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Apreciações Musicais - ESC 2018: Letónia

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Laura Rizzotto - "Funny Girl"




André Sousa: Um instrumental envolvente e sedutor. Parece que, por momentos, estou a assistir à banta sonora de um filme das 50 Sombras de Grey. Eu, particularmente gosto bastante deste ritmo quente de um Brasil a representar a Letónia. 

Andreia Valente: Embora seja uma canção triste, o instrumental tem uma sensualidade intrínseca. Distingue-se do pop eurovisivo mas torna-se apenas mais uma canção que passaria nas rádios em 2017.

Catarina Gouveia: Percebe-se facilmente a intenção de “Funny Girl”: é sexy, conjuga as canções do The Weeknd com a OST de 50 Shades of Grey, é rádio friendly. Não é má, mas não acrescenta nada ao concurso, ao contrário das canções dos últimos três anos.

Daniel Fidalgo: Interessante. O suficiente para nos manter atentos até ao fim da canção. É obscuro e romântico ao mesmo tempo. Mas falta um pouco mais de rasgo, de não ter medo de arriscar. A canção fica a meio de algo que poderia ter sido muito bom. O refrão não me soa impactante o suficiente. 

Diogo Canudo: “Funny Girl” é uma música pop-contemporânea, com o seu quê de subtileza e peculiaridade. Gosto bastante do instrumental e não enjoa, o que é bom.

Elizabete Cruz: A Letónia deixou este ano a eletrónica e enveredou por uma vibe mais jazz. Resultou? Nem por isso. A música, não sendo má, é esquecível. Com certeza não tenciono ouvir isto muitas vezes na minha vida.

Jessica Mendes: Não é nada de novo e lembra muito aquela música do The Weeknd para o 50 shades. Não é má, mas também não é nada de especial.


João Vermelho: Gosto do lado misterioso do instrumental, e ganha pela diferença.

Neuza Ferreira: Adoro este instrumental meio intimidador.

Patrícia Leite: O instrumental transmite-nos a ideia de um certo mistério a par de alguma sensualidade através da batida lenta que possui. No entanto durante quase toda a música não mostra evolução, o que faz com que se torne um pouco aborrecido de se ouvir, mas deixa de ser uma boa música.

Pedro Anselmo: Esta canção faz-me muito lembrar a banda sonora de 50 Shades of Grey… e eu não sou grande fã do estilo, apesar de reconhecer o seu valor e de achar que está bem feita.

Pedro Lopes: Outra música com um instrumental que encontramos nos filmes 007. Mais uma que vai também buscar certos elementos mais misteriosos, um pouco melancólicos até. Mas gosto, ao fim ao cabo!

Tiago Lopes: Uma melodia a lembrar os filmes da saga 50 Sombras de Grey, sons algos sensuais. 

André Sousa: A voz só vem complementar toda a sedução de que esta canção se veste. Eu gosto muito da forma como ela prenuncia as palavras, como as interpreta, como se apodera da letra e faz dela uma espectáculo ali no palco. 

Andreia Valente: A Laura Rizzotto tem uma excelente voz no estúdio e torna-se um desastre desafinado ao vivo. Espero que melhore até maio. 

Catarina Gouveia: Gosto muito da voz da Laura, é muito doce mas sensual ao mesmo tempo. 

Daniel Fidalgo: Agradável e bem controlada. Não é das minhas favoritas, no entanto. 

Diogo Canudo: Uma voz competente e segura, que nos transmite segurança em palco. No entanto, gostava que fosse mais explosiva no final do instrumental, para ficar ainda mais na nossa memória na altura das votações.

Elizabete Cruz: Laura tem com certeza uma boa voz e consegue fazer passar a mensagem. Uma pessoa acaba por acreditar na sofrência dela.

Jessica Mendes: Gosto muito do timbre dela mas alguém lhe devia dizer que dá jeito entrar na música nos tempos certos porque isto é tudo ao lado.


João Vermelho: Adoro o timbre e a voz da Laura, apenas acho que ela pode melhorar um pouco a parte técnica, pois na final nacional podia estar melhor.

Neuza Ferreira: Laura tem um timbre bonito e melódico. É uma voz competente para o tema apresentado.

Patrícia Leite: Uma voz que se conjuga bem com o instrumental. Tem uma dose de sensualidade, doçura e suavidade. No entanto, na apresentação ao vivo apresenta algumas inseguranças esporádicas, consequência provável dos nervos. Penso que ainda poderá melhorar até maio. 

