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Opiniões Musicais - ESC 2015: Áustria, Espanha, França, Itália e Reino Unido

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THE MAKEMAKES - "I AM YOURS"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Realmente o início deste tema lembra o "Greatest Love Of All". Apesar desse pormenor é um tema bem concebido, e o intérprete dá tudo de si. É obviamente uma canção completamente diferente do tema vencedor na edição anterior, mas até é um tema que pode surpreender, pois é diferente dos restantes. Fica no ouvido, o que pode ajudar. A grande dificuldade prende-se sobretudo com o facto de a Áustria ter sido a vencedora do ano passado.

Ricardo Soler: É sempre ingrato ser-se participante quando o nosso país é o anfitrião do certame. Os Makemakes trazem uma cantiga (que juro já ter ouvido a melodia noutro lado) esquecível e com muito pouco interesse, especialmente em comparação com a participação icónica de Conchita.

Suzy:  O país anfitrião está, de certa maneira, a jogar pelo seguro, é uma balada muito bonita mas não extraordinária. Sendo este ano o ano das baladas, não se vai destacar, falta o momento de elevação do tema para que o tornasse mais interessante, algo de diferenciador que quebrasse um pouco aquela linha melódica que, ao fim de algum tempo, se torna previsível. Realmente o cantor tem uma grande voz, sem dúvida, todos têm um look atual e alternativo, que é algo que se tem vindo a observar no ESC 2015. Acredito que os The Makemakers poderão surpreender e ficar bem classificados.




EDURNE - "AMANECER"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: A Espanha quer chegar novamente às primeiras posições do evento, com a entrada de uma canção com uma orquestração muito forte e muito bem conseguida. Além de Edurne ser linda, é sem dúvida uma excelente cantora, com uma excelente capacidade vocal. A Espanha leva um tema para ganhar, sem dúvida, e se Edurne tiver sempre uma postura forte e uma entrega vocal, como será de esperar, pode surpreender. 

Ricardo Soler: Sou fã da Edurne desde os tempos dela da Operación Triunfo. O tema prometia muito, não só pelos compositores e pela intérprete, mas também graças ao bom funcionamento da máquina de promoção espanhola. Esperava muito mais deste mid tempo étnico, mas é impossível não ficar com o refrão na cabeça. Se a apresentação em palco for boa pode ser que Espanha obtenha um dos melhores resultados dos últimos anos.

Suzy: Estou surpreendida pela positiva com o tema de Espanha. Mais uma vez, a nível instrumental, a linha melódica é poderosíssima, e o poder e com a força que este tema tem faz-me lembrar Pastora Soler. Em termos vocais, a Edurne é uma boa intérprete, encaixa-se na perfeição mas não tem a extensão vocal da Pastora Soler. A nível visual Edurne é uma cantora muito forte, carismática e muito bonita.



LISA ANGELL - "N' OUBLIEZ PAS"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um bonito tema com uma bela mensagem e uma intérprete com uma excelente capacidade vocal e interpretativa. A França continua a ser dos poucos países que aposta sempre na sua língua materna, o que é muito bom para a preservação da sua cultura. A orquestração do tema é muito bem conseguida e a canção cresce, tal como a intensidade na interpretação da vocalista. 

Ricardo Soler: Dos finalistas é para mim a canção mais aborrecida. A intérprete não consegue dar vida à canção, que já nasceu com muito pouco para dar. Os temas sobre a paz e a guerra já foram muito cantados na Eurovisão, e este não traz nada de novo.

Suzy: Bravo, trés belle, à cantora Lisa, tal como ao tema. Finalmente a França levou um tema fenomenal à Eurovisão. A nível melódico é bastante forte, a nível de interpretação Lisa está excepcional. Tem uma colocação de voz muito boa, um timbre muito bonito, é uma grande intérprete, tem um olhar muito penetrante para a câmara. Sei que é uma balada entre muitas, mas esta, devido à sua intérprete e à construção e métrica das suas palavras e do seu tema, é fantástica!



