving




Mariette (Melodifestivalen 2018) - Time To Spare



Vídeos: Il Volo Official, Warner Music Sweden, ALEKSEEV, Alyosha, Sevak Khanagyan, Kasia Moś, everydayeurovision, SuRie official, The Real Makemakes, MichalszpakVevo, Mandinga Official, Tijana Bogicevic, Pápai Joci Official, Andrius Pojavis

ESC 2017: Salvador Sobral, Francesco Gabbani, Blanche e Kristian Kostov são os grandes favoritos à vitória

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A grande final da Eurovisão 2017 está quase a acontecer e já se prevê quem irá vencer a edição deste ano. O Crónicas de Eurofestivais andou a investigar as visualizações do Youtube, o mais procurado no Google Trends, considerou os votos dos seus leitores, em sondagem aberta no site durante 1 mês, e na famosa casa de apostas, Oddschecker. Além disso, analisou o estudo da Microsoft, estudou as tabelas de vendas no Itunes e voltou a recuperar os dados estatísticos da rubrica "O Vencedor da Internet 2017 é...", que previa qual o vencedor consoante os votos dos fãs nas redes sociais.

Pelas visualizações no Youtube, pela sondagem CE, pelo Google Trends e pelas casas de apostas Oddschecker.com, o grande favorito a vencer o ESC 2017 é Salvador Sobral, o representante português. Já Francesco Gabbani, representante italiano, é o favorito na rubrica "O Vencedor da Internet 2017 é..." e no estudo da Microsoft. Além disso, Blanche, a representante belga, é a mais ouvida no Itunes, e Kristian Kostov, representante búlgaro aparece quase sempre no top 5 de todas as pesquisas relacionadas. Esta análise foi realizada às 14h do dia 14 de maio de 2016.

Rubrica "O Vencedor da Internet 2017 é..." - [AQUI]:

1º Itália - 1,6%
2º Bélgica - 2,93%
3º França - 5,6%
4º Portugal - 5,86%
5º Suécia - 6,86%
6º Bulgária - 10,46%
7º Azerbaijão - 11,4%
8º Dinamarca - 15,93%
9º Hungria - 16,13%
10º Austrália - 16,33%
11º Reino Unido - 17%
12º Arménia - 17,4%
13º Israel - 17,73%
14º Polónia - 21,8%
15º Bielorrússia - 22%
16º Chipre - 22,53%
17º Noruega - 22,53%
18º Grécia - 22,93%
19º Roménia - 23%
20º Holanda - 23,46%
21º Áustria - 24,13%
22º Moldávia - 28,4%
23º Ucrânia - 30,8%
24º Alemanha - 31,33%
25º Espanha - 33,93%
26º Croácia - 34,66%

Google Trends (Buzz Feed): [AQUI]:

1º Portugal - 428 pontos
2º Austrália - 298 pontos
3º Bélgica - 240 pontos
4º Bulgária - 227 pontos
5º Suécia - 198 pontos
6º França - 182 pontos
7º Itália - 159 pontos
8º Israel - 157 pontos
9º Grécia - 107 pontos
10º Moldávia - 97 pontos
11º Croácia - 57 pontos
12º Chipre - 40 pontos
13º Hungria - 35 pontos
14º Dinamarca - 31 pontos
15º Reino Unido - 30 pontos
16º Alemanha - 23 pontos
17º Azerbaijão - 21 pontos
18º Holanda - 20 pontos
19º Polónia - 20 pontos
20º Ucrânia - 19 pontos
21º Arménia - 9 pontos
22º Áustria - 5 pontos
23º Espanha - 3 pontos
24º Bielorrússia - 2 pontos
25º Noruega - 0 pontos
26º Roménia - 0 pontos

As visualizações no Youtube das atuações: [AQUI]:

1º Portugal - 1,607 milhões
2º Bélgica - 1,023 milhões
3º Moldávia - 824 mil
4º Bulgária - 787 mil
5º Itália - 765 mil
6º Polónia - 698 mil
7º Hungria - 633 mil
8º Grécia - 594 mil
9º Croácia - 539 mil
10º Suécia - 508 mil
11º Chipre - 492 mil
12º Azerbaijão - 442 mil
13º Roménia - 401 mil
14º Arménia - 380 mil
15º Austrália - 304 mil
16º Holanda - 294 mil
17º Israel - 238 mil
18º Reino Unido - 184 mil
19º Espanha - 183 mil
20º Bielorrússia - 179 mil
21º França - 176 mil
22º Ucrânia - 121 mil
23º Noruega - 102 mil
24º Áustria - 87 mil
25º Dinamarca - 72 mil
26º Alemanha - 66 mil

Crónicas de Eurofestivais - sondagem: [AQUI]

1º Portugal - 60% (43 votos)
2º Itália - 13% (19 votos)
3º Bulgária - 7% (5 votos)
4º Dinamarca - 4% (3 votos)
5º Bélgica - 3% (2 votos)
5º França - 3% (2 votos)
5º Israel - 3% (2 votos)
8º Hungria - 1% (1 voto)
8º Noruega - 1% (1 voto)
10º Alemanha, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Croácia, Chipre, Espanha, Grécia, Holanda, Moldávia, Polónia, Reino Unido, Roménia, Suécia e Ucrânia - 0% (0 votos)

Casas de apostas (Oddschecker.com): [AQUI]:

1º - Portugal
2º - Itália
3º - Bulgária
4º - Bélgica
5º - Suécia
6º - Roménia
7º - Reino Unido
8º - Croácia
9º - França
10º - Moldávia
11º - Arménia
12º - Holanda
13º - Dinamarca
14º - Azerbaijão
15º - Hungria
16º - Austrália
17º - Alemanha
18º - Noruega
19º - Israel
20º - Áustria
21º - Polónia
22º - Ucrânia
23º - Grécia
24º - Bielorrússia
25º - Chipre
26º - Espanha

Estudo da Microsoft: [AQUI]:

1º Itália
2º Suécia
3º Bulgária
4º Portugal
5º Bélgica

Itunes: [AQUI]

Dos 16 países que têm às 12h00 do dia 14 de maio músicas eurovisivas no seu top 100 de vendas, a Bélgica é a música eurovisiva preferida de 3 países e encontra-se no top 5 eurovisivo em 11 países. Em segundo lugar, é Portugal que apresenta melhores resultados, sendo o preferido em 2 países e estando no top 5 eurovisivo em 9 países. A favorita Bulgária está em 1º lugar num país e no top 5 eurovisivo em 7 países, e a outra favorita Itália está em 1º lugar em 2 países e no top 5 eurovisivo em 7 países também.

Fontes: Oddschecker, Itunes, Google Trends, Microsoft e Eurovision Song Contest




ESC 2017: Blanche é a mais ouvida no Itunes

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Numa ida aos charts do Itunes, consegue-se perceber quem são os artistas que mais vendem do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2017.

Blanche, a representante belga, é a que tem criado mais coesão de vendas nos charts europeus do Itunes. Dos 18 países que têm às 12h00 do dia 13 de maio músicas eurovisivas no seu top 100 de vendas, a Bélgica é a música eurovisiva preferida de 3 países e encontra-se no top 5 eurovisivo em 11 países. Em segundo lugar, é Portugal que apresenta melhores resultados, sendo o preferido em 2 países e estando no top 5 eurovisivo em 9 países. A favorita Bulgária está em 1º lugar num país e no top 5 eurovisivo em 7 países, e a outra favorita Itália está em 1º lugar em 2 países e no top 5 eurovisivo em 7 países também.