Pedro Anselmo: Gosto muito da voz de Laura, é bastante segura, também tem boa escola.

Pedro Lopes: A voz da Laura parece muito doce, por vezes até demais para o tema em questão. Só que, a verdade é que não tivemos muito disso na sua atuação ao vivo… que foi um pouco pautada pela insegurança vocal. Deviam ser os nervos, que esperemos que estejam mais controlados no ESC. Porque a voz que encontramos na versão estúdio é mesmo muito agradável!

Tiago Lopes: Laura tem um timbre muito bonito, uma ótima dicção e encaixa muito bem nesta música.


André Sousa: É algo que ela pode melhorar. Contudo, tem de se focar no contacto visual e nos bons planos de imagem. 

Andreia Valente: A Laura é uma performer perfeita. Ela tem um je ne sais quoi de estrela de Broadwway. Se calhar, é só o título da canção que avaria as minhas referências.

Catarina Gouveia: Esta miúda é qualquer coisa. As suas expressões corporais e a maneira como defende esta canção é a melhor coisa desta proposta.

Daniel Fidalgo: A Letónia tem estado bem nos últimos anos. Este ano não deve dececionar.

Diogo Canudo: Laura Rizzotto está a evoluir para ser no futuro um autêntico monstro de palco. A forma como interpreta a canção, a subtileza, a elegância, a garra e a forma como seduz os telespectadores… eleva “Funny Girl” a um outro nível. Tenho a certeza absoluta que a música tem o valor que tem exactamente porque é a Laura que a interpreta.

Elizabete Cruz: Com tão pouco naquele palco, admito que Laura conseguiu fazer muito. Ela tem carisma, soube encher o palco e “atuar” consoante o que a música pedia. Mas espero que em Maio possamos ver um pouco mais desta prestação.

Jessica Mendes: O trabalho de câmaras da final nacional foi muito bem conseguido e o vermelho combina na perfeição com a música. É manter.

João Vermelho: Quer a nível vocal, quer a nível visual acho que atuação pode ser melhorada em comparação com a da final nacional.

Neuza Ferreira: Espero que apostem em bons planos de câmara, que se foquem na intérprete no momento certo. Este tema pede simplicidade.

Patrícia Leite: Uma presença de palco que está de acordo com a música. Simples, apenas com algumas luzes e muitos planos de câmaras que funcionam na perfeição. Espero que em Lisboa, se mudarem algo que mudem para melhor, porque por mim, está ótimo como está.

Pedro Anselmo: Parece que já tem experiência, aparenta ser muito confiante na sua actuação.

Pedro Lopes: Eu gostei da atitude na entrega à música, no Supernova. Mas espero mesmo mais segurança na sua atuação no palco de Lisboa. A sua atitude na entrega à canção está no ponto!

Tiago Lopes: Sedução e poder é o que espero desta atuação, Laura tem a presença e os instrumentos para chamar o espectador.


André Sousa: Eu gosto. Gosto disto muito também pela forma como a letra é interpretada pela Laura. 

Andreia Valente: A letra de “Funny Girl” retrata uma situação em que se está na friendzone como a “amiga engraçada” e, pensando bem, não me lembro de alguma vez ouvir uma canção com esta temática. Bravo.

Catarina Gouveia: Um amor não correspondido, onde o seu boy magia a tem como a “miúda engraçada” e nada mais que isso. Tipo, quem nunca?!

Daniel Fidalgo: É interessante e soa a algo diferente daquilo que normalmente passa pela Eurovisão. Por aí, deve ganhar alguns votos. 

Diogo Canudo: Gosto particularmente da sinceridade que a letra nos presenteia. “Funny Girl” está carregada de comparações, de desejos, de esperanças e, ao mesmo tempo, de desilusões que teimam em permanecer. Bela forma de expressar o amor. 

Elizabete Cruz: A música podia chamar-se “Friendzone” porque é sobre isso mesmo. Há sempe algo novo para explorar nas canções de amor, não é mesmo?

Jessica Mendes: É muito pouco interessante mas acaba por ir de encontro ao instrumental.

João Vermelho: Adoro a letra, ficou logo na minha cabeça, gosto da mensagem, mas não acho que seja uma letra incrível e inovadora.

Neuza Ferreira: Adora a mensagem transmitida neste poema e ganha bastante com o instrumental que lhe é conferido.

