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[Entrevista] Elina Nechayeva: "devíamos falar mais sobre amor verdadeiro e sentimentos reais"

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VERSÃO EM PORTUGUÊS


Elina Nechayeva foi a vencedora do festival estónio Eesti Laul com a canção "La Forza" com uma margem arrebatadora de 70%, ganhando o passaporte para representar a Estónia no Festival Eurovisão da Canção 2018, em Lisboa. Nesta conversa com o Crónicas de Eurofestivais, quisemos conhecê-la um pouco melhor e saber mais detalhes sobre a sua participação no festival.

Crónicas de Eurofestivais (CE): Bem vinda a bordo, Elina! Queremos conhecer-te melhor - conta-nos um pouco sobre ti.

Elina Nechayeva (EN):  Sou uma cantora com formação clássica e tudo o que faço no palco, faço com paixão. O meu principal objetivo é realmente trazer alegria e felicidade para as pessoas com o meu canto. Espero que a minha música desperte emoções positivas e possa mesmo "curar" alguém de alguma forma.

CE: Como começou a tua carreira musical?

EN: Quando tinha quatro anos, fui cantar para um grupo coral, e certo dia eu apercebi-me de que tinha a voz mais alta e com maior alcance. Comecei a cantar alguns solos e eu realmente percebi que gostava de estar em palco e de atuar, e foi assim que decidi que queria ser cantora. Depois de muitos anos de estudo, alcancei esse objetivo.

CE: Como é que começou esta aventura eurovisiva? Sempre fez parte dos teus planos ou apresentar o Eesti Laul no ano passado deu-te vontade de participar?

EN: No ano passado, quando apresentei as semifinais do Eesti Laul, pensei que talvez pudesse trazer algo de diferente ao concurso, mas não sabia o quê. Depois, após ter feito esta canção com o Timo, Mihkel e Ksenia, pareceu-me que o Eesti Laul seria o local ideal para a apresentar. 


CE: Como te sentiste quando ganhaste o Eesti Laul e te apercebeste de que irias à Eurovisão representar a Estónia?

EN: Senti-me muito grata. Sentir que as pessoas te apoiam e que amam o que fazes, sentir que elas percebem a mensagem da tua canção e que ela consegue tocar nas suas almas e corações, é maravilhoso. Estou muito grata e feliz.

CE: "La Forza" é claramente diferente de qualquer outra canção deste ano. Como a descreves?

EN: "La Forza" é uma canção clássica e moderna - vocais de ópera com música eletrónica. "La Forza" é sobre o amor verdadeiro, que ilumina o nosso caminho, dá-nos asas, leva-nos ao céu e dá-nos um poder verdadeiro para que sejamos capazes até de mover montanhas. É sobre o amor universal - amor pelas crianças, amor pelos pais, amor pela natureza. Todos os tipos de amor. 

CE: No que toca ao staging, a performance do Eesti Laul vai manter-se ou podemos esperar algumas surpresas?

EN: Eu espero que possamos fazê-lo exatamente da mesma maneira, porque no Eesti Laul tudo resultou na perfeição e eu tenho esperança que também resulte em Lisboa.

CE: Já ouviste as canções desta edição? Tens algumas favoritas?

EN: Até agora, só ouvi cada canção uma vez, mas as minhas favoritas são as da Geórgia e da Dinamarca. Eu adoro as vozes dos Iriao, eles soam lindamente, e acho que o "hino viking" do Rasmussen também é bastante bom.

CE: Como te sentes quanto à semifinal em que o teu país ficou colocado?

EN: Estar na primeira metade da primeira semifinal significa que vou ter a oportunidade de estar mais dias a aproveitar o bom tempo, portanto estou feliz!

CE: Costumas seguir a Eurovisão? Qual é a tua canção eurovisiva favorita de todos os tempos?

EN: "Everybody", do Tanel Padar e do Dave Benton é uma grande favorita minha, claro, mas também adorei "Kuula", do Ott Lepland, e "Rändajad" das Urban Symphony. Fora da Estónia, "Euphoria" é provavelmente a minha canção da Eurovisão favorita - fica na minha cabeça muitas vezes!


CE: Que expetativas tens pela tua participação na Eurovisão?