IL VOLO - "GRANDE AMORE"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: É tão bom ouvir os intérpretes a cantarem na sua língua materna, a língua italiana é maravilhosa. É um tema forte com três excelentes cantores muito competentes e talentosos, que irão certamente surpreender toda a Europa com o seu incrível aparelho vocal. Estes jovens intérpretes podem muito bem levar a vitória para o seu país, pois o tema fica no ouvido e a sua orquestração é muito forte. A Itália está a concorrer para ganhar este ano, sem dúvida!

Ricardo Soler: Das finalistas, esta é a minha favorita. Os italianos não brincam em serviço e entregam-nos uma canção muito bem cantada com melodia e letra muito bonitas, e com um poder instrumental muito acima da maioria. Poderá este grande amor trazer a vitória?

Suzy: Brava, Itália! Que grande tema! Agora que tenho estado a ouvir consecutivamente os temas, no início, realmente é indiscutível o potencial vocal destes excelentes cantores - mas o tema em si não me estava a conquistar. Mas, ao ouvir o tema de Itália várias vezes, começa-se a tomar o gosto. Está um tema ao nível do instrumental muito forte, muito cheio com grande potência que tem crescendos, que é muito importante. Estou ansiosa por ver estes três "Il Divo" (riso) a cantarem ao vivo. Espero que consigam corresponder às espetativas, que estão a crescer em torno deste tema e destes cantores.



ELECTRO VELVET - "STILL IN LOVE WITH YOU"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tema algo diferente do que se espera do Reino Unido, que está a dividir os fãs eurovisivos. O tema não é mau de todo, aliás até pode ser muito interessante, sobretudo a nível da apresentação da banda em palco. Parecem ser indivíduos muito criativos, divertidos e interessantes, e isso pode surpreender a Europa. Esperemos que sim, pois é um tema com uma sonoridade diferente de todos os outros, que até tem um enorme potencial interpretativo - embora não seja usual nos moldes eurovisivos.  

Ricardo Soler: É bom ver o Reino Unido a não se levar a sério e a participar com uma canção leve, que poderá até surpreender. É uma canção bem-disposta, cheia de sarcasmo na letra, e que em palco não será muito diferente do que é apresentado no videoclip.

Suzy: O tema é girinho, é engraçado, ouve-se bem vai dar um pouco de alegria ao certame, e pronto nada mais.



Vídeos: Eurovision.tv
06/05/2015

Opiniões Musicais - ESC 2015: Chipre, Eslovénia, Polónia, Alemanha e Austrália

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JOHN KARAYIANNIS - "ONE THING I SHOULD HAVE DONE"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tema algo descontraído, diferente de muitos outros temas e diferente do típico tema festivaleiro. Infelizmente o tema pode ser engolido pelas orquestrações mais fortes dos outros temas, mas é importante referir que John dá ao tema exatamente o que o mesmo pede, não poderia fazer mais do que está a fazer. Infelizmente a orquestração do tema não nos faz lembrar Chipre. É um tema simples, que pode surpreender por essa mesma simplicidade e pelo facto do intérprete possuir uma imagem muito honesta e humilde.

Ricardo Soler: É provável que o Chipre se qualifique para a final com uma canção deste género. Gostava muito de ouvir uma versão na língua mãe, porque com uma excelente melodia, tal como esta o é, não é preciso inglês para nada. Ponto negativo para o movimento dos braços e mãos do intérprete, que tem que aprender que: menos é mais.

Suzy: O tema de Chipre é uma balada bastante calma bem construída, muito simplista - e acho que é este o objectivo que se pretende neste tema. A nível interpretativo acho que o cantor tem uma voz mediana, faltava um pouco mais de interpretação. Uma coisa é cantar bem um tema, outra é interpretar. Acho que não é o um tema, para mim, que me surpreenda, mas facilmente passará nas rádios. 