Patrícia Leite: A canção fala-nos de um caso amoroso, possivelmente extraconjugal, devido às sensações transmitidas pelo instrumental. Será uma boa aposta da Letónia?

Pedro Anselmo: Penso que a letra desta canção não é nada de especial, existem centenas do mesmo género.

Pedro Lopes: A letra tem um sentimento carregado e pesado. Percebe-se facilmente. E facilmente também se encaixa nas vivências de muitas pessoas, que se poderão rever nas palavras que a Laura canta.

Tiago Lopes: Uma composição que fala de uma relação a três, na perda de um homem para outra mulher e na dificuldade em manter essa relação. Letra interessante. 


André Sousa: Gostava de ver isto na final, contudo fico com algumas dúvidas. 

Andreia Valente: Vai ficar pela semifinal.

Catarina Gouveia: A vibe mais alternativa trouxe bons resultados à Letónia. O ano passado foi o que foi, e mudaram a jogada este ano. Não me parece que vá resultar. 

Daniel Fidalgo: Se passar à final, vai ser por pouco.  

Diogo Canudo: Tenho medo que seja esquecida na altura da votação, mas merece a final.

Elizabete Cruz: Semifinal.

Jessica Mendes: Não a vejo na final.

João Vermelho: Creio que passará à final, mas duvido que tenha uma boa posição na final.

Neuza Ferreira: Não creio que passe à final.

Patrícia Leite: Infelizmente estará nos últimos lugares da final.

Pedro Anselmo: Deverá conseguir passar à final, mas ficará pelos últimos 10.

Pedro Lopes: Sinto que possa ser um pouco difícil a qualificação.

Tiago Lopes: Passa à final e top 10.


André Sousa: 7 pontos.

Andreia Valente: 4 pontos.

Catarina Gouveia: 4 pontos.

Daniel Fidalgo: 7 pontos.

Diogo Canudo: 7 pontos.

Elizabete Cruz: 3 pontos.

Jessica Mendes: 5 pontos.

João Vermelho: 7 pontos.

Neuza Ferreira: 7 pontos.

Patrícia Leite: 7 pontos.

Pedro Anselmo: 3 pontos.

Pedro Lopes: 6 pontos.

Tiago Lopes: 8 pontos.

Total: 75 pontos


André Sousa: Quando da voz sai aquela sensualidade capaz de te arrepiar.

Andreia Valente: Sempre a apoiar os nossos irmãos brasileiros na Eurovisão.

Catarina Gouveia: É muito mau achar que o melhor de “Funny Girl” são os hairflips da Laura? 

Daniel Fidalgo: Letónia extremamente internacional este ano. Cantora brasileira, com nome de comida italiana, a cantar em inglês e a representar a Letónia. 

Diogo Canudo: 50 Sombras de Grey na Eurovisão? O mundo está perdido!

Elizabete Cruz: Da próxima vez faz ar sisudo amiga, se ele gostar então é para casar!

Jessica Mendes: Uma brasileira com nome de comida italiana a representar a Letónia com uma música em inglês. Celebrate diversity.

João Vermelho: Que ela não seja a funny girl desta semifinal.

Neuza Ferreira: It’s getting hard conseguir um lugar na final, infelizmente.

Patrícia Leite: Um jogo de emoções.

Pedro Anselmo: O Brasil, que tanto adoraria participar no ESC, tem aqui a sua representante.

Pedro Lopes: Música de cinema versão 2.

Tiago Lopes: Proibido a menores de 18 anos.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Finlândia - 117 pontos; 3.º Bélgica - 115 pontos;  4.º Israel - 112 pontos; 5.º Áustria - 107 pontos; 6.º Dinamarca - 106 pontos; 7.º Bulgária - 105 pontos; 8.º Grécia - 103 pontos; 9.º Arménia - 100 pontos; 10.º Holanda - 88 pontos; 11.º República Checa - 86 pontos; 12.º Suíça - 83 pontos; 13.º Austrália - 82 pontos; 14.º Hungria - 81 pontos; 15.º Noruega - 79 pontos; 16.º Lituânia - 77 pontos; 17.º Albânia - 76 pontos; 18.º Chipre - 75 pontos; 19.º Letónia - 75 pontos; 20.º Macedónia - 70 pontos; 21.º Azerbaijão - 69 pontos; 22.º Sérvia - 68 pontos; 23.º Croácia - 66 pontos; 24.º Roménia - 65 pontos; 25.º Irlanda - 61 pontos; 26.º Eslovénia - 57 pontos; 27.º Rússia - 56 pontos; 28.º Geórgia - 49 pontos; 29.º Bielorrússia - 48 pontos; 30.º Moldávia - 43 pontos; 31.º São Marino - 42 pontos; 32.º Islândia - 31 pontos. 