Veja os resultados com mais detalhe:

Itunes Reino Unido:
61 - Reino Unido

Itunes Austrália
21 - Austrália

Itunes Áustria
15 - Áustria
52 - Bélgica
86 - Roménia

Itunes Bélgica
1 - Bélgica
72 - Moldávia
88 - Portugal
89 - Holanda 

Itunes Dinamaca
30 - Dinamarca
52 - Bélgica
54 - Roménia
71 - Portugal
73 - Bulgária
98 - Suécia

Itunes Finlândia
12 - Bélgica
23 - Itália
25 - Finlândia
41 - Portugal

Itunes França
9 - França

Itunes Alemanha 
59 - Alemanha

Itunes Grécia
15 - Grécia
59 - Bélgica
67 - Bulgária

Itunes Itália
18 - Itália

Itunes Holanda
1 - Holanda
15 - Bélgica
17 - Portugal
41 - Bulgária
47 - Roménia
76 - Suécia
78 - Itália

Itunes Noruega
2 - Noruega
30 - Roménia
48 - Bulgária
63 - Bélgica
65 - Portugal
66 - Estónia
67 - Itália
76 - Suécia
95 - Israel

Itunes Polónia
29 - Bélgica
44 - Polónia
54 - Portugal
56 - Bulgária
97 - Suécia

Itunes Portugal
1 - Portugal
16 - Bélgica

Itunes Espanha
43 - Portugal
69 - Itália

Itunes Suécia
6 - Suécia
12 - Bulgária
32 - Bélgica
34 - Portugal
66 - Itália
67 - Estónia
68 - Roménia
69 - Hungria
70 - Noruega

Itunes Suíça
50 - Itália
63 - Bélgica
87 - Roménia

Itunes Rússia
67 - Bulgária

A final do Festival Eurovisão da Canção 2017 realiza-se hoje, dia 13 de maio, e irá decidir-se o sucessor de Jamala e "1944".

Fonte: Itunes/Imagem: Radio Times




Apreciações Musicais - ESC 2017: Bélgica

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BLANCHE - "CITY LIGHTS"




André Sousa: Ouço o instrumental de “City Lights” e tudo me parece tão familiar. Apesar de nunca ter visto algo semelhante na Eurovisão, em termos de outras composições torna-se muito comparável. Nada que me agrade, pessoalmente. 

Andreia Valente: A mais magnífica das composições deste ano. Uma mistura de calma e emergência que resulta numa obra de arte. Na minha utopia, a música indie eletróncia estará a evoluir para mutações deste tipo: instrumentais que, embora complexos, revelam uma simplicidade engenhosa e que criam, por si só, um ambiente carregado a que é impossível ficar indiferente. 

Catarina Gouveia: À primeira audição não estava a conseguir entender todo o encanto que os eurofãs estavam a demonstrar. Senti vontade de ouvir outra vez, e outra e outra e comecei a adorar. O instrumental que se ouve nos versos é fantástico. Mais uma tentativa maravilhosa da Bélgica de fazer algo moderno com classe.

Daniel Fidalgo: Um instrumental bastante interessante, que foge aos estereótipos eurovisivos. Influências de pop alternativo são muito evidentes.

Diogo Canudo: Admito que “City Lights” não é uma música que se goste logo à primeira audição, mas facilmente cresce o interesse dentro de nós. É um instrumental que foge aos habituais clichés eurovisivos e consegue perfeitamente adequar-se ao panorama actual musical, fazendo lembrar por vezes Birdy, Lana Del Rey ou até mesmo Hurts. Eu gosto! 

Elizabete Cruz: Não consigo perceber a loucura por esta música. O instrumental é diferente, sim, mas a mim não me cativa nada. Faço um esforço tremendo para ouvir a música completa.

Jessica Mendes: Este plágio está bastante interessante. Sinto-me é na obrigação de avaliar a música original em vez da que a Bélgica apresenta a concurso. A original é melhor.

Joana Raimundo: Ai que bom sentir o vibe indie na Eurovisão. Plagiado, mas indie. Yay! Eu num festival ao ar livre ia delirar com isto. 

Neuza Ferreira: Adoro, adoro, adoro. Parece algo do estilo de Lana Del Rey.


André Sousa: Interprete mal escolhida. Não gosto do timbre, e nem sequer transmite nada do que é dito na letra. 