MARAAYA - "HERE FOR YOU"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Maraaya tem um timbre muito interessante. É um tema que pode surpreender, pois parece que os fãs apreciam o mesmo, o que é sempre positivo. A imagem da intérprete sempre com os headphones é interessante, e distingue-a de certa forma dos restantes candidatos. A melodia fica muito no ouvido, e isso pode ser muito bom para a intérprete. A nível da orquestração não é muito surpreendente, mas é um tema bem construído e concebido. 

Ricardo Soler: Surpresa bastante agradável, com esta canção cantada com um timbre invulgar - mas que resulta na perfeição. Precisa de uns aperfeiçoamentos a nível cénico, mas de resto pode resultar muito bem!

Suzy: É peculiar como o timbre da cantora da intérprete é tão similar ao da Duffy, o tema também dentro do mesmo género que a Duffy interpreta nos seus álbuns - e é sempre de certa maneira uma aposta segura porque é uma melodia catchy, fácil de se ouvir, é uma canção alegre, moderna e que penso que até poderá ficar bem classificada. Tudo depende da performance ao vivo.



MONIKA KUSZYNSKA - "IN THE NAME OF LOVE"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Apesar de ser um tema bem concebido, com uma boa orquestração e crescer, parece-nos algo antiquado e a intérprete por vezes é engolida pela orquestração do tema. O inglês da intérprete pode também ser algo melhorado. Apesar de tudo isso, é um tema que pode obter uma boa classificação, pois também fica no ouvido e tem uma melodia bonita. 

Ricardo Soler: Regressa ao certame a pisar forte com uma balada com qualidade. "In The Name Of Love" é uma composição agradável, que só peca por não explodir mais. A intérprete tem uma missão muito nobre ao fazer com que a Europa ganhe mais consciência sobre a deficiência.

Suzy: O tema da Polónia é uma balada clássica, que não traz grande surpresas. A Monika tem uma voz agradável, mas também a nível de interpretação um pouco clássica. Tanto a nível de cantora como a nível de tema, não trazem grandes surpresas.



ANN SOPHIE - "BLACK SMOKE"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tema interessante enviado pela Alemanha. Apesar de Ann Sophie ter uma imagem interessante, pensamos que ainda pode melhorar muito vocalmente, sobretudo nas notas mais agudas, e na sua prestação em palco. Ann tem um timbre muito bonito e diferente dos restantes concorrentes. O tema pop está muito bem concebido, mas não se distingue assim tantos dos restantes, e não transmite muito da cultura alemã, o que é pena. Pode ser um tema que surpreenda, pois até fica no ouvido e tem uma orquestração bem executada. 

Ricardo Soler: Um dos timbres mais bonitos a concurso e que poderia ter uma canção que o servisse um pouco melhor. Contudo é uma canção com qualidade e que até veria ser passada nas rádios. A intérprete tem força e creio que, tal como na final alemã, iremos assistir a uma apresentação em palco muito clean.

Suzy: A cantora está muito à vontade no palco, é ela própria, o que poderá cativar, sem dúvida, os telespectadores presentes na arena, porque é jovem, é natural, é transparente. Gosto muito da interpretação da Ann Sophie no início do tema, no refrão não é tanto do meu agrado. Se vai vencer o ESC 2015? Penso que não, porque não é uma das minhas favoritas. 



GUY SEBASTIAN - "TONIGHT AGAIN"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Que agradável surpresa ver a Austrália no certame, o que abre ainda mais as fronteiras internacionais do evento. A Austrália traz um tema muito orelhudo e quer oferecer algo diferente dos restantes, o soul. Os restantes candidatos têm de ter muito em atenção este tema e o intérprete Guy Sebastian, pois o mesmo é um artista aclamado e respeitado, com uma excelente capacidade vocal e que tem em atenção a qualidade musical dos temas que apresenta. O tema tem uma orquestração forte e muito bem concebida., com momentos suaves e momentos dançantes viciantes. O tema tem um cheirinho a old school, o que é tão bom de se ouvir.  