Vídeo: Eurovision Song Contest

[Entrevista] Laura Rizzotto: "O foco principal é a canção (...) quero que tenha um clima misterioso e poderoso"

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VERSÃO EM PORTUGUÊS


Nasceu no Brasil, mas é na Letónia que tem grande parte das suas raízes. E agora, prepara-se para uma das maiores aventuras da sua vida. Laura Rizzotto foi a vencedora do Supernova 2018, a seletiva nacional do país, e vai representar a Letónia no Festival Eurovisão da Canção (ESC), em Lisboa, com o tema "Funny Girl". Conheça aqui um pouco melhor desta cantora, que falou com o Crónicas de Eurofestivais, em português!

Crónicas de Eurofestivais (CE): Fala-nos um pouco sobre ti. Como te descreves enquanto pessoa? 

Laura Rizzotto (LR) - Sou uma cantora e compositora com dupla cidadania: letoniana e brasileira, radicada em Nova York. Sou bem extrovertida, gosto de conhecer pessoas novas e as suas histórias. Adoro a natureza, estar ao ar livre e de me exercitar.

CE: Como começou a tua carreira musical?

LR - Sempre fui apaixonada por música e dança. Desde pequena, já criava as minhas próprias coreografias e as festa da minha família, que sempre incluíam o meu “showzinho”. Aos 8 anos, iniciei aulas de piano e ballet clássico e aos 12, comecei a escrever as minhas próprias canções. Fiz o meu primeiro espetéculo profissional aos 15 anos, no Rio de Janeiro, e foi assim que tudo começou.

CE: De onde surgiu a oportunidade de participares na final nacional da Letónia (Supernova)?

LR - Estava a fazer pesquisas na Internet para organizar uma viagem com a minha família para Riga, em julho deste ano, a fim de visitar os nossos parentes que moram lá. Em 2018, comemoramos o centenário da independência da Letónia, e haverá mais uma edição do festival de Dança e Música, que acontece somente uma vez a cada 5 anos e que reúne mais de 30 mil cantores e dançarinos. O festival foi considerado património histórico intangível da humanidade. Vi uma matéria sobre o concurso Supernova a resolvi inscrever-me. O meu pai é letoniano e a minha mãe é brasileira, descendente de portugueses. Representar a Letónia em Portugal, para mim, foi coisa do destino: estava escrito nas estrelas.

CE: Qual é a sensação de teres vencido o concurso e de poderes representar a Letónia na Eurovisão?

LR: Sinto-me extremamente feliz e honrada em ter sido escolhida para representar o povo letoniano em Portugal, especialmente neste ano, quando comemoramos o centenário de independência da Letónia.

CE: Há um carinho especial por ires à Eurovisão no ano em que esta é sediada no país que é “irmão” do teu país de origem e onde a língua é comum?

LR: Claro! Os Portugueses são muito simpáticos, adoráveis e excelentes anfitriões. Tenho certeza de que me sentirei em casa, em Lisboa. Estou muito animada por poder conhecer Portugal e me conectar com as minhas raízes portuguesas. Quero também degustar os legítimos pastéis de nata lusitanos, que adoro!


CE: Era um sonho pisares o palco da Eurovisão?

LR: Sim, um sonho prestes a se tornar realidade! A Eurovisão é uma iniciativa incrível, de unir povos e culturas diferentes, por meio da arte e da música. Estou muito feliz em participar neste evento maravilhoso.

CE: Costumavas seguir este concurso noutras edições?

LR: Acompanho o concurso há muitos anos e adoro descobrir os novos artistas que surgem em todas as edições. Emocionei-me com o Salvador Sobral no ano passado, e uma das minhas canções preferidas de todos os tempos foi a “Love Injected”, da Aminata, que representou a Letónia na Eurovisão, em 2015.

CE: Como nos descreves a tua canção?