EN: Penso que a coisa mais importante para mim é atuar com toda a minha alma e coração. E espero que isso evoque boas emoções no público, e faça despertar qualquer coisa nas suas almas - e é claro que eu ambiciono dar o meu melhor!

CE: Tens algum projeto para breve? 

EN: Tenho imensos projetos interessantes a caminho! Tenho um concerto solo agendado, o meu primeiro grande concerto solo em Tallinn, onde vou apresentar "La Forza" com uma orquestra de verdade, que será um evento incrível! Este concerto vai falar sobre amor, paixão, raiva - todas essas emoções fortes que talvez não sintamos todos os dias. Também vou à Geórgia com a Orquestra Nacional da Estónia para atuar num projecto de intercâmbio cultural relacionado com o jubileu de 100 anos da Estónia. E claro, haverá muitos concertos e atuações também, como de costume.

CE: Alguma vez estiveste em Portugal? Quais são as tuas maiores expetativas do nosso país?

EN: Acho que Portugal é um ótimo país, com - oh meu Deus - comida fantástica! O clima é fantástico, as pessoas são muito amigáveis e a natureza e o mar são inacreditavelmente lindíssimos. Estive em Portugal há uns anos para fazer parte de um projeto de voluntariado com jovens, em que vivemos nas montanhas durante duas semanas, com condições malucas, e foi muito divertido. Também filmei o postcard da Eurovisão em Sintra - foi tão místico e mágico! 

CE: Tens alguma mensagem para os nossos leitores e eurofãs portugueses? 

EN: A mensagem que quero passar é que na nossa sociedade devíamos falar mais sobre amor verdadeiro e de sentimentos reais. Nós temos de estar presentes, aqui e agora - não nos nossos smartphones, mas na vida real, em contacto uns com os outros e a distribuir amor. O amor é o bem mais poderoso. É esta a mensagem de "La Forza", e eu espero que gostem da minha canção. Encontramo-nos em breve!

Ouça a canção "La Forza":


Photos: Eurovision, eurovisionary, catwalk.delfii.ee/ Video: Eurovision Song Contest

ENGLISH VERSION


Elina Nechayeva won Eesti Laul with the song "La Forza", with a large margin of 70%, earning a passport to represent Estonia at the Eurovision Song Contest 2018 in Lisbon. In this conversation with the Crónicas de Eurofestivais, we got the chance to know her a little better and know more details about her participation.

Crónicas de Eurofestivais (CE): Welcome aboard, Elina! Let's get to know you better - tell us a little about yourself.

Elina Nechayeva (EN):  I'm a classically trained singer and everything I do on the stage; I do with passion. My main goal is really to bring joy and happiness to people with my singing. I hope that my music evokes positive emotions and even might 'heal' someone in some way.

CE: How did your musical career began?

EN: I went to sing in a choir when I was four and one day I understood that I had the loudest and highest voice. Then I got to sing some solos and I really enjoyed being on the stage and performing, and that's how I decided I wanted to be a singer. Then after many years of study, I achieved this goal.

CE: How did this Eurovision adventure start? Has it always been part of your plans or presenting last year's Eesti Laul made you want to participate?

EN: Last year when I hosted the Eesti Laul semi-finals and I thought then that maybe I could bring something different to the show, but I didn't know what. Then after Timo, Mihkel, Ksenia and I made this song it seemed like Eesti Laul would be a good fit.


CE: How did you feel when you won Eesti Laul and realized that you would go to Eurovision representing Estonia?

EN: I felt very grateful. To feel that people are supporting you and love what you are doing, that they get the message of your song and that it touches people's souls and hearts, it's amazing and I am grateful and happy.

CE: "La Forza" is clearly different from any other of this year's songs. How do you describe it?

EN: "La Forza" is a "modern-classic" song - opera vocals with electronic music. "La Forza" is about real love that enlightens our way, gives us wings, takes us to the sky and gives us a real power so that we can even move mountains. It's about universal love - love for children, love for parents, love for nature. It's all these kinds of love.

CE: When it comes to staging, are you maintaining Eesti Laul's performance or can we expect any surprises?

EN: I hope that we will do it exactly the same way, because in Eesti Laul it worked perfectly and I hope that it will work in Lisbon too.

CE: Have you listened to this year's songs? Do you have any favouurites?

EN: So far, I have only heard each song once, but my favourites are from Georgia and Denmark. I love the voices of Iriao and think they sound beautiful and I think Rasmussen's Viking anthem is really cool.