Ricardo Soler: Continuo sem perceber o porquê da participação da Austrália e a achar que não faz qualquer sentido. No entanto a canção é orelhuda e muito bem defendida pelo Guy Sebastian, que já tenho no meu iPad há anos e que tem sempre um bom desempenho vocal e canções radio-friendly.

Suzy: Palavras para quê? A Austrália entrou em grande no ESC 2015, pela voz incrível do cantor Guy Sebastian, um tema pop com uma mixagem de R&B e soul. Sem dúvida que o ESC 2015 não está preparado para um tema assim, porque nota-se grandes influências norte-americanas. Mas, bravo! 
Este cantor tem uma voz incrível e apresenta um tema energético para quebrar as inúmeras baladas que o ESC 2015 tem. Um tema muito bem construído e produzido, a linha melódica é fantástica. Não é de todo o estereótipo de um tema eurovisivo, mas também, cada vez mais, se está a deixar de compor e produzir os chamados temas eurovisivos - cada vez as canções são mais urbanos, mais comerciais, temas que facilmente passam na rádio, e este será um deles. Poderá ser um hit internacional, acompanhado de uma boa imagem e um bom videoclip.



Vídeos: Eurovision.tv
05/05/2015

Opiniões Musicais - ESC 2015: Letónia, Azerbaijão, Islândia, Suécia e Suíça

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AMINATA - "LOVE INJECTED"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Uma escolha muito interessante da Letónia, que na verdade faz lembrar a artista FKA twigs. É uma canção electrónica experimental, muito diferente de todas as outras canções. Aminata tem um timbre lindíssimo, sobretudo nas partes que apresenta um registo mais suave e calmo. Nas partes mais agudas da canção Aminata pode ainda melhorar muito a sua prestação vocal. Este tema tem muita substância artística e pode surpreender tudo e todos. 

Ricardo Soler: Wow. É possivelmente a minha favorita! É perfeita em todos os aspectos e não contava nada com este tipo de canção vindo da Letónia! Está muitos furos à frente da maioria das canções deste ano, e espero que a Europa vote de forma justa.

Suzy: O tema da Letónia é brutal. A voz desta cantora é excepcional, tem um poder vocal e uma extensão vocal enorme. É um tema diferenciador de todos os temas apresentados este ano na Eurovisão 2015. Por isso mesmo, por ser um tema diferente, arrojado, alternativo, moderno de certa maneira comercial para passar nas rádios e por ir um pouco contra o estereótipo dos tema apresentado na Eurovisão.




ELNUR HUSEYNOV - "HOUR OF THE WOLF"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Foram muitas as vezes que nos cruzámos com Elnur na entrada no palco da Eurovisão em Belgrado em 2008, e é muito interessante ver a balada que traz este ano. Elnur é um excelente cantor, com uma extensão vocal muito rica. É um cantor muito competente e interpreta o tema de uma forma muito precisa, dando ao mesmo o que ele precisa. A orquestração não nos faz recordar o Azerbaijão e podia ainda ser mais forte do que é, mas pode levar o seu país à vitória com a sua excelente capacidade vocal e com os coros fortes e presentes. 

Ricardo Soler: Esta é a minha participação favorita de sempre do Azerbaijão. Que canção! Fiquei fã e já a canto de vez em quando. Só gostava que, quando o inglês dos intérpretes não fosse bom, que estes cantassem na língua materna... Só os favorecia.

Suzy: Elnur tem uma voz espetacular, uma voz cheia com uma grande extensão vocal, os seus falsetes são surpreendentes - mas, mais uma vez, temos uma balada, que, em termos de linha melódica, está muito bem conseguida. No entanto na parte crescente do tema, acho que é previsível e não foi muito bem conseguida.