LR: “Funny Girl” é uma balada romântica que conta a história de uma jovem que se apaixona pelo seu melhor amigo. Ela guarda este segredo para si, até que um dia, decide revelar como se sente... só que já era tarde demais. Ele já se tinha apaixonado por outra pessoa e olhava para ela apenas como uma amiga, a “rapariga divertida”.

CE: O que poderemos esperar da tua atuação no palco de Lisboa?

LR: O meu foco principal é a canção. Quero que tenha um clima misterioso, dramático e poderoso, tal como o arranjo que fizemos para “Funny Girl”. Já estou em contagem decrescente para me aventurar no palco inspirador de Lisboa, que homenageia os grandes navegadores portugueses, os quais, dentre outras façanhas, descobriram o meu amado Brasil!

CE: Já tens alguma(s) canção/canções favoritas este ano?

LR: Ainda não tive tempo de escutar todas as canções selecionadas, porém estou a adorar a diversidade de idiomas e estilos das que ouvi até o momento. Cada país enriquece a Eurovisão trazendo algo especial e único para a competição.


CE: Qual é a tua opinião sobre a participação portuguesa neste ano? E no ano passado, concordaste com a vitória do Salvador Sobral?

LR - A Cláudia Pascoal tem uma voz bonita e cativante. O Salvador Sobral cantou com o coração e tocou profundamente na alma dos espectadores. A sua atuação foi inesquecível e emocionante, e a vitória muito merecida!

CE: Depois da Eurovisão, quais serão os planos futuros?

LR - Já lancei dois álbuns da minha autoria e o meu atual projeto artístico consiste na série de EPs baptizada de “Pedras Preciosas”. Cada EP tem o nome de uma pedra preciosa e mostra uma faceta diferente que tenho enquanto compositora e intérprete. O primeiro EP foi RUBY, com uma vibe bem “pop”. O próximo será AMBER, uma pedra muito importante para os países bálticos, especialmente para a Letónia. Este ultimo terá uma pegada mais soul/blues e será uma homenagem às minhas raízes letãs. Planeio fazer shows na Europa durante o próximo verão

CE: Gostarias de deixar alguma mensagem aos nossos leitores e aos fãs portugueses e não só?

LR - Muito obrigada por todo o carinho! Estou a contar os dias para vos encontrar em Portugal! Digam-me um “alô” nas redes sociais @laurarizzotto! Adoro conversar com meu #FunnyGirlSquad e pegar dicas sobre Portugal. Até breve! Beijinhos da letã-brasileira, bisneta de portugueses!


Ouça o tema "Funny Girl" [AQUI].

Imagens: iTunes.apple/ febreteen.br/ jauns.lv/ Vídeo: Eurovision Song Contest


ENGLISH VERSION


She was born in Brazil, but it is in Latvia that she has much of her roots. And now, she is ready for one of the greatest adventures of her life. Laura Rizzotto was the winner of Supernova 2018, the national final selection, and will represent Latvia at the Eurovision Song Contest (ESC) in Lisbon, with the song "Funny Girl". Meet here a little better this singer, who spoke with the Crónicas de Eurofestivais, in portuguese!

Crónicas de Eurofestivais (CE): Tell us a little about yourself. How do you describe yourself as a person?

Laura Rizzotto (LR) - I am a singer and songwriter with dual citizenship: Latvian and Brazilian, based in New York. I am very extroverted, I like meeting new people and their stories. I love nature, being outdoors and exercising.

CE: How did your musical career begin?

LR - I've always been passionate about music and dancing. Since I was a child, I was already creating my own choreography and my family's party, which always included my show. When I was 8 years old, I started classical piano and ballet classes and at 12 I started to write my own songs. I made my first professional spectacle at age 15 in Rio de Janeiro, and that's how it all started.

CE: From where did the opportunity to participate in the Latvian National Final (Supernova) come from?

LR - I was doing an Internet research to organize a trip with my family to Riga, this July, in order to visit our relatives who live there. In 2018, we celebrate the centennial of Latvia's independence, and there will be another edition of the Dance and Music festival, which happens only once every 5 years, and brings together over 30.000 singers and dancers. The festival was considered humanity's intangible historical heritage. I saw a story about the Supernova contest and I decided to sign up. My father is a Latvian man and my mother is Brazilian, a descendant of Portuguese. Representing Latvia in Portugal, for me, was fate: it was written in the stars.

CE: How do you feel about winning the competition and being able to represent Latvia in Eurovision?