CE: How do you feel about the semifinal in which your country was placed?

EN: Being in the first half of the first semi-final means I get to spend a few more days in the warmer weather, so I am happy!

CE: Do you often follow Eurovision? What's your favourite Eurovision theme of all time?

EN: Tanel Padar and Dave Benton's "Everybody" is a big favourite for me, of course, but I also loved Ott Lepland's "Kuula" as well as "Rändajad" by Urban Symphony. "Euphoria" is probably my favourite Eurovision song from outside Estonia - it gets stuck in my head a lot!


CE: What are your expectations for the participation on Eurovision?

EN: I think the most important thing is for me to perform with my heart and soul. I hope that this will evoke great emotions from the audience, and awake something in the souls of the audience - and of course I aim to do my best!

CE: Do you have future projects coming?

EN: I have a lot of interesting projects ahead! I have a solo concert, my first big solo concert in Tallinn where I am going to perform "La Forza" with a real orchestra, which will be an amazing event! This concert is going to tell about love, passion, anger - all these strong emotions that maybe we don't feel every day. I am also going to Georgia with the Estonian National Orchestra to perform in a cultural exchange project connected with the Estonian 100-year jubilee. Of course, there will be lots of concerts and performances too as usual.

CE: Have you ever been to Portugal? What are your biggest expectations from our country?

EN: I think Portugal is a great country with - oh my god - great food! Also, the climate is amazing, people are very friendly and the nature and ocean is stunningly beautiful. I went to Portugal a few years ago as part of a youth volunteer project where we lived in the mountains for two weeks in crazy conditions where it was very fun. I also filmed my Eurovision postcard in Sintra - and this was mystical and magical!

CE: Do you want to say something to our readers and general Portuguese fans?

EN: My message is that in our society we should talk more about real love and real feelings. We need to be here and now - not in our smart phones but really here, connecting with each other and giving love. Love is the greatest power of all. This is what La Forza is all about and I hope you enjoy my song. See you all soon!

Listen to "La Forza":



Photos: Eurovision, eurovisionary, catwalk.delfii.ee/ Video: Eurovision Song Contest

Apreciações Musicais - ESC 2018: Estónia

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Elina Nechayeva - "La Forza"



André Sousa: Uma das minhas grandes favoritas este ano. Gosto imenso de ver que a Eurovisão aposta, cada vez mais, em estilos diferentes. O Lírico já merecia uma boa representação feminina. Se em tempos fiquei fascinado com os Il Volo, agora volto a ficar. Não acredito que o instrumental tenha tanto potencial como o que foi apresentado pela Itália em 2015, mas gosto bastante. 

Andreia Valente: As minhas palavras nunca poderão fazer jus ao que “La Forza” realmente é. Não há nada que se assemelhe. Transcendente. Magistral. Vencedora.

Catarina Gouveia: Ouvir esta canção pela primeira vez foi uma experiência de uma vida. É praticamente impossível não ficar arrepiado até à ponta dos pés com “La Forza”, que apesar de ter um estilo de ópera, tem um instrumental moderno que não consideraríamos que casasse tão bem se esta canção não existisse. Não há nada que supere isto este ano. Nem no passado, nem no anterior. É pura magia.

Daniel Fidalgo: “La Forza” é um momento épico. A canção tem bastante força, nomeadamente no refrão. As partes da canção deixam-nos num certo suspense, num ambiente místico, até que o refrão chega para nos transportar para o mais bonito imaginário. O tema traz variedade para a mesa e, este ano, não há nada mais que se assemelhe a “La Forza”. É de muito bom gosto e é das que mais ouço.

Diogo Canudo: “La Forza” é uma música que vai em crescendo, com o uso de instrumentos variados que a fortalecem. Fico feliz por ver novamente ópera na Eurovisão, ainda por cima com um tema tão bom como este.

Elizabete Cruz: Admito que este instrumental não me conquistou à primeira audição, mas foi algo que foi crescendo em mim até eu simplesmente amar. Diria que é um dos instrumentais mais belos do ano.

Jessica Mendes: Não é certamente o ponto forte desta proposta e tenho a certeza que não sobrevivia sem a cantora. Eu tenho a mania terrível de me focar no instrumental quando oiço muitas vezes uma música e aqui não há quase nada em que me focar. Faz-me falta algo mais composto, um crescendo de cordas antes do refrão. No fundo faz-me falta um instrumental à Sanremo. 