MARÍA ÓLAFS - "UNBROKEN"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Parece que este ano a Islândia veio para ganhar o evento. Presenteou-nos com um tema muito forte e muito “orelhudo”, fica muito no ouvido. Pelo vídeo da música Maria faz-nos lembrar um pouco Emellie de Forest, embora pareça ter uma capacidade vocal superior e uma expressão corporal mais forte. Maria é uma excelente cantora e dá ao tema exatamente o que o mesmo pede - e parece ser muito jovem, fresca e querida. A orquestração não nos remete para a Islândia, mas é sem dúvida uma canção pop muito bem concebida e forte. O poema do tema está muito bem feito para o género de canção. Este tema pode muito bem ser o vencedor do evento, não nos surpreenderia que isso acontecesse. Mesmo que não vença é um tipo de tema que podia perfeitamente estar nas rádios. 

Ricardo Soler: Uma balada poderosa, bem cantada e até interessante - mas a roçar demasiado à excelente "Only Teardrops". Ponto positivo para a coordenação entre a intérprete e as bailarinas. 

Suzy: Gosto muito do tema da Islândia, tem uma batida agradável, vai captar a atenção do público, especialmente pela voz desta excelente cantora, que tem uma grande extensão vocal e que se enquadra bastante bem neste tema.



MANS ZELMERLOW - "HEROES"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Mal ouvimos o início deste tema lembrou-nos o início do tema “Nothing Left to Say”, interpretado pela Aurea. É um típico tema pop, bem concebido e muito orelhudo, com muitas influências da música pop ("Heaven" de Emeli Sande, por ex.) e eletrónica atual. O tema fica facilmente no ouvido e tem uma orquestração forte, o que pode ajudar o país a alcançar uma boa posição. Pelo facto de a Suécia presentear-nos sempre com temas ligados à música pop e eletrónica não conseguimos ter a perceção se são apenas esses os géneros musicais produzidos no país, o que é pena. 

Ricardo Soler: É uma canção incrível com um refrão que não nos larga. Uma encenação extraordinária. Um intérprete que cumpre sem falhas, mas também sem ser espetacular. Podia ser isto tudo... Mas infelizmente também é uma cópia descarada de uma canção de David Guetta, o que faz com que não seja uma das minhas favoritas.

Suzy: O tema é muito díspar do tema de 2014. É interessante, tem um refrão bastante orelhudo. Não vai obter uma classificação tão boa como a do ano passado.



MÉLANIE RENÉ - "TIME TO SHINE"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Mélanie é uma boa cantora, mas o tema não parece ser o melhor que poderia ser. Em alguns momentos do tema a orquestração é algo antiquada e a intérprete é engolida pela mesma. Também os coros poderiam ser melhorados, em certos momentos não estão a fazer o melhor trabalho que poderiam estar a fazer. O inglês da intérprete também poderia ser melhorado, e o poema do tema é algo cliché. Infelizmente não nos parece ser o melhor tema e não aparenta ser uma canção para ganhar o evento. 

Ricardo Soler: Letra cheia de lugares comuns. Instrumental com bastante qualidade. Intérprete que cumpre mas sem brilho. Volto a insistir na tecla da língua: se a Sr.ª D.ª Mélanie René é do cantão francês da Suíça, para que é que está a cantar em inglês?

Suzy: Não sei se vai ser suficiente para a Eurovisão 2015. Este ano o concurso está com temas muito pouco surpreendentes, e a Suíça está nesse grupo de músicas. É um tema agradável, tema pop, que se ouve bem, mas não captou a minha atenção.



Vídeos: Eurovision.tv e Melodifestivalen 2015
04/05/2015

Opiniões Musicais - ESC 2015: Malta, Noruega, Portugal, República Checa e Israel

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AMBER - "WARRIOR"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Amber tem um timbre muito bonito e uma voz cristalina. Mas a leveza da sua voz pode fazer com que seja engolida pela orquestração do tema. O tema não relembra a cultura do país, mas o seu refrão fica no ouvido, o que é positivo. Apesar de Amber ter uma boa voz parece ser ainda algo imatura na sua interpretação, pode melhorar e muito tanto a sua expressão corporal como a sua prestação vocal. 