Andreia Valente: O pote de ouro é realmente a voz de Blanche, uma rapariga belga de 18 anos. Tendo um toque de Birdy, uma das artistas mais talentosas da nossa geração, o mérito desta intérprete não deixa de ser a singularidade do seu registo. Uma voz excecionalmente única como nunca se viu no ESC. Vai ser um prazer experienciar o contraste entre Blanche e as vocalistas powerhouse dos restantes países. 

Catarina Gouveia: Blanche tem uma voz igual a tantas outras que vamos começando a ficar habituados a ouvir nas rádios. Uma voz arrastada e básica que - felizmente para os “novos talentos” que não sabem cantar -, se tornou numa modinha da música atual. Fica bem na música que é mas entre isto e falar do início ao fim há poucas diferenças.

Daniel Fidalgo: Muito característica. Um tom baixo, que foge aos padrões femininos, mas que dá um ar misteriosos e intimista ao tema. 

Diogo Canudo: “City Lights” não é uma música que precise de uma grande voz. Precisa mais de alguém que consiga transmitir a mensagem da letra. Penso que Blanche consegue fazer isso na perfeição.

Elizabete Cruz: A voz é aceitável, é, mas juro que o tom tão grave de Blanche me fez questionar se estava a ouvir a música certa. Não consigo gostar do timbre dela.

Jessica Mendes: Eu, que adoro vozes graves, não consigo suportar a dela. Ainda assim, acho que faz todo o sentido nesta música.

Joana Raimundo: Para o género de música é a mais perfeita voz.

Neuza Ferreira: A voz “grossa” dela é tão aprazível. Simplesmente execelente.


André Sousa: Ainda quero ver como irão apresentar isto em palco. Aposto que é ela parada com um microfone à frente e bailarinos a disfarçarem o que é ali apresentado. 

Andreia Valente: A voz e experiência de Blanche sugerem que a sua presença de palco vai ser submissa e essa era, de facto, a decisão certa no contexto de “City  Lights”. Nos últimos dois anos, a Bélgica apresentou-nos intérpretes que simplesmente roubavam todas as atenções pela sua presença imponente em palco, portanto, estou curiosa para ver como a equipa belga se adaptará. 

Catarina Gouveia: Esta canção implora por um espetáculo arrasador de luzes em palco. É um daqueles casos onde a performance será o tudo ou nada para convencer quem está a ouvir esta música pela primeira vez. 

Daniel Fidalgo: Espero algo que transmita o contraste que existe na canção: momentos sombrios, para depois culminar num refrão luminoso. 

Diogo Canudo: Estou curioso com aquilo que a Bélgica pode levar a palco. Se trouxer algo extraordinário, com imensos efeitos visuais e planos de câmara, pode resultar muito bem. Esta canção ou corre muito bem em palco, ou corre mesmo muito mal. A Bélgica costuma apresentar sempre coisas autênticas em palco. Veremos…

Elizabete Cruz: A Bélgica tem conseguido inovar neste ponto mas não sei até que ponto esta música vai permitir uma performance memorável em palco.

Jessica Mendes: Espero que haja empenho por parte da Bélgica neste ponto. Espero qualquer coisa misteriosa…

Joana Raimundo: Provavelmente haverá queixas de que não é música de Eurovisão, mas who cares? Vai ser das melhores atuações. 

Neuza Ferreira: Ela sozinha em palco, talvez com um ou dois dançarinos e alguns LEDS fosse o ideal.


André Sousa: Destaco a intenção dos países estarem a melhorar as suas letras. Com uma mensagem bastante positiva, este tema fala muito da entreajuda. Gosto disso. 

Andreia Valente: A letra de “City Lights” tem a sensibilidade do novo mercado de música indie-eletrónica: um jogo de perceções e algumas contradições à mistura. Não apela à audiência para acompanhar as palavras mas para se focarem no que estas despertam. Não poderia ser mais perfeita.

Catarina Gouveia: Li e reli a letra de "City Lights" e fiquei tão ou mais confusa como quando ouvi a canção pela primeira vez. Ganha por não ser óbvia, apesar de a frase mais básica da canção, "all alone in the danger zone", ser a mais memorável.