João Vermelho: O instrumental é muito bom, mas sinto que seria melhor com algo mais orgânico, em vez de ter tanta batida, e usar com mais expressão o violino e o piano.

Neuza Ferreira: O que dizer sobre este instrumental?! Vai de encontro com o estilo da canção e da Elina.

Patrícia Leite: Apesar de melancólico, o instrumental possui uma certa ”magia” que não sai da cabeça. Tem um arranjo de contrabaixo no início que nos remete para as músicas das caixinhas de música da infância. No refrão há uma batida, ainda que muito lenta, que nos remete para um lugar mágico. 

Pedro Anselmo: Um tema clássico de ópera mas moderno, com uma sonoridade épica. Isto é algo lindo. Perfeito! A minha favorita deste ano.

Pedro Lopes: O instrumental é a ferramenta chave de “La Forza”. Claro que sem a Elina, nada disto seria possível. Mas, ao mesmo tempo, a música não seria o que é se não tivesse todo este instrumental, um correto jogo de instrumentos, de intensidades, capazes de criar toda uma atmosfera épica e que criam uma daquelas que é a melhor canção em competição.

Tiago Lopes: Um instrumental básico, feito para dar destaque à voz.


André Sousa: A voz é completamente soberba. Nos picos mais altos é quando noto que a interprete está mais à vontade, e isso é um ponto bastante positivo. As notas são alcançadas com uma confiança tremenda e sem nenhum apontamento de maior. É mesmo uma grande mais valia para toda a composição. Eu adoro.  

Andreia Valente: Eu não sei o que dizer sobre a Elina Nechayeva. Que voz perfeita. Que criatura perfeita.

Catarina Gouveia: Isto não é uma voz, é um som divino do salvamento de toda a humanidade! Elina alcança os agudos com uma segurança, com uma certeza, que é completamente apaixonante.

Daniel Fidalgo: Quem sou eu para julgar a voz de Elina. É precisamente a voz lírica que torna “La Forza” memorável e que vai ficar presa à memória dos telespetadores em maio. Vai de uma sensibilidade quase intocável, a uma voz grandiosa capaz de encher o Altice Arena. Diria que a sua voz é, tecnicamente, perfeita. 

Diogo Canudo: O tema só ganha força exactamente pela qualidade vocal que Elina apresente. A sua interpretação é tão eficaz que nós sentimos que é super fácil cantar como ela – quando não acontece.

Elizabete Cruz: Isto não é uma voz, é o canto dos anjos! A proposta num todo é muito boa, mas a voz de Elina é o que mais se destaca.

Jessica Mendes: Quero desde já esclarecer que não acho que uma grande voz se meça pela quantidade de agudos que se atinge mas sim pelo controlo e pela forma como se usa. Dito isto, o maior mérito dela é controlar na perfeição a voz.

João Vermelho: É a voz da Eurovisão deste ano, é algo do outro nível, só com a voz consegue prender a atenção de qualquer pessoa, e ao contrário da maioria das vozes líricas, da voz da Elina eu gosto.

Neuza Ferreira: O que dizer sobre esta voz também?! Completamente única, que se destaca das restantes 42 no certame. Simplesmente incrível. Mas há palavras para descrever isto?!

Patrícia Leite: Das vozes mais poderosas, senão “A” mais poderosa desta edição do ESC. Ainda que primeiro tenha estranhado no início, confesso que estou rendida à voz da Elina. Será que vamos ver uma Estónia a lutar pelo lugar mais alto?

Pedro Anselmo: Que voz! São poucas as pessoas que atingem aqueles agudos como ela.

Pedro Lopes: Poucas palavras podem descrever a voz de Elina. E depois das suas atuações ao vivo, ainda menos. Sublime, seria a palavra certa. Mais. No ponto! Poucas vozes a nível mundial conseguem ter o poder vocal que a Elina apresenta. Quase parece uma bênção.

Tiago Lopes: Não sendo um estilo nada fácil de se cantar, a Elina consegue ser bastante competente para além de dar um toque de doçura com as suas harmonias. 