Ricardo Soler: Parece que as cordas nas baladas estão para ficar este ano. É uma balada com um instrumental poderoso, mas que é igual a tantas outras que já se ouviram em anos anteriores. Pode ser que me engane...

Suzy: Malta presenteou-nos este ano com um tema muito poderoso, com muita força e carga emotiva que nos faz sentir emocionados. O conjunto de cordas utilizado ainda enriquece mais este tema.




MORLAND & DEBRAH SCARLETT - "A MONSTER LIKE ME"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Temos de confessar que o título do tema é algo peculiar, "A Monster Like Me" não é um titulo de tema que se espera ver neste tipo de certame. As vozes e a interpretação de Mørland e Deborah combinam muito bem, é uma balada bonita e que pode alcançar uma excelente posição, pois não é uma típica balada cliché. Este tema apresenta uma orquestração muito boa e tem uma certa substância artística, a começar logo pelo título do tema, que é interessante. Resta é saber se a Europa se apercebe disso. 

Ricardo Soler: Confesso que sou fã de temas com uma temática mais obscura, e a Noruega não me decepciona este ano. Gosto da forma como a canção se desenvolve e a química entre os dois é ótima, podendo ajudar imenso em termos de realização e consequente empatia com o público.

Suzy: Que balada excepcional, intimista, penetrante, sensibilizante, que nos transpõe para os sonhos, ou para a mensagem que transmite, que é muito forte. Realmente é um dos temas mais fortes da Eurovisão, tem um toque, se formos comparar, com artistas internacionais. Mesmo as harmonias conjugam na perfeição, mas a mensagem aqui ganha outra vida.



LEONOR ANDRADE - "HÁ UM MAR QUE NOS SEPARA"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tema pop rock muito bem elaborado e interessante. É importante realçar o facto de que o tema irá ser interpretado na língua portuguesa, o que é importante e nos coloca a par de muitos poucos países no evento. A Leonor tem um timbre muito interessante e bonito, e pode surpreender muito neste certame. Ainda pode melhorar muito tanto no que diz respeito na presença em palco como a nível vocal. Em determinados momentos, tanto a nível vocal como na expressão corporal em palco, a Leonor lembra a grande intérprete Marisa Liz, dos Amor Electro. 

Ricardo Soler: Recuso-me a comentar esta escolha feita no Festival da Canção, mas não deixo de desejar muita sorte à intérprete.

Suzy: A nossa Leonor poderá marcar a diferença, sem dúvida pela sua personalidade. É um doce de menina, muito simpática, humilde e que tem muita garra na sua interpretação - porque o tema assim o pede. Garra, um tema pop rock, que tem algumas diferenças comparativamente com todos os temas apresentados este ano. O tema "Há um mar que nos separa", por ter esse factor diferenciador do género musical, poderá ganhar apoiantes. Poderá também ganhar mais uns pontos por quebrar este prolópio de baladas existentes este ano. No seu geral considero o tema agradável, que se ouve bem e que vai fazer as pessoas aplaudir e bater palmas. Se é suficiente para chegar à final, não sei porque é uma incógnita por diversos factores - nomeadamente também os políticos e geográficos.



MARTA JANDOVÁ & VÁCLAV NOID BÁRTA - "HOPE NEVER DIES"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Este ano existem muitos duetos no evento, mas na verdade este parece-nos ser o menos conseguido de todos os presentes. São bons cantores, mas o tema é algo antiquado e não possui muita força a nível da orquestração, o que não torna o tema muito grandioso. 

Ricardo Soler: O sotaque inglês é terrível e distrai-me de uma balada com algum potencial - mas que se pode perder no meio de tantas baladas este ano e que são um pouco melhores que estas. Ponto positivo para o modo excelente como duas vozes tão diferentes funcionam bem juntas.