LR - I am extremely happy and honored to have been chosen to represent the Latvian people in Portugal, especially this year as we celebrate Latvia's centenary of independence.

CE: Is there any special affection for going to Eurovision in the year it is based in the country that is "brother" of your country of origin and where the language is common?

LR - Of course! The Portuguese people are very friendly, lovely and excellent hosts. I'm sure I'll feel at home in Lisbon. I am very excited to be able to get to know Portugal and to connect with my Portuguese roots. I also want to taste the legitimate 'pastéis de nata', which I love!


CE: Was it a dream to step on the Eurovision stage?

LR - Yes, a dream about to come true! Eurovision is an incredible initiative, to unite different peoples and cultures, through art and music. I am very happy to participate in this wonderful event.

CE: Did you use to follow this contest in other editions?

LR - I have been following the contest for many years and I love discovering the new artists that appear in all editions. I got excited about Salvador Sobral last year, and one of my favorite songs of all time was Aminata's "Love Injected," which represented Latvia at Eurovision in 2015.

CE: How do you describe your song?

LR - "Funny Girl" is a romantic ballad that tells the story of a young woman who falls in love with her best friend. She keeps this secret to herself until one day she decides to reveal how she feels ... but it was too late. He had fallen in love with someone else and looked at her only as a friend, the "funny girl."

CE: What can we expect from you on the stage in Lisbon?

LR - My main focus is the song. I want it to have a mysterious, dramatic and powerful mood, just like the arrangement we did for "Funny Girl." I am already counting down to venture into the inspiring stage in Lisbon, which honors the great Portuguese navigators, who, among other exploits, discovered my beloved Brazil!

CE: Do you already have any favorite song (s) this year?

LR - I have not had time to listen to all the selected songs yet, but I love the diversity of languages and styles I've heard so far. Each country enriches Eurovision by bringing something special and unique to the competition.


CE: What is your opinion about the Portuguese participation this year? And last year, did you agree with Salvador Sobral's victory?

LR - Cláudia Pascoal has a beautiful and captivating voice. Salvador Sobral sang with the heart and touched deeply in the soul of the audience. His performance was unforgettable and exciting, and the victory well deserved!

CE: After Eurovision, what are the future plans?

LR - I have already released two albums of my own and my current artistic project consists of the series of EPs baptized "Precious Stones". Each EP has the name of a gemstone and shows a different facet that I have as a composer and performer. The first EP was RUBY, with a very "pop" vibe. The next one will be AMBER, a very important stone for the Baltic countries, especially for Latvia. The latter will have a more soul/blues footprint and will be a tribute to my Latvian roots. I plan to do shows in Europe next summer.

CE: Would you like to leave a message to our readers and to the Portuguese fans and beyond?

LR - Thank you so much for all the support! I'm counting the days to meet you in Portugal! Go on, and send me a "hello" on social networks @laurarizzotto! I love talking to my #FunnyGirlSquad and to get tips on Portugal. See you later! Kisses from the Latvian-Brazilian, great-granddaughter of the Portuguese people!

Listen to "Funny Girl" [HERE].

Photos: iTunes.apple/ febreteen.br/ jauns.lv/ Video: Eurovision Song Contest

Letónia: Laura Rizzotto representa o país na Eurovisão 2018

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Laura Rizzotto com a canção "Funny Girl" foi a grande vencedora da final nacional da Letónia e irá representar o país em Lisboa.

A concurso estiveram 8 canções. Este ano o vencedor voltou, uma vez mais, a ser escolhido pela junção  dos votos online, sms e spotify streams do público, e do júri.

Conheça a votação completa:

1º Lugar: Laura Rizzotto - "Funny Girl"
2º Lugar: Sudden Lights - "Just Fine"
3º Lugar: MADARA - "Esamība"
4º Lugar: Ritvars - "Who's Counting?"
5º Lugar: Markus Riva - "This Time"
6º Lugar: Edgars Kreilis - "Younger Days"
7º Lugar: Liene Greifane - "Walk the Talk"
8º Lugar: Lauris Valters - "Lovers Bliss"

Oiça a música: [AQUI]

A Letónia estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 2000 e já ganhou uma vez: em 2002, com Marie N e a canção “I Wanna”. Em 2017 o país foi representado pelos Triana Park e a canção "Line", alcançando o 18º lugar na primeira semifinal com um total de 21 pontos.

Fonte/Imagem: eurovision.tv
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