André Sousa: Que se mantenha o mesmo que foi feito na final nacional da Estónia. Aqueles efeitos, ela estar colocada num ponto mais alto, as luzes na saia e tudo isso, resulta na perfeição. E como eu acredito que, em interpretação vencedora não se mexe, aqui é um caso claro disso. 

Andreia Valente: Expliquem como é que uma pessoa canta ópera na perfeição mantendo uma expressão facial esculpida pelo Ser Superior deste mundo? Não é humanamente possível! Recuso-me a aceitar que a Elina Nechayeva é humana. Definição de perfeição.

Catarina Gouveia: A equipa da Estónia já comunicou que a performance do Eesti Laul se vai manter para a Eurovisão. Não há necessidade de tocar no que já está perfeito. É verdade que os vestidos com projeções é algo já feito, mas também já tivemos um rapaz a fingir que toca violino anteriormente e não é por isso que vamos deixar de ter este ano novamente. 

Daniel Fidalgo: Espero que seja exatamente igual à da final nacional da Estónia! Perfeição artística é o melhor termo para definir a apresentação de “La Forza”. Pensada ao mais ínfimo pormenor, desde o vestido que projeta imagens, à coreografia de mãos. 

Diogo Canudo: Gostei da forma como a música foi apresentada no palco do Eesti Laul. Tudo está equilibrado e tem um toque de sofisticação essencial para esta música. No entanto, gostava de ver mais expressão facial da Elina com as câmaras – há um distanciamento enorme entre ela e o telespectador.

Elizabete Cruz: A performance vive um pouco dos efeitos, porque Elina não é muito expressiva (os braços são mais do que ela, na realidade). Mas acho que no geral a conjugação de tudo funcionou bem.

Jessica Mendes: Não é nada de novo isto dos jogos de luzes com o vestido mas também me parece que esta é a vez em que melhor está a ser usado.


João Vermelho: Vamos inovar e não usar leds e imagens no vestido, e não é preciso um vestido que ocupe a arena toda, algo mais clássico e formal seria a minha aposta.

Neuza Ferreira: Espero que mantenham mais ou menos a mesma ideia que usaram no  Eesti Laul, porque adorei. No entanto, algo focado só na Elina e com bons planos também pode resultar muito bem.

Patrícia Leite: “Less is more”. A atuação da Estónia é poderosíssima! É mágica! Do mais simples que há! Será que aprendeu com o nosso Salvador? Veremos como correrá em Maio.

Pedro Anselmo: Não é um problema para ela, a voz vai encher o pavilhão e uma actuação como na final nacional vai ser espetacular.

Pedro Lopes: Quando se soma aquele instrumental mais a voz da cantora, já pouco seria preciso mais para o sucesso da canção. Mas falta ainda um fator chave: segurança, atitude! E vemos isso na Elina! Sem pestanejar se quer, o seu olhar penetra-nos para uma viagem por um labirinto mágico, onde tudo parece ser um sonho. Melhor ainda é quando sabemos que aquilo tudo é real!

Tiago Lopes: Não fosse só a voz da intérprete a prender o espectador, todo o aparato cénico, mesmo não sendo algo original, transforma o ambiente em algo único e que torna difícil desviar a atenção.


André Sousa: A letra também ela tem intensidade, tem pujança mas, acima de tudo, tem força.

Andreia Valente: “La Forza” descreve um poder maior que a nossa existência humana, um poder que nos faz transcender se acreditarmos. Se há alguém que pode converter um ateu cantando sobre um poder superior, é a Elina. 

Catarina Gouveia: Assim como toda a canção, "La Forza" tem uma letra absolutamente celestial. Fala de uma presença superior, da grandeza do destino e nas coisas que boas que nos estão reservadas. E o idioma… O italiano é sempre, sempre a língua certa para este tipo de canções. 

Daniel Fidalgo: A canção é cantada em italiano, o que joga bem com o cunho lírico de “La Forza”. Mas exprimida a letra, não há muita coisa para se dizer: fala da força do destino e da vida e…

Diogo Canudo: Um poema de amor não muito explorado e que deixa em mente que ainda não está finalizado. Para a canção em si é suficiente, mas podia ser um pouco mais trabalhado.

Elizabete Cruz: É desde o início interessante que a Estónia tenha optado por se fazer representar em italiano. A música com certeza ganha com isso. O poema em si também é interessante, não caindo no cliché das letras de amor.