Suzy: Uma composição musical previsível, as vozes não são extraordinárias - principalmente a intérprete feminina. Um tema agradável, mas não surpreendente.



NAVAD GUEDJ - "GOLDEN BOY"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Israel tem-nos habituado a um determinado género musical no evento, por isso este tema é algo distanciado dessas sonoridades apresentadas anteriormente. Isso pode também ser positivo, obviamente. Mas há algo que é importante referir, os temas de Israel possuem sempre um elemento na sua orquestração típico da sua cultura, o que é muito importante. Nadav canta muito bem, mas o tema não é muito surpreendente. Aliás, a forma como começa o tema não remete para o tipo de sonoridade que depois o tema apresenta. Os coros não dão muita força ao tema, como é de esperar.

Ricardo Soler: Se esta canção não tivesse um trecho igual a "Sing" do Ed Sheeran seria possivelmente outra das minhas favoritas. O plágio deveria ser punido. Dá-me pena porque esta canção tem tudo para ficar bem posicionada (e não duvido que fique), mas a questão do plágio deixa-me muito irritado.

Suzy: Navad é um grande talento, com uma grande voz e que finalmente vem quebrar o extensivo painel de baladas desta Eurovisão 2015. É o tema que vai quebrar a monotonia deste certame, que vai colocar todos os presentes e os telespectadores a dançarem, que também é importante neste tipo de certame. Gosto muito do início do tema, tem uma batida de pop funk dançável moderno, e que depois, ao longo do tema, tem momentos étnicos, com sonoridades especificas do país - que eu acho interessante. O único senão é que ele tenta ao longo da música misturar muito e torna o tema numa salganhada.



Vídeos: Eurovision.tv e Navad Guedj Official
03/05/2015

Opiniões Musicais - ESC 2015: Geórgia, Lituânia, Irlanda, São Marino e Montenegro

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NINA SUBLATTI - "WARRIOR"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um tipo de registo que alguns países nos têm habituado no certame. Um típico tema pop, que na verdade não nos leva a identificar a cultura da Geórgia. Apesar de tudo, o tema tem uma orquestração forte, cresce e tem uma intensidade sempre muito presente. Resta saber se essa mesma intensidade não se irá sobrepor à interpretação vocal da intérprete. Nina tem uma imagem interessante, e penso que poderá surpreender tanto vocalmente como visualmente no evento. Parece-nos que poderá ser um dos temas candidato às principais posições. 

Ricardo Soler: A Geórgia apresenta, mais uma vez, uma canção com bastante qualidade mas com um problema terrível e recorrente: o sotaque em inglês é do pior e a mim distrai-me completamente. Se o inglês serve para a mensagem das canções chegar mais longe, não deveria o inglês ser perfeito? Mais valia estar na língua materna, porque, com este inglês, também não percebo nada.

Suzy: Acho que o tema está brutal, muito atual, bastante comercial - mas um comercial bem construído a nível de métrica musical e com batida contemporânea. A voz da Nina insere-se perfeitamente neste tipo de sonoridade.




MONIKA LINKYTÉ & VAIDAS BAUMILA - "THIS TIME"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Um típico tema pop, embora ligeiro, que na verdade não revela a cultura da Lituânia. A nível da orquestração o tema não é muito surpreendente, mas fica no ouvido pela sua simplicidade. Os cantores fazem um trabalho muito competente e dão o que tema pede. Pensamos que os intérpretes têm de ter algum cuidado nas harmonias quando estão a cantar ao mesmo tempo, pois pelo que pudemos observar na interpretação ao vivo desafinam ligeiramente quando fazem os trejeitos juntos. Monika e Vaidas fazem um casal muito bonito, que poderá fazer suspirar muitos corações. 