Daniel Fidalgo: Das poucas letras cantadas em inglês realmente cativantes. Num tom melancólico, Blanche expressa a sua solidão, enquanto vagueia pela cidade, cujas luzes a iluminam. 

Diogo Canudo: Adoro o facto de os países estarem a melhorar a olhos vistos a nível de letras. Esta letra é uma reflexão de ajudar o outro, de dar uma segunda oportunidade a alguém, de segurar a mão de alguém que necessita de nós.

Elizabete Cruz: No final das contas a letra é o que mais gosto nesta proposta... mas não salva nada.

Jessica Mendes: É demasiado repetitiva para o meu gosto, mas ao mesmo tempo é eficaz na medida em que nos fica na cabeça após uma audição e vai de encontro à parte mais mística da canção.

Joana Raimundo: É catchy, apanha-se facilmente o refrão, e acredito que vai pôr muitas pessoas a cantar quando começar a passar na rádio. 

Neuza Ferreira: A-do-ro!


André Sousa: Nem sei o que diga. Não gosto disto. 

Andreia Valente: Se não ganhar, "City Lights" merece um top 3 seguro.

Catarina Gouveia: A performance será o make it or break it desta canção mas prevejo que a Bélgica se mantenha no top 10, como tem acontecido nos últimos anos.

Daniel Fidalgo: Top 10 na final parece-me merecido.

Diogo Canudo: Não percebo o hype à volta desta canção. A música é boa, mas não é assim tão boa! Mas a Bélgica tem melhorado a olhos vistos no concurso, sem sombra de dúvidas. Possivelmente, um top 10.

Elizabete Cruz: A Bélgica vai conseguir um bom lugar, mas não no meu top.

Jessica Mendes: Top 10.

Joana Raimundo: Algures na final.

Neuza Ferreira: Top 5 certo.


André Sousa: 3 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 8 pontos.

Daniel Fidalgo: 7 pontos.

Diogo Canudo: 6 pontos.

Elizabete Cruz: 2 pontos.

Jessica Mendes: 5 pontos.

Joana Raimundo: 8 pontos.

Neuza Ferreira: 12 pontos.

Total: 63 pontos.


André Sousa: (silêncio). 

Andreia Valente: Espero que as acusações de plágio não prejudiquem Blanche. 

Catarina Gouveia: Estranha, mas é tão bonita quando se entranha.

Daniel Fidalgo: "Lana del Rey meets Eurovision".

Diogo Canudo: Batam palmas à Lana Del Rey eurovisiva!

Elizabete Cruz: Ora então... é para passar para a próxima, não é?

Jessica Mendes: Gosto que ela esteja "all alone in the danger zone" e pergunte a alguém se está "ready to take my hand". Ah, a lógica!

Joana Raimundo: Diferentona, a prima alternativa. 

Neuza Ferreira: Finalmente a Bélgica a apresentar algo de jeito!


1.º Azerbaijão - 77 pontos; 2.º Bélgica - 63 pontos; 3.º Austrália - 60 pontos; 4.º Albânia - 56 pontos.

Vídeo: Eurovision Song Contest

Bélgica: ouça "City Lights"!

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A Radio Télévision Belge Francophone (RTBF), emissora belga, divulgou "City Lights", a música que Blanche vai cantar no Festival Eurovisão da Canção 2017.

"City Lights" foi divulgada ontem no Spotify, antes da conferência de imprensa agendada para o efeito, e hoje aquando da mesma foi divulgado o videoclip. Blanche participou no The Voice belga e foi seleccionada internamente pela emissora para representar o país.

A Bélgica estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 1956 e já ganhou uma vez: em 1986, com Sandra Kim e a canção "J'aime la vie". Em 2016 o país foi representado por Laura Tesoro e a canção "What's the Pressure", alcançando o 10º lugar na final com um total de 181 pontos.

Ouça "City Lights":


Fonte/Imagem: ESCToday/Vídeo: Eurovision.tv
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