Jessica Mendes: É uma jogada de mestre cantar em italiano porque toda a gente sabe que tudo soa melhor em italiano. Até uma letra desinteressante como esta.

João Vermelho: Preferia que fosse cantado em Estónio, porém a letra tem o seu significado e fica lindíssima em Italiano.

Neuza Ferreira: Isto é simplesmente magnífico e brilhante. Não me lembro de alguma vez a Estónia ter enviado uma letra tão boa.

Patrícia Leite: Das mais bonitas do festival. Transmite-nos uma mensagem de esperança, mas acima de tudo ensina a nunca desistir dos nossos objetivos. Se é a vitória que eles querem, a Estónia vai no bom caminho. 

Pedro Anselmo: A letra é excelente e em italiano até parece que é mais bonito que qualquer outra coisa. 

Pedro Lopes: Mais uma letra sobre uma história de amor, com a inteligência de ser interpretada em italiano, uma das línguas mais bonitas da Europa. Mas, gosto sobretudo no peso que a letra e a música entregam àquilo que todos nós não controlamos – o destino.

Tiago Lopes: Uma música sobre o amor, feito de forma subtil e diferente. O sentimento visto como um guia para a eternidade. 


André Sousa: Um top 5 na final, disso não duvido. 

Andreia Valente: São ingénuos os que comparam o sucesso (ou falta dele) dos Il Volo com o potencial de “La Forza”, que é em todos os aspetos melhor. Portanto, prevejo um lugar no  top 3 da final – se não mesmo no  top 1. 

Catarina Gouveia: Se a Eurovisão fosse um festival não-causador de mágoas a todos nós, esta seria a justa vencedora. 

Daniel Fidalgo: Candidata à vitória! Mas, em outros anos, já se assistiu a algumas surpresas negativas, ao terem ficado pela semifinal propostas líricas.

Diogo Canudo: Gostava de ver um tema com este estilo musical a ganhar, mas já acreditei noutras vezes e não aconteceu. 

Elizabete Cruz: A Estónia é claramente candidata à vitória.

Jessica Mendes: Não acredito na vitória mas espero um  top 5.

João Vermelho: Vitória? Top 5? Não sei se chegará mas vai andar lá perto.

Neuza Ferreira: Top 5.

Patrícia Leite: Um top 5 de certeza!

Pedro Anselmo: Terá top 5 no mínimo… Isto se não ganhar mesmo.

Pedro Lopes: Já era altura de voltarmos a Tallin, não acham?

Tiago Lopes: Sendo uma atuação diferente de todas as outras a concurso, conseguirá destacar-se e conseguir um top 10.


André Sousa: 12 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 12 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 10 pontos.

Elizabete Cruz: 12 pontos.

Jessica Mendes: 10 pontos.

João Vermelho: 12 pontos.

Neuza Ferreira: 10 pontos.

Patrícia Leite: 12 pontos.

Pedro Anselmo: 12 pontos.

Pedro Lopes: 12 pontos.

Tiago Lopes: 6 pontos.

Total: 144 pontos


André Sousa: Um exemplo claro que o Lírico não serve só para grandes operas e para pessoas de elite. O Lírico também pode ser apresentado em qualquer ocasião.

Andreia Valente: Tallinn 2019

Catarina Gouveia: Morre um panda bebé a cada vez que alguém compara esta obra-prima às canções líricas que já tivemos na Eurovisão. 

Daniel Fidalgo: Os meus vizinhos que se preparem! 

Diogo Canudo: A força da Estónia irá imperar na Eurovisão.

Elizabete Cruz: Esperemos que a força do destino dê à Elina um empurrão para o lado certo da tabela!

Jessica Mendes: Pena não ter instrumental.

João Vermelho: A pessoa que tentar cantar isto nos Karaokes vai ficar sem voz.

Neuza Ferreira: Que arrepio!

Patrícia Leite: Uma “forza” mágica. 

Pedro Anselmo: Que “la forza del destino” te leve à vitória!

Pedro Lopes: Una Forza de la Natura!

Tiago Lopes: A Estónia encontrou o caminho de volta de Verona.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Bélgica - 115 pontos;  3.º Bulgária - 105 pontos; 4.º Albânia - 76 pontos; 5.º Azerbaijão - 69 pontos; 6.º Bielorrússia - 48 pontos.

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