O diretor da Eurovisão deu uma entrevista ao canal holandês NPO e, para além de voltar a lamentar a saída de cinco países no ESC 2026, admitiu, pela primeira vez, que "nem sempre" houve "total rigor" quanto ao processo de televoto do Festival.
A dias do arranque de mais uma Eurovisão, Martin Green, atual diretor do Festival da Eurovisão, falou em exclusivo ao canal holandês NPO sobre o atual cenário do certame internacional, este ano marcado por vários boicotes e também por uma constante onda de críticas, pela participação de Israel.
Entre as declarações dadas, e já reunidas no site da emissora NOS, Green abordou diretamente a polémica em torno da votação, admitindo que a organização pode não ter sido suficientemente firme no passado.
"Podemos não ter sido suficientemente rigorosos no passado. Se houver interferência política ou quebra das regras na votação, vamos intervir", chegou a afirmar.
Uma declaração que está a ser vista como "relevante", já que reconhece, ainda que de forma implícita, que pode ter existido influência externa - como campanhas organizadas ou pressões políticas - que afetaram o televoto.
Ao mesmo tempo, Green garantiu que a EBU/UER estará mais vigilante e preparada para agir, deixando claro que futuras situações de manipulação ou violação das regras não serão ignoradas.
Entre outros temas, o diretor do ESC volta a falar que, sobre a presença de Israel, nunca houve "um posicionamento tão cerrado" como com a Rússia, ainda que assume a pretensão de "recuperar" os cinco países que este ano decidiram desistir.
Fonte: NPO/NOS/ Imagem: ESC

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