Ricardo Soler: Confesso que, para apreciar esta canção, tive que me distrair muito da postura dos cantores que tornam a música muito irritante. É um pop fresco, mas a encenação é demasiado falsa, o que me leva a crer que a Lituânia não estará na final... Porque é que continua tudo a insistir no inglês?

Suzy: Será "This Time" que a Lituânia irá passar à final? Não considero este tema surpreendente. Sim, é um tema alegre, de certa maneira vai puxar pelo público presente - isto se a sua performance assim o  corresponder. A cantora canta muito bem, gosto muito do timbre, do vibrato da cantora. O cantor também tem uma voz agradável, mas o tema em si não me surpreende.



MOLLY STERLING - "PLAYING WITH THE NUMBERS"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: Parece que alguns fãs acham o tema aborrecido, mas Molly está a fazer extamente o que tema pede, e é uma canção com substância. Pode ser que este tema surpreendido pelo facto de ficar no ouvido, de ser algo relaxante e também por Molly poder estar ao piano - o que seria diferente dos restantes participantes. Vocalmente a intérprete pode ainda melhorar muito, embora tenha um timbre bonito. O tema não cresce muito e não é grandioso o suficiente, se compararmos com outros temas, o que pode fazer com que seja esquecido entre os restantes temas. 

Ricardo Soler: Apesar de reconhecer muita qualidade nesta canção e achar a intérprete incrível, considero que "Playing With Numbers" pode passar muito despercebida, o que é uma pena.

Suzy: O tema da Irlanda tem um suave toque de música country e, ao mesmo tempo, consegue-se ver as influências irlandesas neste tema. É um tema com uma melodia agradável fácil de ouvir, não é para mim algo transcendente ou que me surpreenda. Mas não é por isso que deixa de ser um tema válido para estar na Eurovisão. As vozes participativas neste tema são muito agradáveis, não se consegue detectar grandes potências vocais, mas não há nada como ouvir este tema ao vivo.



MICHELE PERNIOLA & ANITA SIMONCINI - "CHAIN OF LIGHTS"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: A nível da orquestração o tema é interessante, com uma orquestra. Mas o tema não parece ser grandioso o suficiente e não possui uma melodia que fique imediatamente no ouvido. Os intérpretes podem ser engolidos pela orquestração. O poema do tema também é algo cliché e não muito inovador. O tema soa um pouco antiquado. 

Ricardo Soler: Uffff, finalmente nos vimos livres da praga Valentina, mas sinceramente não melhorou muito. Os intérpretes são os dois muito irritantes e distraíram-me o tempo todo de um instrumental que não está mau de todo.

Suzy: O tema não é de todo surpreendente, não aquece nem arrefece e bastante linear. O duo é mediano. Não sei o que vai acontecer, se é forte para ir à final.



KNEZ - "ADIO"


Luís Sousa & Vânia Fernandes: No que diz respeito à orquestração é um tema interessante e rico musicalmente, com a utilização de instrumentos musicais que dão uma sonoridade tradicional. Knez é um bom cantor, mas a sua interpretação e o tema relembram-nos algumas outras entradas no certame. A saída do primeiro refrão para o segundo verso é algo estranha. Por vezes, o tema soa algo confuso por possuir diversas sonoridades. 

Ricardo Soler: Gosto muito deste instrumental que me relembra algumas canções da Sérvia de anos anteriores. No entanto acho que, se o intérprete fosse mais convincente, a canção só saíria a ganhar. Ponto positivo para o coro feminino que contrasta e suporta muito bem a voz do cantor.

Suzy: Pelo segundo ano consecutivo, Montenegro presenteou-nos com um tema bastante étnico, muito bem representado por este cantor que interpreta este tema na sua língua materna. Denoto que este tema tem similaridades com o tema apresentado na Eurovisão 2014, mas também não é por isso que lhe vamos retirar o mérito. De qualquer maneira, parabéns, Montenegro, pela audácia de cantar na língua materna.



Vídeos: Eurovision.tv
02/05/2015
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